sexta-feira, 29 de março de 2013

Minérios do Brasil desde o Manganês Eliezer Batista em 1953, nas mãos dos centralizadores internacionais


SERÁ NECESSÁRIO MUITO PATRIOTISMO PARA OS BRASILEIROS DE BEM, CONSEGUIR MORALIZAR A TRAMA ENTREGUISTA POLÍTICA/INTERNACIONAL FORMADA DESDE 1954,  QUE DARIA DESTINO AS TERRAS RARAS SEUS MINÉRIOS E PETRÓLEO BRASILEIRO. PARA O CAMINHO FICAR LIVRE, A  MORTE DO ESTADISTA GETÚLIO VARGAS:


Desde 1956, quando comecei a fazer coluna e artigo no Diário de Notícias (continuando na Tribuna da Imprensa) Eliezer Batista era meu personagem inestimável e prioritário. Não era perseguição-obsessão, e sim obrigação. Ele era dono e não presidente da Vale, a grande empresa de minérios, depois DOADA por FHC e o Brasil recebendo tostões em títulos desvalorizados.
Não há o que acrescentar, só ratificar e não retificar. Foi dono da Vale, depois dirigiu a Caemi, foi presidente da Minerações Brasileiras Reunidas, resultado da fusão da Caemi com a Bethlehem Steel e, logo em seguida, o de vice-presidente da Itabira International Company (Nova Iorque). Depos, assumiu a diretoria da Itabira Eisenerz GmbH, em Düsseldorf, Alemanha Ocidental, posto no qual permaneceu até 1974, quando passou a dominar a Rio Doce Internacional S.A., subsidiária da Vale em Bruxelas.
Eliezer Batista viajou muito, morou várias vezes no exterior. Mais de um ano na União Soviética e quase dois anos na Alemanha, onde casou com Jutta Fuhrken, natural de Hamburgo, e desse casamento nasceram sete filhos, dentre eles Eike Batista. Seus filhos e até um neto (Thor) têm esses nomes por causa da residência.
Inacreditável: presidentes da República e até ditadores não cobravam nada dele. Voltava, não precisava reassumir, retomava a rotina diária, sem o menor constrangimento.
PS - Deixou para o filho, fortuna em espécie e o mapa-da-mina mineral, começo (e parece que o fim) da aventura.
PS2 - Na única vez em que fingiu responder, indiretamente, afirmou: "Paguei 697 milhões de Imposto de Renda".
PS3 - Agora, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, afirmou audaciosamente: "O BNDES emprestou 37 bilhões, APENAS 10 BILHÕES foram para EIKE BATISTA.
PS4 - A desesperança chega ao apogeu, quando o presidente de um banco de fomento, estatal, EMPRESTA 10 BILHÕES a um aventureiro, e como ressalva, coloca a palavra A-P-E-N-A-S.
Porque a Polícia Federal, as autoridades, NUNCA contestaram Augusto Trajano e Eliezer Batista? Qual ligação tiveram com o poder oculto, com os Consensos de Washington,  com os acordos realizados com as elites globalistas internacionais, omissão pelas governanças civis e militares, entreguistas convictos,  surgindo assim, o descaminho dos minérios estratégicos a preço de banana como aconteceu com o Manganês, com a Mineradora Vale do Rio Doce, com o Jari no Amazôna assim, por lastimar, Trajano, Eliezer contribuiram com a oligarquia internacional para a desnacionalização dos minérios no Brasil.

Se não bastasse a doação da Vale do Rio Doce facilitada por Eliezer Batista,  este ainda se aproveitou do ICMBio, de 24 de julho de 2008,  para conseguir áreas e mais áreas na localidade estratégica de Mato Grosso do Sul,  na Serra do Amolar vejam: 

O que os países ricos querem do Brasil? Eles querem o potencial energético (biomassa) dos trópicos. As corporações multinacionais não são burras, não apostam seu futuro em pré-sal no fundo do mar. Como é que pode existir desenvolvimento sustentável se a economia brasileira não é auto centrada? não existe justiça ecológica sem justiça social, e no capitalismo inexiste justiça social. Por este motivo que os empresários financiam o partido comunista, que disfarçados clandestinamente, protegem as grandes fortunas em suas gerações futuras, cumprindo o entreguismo privativista dos políticos corruptos.

Manganês de graça para os estrangeiros especial o Japão:
Imprensa Popular 28/03/1950 pag. 1 e 4 por Medro Motta Lima

O pagamento de 10 e 12 cruzeiros é apenas símbolos, pois a tonelada no mercado externo vale 900  -  sem inversão de capital, os trustes ianques U. S. Steel e Bethleelem apossam-se de todo o minério.

O empréstimo de 35 milhões de dólares que o  Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento vai conceder para a exploração das jazidas de manganês de Urucum é um dos últimos atos da entrega total do minério brasileiro aos trustes de aço americanos. A exploração de Urucum pelos ianques completa o assalto às nossas jazidas. No Brasil são três as principais fontes de minérios de manganês: Conselheiro Lafaiete em Minas, Amaparí no território do Amapá, e Urucum, em Mato Grosso. Pois bem, todas essas fontes de manganês estão direta ou indiretamente sendo exploradas pelos dois maiores grupos americanos de aço, a United States Steel Corporation e a Bethleem Steel Corporation. As jazidas de Conselheiro Lafaiete estão com os dias contados. O seu potencial atual é de apenas  5 milhões de toneladas. Apesar disso o manganês dessa região continua sendo exportado, o que é uma grave ameaça ao funcionamento de Volta Redonda. Segundo cálculos feitos pelos técnicos se a exportação continuar no mesmo ritmo dentro de 5 a 6 anos Volta Redonda não terá mais o minério indispensável do fabrico do aço. As jazidas de Conselheiro Lafaiete estão nas mãos de concessionários que são companhias subsidiárias daqueles trustes americanos. Desde 1920 a United States Steel explora a melhor jazida que é a do Morro de Mina, através da Companhia Meridionqal de Mineração do Grupo brasileiro Jaffet-Chama. Outras jazidas são exploradas pela ICOMI Ind. e Com. de Mineração Ltda ligada a Bethleehen Steel. As jazidas do Amapá, em 1950 o governo entregou de mão beijada o manganês das jazidas de Amapari a Betheehem Steel. Neste caso também o Banco Internacional entrou com o financiamento de 35 milhões de dólares endossados pelo Tesouro Brasileiro. O truste assim não entra com algum., mas recebe 49 por cento de ações. As restantes ações perfazendo 51 por cento do total, foram dadas a ICOMI. Um grupo de testas de ferro do Estado de Minas Gerais não entrou no no negócio com um centavo. O governo entra com o financiamento total, pois endossa o empréstimo. O que os gringos têm a fazer é somente retirar o manganês e mandá-lo para os seus altos fornos. Tudo de graça dando margem ainda a lucros astronômicos. As jazidas de Amaparí tem um potencial de vinte milhões de toneladas, com um teor metálico de 50 por cento e estão localizadas a apenas 220 kms. do porto de Macapá. O manganês desse porto irá diretamente para Sparraw Point onde estão as usinas da Tetheehem. O custo do transporte será de cindo dólares por tonelada. De acordo com a revisão do contrato feito entre ICOMI e o governo do território do Amapá, em 0706/1950, poderão ser exportadas 500 mil toneladas anuais recebendo o governo "royalties" de 4% s/ o valor FOB do manganês exportado. 

Em 1949 o preço médio da tonelada exportada pelo Brasil foi de 321 cruzeiros. Portanto o truste de aço norte-americano da a ninharia de Cr$12,00 por tonelada pelo manganês retirado do Amapá. Na verdade o valor da tonelada no mercado internacional é de 800 a 900 cruzeiros. O grande negócio feito pela Bethleehem animou a United States Steel e a avançar sobre o manganês de Urucum. E o fez por meio do grupo Jaffet-Chama, isto é da Companhia meridional de Mineração, também aqui foi organizada a companhia mista, com 49 por cento das ações do truste e 51 por cento da Meridional. Ainda neste caso o Banco Internacional entrará com 35 milhões de dólares também endossados pelo Tesouro brasileiro. A marmelada é a mesma: os assaltantes não entram com capital algum, mas somente com o direito de avançar sobre as jazidas. O poder de Urucum é de 30 milhões de toneladas com teor metálico de 15 milhões. Pelo acordo firmado om o governo do Estado de mato Grosso, a companhia pagará 10 cruzeiros por tonelada do Manganês retirado das jazidas de Urucum. Estes dados mostram perfeitamente que todas as jazidas de manganês do Brasil estão nas mãos dos americanos e absolutamente de graça. Maiores concessões pretende ainda o governo oferecer dos gringos na Conferência dos Chanceleres, constando o manganês num dos itens das discussões.

Dizia o Ministro Bulhões que o Estado falira - A inflação destruía sua capacidade arrecadadora. Ninguém recolhia impostos indiretos. Sem recursos suficientes, para enfrentar mesmo os encargos mais rotineiros qualquer governador perde a capacidade de exercer autoridade e a sociedade caminhara para o desastre. Quanto aos EUA houve um Acordo  de Getúlio: O Brasil passou a fornecer aos americanos materiais estratégicos como bauxita, berilo e manganês e recebeu EM TROCA armas modernas e autorizou a instalação de bases militares americanas no Brasil,  no Brasil  Parnamirim (RN) era a mais importante. De lá decolaram entre 400 e 600 aviões para o combate na Europa e para a vigilância do Atlântico Sul, formando um cinturão de 1.700 milhas entre Natal e Dacar, na África... Mas isto aconteceu  na época da 2ª, guerra por acordo feito por Getúlio.  E após este período, com a morte do Getúlio, permaneceu no Brasil os acordo realizado  pelos militares –   e civis  vinculados aos EUA e entreguistas convictos,  surgindo o descaminho dos minérios estratégicos, e a desnacionalização do Brasil  seguiu de forma galopante.

 Esse ousado e gigantesco projeto, orçado em 80 milhões de dólares, obteve toda a simpatia do presidente da república Epitácio Pessoa, que assinou o famoso Contrato Itabira de 1920. Imediatamente Farquhar passaria a sofrer uma feroz oposição de Arthur Bernardes, presidente do estado, então quase autônomo, de Minas Gerais.No final do século XVIII,foram descobertas as lavras de ouro de Conceição, Itabira e Santana e a exigência de técnicas de explorações sofisticadas fez surgir companhias de mineradoras que utilizavam a mão-de-obra escrava. Este segundo ciclo do ouro se estendeu até meados do século XIX. Na primeira metade do século XX, a economia de Itabira sofreu influência da conjuntura econômica internacional e nacional: o Congresso Geológico Internacional de Estocolmo, realizado em 1908, divulgou o potencial ferrífero do Brasil e atraiu o interesse de vários investidores estrangeiros na região. Assim, em 1910, um grupo de ingleses construiu a Itabira Iron Ore Company Limited com a intenção de garantir as reservas de minério e o controle da estrada de ferro que seria construída entre Minas Gerais e Espírito Santo. Com o fim da Primeira Guerra Mundial, o controle da Companhia foi transferido para um grupo de "investidores europeus e norte-americanos" liderados por Percival Faquhar seu principal sócio e dono da Light do Rio de Janeiro – Alexandre Mackenzie. http://pt.wikipedia.org/wiki/Percival_Farquhar

Porque  o ministro do exterior João Neves e o ministro do Exército Góes Monteiro começaram a induzir o processo de derrubada de Vargas, quando articularam com os EUA o Acordo Militar de 1952, sem conhecimento do Gen. Estillac Leal, ministro da Guerra, nacionalista e sustentador da base militar do presidente. Estillac demitiu-se e daí tudo perdeu o rumo, a entrega do Brasil aos centralizadores internacionais foi crescendo.

Sofrendo pressões por parte dos seus grupos apoiadores, os nacionalistas e militares, Getúlio Vargas é impelido a tomar uma decisão a respeito da questão da exploração e exportação do minério de ferro. Assim, por meio de decreto, confiscou todo o patrimônio de Percival Farquhar nesse setor, e formou uma nova empresa, estatal. Hoje, a Herdeira de Percival Farquhar, o lendário empreendedor norte-americano, luta para receber uma indenização - já ganha em última instância na Justiça - que pode chegar a US$ 3,3 bilhões. http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/6914_FARQUHAR+O+FANTASMA+QUE+ASSOMBRA+A+UNIA

Getúlio Vargas em seu governo foi criado o Código de Minas que proibia a mineração no Brasil por estrangeiros. Dessa forma, Farquhar estabeleceu sociedade com brasileiros e fundou a Companhia Brasileira de Mineração e Siderurgia. Com a Segunda Guerra Mundial e o acordo de Washington: ingleses cederam as minas, americanos financiaram 14 milhões de dólares,em decorrência dos quais, Getúlio Vargas assina o decreto n° 4.352 criando a Companhia Vale do Rio Doce.


ICOMI, foi fundada para concorrer com a própria Vale. Utilizando a ESTATAL para produzir lucros PARTICULARES.
Esta foto foi tirada no Porto suburbano de Leatron, em Nova York (EUA), na manhã do dia 11 de março de 1955, onde teve a presença do Dr. Augusto Trajano Antunes (ICOMI), Mr. Hummel (US Sttel) e Sr. Lerry James (representante da General Motors-GM, empresa que fabricou as 03 locomotivas que foram vendidas para a ICOMI, em contrato firmado em 1954). Essas locomotivas eram tipo diesel-elétricas SW de 1200HP, projetadas por engenheiros-ferroviários da Electro-Motive Division, setor vinculado à multinacional G.M.
A chegada dessas locomotivas foi registrada por um correspondente da revista "Ferroviária", que tirou diversas fotos do momento do desembarque no cais da ICOMI que depois foram publicadas na edição de novembro daquela revista, com direito a uma extensa reportagem falando das nossas riquezas minerais e das intenções econômicas da mineradora.( Fonte: Fotos e informações históricas - contribuição  do amigo Emanoel Jordânio, blogueiro, pesquisador da história de Santana - via e-mail)


Elas vieram diretamente dos EUA para o Brasil, chegando no canteiro de obras do Porto de Santana no início da tarde do dia 30 de março de 1955, nessa ocasião meu avô (soldador Luís Silva) assistiu a chegada dos maquinários e participou do desembarque, onde mais de 40 homens tiveram que usar a força dos braços e de alguns guinchos inconfiáveis para içá-los.Observe que ao fundo ainda nem existiam casas onde hoje fica a Avenida Santana.JOÃO LÁZARO  por e-mail

Augusto Antunes, paulista, engenheiro civil eletricista pela Escola Politécnica de São Paulo no ano de 1930. Transferiu-se pára o Estado de Minas Gerais, dedicando-se à área de mineração e fundando em 1942 a empresa Ind.e Com.de Minérios - ICOMI, assumindo a Direção Técnica. Em 1946, quando manteve os primeiros contatos com o Governador do Território do Amapá, Capitão Janary Gentil Nunes, interessado nas pesquisas minerais da região. Augusto Antunes visitou os locais onde foram localizadas as minas de manganês, acompanhado dos Srs. Homero Charles Platon e Mário Cruz, levando quantidade expressiva de minério para exames laboratoriais. A 6 de dezembro de 1947, represerntando o grupo ICOMI, assina na Representação do Governo do Amapá, no Rio de Janeiro o contrato de exploração das minas de manganês da Serra do Navio estando presentes ao ato o Governo do Amapá, Ministros, Deputados e Senadores. O início das atividades da empresa no Amapá ocorreu em 1948, com a chegada da equipe técnica, composta de engenheiros americanos, holandeses e ingleses que espantaram a população por nada entender do que falavam ou o que queriam. Em 1949 começaram a chegar a Santana os navios carregados de ferragens e equipamentos. Em 15 de novembro de 1950 o Congresso Nacional referendou os termos do contrato de exploração do minério de manganês pela ICOMI. Na década de 1950, Antunes já comandava o que viria a ser um dos maiores grupos privados da área de mineração do país. Nascia a Companhia Auxiliar de Empresas de Mineração - Caemi, que incorporou a Icomi e deu partida na exploração de manganês na Serra do Navio, no Amapá. Um caso emblemático foi o duelo, em meados da década de 60, contra a norte-americana Hanna Mining  Leia:http://mudancaedivergencia.blogspot.com/2008/12/hannaroberto-campos-otavio-gouveia-de.html


Presidente JK (de terno à esq.) recebe das mãos do Dr. Augusto Antunes, uma placa alusiva ao primeiro embarque de manganês do Porto de Santana, ocorrido em 10 de janeiro de 1957, transportado pelo navio Areti-XS – Baltimore, que havia chegado no dia 9 e saiu no dia seguinte, levando 9.050,05 toneladas de manganês. A cerimônia foi presenciada pelo Dr. Amilcar da Silva Pereira, que na época era o Governador do Amapá. Amilcar Pereira governou o Amapá no período de fevereiro de 1956 a fevereiro de 1958. Trem iniciando a descida da mina para o portoFoto: Icomi, 1964(–). Coleção: Flávio de Britto Pereira.

JK ao lado de Trajano no primeiro embarque do Manganês do Amapá. O Brasil era o maior produtor de manganês do mundo. Como era de outros minérios, todos controlados por Eliezer Batista.
Em 1964, logo após a Revolução Militar, Eliezer Batista foi ejetado da presidência da Vale do Rio Doce por determinação dos militares, por receber suborno de empreiteiros. Assume então a presidência de empresa de Antunes (a ICOMI no Amapá, que mais tarde surge em nome de Eike). Protegido por Antunes Eliezer volta à Vale, e continua a cometer crime de peculato, transferindo mercados da Vale para a sua própria MBR. Foi salvo do exílio pela intervenção de Antunes, que convenceu os generais  convidando Eliezer  para trabalhar com ele na MBR.
Eliezer Batista (pai do Eike Batista! como enriqueceu!), em 1965, aceitando o convite do Dr. Augusto Trajano Antunes para ser o presidente da MBR Trajano disse: "É certo que a humanidade viveu do trabalho escravo. Mas é preciso, por isso mesmo, eliminar as desigualdades e injustiças. Na medida em que o indivíduo tenha consciência disso, terá mais humildade e consciência de que do mundo nada se leva. Eliezer Batista - Membro Vogal da CEBRI (braço do CFR) no Brasil  http://forum.antinovaordemmundial.com/Topico-cebri-o-bra%C3%A7o-do-cfr-no-brasil

Em 1965, Antunes criou a Minerações Brasileiras Reunidas (MBR), resultado da junção de reservas da Caemi e da St. John Del Rey Mining, que havia sido comprada pela Hanna. Antunes ficou com 51% da nova empresa e os americanos com 49%. O projeto da Hanna Mining passava dos interesses da MBR e, por conseqüência, do Brasil. 

Em 1968, José Luiz Bulhões Pedreira governador da Guanabara em 1964 a pedido do ministro Roberto Campos, recebeu Eliezer Batista para discutir a implantação de um posto de minério para viabilizar a Companhia Siderurgica da Guanabara – Cosipa (hoje controlada pelo grupo Gerdau). Em atenção a pleito ao presidente Castelo Branco e o terminal de minério da Caemi para o Estado da Guanabara uma vez que o terminal de minério era crítico para o florecimento de uma zona industrial fundamental para a sobrevivência autônoma da Guanabara. No final prevaleceu a racionalidade da escolha de Guaiba/Guaibinha, no Estado do Rio como terminal da Caemi de Augusto Trajano empresa comprada pela Vale pós privatização. A Caemi como exportadora de minérios de ferro é peça-chave. Projeto este interrompido em 1967 e só retornado, com vigor à partir de 1968. 

Em 1968, Eliezer Batista  deixou a MBR. Não recusou o chamamento para retornar à Vale do Rio Doce que recebeu do professor Antônio Dias Leite (ministro de Minas e Energia de 1969 a 1974).  E a Vale propriedade feudal de Eliezer Batista, que dominava e controlava a empresa, doando seus  principais minérios, pelos mesmos preços aviltantes.

 - Em 1968, Eliezer Batista assumiu a diretoria da Itabira Eisenerz GMPH, em Dusseldorf (Alemanha Ocidental),  posto no qual permaneceu até 1974. Quando da fundação da Rio Doce Internacional S.A., subsidiária da Vale em Bruxelas, tornou-se seu presidente.  “Eliezer foi obediente a Percival Faguhar que por meio de decreto, Getúlio confiscou todo o seu patrimônio”  http://niobiomineriobrasileiro.blogspot.com.br/2010/04/a-vale-surgiu-para-atender-o-tratado-de.htm

Eliezer Batista DOAVA os bens da Vale, parceladamente, mas mantinha a empresa, era mais lucrativa para ele. Eliezer na Presidência da Vale  vende cerca de 30% deste gigantesco patrimônio por 180 milhões de dólares (menos de 5% do valor)! O governo chega a perder o controle da Vale: sua participação cai abaixo de 50%. Reina a confusão, a Folha de S Paulo, a Tribuna da Imprensa, O Globo, denunciam o crime. A revista Senhor publica um mapa de jazidas da Vale sobre o qual se lê: “a ser cedido ao grupo Antunes”. Denuncias abortam a transferência de jazidas de ouro (Bahia) para sócios de Eike, e de jazidas de bauxita para grupo americano (oeste do Para). Jazidas da Vale em Corumbá (Urucum) surgem nas mãos de Eike. O senador Severo Gomes aprova uma CPI e publica livro expondo a gigantesca roubalheira (leitura obrigatória: Companhia Vale do Rio Doce: Uma Investigação Truncada. Editora Paz e Terra. Prefacio de Paulo Sergio Pinheiro ). Eliezer é demitido. Porem permanece imensamente rico e impune. http://www.tribunadaimprensa.com.br/?p=17103

A verdade que não quer se calar: Mario Frering, quando foi vice-presidente da WWF-Brasil era herdeiro junto com seu irmão Guilherme Frering, do grupo de mineração CAEMI do falecido Augusto Azevedo Antunes, que segundo EIR (Executive Inteligence Review) Volume 8, Número 8, 23 de janeiro de 2001 era o homem de frente no Brasil dos interesses comerciais, do falecido Nelson Rockfeller. A CAEMI em 1982 assumiu o controle da Companhia do Jari fundada por Daniel K. Ludwig que, por sua vez, era também membros das juntas da WWF e do seu braço angariador de fundos, o clube 1001. Hoje, o Sergio Amoroso(para quem?) assume o Jari por R$1,00 e a presidência da ONG WWF-Brasil para os fundos financeiros da oligarquia Britânica. Entreguistas!


Mesmo com presidente, "DONO" da Vale, embora já carregasse como propriedade pessoal a ICOMI, fundada para concorrer com a própria Vale. Utilizando a ESTATAL para produzir lucros PARTICULARES.


Porque? Eliezer Batista presidente eterno da vale não reconheceu e patrocinou  para pesquisas o ITI ( o ITI descobriu o Nióbio em Araxá em 1953), Quando o cientista geoquímico Djalma Guimarães do ITI propôs, em uma entrevista, que o Governo de Minas devia formar um Fundo com uma pequena parte dos futuros lucros daquelas jazidas (royalties) para dar suporte a órgãos de pesquisa geocientíficas e agronômicas estaduais, houve um completo silêncio, que perdurou por vários governos, iniciando, naquela hora, um doloroso processo de decadência do ITI (Instituto de Tecnologia Industrial). A Fertisa, detentora das duas jazidas, foi logo extinta e sucedida, em 1957, pela Camig, que, por sua vez, foi também extinta, passando as jazidas e os royalties respectivos para a Metamig, que se transformou em Comig, em 1990. Esta última foi extinta em 2003, sendo criada a Codemig, que, hoje, administra, com invejável autonomia, os royalties que resultaram das pesquisas do velho ITI. http://niobiomineriobrasileiro.blogspot.com.br/2010/10/niobio-e-dr-djalma-guimaraes-do-iti.html

Fortuna dos Batistas: Rico não vai para a cadeia 

Quem nasce Batista se reproduz na riqueza de outro Batista. Só o manganês não se reproduz, dá apenas uma safra). Mas como Eliezer foi sempre muito PREVIDENTE, controlou todos os minérios, que deixou para o filho, de "papel passado", ou então em indicações DEBAIXO DA TERRA. Mas, com os mapas atualizados e do conhecimento APENAS DO FILHO, A MAIOR FORTUNA DO BRASIL, ANTES MESMO DE NASCER. - É preciso que alguém obrigue Eike Batista a explicar como se tornou O HOMEM MAIS RICO DO BRASIL. Acho que quem pode fazer isso é a RECEITA FEDERAL.... E ainda recebeu de Lula  a concessão de explorar petróleo em águas rasas na bacia de Campos. A exploração mais onerosa - em águas profundas - fica com a Petrobrás. Isto é Brasil!  

O Brasil tem quase a totalidade da produção desses minérios, como tinha do manganês, raríssimos. E como tem do NIOBIO, ainda mais raro e IMPRESCINDÍVEL, 98 por cento de tudo o que existe no mundo). Alternando de pai para filho, afinal onde termina Eliezer e começa o Eike?

A partir do "Diário de Notícias" (1956/1962) e depois já na "Tribuna da Imprensa", Eliezer era personagem quase diário. O roubo das jazidas de manganês do Amapá, assunto exclusivo deste repórter, ninguém participava, Eliezer era tão GENEROSO com os jornalões, como foi depois com o filho Eike. O Brasil era o maior produtor de manganês do mundo. Como era de outros minérios, todos controlados por ele, presidente eterno da Vale.


Eliezer devastou o Amapá, entregou todo o manganês aos americanos, a "preços de banana" (royalties para o presidente dos EUA, Theodore Roosevelt, que inventou essa expressão para identificar os países debaixo do Rio Grande. Isso em 1902). No Porto de Nova Iorque, os navios que vinham do Brasil com manganês, atracavam lá longe para não provocar comentários. E este repórter dava o número dos navios, os nomes, o total da carga, o miserável preço da venda, EMPOBRECENDO o Brasil, ENRIQUECENDO os "compradores" e o grande  VENDEDOR (sem aspas) Eliezer Batista.
Eliezer Batista DOAVA os bens da Vale, parceladamente, mas mantinha a empresa, era mais lucrativa para ele.  http://www.tribunadaimprensa.com.br/?p=17103

Como Presidente da Vale pela segunda vez, Eliezer Batista foi o responsável pelo Projeto Grande Carajás, oficialmente conhecido por Programa Grande Carajás (PGC), que passou a explorar as riquezas da província mineral dos Carajás – abrangendo uma área de 900.000 km², cortada pelos rios Xingu, Tocantins e Araguaia, e englobava terras do sudoeste do Pará, norte de Tocantins e oeste do Maranhão.


1997 Vale do Rio Doce Privatização Fraudulenta e Ilegal. Em 1997 Eliezer Batista  tornou-se um dos fundadores do Conselho Empresarial Brasileiro de Desenvolvimento Sustentado (CEBDS) deixando neste ano a Rio Doce Internacional e assumindo uma cadeira no Conselho Coordenador de Ações Federais do Rio de Janeiro, da Federação das Indústrias do estado (Firjan). No segundo governo de Fernando Henrique Cardoso (1998-2002), foi membro do Conselho Coordenador das Ações Federais no Rio de Janeiro, órgão ligado à presidência da República, hoje é o principal conselheiro do filho Eike, o homem mais rico do Brasil ?

A venda *feagaciana da Vale do Rio Doce, o maior patrimônio mineral do planeta, envolvendo solo, subsolo, água, portos, ferrovias e florestas, abrangendo nove estados do país. Falar em preço aí é pura ignomínia. É como vender sua própria mãe, todavia a mãe não é uma commodity, a mãe não tem preço, a não ser para os executivos da mineradora Billington e do Bank of America, Gencor e Anglo-American.
A venda da Vale do Rio Doce foi o suicídio da nação brasileira. Esse entreguismo (“crime inominável”) teria anulado as possibilidades do desenvolvimento atual e futuro da Amazônia. (*feagaciana::o conjunto da política social empreendida pelo ex-presidente FHC).
CAEMI / VALE –  Incorporação Confusa e Obscura:   
Caemi dona de 85% do capital da MBR. ... maior empresa de mineração do mundo, atrás da anglo-australiana BHP Billiton... (Caemi, que incorporou a Icomi)
Eike Batista disse: “Paguei meu imposto de renda com um cheque de 670 MILHÕES DE REAIS.  Deve ser verdade. Mas de onde vem essa fortuna, que segundo ele, é a maior do Brasil? Do pai, o melhor do Brasil? Ninguém duvida, as dúvidas estão todas na sua vida, ou melhor, na vida do pai, que montou sua herança, antes mesmo dele nascer. Ninguém tem uma trilha (que gerou o trilhão) de irregularidades tão grande quando Eliezer Batista.
PS5 – É preciso que alguém obrigue Eike Batista a explicar como se tornou O HOMEM MAIS RICO DO BRASIL. Acho que quem pode fazer isso é a RECEITA FEDERAL.
http://www.tribunadaimprensa.com.br/?p=11364 Helio Fernandes  quarta-feira, 08 de setembro de 2010 |07:10

PORQUE TODAS AS GOVERNANÇAS CIVIS APÓS A MORTE DE GETÚLIO DECRETARAM O ARQUIVO SECRETO POR "MAIS" 50 ANOS.  ISTO DEVE SER INVESTIGADO.



No caso da ICOMI, a participação de capitais estrangeiros no negócio foi efetivada por intermédio da Bethlehem Steel Company.  

Tratou-se de associação efetivada ainda nos anos 50 do século passado e que ensejou, no decorrer de sua operação, a utilização de técnicas e práticas ambientais hoje julgadas como prejudiciais  e as quais legaram passivos ambientais que necessitam ser mensurados.

Para o BNDES, facilitar a transferência da riqueza dos pobres do Brasil para os ricos do país e do mundo e deixar aqui a pobreza é, ‘como um todo’, um bom negócio.

Icomi  - Crateras e contaminação
deixadas
Icomi - Maquinários foram 
abandonados
Recomenda-se a efetivação de uma auditoria ambiental em todas as áreas industriais ocupadas pela ICOMI em especial na Serra do Navio.

Notas:
http://memoria.bn.br/DocReader/hotpage/hotpageBN.aspx?bib=108081&pagfis=207&pesq=&url=http://memoria.bn.br/docreader
Fontes: Porta Retrato (Macapá/Amapá de Outrora)

3 comentários:

SHAMI disse...

Boa Noite.
Uma observação.
O AMAPÁ só se "tornou"Estado na gestão de José Sarney,antes era um TERRITÓRIO.
O Projeto JARI foi do americano Ludwig,que "exportaria" bauxita ,papel,madeira,etc.
Só não se concretizando em sua totalidade devido à PERSEGUIÇÃO movida contra ele durante os governos militares e de DELFIM NETO.
O JARI implantou CENTENAS de obras e melhorias na região sob "ameaça"de perder o projeto para o governo brasileiro.
A venda depois foi feita para empresas,grupos,pessoas ligadas ao governo.
Como curiosidade vale pesquisar o TRANSPORTE da USINA de papel e de energia que vieram FLUTUANDO e REBOCADAS do Japão para a região.
http://www.relatorioweb.com.br/orsa/10/node/8
http://www.thegreenclub.com.br/amazonia/do-japao-para-amazonia-a-mobilidade-da-usina-flutuante-ate-os-tempos-atuais-do-projeto-jari/

abraços

SHAMI disse...

Boa noite.
Com relação ao MANGANÊS,temos dados "atualizados" e que dão uma importância relativa ao potencial brasileiro como fornecedor,salvo para a CHINA.!!

http://minerals.usgs.gov/minerals/pubs/commodity/manganese/mcs-2015-manga.pdf

abraços

Marilda Oliveira disse...

SHAMI, grata por suas ponderações, reforça o meu saber ou melhor o saber de muitos brasileiros que desconhecem muitos fatos importantes.