domingo, 26 de dezembro de 2010

Minérios Brasileiros Século de Exploração e Descaminho

A venda feagaciana da Vale do Rio Doce, o maior patrimônio mineral do planeta, envolvendo solo, subsolo, água, portos, ferrovias e florestas, abrangendo nove estados do país. Falar em preço aí é pura ignomínia. É como vender sua própria mãe, todavia a mãe não é uma commodity, a mãe não tem preço, a não ser para os executivos da mineradora Billington e do Bank of America, Gencor e Anglo-American.
A venda da Vale do Rio Doce foi o suicídio da nação brasileira. Esse entreguismo (“crime inominável”) teria anulado as possibilidades do desenvolvimento atual e futuro da Amazônia.

PORQUE FHC DECRETOU O ARQUIVO SECRETO POR "MAIS" 50 ANOS E LULA DA SILVA ENDOSSOU... ISTO DEVE SER INVESTIGADO.


Dizia Bulhões que o Estado falira - A inflação destruía sua capacidade arrecadadora. Ninguém recolhia impostos indiretos. Sem recursos suficientes, para enfrentar mesmo os encargos mais rotineiros qualquer governador perde a capacidade de exercer autoridade e a sociedade caminhara para o desastre; - culparam Gougart pela falência da capacidade arrecadadora do Estado mas, em momento algum os militares e as autoridades governamentais, cobraram do Eliezer Batista, o retorno financeiro de todo o Minério  que ele “vendeu” para o  Japão... Quanto aos EUA houve um Acordo  de Getúlio: O Brasil passou a fornecer aos americanos materiais estratégicos como bauxita, berilo e manganês e recebeu EM TROCA armas modernas e autorizou a instalação de bases militares americanas no Brasil,  no Brasil  Parnamirim (RN) era a mais importante. De lá decolaram entre 400 e 600 aviões para o combate na Europa e para a vigilância do Atlântico Sul, formando um cinturão de 1.700 milhas entre Natal e Dacar, na África... Mas isto aconteceu  na época da 2ª, guerra por acordo feito por Getúlio.  E após este período, permaneceu qual acordo de troca, para o descaminho dos minérios estratégicos. 


No final do século XVIII,foram descobertas as lavras de ouro de Conceição, Itabira e Santana e a exigência de técnicas de explorações sofisticadas fez surgir companhias de mineradoras que utilizavam a mão-de-obra escrava. Este segundo ciclo do ouro se estendeu até meados do século XIX. Na primeira metade do século XX, a economia de Itabira sofreu influência da conjuntura econômica internacional e nacional: o Congresso Geológico Internacional de Estocolmo, realizado em 1908, divulgou o potencial ferrífero do Brasil e atraiu o interesse de vários investidores estrangeiros na região. Assim, em 1910, um grupo de ingleses construiu a Itabira Iron Ore Company Limited com a intenção de garantir as reservas de minério e o controle da estrada de ferro que seria construída entre Minas Gerais e Espírito Santo. Com o fim da Primeira Guerra Mundial, o controle da Companhia foi transferido para um grupo de "investidores europeus e norte-americanos" liderados por Percival Faquhar, homem da confiança dos Rothschild


Getúlio Vargas, que não estudou em Harvard, mas sabia das coisas, deixou claro em sua Carta Testamento que o imperialismo é a política de expansão internacional dos monopólios. O trabalhismo surgiu em 1945 fazendo a denúncia dos super-lucros coloniais, “os lucros exportáveis”

O que os países ricos hoje querem do Brasil? Eles querem o potencial energético (biomassa) dos trópicos. As corporações multinacionais não são burras, não apostam seu futuro em pré-sal no fundo do mar. Como é que pode existir desenvolvimento sustentável se a economia brasileira não é autocentrada? não existe justiça ecológica sem justiça social, e no capitalismo inexiste justiça social.

Sofrendo pressões por parte dos seus grupos apoiadores, os nacionalistas e militares, Getúlio Vargas é impelido a tomar uma decisão a respeito da questão da exploração e exportação do minério de ferro. Assim, por meio de decreto, confiscou todo o patrimônio de Percival Farquhar nesse setor, e formou uma nova empresa, estatal. Estes entendimentos foram denominados os Acordos de Washington. Hoje, a Herdeira de Percival Farquhar, o lendário empreendedor norte-americano, luta para receber uma indenização - já ganha em última instância na Justiça - que pode chegar a US$ 3,3 bilhões. (01)

Getúlio Vargas em seu governo foi criado o Código de Minas que proibia a mineração no Brasil por estrangeiros. Dessa forma, Farquhar estabeleceu sociedade com brasileiros e fundou a Companhia Brasileira de Mineração e Siderurgia. Com a Segunda Guerra Mundial e o acordo de Washington: ingleses cederam as minas, americanos financiaram 14 milhões de dólares,em decorrência dos quais, Getúlio Vargas assina o decreto n° 4.352 criando a Companhia Vale do Rio Doce.(02).


A ICOMI, foi fundada para concorrer com a própria Vale. Utilizando a ESTATAL para produzir lucros PARTICULARES.


Esta foto foi tirada no Porto suburbano de Leatron, em Nova York (EUA), na manhã do dia 11 de março de 1955, onde teve a presença do Dr. Augusto Trajano Antunes (ICOMI), Mr. Hummel (US Sttel) e Sr. Lerry James (representante da General Motors-GM, empresa que fabricou as 03 locomotivas que foram vendidas para a ICOMI, em contrato firmado em 1954). Essas locomotivas eram tipo diesel-elétricas SW de 1200HP, projetadas por engenheiros-ferroviários da Electro-Motive Division, setor vinculado à multinacional G.M.


Elas vieram diretamente dos EUA para o Brasil, chegando no canteiro de obras do Porto de Santana no início da tarde do dia 30 de março de 1955, nessa ocasião meu avô (soldador Luís Silva) assistiu a chegada dos maquinários e participou do desembarque, onde mais de 40 homens tiveram que usar a força dos braços e de alguns guinchos inconfiáveis para içá-los.Observe que ao fundo ainda nem existiam casas onde hoje fica a Avenida Santana.JOÃO LÁZARO  por e-mail

A chegada dessas locomotivas foi registrada por um correspondente da revista "Ferroviária", que tirou diversas fotos do momento do desembarque no cais da ICOMI que depois foram publicadas na edição de novembro daquela revista, com direito a uma extensa reportagem falando das nossas riquezas minerais e das intenções econômicas da mineradora.( Fonte: Fotos e informações históricas - contribuição  do amigo Emanoel Jordânio, blogueiro, pesquisador da história de Santana - via e-mail)

Augusto Antunes, paulista, engenheiro civil eletricista pela Escola Politécnica de São Paulo no ano de 1930. Transferiu-se pára o Estado de Minas Gerais, dedicando-se à área de mineração e fundando em 1942 a empresa Ind.e Com.de Minérios - ICOMI, assumindo a Direção Técnica. Em 1946, quando manteve os primeiros contatos com o Governador do Território do Amapá, Capitão Janary Gentil Nunes, interessado nas pesquisas minerais da região. Augusto Antunes visitou os locais onde foram localizadas as minas de manganês, acompanhado dos Srs. Homero Charles Platon e Mário Cruz, levando quantidade expressiva de minério para exames laboratoriais. A 6 de dezembro de 1947, represerntando o grupo ICOMI, assina na Representação do Governo do Amapá, no Rio de Janeiro o contrato de exploração das minas de manganês da Serra do Navio estando presentes ao ato o Governo do Amapá, Ministros, Deputados e Senadores. O início das atividades da empresa no Amapá ocorreu em 1948, com a chegada da equipe técnica, composta de engenheiros americanos, holandeses e ingleses que espantaram a população por nada entender do que falavam ou o que queriam. Em 1949 começaram a chegar a Santana os navios carregados de ferragens e equipamentos. Em 15 de novembro de 1950 o Congresso Nacional referendou os termos do contrato de exploração do minério de manganês pela ICOMI. Na década de 1950, Antunes já comandava o que viria a ser um dos maiores grupos privados da área de mineração do país. Nascia a Companhia Auxiliar de Empresas de Mineração - Caemi, que incorporou a Icomi e deu partida na exploração de manganês na Serra do Navio, no Amapá. Um caso emblemático foi o duelo, em meados da década de 60, contra a norte-americana Hanna Mining  Leia.


Presidente JK (de terno à esq.) recebe das mãos do Dr. Augusto Antunes, uma placa alusiva ao primeiro embarque de manganês do Porto de Santana, ocorrido em 10 de janeiro de 1957, transportado pelo navio Areti-XS – Baltimore, que havia chegado no dia 9 e saiu no dia seguinte, levando 9.050,05 toneladas de manganês. 

A cerimônia foi presenciada pelo Dr. Amilcar da Silva Pereira, que na época era o Governador do Amapá. Amilcar 

Pereira governou o Amapá no período de fevereiro de 1956 a fevereiro de 1958. 

Trem iniciando a descida da mina para o portoFoto: Icomi, 1964(–). Coleção: Flávio de Britto Pereira.  
JK ao lado de Trajano no primeiro embarque do Manganês do Amapá. O Brasil era o maior produtor de manganês do mundo. Como era de outros minérios, todos controlados por Eliezer Batista, presidente eterno da Vale.
Eliezer Batista (pai do Eike Batista), em 1965, aceitando o convite do Dr. Augusto Trajano Antunes para ser o presidente da MBR Trajano disse: "É certo que a humanidade viveu do trabalho escravo. Mas é preciso, por isso mesmo, eliminar as desigualdades e injustiças. Na medida em que o indivíduo tenha consciência disso, terá mais humildade e consciência de que do mundo nada se leva. (Lembra Eliezer? Foi o que você nunca aplicou...)


Em 1964, logo após a Revolução Militar, Eliezer Batista foi ejetado da presidência da Vale do Rio Doce por determinação dos militares. Foi salvo do exílio pela intervenção de Antunes, que convenceu os generais  convidando Eliezer  para trabalhar com ele na MBR.

Em 1965, Antunes criou a Minerações Brasileiras Reunidas (MBR), resultado da junção de reservas da Caemi e da St. John Del Rey Mining, que havia sido comprada pela Hanna. Antunes ficou com 51% da nova empresa e os americanos com 49%. O projeto da Hanna Mining passava dos interesses da MBR e, por conseqüência, do Brasil. 

Em 1968, José Luiz Bulhões Pedreira governador da Guanabara em 1964 a pedido do ministro Roberto Campos, recebeu Eliezer Batista para discutir a implantação de um posto de minério para viabilizar a Companhia Siderurgica da Guanabara – Cosipa (hoje controlada pelo grupo Gerdau). Em atenção a pleito ao presidente Castelo Branco e o terminal de minério da Caemi para o Estado da Guanabara uma vez que o terminal de minério era crítico para o florecimento de uma zona industrial fundamental para a sobrevivência autônoma da Guanabara. No final prevaleceu a racionalidade da escolha de Guaiba/Guaibinha, no Estado do Rio como terminal da Caemi de Augusto Trajano empresa comprada pela Vale pós privatização. A Caemi como exportadora de minérios de ferro é peça-chave. Projeto este interrompido em 1967 e só retornado, com vigor à partir de 1968. 


Em 1968, Eliezer Batista  deixou a MBR. Não recusou o chamamento para retornar à Vale do Rio Doce que recebeu do professor Antônio Dias Leite (ministro de Minas e Energia de 1969 a 1974).  E a Vale não foi sequestrada, emparedada e destruída nos tempos da DOAÇÃO. Pelo menos 30 anos antes já era uma propriedade feudal de Eliezer Batista, que dominava e controlava a empresa, também doando seus  principais minérios, pelos mesmos preços aviltantes.

Porque a Polícia Federal, as autoridades, NUNCA contestaram Eliezer Batista? Qual ligação teve Batista com o poder oculto, interessado na desnacionalização do Brasil?



Porque? Eliezer Batista presidente eterno da vale não reconheceu e patrocinou  para pesquisas o ITI ( o ITI descobriu o Nióbio em Araxá em 1953), Quando o cientista geoquímico Djalma Guimarães do ITI propôs, em uma entrevista, que o Governo de Minas devia formar um Fundo com uma pequena parte dos futuros lucros daquelas jazidas (royalties) para dar suporte a órgãos de pesquisa geocientíficas e agronômicas estaduais, houve um completo silêncio, que perdurou por vários governos, iniciando, naquela hora, um doloroso processo de decadência do ITI (Instituto de Tecnologia Industrial). A Fertisa, detentora das duas jazidas, foi logo extinta e sucedida, em 1957, pela Camig, que, por sua vez, foi também extinta, passando as jazidas e os royalties respectivos para a Metamig, que se transformou em Comig, em 1990. Esta última foi extinta em 2003, sendo criada a Codemig, que, hoje, administra, com invejável autonomia, os royalties que resultaram das pesquisas do velho ITI. (05)

FORTUNA DOS BATISTAS  Rico não vai para a cadeia 
Quem nasce Batista se reproduz na riqueza de outro Batista. Só o manganês não se reproduz, dá apenas uma safra). Mas como Eliezer foi sempre muito PREVIDENTE, controlou todos os minérios, que deixou para o filho, de "papel passado", ou então em indicações DEBAIXO DA TERRA. Mas com os mapas atualizados e do conhecimento APENAS DO FILHO, A MAIOR FORTUNA DO BRASIL, ANTES MESMO DE NASCER.

(O Brasil tem quase a totalidade da produção desses minérios, como tinha do manganês, raríssimos.
 E como tem do NIOBIO, ainda mais raro e IMPRESCINDÍVEL, 98 por cento de tudo o que existe no mundo). Alternando de pai para filho, afinal onde termina Eliezer e começa o Eike?

A partir do "Diário de Notícias" (1956/1962) e depois já na "Tribuna da Imprensa", Eliezer era personagem quase diário. O roubo das jazidas de manganês do Amapá, assunto exclusivo deste repórter, ninguém participava, Eliezer era tão GENEROSO com os jornalões, como foi depois com o filho Eike. O Brasil era o maior produtor de manganês do mundo. Como era de outros minérios, todos controlados por ele, presidente eterno da Vale.

Eliezer devastou o Amapá, entregou todo o manganês aos americanos, a "preços de banana" (royalties para o presidente dos EUA, Theodore Roosevelt, que inventou essa expressão para identificar os países debaixo do Rio Grande. Isso em 1902). No Porto de Nova Iorque, os navios que vinham do Brasil com manganês, atracavam lá longe para não provocar comentários. E este repórter dava o número dos navios, os nomes, o total da carga, o miserável preço da venda, EMPOBRECENDO o Brasil, ENRIQUECENDO os "compradores" e o grande  VENDEDOR (sem aspas) Eliezer Batista.

Em 1968, Eliezer Batista assumiu a diretoria da Itabira Eisenerz GMPH, em Dusseldorf (Alemanha Ocidental), "ele foi obediente a Percival Faquhar?" posto no qual permaneceu até 1974. Quando da fundação da Rio Doce Internacional S.A., subsidiária da Vale em Bruxelas, tornou-se seu presidente.

Eliezer Batista DOAVA os bens da Vale, parceladamente, mas mantinha a empresa, era mais lucrativa para ele.(04)


Como Presidente da Vale pela segunda vez, Eliezer Batista foi o responsável pelo Projeto Grande Carajás, oficialmente conhecido por Programa Grande Carajás (PGC), que passou a explorar as riquezas da província mineral dos Carajás – abrangendo uma área de 900.000 km², cortada pelos rios Xingu, Tocantins e Araguaia, e englobava terras do sudoeste do Pará, norte de Tocantins e oeste do Maranhão.


1997 Vale do Rio Doce Privatização Fraudulenta e Ilegal


Em 1997 Eliezer Batista  tornou-se um dos fundadores do Conselho Empresarial Brasileiro de Desenvolvimento Sustentado (CEBDS) deixando neste ano a Rio Doce Internacional e assumindo uma cadeira no Conselho Coordenador de Ações Federais do Rio de Janeiro, da Federação das Indústrias do estado (Firjan). No segundo governo de Fernando Henrique Cardoso (1998-2002), foi membro do Conselho Coordenador das Ações Federais no Rio de Janeiro, órgão ligado à presidência da República, hoje é o principal conselheiro do filho Eike, o homem mais rico do Brasil ?.



Riqueza vai, pobreza fica. Como um todo, um péssimo negócio. Mas para o BNDES, facilitar a transferência da riqueza dos pobres do Brasil para os ricos do país e do mundo e deixar aqui a pobreza é, ‘como um todo’, um bom negócio.


No caso da ICOMI, a participação de capitais estrangeiros no negócio foi efetivada por intermédio da Bethlehem Steel Company.  

Tratou-se de associação efetivada ainda nos anos 50 do século passado e que ensejou, no decorrer de sua operação, a utilização de técnicas e práticas ambientais hoje julgadas como prejudiciais  e as quais legaram passivos ambientais que necessitam ser mensurados.
Icomi - Maquinários foram abandonados
Recomenda-se a efetivação de uma auditoria ambiental em todas as áreas industriais ocupadas pela ICOMI em especial na Serra do Navio.
http://www.observatoriosocial.org.br/download/ReGeicomiport.pdf
CAEMI / VALE –  Incorporação Confusa e Obscura:   
Caemi dona de 85% do capital da MBR. ... maior empresa de mineração do mundo, atrás da anglo-australiana BHP Billiton... (Caemi, que incorporou a Icomi)
Eike Batista disse: “Paguei meu imposto de renda com um cheque de 670 MILHÕES DE REAIS.  Deve ser verdade. Mas de onde vem essa fortuna, que segundo ele, é a maior do Brasil? Do pai, o melhor do Brasil? Ninguém duvida, as dúvidas estão todas na sua vida, ou melhor, na vida do pai, que montou sua herança, antes mesmo dele nascer. Ninguém tem uma trilha (que gerou o trilhão) de irregularidades tão grande quando Eliezer Batista.
PS5 – É preciso que alguém obrigue Eike Batista a explicar como se tornou O HOMEM MAIS RICO DO BRASIL. Acho que quem pode fazer isso é a RECEITA FEDERAL.
http://www.tribunadaimprensa.com.br/?p=11364 Helio Fernandes  quarta-feira, 08 de setembro de 2010 |07:10


Fontes: Porta Retrato (Macapá/Amapá de Outrora)

Um comentário:

Marilda Oliveira disse...

Grata Hélio Fernandes, por ter-nos deixado transcrito relatos da verdadeira história que levou o Brasil a sua desnacionalização, seguido pelo descaminho dos seus minérios estratégicos.