sexta-feira, 10 de julho de 2009

Mangabeira Unger e o bilionário mercado de mineração "umbrella deal"

Às vésperas da Operação Satiagraha, em 8 de julho de 2008, o delegado Protógenes Queiroz tinha em mãos um documento revelador sobre os planos empresariais do banqueiro Daniel Dantas. Escrito em inglês em 1992, e preparado,  pelo ex-ministro de Assuntos Estratégicos Mangabeira Unger, que deixou o cargo no fim de junho, o texto era um umbrella deal (acordo guarda-chuva) com perspectivas de negócios no Brasil que atendessem, segundo Queiroz, aos interesses comerciais de Dantas e do Citigroup, um dos maiores bancos do planeta e até então parceiro inseparável do banqueiro brasileiro. Entre os 160 itens do documento, um deles traçava estratégias de entrada no bilionário mercado de mineração. DD levou o assunto a sério. De 2007 até hoje, encaminhou mais de 1,4 mil pedidos de autorização de pesquisa mineral, em treze estados do País. Já conseguiu obter mais da metade das autorizações, 80% delas em terras da União.

As outorgas para esse tipo de atividade são concedidas pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) do Ministério de Minas e Energia. Para atuar no ramo, Dantas montou, há dois anos, uma empresa, a Global Miner Exploration (GME4), com sede em São Paulo, e começou a garantir as concessões a partir das gestões de dois ministros diretamente controlados pelo senador José Sarney (PMDB-AP), Silas Rondeau e Edison Lobão. Graças à presteza do DNPM, a mineradora de Dantas cobre, hoje, uma área equivalente a 4 milhões de hectares onde se concentram riquezas minerais incalculáveis em forma de manganês, ouro, alumínio, fosfato, ferro, níquel, bauxita, nióbio e diamante.

EDSP90 Participações S/A cujo sócio majoritário, Eduardo Duarte foi criada em 15 de março de 2007 com um capital social de R$ 1.000. Menos de três meses depois, em assembléia realizada em 1º de junho, mudou de nome para GME4 e passou a receber aportes de capital que variaram de R$ 500 mil a R$ 8 milhões.  A assessoria da GME4 sua sócia Simone Bürck Silva disse que não é “laranja” diz ainda que os serviços de Eduardo Duarte são conhecidos no eixo Rio-São Paulo. Pela diretoria da GME4, segundo registros da empresa na Junta Comercial, já passaram três dos indiciados pela PF na Operação Satiagraha por gestão fraudulenta no controle do Opportunity Fund, de Dantas: Arthur Joaquim de Carvalho, Eduardo Penido Monteiro e Norberto Aguiar Tomaz.
A GME4 tem interesses comerciais, atualmente, nos seguintes estados: Bahia, Piauí, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Tocantins, Pará, Roraima, Rio Grande do Norte e Pernambuco. Uma abrangência territorial 50% mais extensa do que a ocupa-da -pela Vale, segunda maior mineradora do mundo. Boa parte do esforço da empresa de Dantas está concentrada na pesquisa para exploração de manganês, sobretudo na Bahia, Minas e Piauí. Os filões mais lucrativos estão, porém, em Mato Grosso, onde a GME4 procura ouro em uma área do tamanho da cidade de São Paulo. E em Mato Grosso do Sul, onde Dantas pretende encontrar diamantes. Caso consiga achar minério em apenas 2% da área abrangida pelas autorizações do DNPM, a mineradora passará a ter um valor de mercado estimado em 1,3 bilhão de dólares (2,5 bilhões de reais pela cotação atual).
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Dantas não é um minerador comum. Em vez de explorar os veios, montar minas e extrair pedras, atua como atravessador. De acordo com o site oficial da empresa, a GME4 é um “banco de ativos minerais” com o objetivo de prospectar reservas “visando alienar ou realizar joint ventures”, tanto no mercado nacional como “global”. Para tal, apresenta um “portfólio de direitos minerários próprios”, ou seja, as autorizações do DNPM, cada uma com prazo de três anos. Na prática, a mineradora identifica a jazida e faz os estudos geológicos e de viabilidade econômica. Em seguida, oferece o projeto a investidores brasileiros e internacionais.
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Em 2008, um dos sócios de Dantas na GME4, João Carlos Cavalcanti, iniciou um périplo internacional para tentar vender uma das joias da mineradora, uma jazida com estimadas 800 milhões de toneladas de ferro, localizada no sul do Piauí, avaliada em 2,4 bilhões de dólares (4,6 bilhões de reais). A empresa do Opportunity pretende atrair investidores do setor de siderurgia da China, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido. Cavalcanti chamou a atenção de Dantas por ter experiência nesse tipo de transação. Em 2005, ele descobriu uma reserva de minério de ferro na Bahia e vendeu os direitos de exploração por 360 milhões de dólares (702,9 milhões de reais), a dois dos maiores grupos siderúrgicos do mundo, a ArcelorMittal, da Índia, e o Eurasian Natural Resources Corporation, do Casaquistão.
Exatamente como previa, segundo o delegado Queiroz, o umbrella deal bolado por Mangabeira Unger, em Washington, há 17 anos. “Como tudo naquele documento, a ideia era a de vender as riquezas do Brasil a investidores estrangeiros e grupos internacionais”, afirma o delegado. O acordo guarda-chuva, segundo Queiroz, foi encontrado no disco rígido (HD) do computador central do Banco Opportunity, no Rio de Janeiro, durante a Operação Chacal, em 2004.

Lacrado, desde então, por ordem da ministra Ellen Gracie, do Supremo Tribunal Federal, o HD do Opportunity só pôde ser aberto em abril de 2006. Foi quando o ex-procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza enviou parte da investigação do chamado “mensalão” para a Justiça de São Paulo, justamente para saber da participação de Dantas no esquema de financiamento de caixa 2 comandado pelo empresário mineiro Marcos Valério de Souza. Graças a isso, a Polícia Federal pôde abrir o HD e mapear o conteúdo da máquina apreendida na Operação Chacal, para desgosto do banqueiro.

Queiroz teve certeza das intenções de Dantas ao flagrar uma conversa do banqueiro com o especulador Naji Nahas, também preso durante a operação de julho de 2008. Em uma das escutas telefônicas autorizadas judicialmente, no decorrer da Satiagraha, no início de 2008, Dantas se mostrava ansioso em fortalecer a musculatura da GME4 com dinheiro de fora. Na conversa pescada pelo grampo, o banqueiro perguntou a Nahas se ele não conhecia “algum xeque árabe” interessado em comprar 20% da GME4 pelo valor de 20 bilhões de dólares (39 bilhões de reais). Presos ao mesmo tempo, mas logo liberados pelo STF, Dantas e Nahas acabaram por não concretizar o negócio.

De acordo com o relatório da Satiagraha, as atividades mineradoras do grupo de Dantas apresentam “indícios de lavagem de capitais”. Ou seja, o banqueiro é suspeito de usar a atividade para lavar dinheiro de atividades criminosas. Condenado a dez anos de prisão por subornar um delegado da Polícia Federal, Dantas também foi indiciado por formação de quadrilha, evasão de divisas e gestão fraudulenta. Espera-se que nos próximos dias se torne réu por outros crimes, em mais um desdobramento da investigação conduzida por Queiroz ao longo de quatro anos.

Antes de prender Dantas e Nahas, o delegado solicitou ao DNPM a lista de autorizações de pesquisas concedidas à GME4. Até então, eram 1.402 requerimentos da mineradora, mas esse número cresceu de lá para cá. De acordo com a assessoria de imprensa da GME4, a empresa requereu, até hoje, 1.487 autorizações de pesquisa. Deste total, 789 foram deferidas e outros 689 requerimentos ainda estão em “processo de análise” pelo órgão. Respaldadas pela Constituição Federal, que diferencia a propriedade da terra superficial do subsolo, as mineradoras são autorizadas, inclusive, a realizar as prospecções em propriedades privadas. No caso da empresa de Dantas, isso equivale a 20% dos negócios. A assessoria de imprensa do DNPM não prestou os esclarecimentos solicitados pela revista, apesar de promessa em contrário.
O interesse do banqueiro por riquezas minerais pode ser a chave para se compreender outro negócio bilionário de DD, de criação de gado no Pará. Atualmente, Dantas tem um patrimônio estimado em mais de 3 bilhões de reais em terras (510 mil hectares) e rebanho bovino (cerca de 500 mil cabeças) em território paraense. Parte dessa área está sob suspeita de grilagem.

De acordo com investigações da polícia do Pará, ao menos cinco fazendas da Agropecuária Santa Bárbara Xinguara, de propriedade de Dantas, no sudeste do estado, foram compradas de forma irregular, em 2005. O Ministério Público acusa o grupo de ter desmatado de forma ilegal 51 mil hectares de floresta amazônica. O MP cobra 686,8 milhões de reais de indenização de pecuaristas e frigoríficos que comercializam rebanhos criados nas fazendas do grupo. Em entrevista à agência de notícias Repórter Brasil, o procurador Daniel César Avelino declarou: “A Santa Bárbara aparece como responsável pela maior parte do desmatamento. Verificar as grandes propriedades foi um dos focos principais do Ministério Público Federal. E, na região onde ela atua, há um desmatamento excessivo”.

Mesmo assim, tanto esforço em criar gado na região talvez não tenha a ver com a pastagem, mas com o subsolo da região. Um dos projetos da GME4 se chama, justamente, “Programa Pará”. Trata da exploração de níquel, cobre e ouro na região entre os vales dos rios Xingu e Araguaia, nas áreas dos municípios de Parauapebas, Xinguara e Xingu.
O interesse de Dantas por mineração, segundo o delegado Queiroz, tem origem na ligação dele com outro grande empresário do setor, Eike Batista, dono da EBX, holding que também atua nas áreas de logística, energia, petróleo e gás. No inquérito gerado pela Satiagraha, a Polícia Federal informa que a MMX Mineração e Metálicos, de propriedade de Batista, foi comprada do Opportunity, em 2006, quando então se chamava Tressem Participações. À época, Dantas recebeu 461 mil reais pela empresa, instalada no 28º andar do prédio de seu banco no Rio de Janeiro. De acordo com a PF, a Tressem era uma “empresa de papel”, criada apenas para movimentar recursos do grupo financeiro do banqueiro.
Transformada em MMX logo após ser comprada, o capital social da Tressem cresceu de 60 mil reais para 16 milhões de reais em poucos dias. Para o delegado, Dantas, Batista e Naji Nahas usam os mesmos mecanismos de operações, com fases de dissimulação e reintegração de bens e valores, segundo ele, oriundos de crimes contra o sistema financeiro nacional. Logo depois da Satiagraha, a MMX Mineração foi alvo da Operação Toque de Midas, da PF, acusada de fraudar a licitação de uma ferrovia do complexo mineral da Serra do Navio, no Amapá. As jazidas, ricas em manganês, foram vendidas por Batista para a siderúrgica britânica Anglo American, no ano passado, por 5,5 bilhões de dólares (10,7 milhões de reais). “O que posso afirmar concretamente é que Eike Batista é associado a Daniel Dantas”, disse Queiroz pouco depois de executar a Satiagraha.

Batista sempre negou essa ligação. Em julho de 2008, o empresário rechaçou qualquer associação com o banqueiro “bandido”, alcunha criada pelo delegado Queiroz. Mas em comunicado à imprensa, o Opportunity informou existirem ainda pequenas aplicações, cerca de 0,22% dos recursos de fundos de investimentos, em ações das companhias controladas por Batista
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http://www.riosvivos.org.br

domingo, 26 de abril de 2009

Roraima Brasil e a Guiana Inglesa "Ponte" está pronta mas não é aberta, por que?

Nota minha: Deduzo que a ponte foi construída por Lula e Chaves, sem relações diplomáticas desses com a Guiana inglesa "o que existia anterior a eles". Então deduzimos, o grande perigo e ameaça da fronteiriça Venezuela com o temperamento impulsivo do ditador e guerrilheiro Chaves e seus seguidores terroristas bolivarianos, aliando-se com o Irã, Rússia,; por outro lado o Brasil, com o Foro de São Paulo criado pela KGB soviets, FARC(Colômbia), os Castro(Cuba) Lula,... o urânio enriquecido ou não que no Brasil é farto, e os armamentos nucleares no esquema, que ameaçam o mundo.

Venezuela na invasão do Território Essequibo e a incapacidade do Brasil submisso ao Foro em seguimento a União Soviética

https://mudancaedivergencia.blogspot.com/2018/06/venezuela-brasil-guiana-territorio.html
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Andei procurando na internet sobre a ponte entre Roraima e a Guiana Inglesa e
encontrei o seguinte. A obra está terminada há tempos, como podemos ver nas fotos, mas como ainda não foi inaugurada oficialmente, não a abrem para o tráfego. Pedestres podem cruzar. Enquanto isso, o tráfego é desviado pelo lado da ponte num lamaçal para pegar a balsa, como se vê na segunda foto, que hoje, parece também proibido.
Essa é a ponte sobre o Rio Itacutu que faz divisa do Brasil com a Guiana Iglesa, do lado Brasileiro fica a cidade de Bonfim e no lado guianense fica a cidade de Lethem. 

A ponte foi recém "inaugurada", fizeram a maior propaganda, os políticos mais influentes do estados estavam todos lá, porém no dia seguinte os guianenses fecharam o lado deles, existem duas versões sobre o por que disso:


Não foi convidado nenhuma autoridade guianense para a inauguração, (!???!)

A travessia era (ou é) feita por balsas


Então vamos a questão: Porque ainda não inauguraram a ponte? O que acontece é que como é uma obra internacional e tal, o presidente deveria estar presente. Só que nosso presidente(lula) não quer chegar perto de Roraima por causa do conflito que ele fez na demarcação como contínua Raposa Serra do Sol. O papo é que como esse bafafá já se arrasta há anos, a resolução disso deve estar longe do fim. Então meus amigos, essa ponte vai continuar fechada por um bom tempo, pelo menos é o que se fala lá em Roraima! (Por: Altamiro Vilhena)

Notas:
http://wikitravel.org/pt/Lethem
República Cooperativa da Guyana
http://www.itamaraty.gov.br/pt-BR/ficha-pais/6436-republica-cooperativista-da-guyana
Povo sem fronteiras
(A relação diplomática que existia antes dos conflitos, Foro de São Paulo Lula FARC e Chaves)
Bonfim, em Roraima, e Lethem, na Guiana, vivem um intercâmbio cultural que extrapola tratados internacionais e feitos da engenharia.
Por André Julião
Foto de Érico Hiller O agricultor Renato da Silva brinca com os filhos Ruth e Christian sob a ponte no rio Tacutu, que, em 2009, abriu a fronteira entre o Brasil e a Guiana. Mais que diversão, o banho no rio é a única solução nos dias em que faltam luz e, consequentemente, água na pequena propriedade em Bonfim.
Michael Jackson está vivo, vivíssimo. Ele mora em Lethem, mas todos os dias vai à escola em Bonfim. Fala inglês com o pai, o guianense Billiey Jackson, e português com a mãe, a brasileira Rufina. Assim como seus irmãos, Joshua e Wanderson, ele cumprimenta os colegas de classe em português e os vizinhos em inglês. Michael é um típico morador da fronteira entre o Brasil e a Guiana; filho de um território que formalmente faz parte de dois países, mas que na prática é uma terra só - onde se falam português, inglês, crioulo, wapixana e macuxi. Onde as orações são para Jesus, Alá ou Brahma.

Bonfim e Lethem são duas cidades que compartilham do isolamento do restante de seus respectivos países - uma ao norte do Brasil, em Roraima; a outra no sul da Guiana. Em abril de 2009, a última barreira entre elas foi transposta com a abertura de uma ponte. A obra, financiada pelo governo brasileiro, deu passagem livre a quem precisava pagar para cruzar o rio Tacutu para tarefas simples como estudar ou fazer compras. Por mais que a população das duas cidades - pouco mais de 10 mil em Bonfim - já estivesse acostumada a conviver com o português e o inglês, o real e o dólar guianense, só agora existe uma ligação concreta do Brasil com o único país de língua inglesa da América do Sul.

A ponte promete ser apenas a primeira amálgama entre os dois países. O Brasil já fez medições para pavimentar a via que liga Lethem a Georgetown - hoje separadas por um caminho de 700 quilômetros de terra. A ligação com o Atlântico Norte, pelo porto da capital guianense, facilitaria exportações para a América do Norte e a Ásia - hoje, os navios saem do porto de Manaus, no rio Negro. Os dois países assinaram ainda acordos de mapeamento geológico e segurança. O primeiro prevê o treinamento de técnicos para estudos de potencial minerológico. Os outros visam resguardar a fronteira do tráfico de drogas e de diamantes. As pedras são retiradas por garimpos ilegais na Venezuela e saem do país por Santa Elena de Uiarén, que faz fronteira com Pacaraima, no Brasil. De lá seguem para Georgetown, passando por Bonfim e Lethem.

O interesse em vender as pedras como se fossem retiradas de minas da Guiana é simples: desde 2003, o país é signatário do Kimberley Process - acordo firmado por países produtores de diamante, a ONU e a ONG Partnership Africa Canada, e que fiscaliza o comércio que financiou guerras em vários países africanos nos anos 1990.

Assim que atravessa a ponte do lado brasileiro para o guianense, o motorista tem de guiar na mão inglesa, no lado esquerdo da pista. Outro estranhamento se dá na arquitetura: casas em estilo colonial inglês, distantes umas das outras, dominam a paisagem. Entre uma e outra, lojas: boa parte de propriedade de descendentes de indianos, vendem principalmente produtos falsificados, vindos por contrabando da Ásia, como as camisas polo da marca francesa Lacoste (8 reais, acredite) e os tênis Nike Shox (50 reais).

Nesse submundo da globalização comercial, o real circula normalmente. A cotação, que oficialmente é de 100 dólares guianenses para cada 85 centavos de real, fica em 100 dólares para cada unidade da moeda brasileira. Um comerciante me garante que vende no atacado para brasileiros vindos de Manaus e algumas capitais do Nordeste, apesar de a Receita Federal permitir que se traga para o Brasil apenas duas peças de roupa e um tênis por pessoa. "Às vezes alguém me pede 300 camisetas. Paga em dinheiro vivo e vai embora", conta ele. Como a ponte trouxe também postos da Receita e da Polícia Federal, a travessia é feita a pé por carregadores ou por canoeiros na calada da noite.

O ex-militar Dulcídio da Silva Oliveira explorou por 15 anos a travessia do rio por uma balsa. Em cada viagem iam dez carros, a 20 reais cada um (a volta era incluída no preço). Apesar de sua galinha dos ovos de ouro ter morrido, Cabo Dulcídio, como é mais conhecido, pode se considerar um homem bem-sucedido aos 58 anos. Investiu o dinheiro ganho com a travessia numa propriedade de 450 hectares, em que cria 120 cabeças de gado, além de ter comprado algumas casas, as quais aluga. "Eu prestava um serviço social aqui, gerava empregos. Por isso acho que cabia uma indenização", reclama. Os empregos a que ele se refere, além dos taxistas - antes a balsa concentrava neles o movimento de passageiros, agora disperso -, eram os três operadores da balsa, o vigia e uma senhora que vendia lanches na margem. "Agora alguns canoeiros ficam na ponte fazendo câmbio, porque não têm mais como se sustentar. É uma tristeza", completa.

Nem todos, naturalmente, estão satisfeitos com a nova realidade da fronteira. Mas o fato é que a ponte só faz incrementar ainda mais o intercâmbio entre os dois lados. Eu observo bem isso em uma festa lotada de moradores de ambos os lados na Escola Estadual Aldébaro José Alcântara, no ginásio poliesportivo de Bonfim. Alguns estudantes - muitos filhos de casamentos entre brasileiros e guianenses - se preparam para uma competição de dança. Wanderson, o mais velho dos irmãos Jackson, de 16 anos, está tenso. Usa boné e camisetas brancos, calças jeans largas, assim como os irmãos Michael, de 15 anos, e Joshua, de 12 - todos em sintonia para a coreografia de hip hop que executarão em instantes.

Billiey, Rufina e Khadija, pai, mãe e irmã de Wanderson, chegam comigo ao ginásio, em uma carona que lhes ofereço desde o posto da Polícia Federal, perto da ponte. Billiey é um homem grande, cultiva uma barba estilosa e usa um vistoso chapéu preto. Sorridente, ele apenas lamenta o fato de não poder atravessar a ponte em sua van - a fronteira só fica aberta para veículos das 7 às 19 horas -, na qual trabalha transportando passageiros de Lethem para Georgetown, e vice-versa. O guianense faz o percurso da sua cidade à capital em 12 horas, e cobra 90 reais por pessoa. E avisa logo: o passageiro chegará suado e cheio de poeira ao seu destino.

É uma noite excepcionalmente animada na cidade. A 45 quilômetros do centro, a comunidade indígena do Jaboti (uma das nove que estão na região de Bonfim) promove também um grande festejo. Eu soube do evento uns dias antes, e fui cauteloso, perguntando o tempo todo se minha presença não seria incômoda durante uma celebração indígena. Garantiram-me que não - e, ao chegar lá, tudo faz sentido. A festa é de índio, mas a linguagem é pop e universal, com muito forró e a rapaziada trajando calça jeans, tênis e camiseta - comprados a bons preços em Lethem, of course. Carros e motos de Bonfim lotam o estacionamento improvisado da comunidade, em que convivem tanto índios uapixanas quanto macuxis. E o forró ferve madrugada adentro.

A região do alto rio branco, onde se localiza Bonfim e Lethem, era habitada por diversas tribos indígenas quando os colonizadores portugueses ali chegaram, no século 18, em expedições para captura de índios para ser vendidos como escravos. Com a criação das primeiras vilas e o crescimento da atividade agropecuária, no século 19, toda a economia da região passou a depender da mão de obra indígena, fosse no extrativismo, fosse na criação de gado ou em serviços domésticos. Muitos povos nativos foram dizimados ou se incorporaram a outros. A maioria hoje se aglutina entre os uapixanas e os macuxis.

O mesmo ocorria do outro lado do rio Tacutu. Os holandeses chegaram por volta de 1580 a essa região entre a Amazônia e o Caribe, cuja posse oscilou depois entre a Holanda e a Inglaterra. Em 1831, contudo, seus três territórios - Demerara, Berbice e Esequibo - foram unificados e renomeados como Guiana Inglesa. Com a abolição da escravatura, os indianos chegaram, a partir de 1838, para trabalhar nas lavouras de cana-de-açúcar. Seus herdeiros compõem, juntamente com os descendentes de escravos africanos libertos e os indígenas, o grosso da população. Portugueses e chineses, que chegaram posteriormente, formam um grupo minoritário no país que, com a independência, em 1966, passou a chamar-se apenas Guiana.

Esse leque de influências revela-se hoje nos cultos religiosos, em qualquer lado da fronteira. Num pequeno salão, a pastora Thereza Torres proclama: "God is good...". "All the time!", completam os fiéis presentes, boa parte descendente de índios como ela. Uma pintura na parede proclama: "Jesus is Lord". Todos falam inglês. Mas estou em Bonfim, na Word of Faith. Fundada em 2000 pelo missionário David Lindstrom, a igreja é frequentada tanto por moradores de Lethem como por guianenses que vivem em Bonfim.

Os cristãos são maioria nas duas cidades, como no resto do Brasil e da Guiana. Na antiga colônia inglesa, no entanto, hindus e muçulmanos também são comuns, preservando as religiões que foram introduzidas no país pelos indianos. (Acredita-se, porém, que já existiam muçulmanos na leva de africanos que chegou antes. O mais célebre seria o herói nacional Cuffy, escravo que liderou uma revolta em 1763.)

Da convivência entre negros, índios, indianos e ingleses é que surgiu o idioma crioulo. Uma língua crioula tem sempre outra como base, e surge quando pessoas de diferentes origens precisam se comunicar - situação comum na Guiana nos séculos 18 e 19. Não por acaso, a maioria delas tem como base o inglês, o português e o francês, idiomas de países colonizadores.

Presencio um diálogo no crioulo da Guiana. A fala lembra o inglês, mas é extremamente rápida. Pergunto ao caminhoneiro Vijay Narine, um sujeito de baixa estatura que poderia ser confundido com um taxista de Mumbai, que língua ele havia acabado de falar. "Guyanese", responde ele. É assim que é chamado o crioulo guianense.

São os descendentes de indianos como Vijay que compõem a população hindu da Guiana. Em Lethem, porém, não há nenhum templo para venerar Brahma, Vishnu e Shiva. Os praticantes do hinduísmo fazem suas orações em casa, em altares especialmente preparados. Já os muçulmanos possuem uma mesquita, ao lado da loja do imã Hakim Shaheed. Às 13 horas, pontualmente, ele e mais três homens se reúnem para uma das cinco orações diárias. A construção, com duas pequenas torres na face voltada para Meca, é modesta mas transmite uma paz difícil de explicar. Abdullah Hakim, de 19 anos, sobe num degrau, ainda do lado de fora, e faz o azan, anúncio em voz alta do início das preces.

Todos descalços sobre o chão acarpetado, os três homens, de frente para o imã Shaheed, ajoelham-se e começam a rezar. O imã lê trechos do Corão. Silêncio. Cada um fecha os olhos e parece conversar consigo próprio. Ajoelham-se novamente, a testa tocando o chão. Repetem o ritual mais uma vez, depois de ouvir outras palavras do livro sagrado. Não mais que 20 minutos se passam entre o início e o fim da oração. 

Posso notar a emoção nos olhos de Edonis Pereira Ribeiro, ex-policial carioca convertido ao Islã há 32 anos, de passagem por Lethem. Por instantes, embarco na experiência espiritual do grupo. O imã, em seguida, procura alguma coisa em um armário. Traz um exemplar do Corão e me presenteia. Fico surpreso e grato. Mesmo depois de mergulhar num caldeirão de tantas culturas, vejo um só povo. Apesar das diferenças de costumes, todos eles, quando se referem à sua terra, estão falando de um mesmo lugar cortado por um rio. E agora unido por uma ponte.
http://viajeaqui.abril.com.br/nation...6.shtml?page=0

Leiam, comentário que preocupa aos brasileiros atuação do presidente do Brasil!!!; visualizado na Web?
EMBOSCADA CONTRA SANTOS -  Emboscada de Lula, Chávez e Correa ao presidente Santos

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Mineração na Bahia -Vila Juazeiro água contaminada com urânio

A notícia de que a água distribuída na Vila de Juazeiro, zona rural de Maniaçu, município que fica a 50 km de Caetité e a 757 km de Salvador, estaria contaminada com urânio levou medo à região, abastecida por um poço artesiano onde uma das coletas foi feita. Temendo contrair câncer e outras doenças associadas ao contato com o minério, extraído na província uranífera Lagoa Real/Caetité pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB), parte dos 300 moradores da Vila Juazeiro começa a abandonar suas casas e procurar novas moradias. Outros que permanecem aumentam o consumo de água mineral, produto que começa a ficar escasso nos distribuidores – a grande maioria continua utilizando a água distribuída nas torneiras ou no chafariz. O medo é sentimento coletivo em jovens e adultos. Eles reclamam da falta de transparência das autoridades e protestam contra o que consideram omissão da INB, estatal que administra as jazidas de urânio, material radioativo transformado em combustível das duas usinas nucleares de Angra dos Reis (RJ).“Não recebemos até agora nenhuma assistência, sequer um carro-pipa para abastecer os tanques. A gente, se quiser água mais ou menos boa, tem que buscar a 18 quilômetros daqui”, disse o lavrador Joaquim Moura Sousa, conduzindo um carro de bois pelo estradão.POSTO FECHADO – Em Maniaçu, distrito vizinho ao local da coleta, o único posto de saúde, que agrega o Programa Saúde da Família (PSF) esteve fechado nesta sexta-feira, 17. Uma equipe da Vigilância Sanitária esteve na localidade pela manhã, mas a atividade desenvolvida consistiu apenas na inspeção da única farmácia.A equipe de A TARDE esteve na sede da Secretaria Municipal de Saúde de Caetité, mas não localizou o secretário, Cláudio Ladeia. Os funcionários não informaram sobre seu paradeiro.Já na sede do Ministério Público Estadual (MPE), a equipe foi informada que o promotor Jailson Trindade, titular da 2ª Promotoria, estava em reunião com os demais promotores da região em Guanambi. - http://megacte.blogspot.com.br/2008/10/caetit-medo-invade-vila-juazeiro.html

domingo, 25 de janeiro de 2009

Nióbio Minério Brasileiro: Amazonia:Trama conspiratória o documento "Diretrizes Brasil Nº 4":

ÍNDIOS, APITOS E UMA GRANA PRETA




Mais uma vez os índios (ou os que se dizem índios) da região da Raposa Serra do Sol aparecem no noticiário em ações suspeitas. Agora não é a vida nababesca regada aos dólares jorrados das contas de governos estrangeiros e nem pela atuação suspeitíssima das ONG’s patrocinadas por toda sorte de empresas multinacionais que sempre estão de olho nas riquezas de nosso solo amazônico.
O caso agora é mais regional. Mais ligado às raízes desse povo, outrora guerreiro, que hoje quer apenas abocanhar vastas extensões de terras férteis pelo solo e pelos minérios e pedras preciosas que encerram em seu interior. O caso agora é do velho, simples e corriqueiro roubo de dinheiro público mesmo.
O Tribunal de Contas da União detectou irregularidades que vão desde o desvio de verbas até o pagamento de funcionários terceirizados que jamais trabalharam no atendimento aos índios das aldeias da região. O próprio líder dos Macuxi e que é o titular de uma das maiores ONG’s que atuam na região (e o mesmo que declarou que iria vender as riquezas encontradas na reserva para quem desse mais); recebeu alguns milhões de reais para cuidar da saúde de seu povo e jamais prestou contas do que fez com o dinheiro. Segundo o Procurador da República: “Além da inconstitucionalidade reconhecida pelo próprio órgão, é comum o atraso ou a suspensão dos repasses dos valores à ONG por problemas internos ou entraves na prestação de contas. Tal prática não só compromete severamente a eficácia do serviço prestado pela conveniada, mas também ocasiona desperdício de recursos públicos”.

Enquanto alguns índios morrem de fome e de doenças ou padecem pelo uso de drogas; pelo alcoolismo e outros problemas, os espertalhões de plantão continuam a postos para apanhar uma boquinha e enriquecer as custas de nossos impostos e da vida de muitos.
Até quanto o governo continuará com uma postura paternalista e errônea junto aos índios e permitirá que empresas e governos estrangeiros mandem numa região de fronteira e numa área que encerra riquezas imensas de toda ordem?
Já foi tempo que os índios queriam apitos, contas, espelhos e miçangas coloridas. Alguns “índios” hoje; querem mesmo uma “grana preta”; veículos importados e toda sorte de confortos tecnológicos que os mantenham bem longes de suas raízes e costumes.

Entender que a corrupção o mau caratismo e o oportunismo pode ser algo presente e comum a todos os seres humanos; é iniciar um processo de saneamento que dê aos verdadeiros índios que se preocupam com suas terras e com seu povo; o real poder de exigir o cumprimento dos deveres do Estado brasileiro. Banindo os espertalhões e os aproveitadores. E, principalmente, acabando com essa visão de que todo índio é bom, inocente e só fala a verdade.
Pense nisso.
Posted by Arthurius Maximus on setembro 30th, 2008 

ÍNDIOS, MÁFIAS E A INOCÊNCIA ESTÚPIDA.



Triste realidade...

Na série de artigos que escrevi aqui recentemente sobre a influência perniciosa e a manipulação de índios pelas ONGs estrangeiras na Amazônia, fui crucificado por alguns leitores e até índios se manifestaram aqui se dizendo ofendidos pelas minhas colocações em relação a minha desconfiança sobre a idoneidade dos “caciques” e do que chamo de pseudoindigenistas.
Pois é, mas nada como um dia após o outro para que, aos poucos, a verdade e a realidade cuidarem de esmagarem com sua força e seus argumentos irrefutáveis, os inocentes estúpidos que acham que o simples fato de um indivíduo ser um índio ou um descendente das honradas tribos dos antepassados que, orgulhosamente, protegiam nossa selva dos estrangeiros e dos aproveitadores; lhes conferiria automaticamente um status de confiáveis, honestos e incorruptíveis. Dotados de pureza de intenções digna de Tupã e de todos os seres da rica mitologia dos povos da floresta.
Contudo, uma operação da Polícia Federal que leva o nome de uma dessas entidades protetoras da floresta; O Caipora mostrou que não basta ser índio ou ser descendente de índios para ser honesto e protetor da floresta. Eu iria mais longe; e perguntaria o que vocês acham da recente onda de manifestações dos “índios” que, agindo organizadamente invadiram vários prédios públicos e estradas? O que vocês acham de vê-los exigindo pedágio e chantageando empresas em troca de suborno para que permitam a passagem dos veículos? O que acham de vê-los com seus óculos escuros, calças jeans, carros importados e pick-ups?
Desbaratada pela operação, uma quadrilha de madeireiros do Mato Grosso que era composta por funcionários da FUNAI, Policiais Rodoviários Federais, Funcionários Públicos do Estado e, pasmem, um índio. Aliciavam as tribos da Reserva do Vale do Guaporé para que em troca de carros e de dinheiro, permitissem o desmatamento da reserva e a retirada ilegal da madeira. Pois os “honestos e puros” índios permitiram que 5% da reserva sob sua guarda fossem totalmente destruídos. Uma área correspondente a 5.888 hectares.
Essa operação mostra claramente como pode ser perniciosa a atuação que os grupos de “falsos índios” podem ter quando se confiam a eles vastas extensões de terras ricas em recursos naturais. Diferentemente dos verdadeiros índios, como os da tribo dos Ashaninka que ao se depararem com madeireiros em sua reserva, convocaram a Polícia Federal e o Exército e prenderam todo mundo.
A conclusão é muito clara: Pelo simples fato de um indivíduo pertencer ao grupo étnico indígena, tal condição genética não o transforma em santo e nem em protetor abençoado da floresta. Entregar as riquezas da Amazônia aos grupos de índios que já abandonaram seus laços com a selva; é entregar um tesouro imenso nas mãos de pessoas ambiciosas e gananciosas. Prontas a destruir a floresta num piscar de olhos; desde que recebem algo que lhes seja aprazível. Enquanto o verdadeiro índio preserva, guarda e vigia o seu (e nosso) patrimônio; os que se fazem de índios querem se apoderar dele apenas para o torrarem o mais rápido possível para que possam viver com o que julgam riqueza.
Formando verdadeiras máfias e aliando-se a madeireiros e usurpadores nacionais e estrangeiros, esses aproveitadores traem o solo que os abrigou e criou por tanto tempo e que foi defendido com unhas e dentes por seus ancestrais. E, em alguns casos, cospem no solo que bebeu muito do sangue dos que vieram antes deles e que preferiram morrer lutando a entregarem as riquezas da floresta aos invasores. Hoje, aproveitam-se da inocência estúpida dos que são enganados e iludidos por eles para, simplesmente, darem vazão a uma ganância e uma sordidez aprendida e assimilada do homem branco. Longe das tradições honradas de seus antepassados, esses verdadeiros parasitas sociais querem apenas aproveitar-se de uma situação e de uma condição genética e cultural que, eles mesmos, já abandonaram faz tempo. São apenas “índios de conveniência”.
Pense nisso. Posted by Arthurius Maximus on maio 29th, 2008 http://www.visaopanoramica.com/2008/05/29/indios-mafias-e-a-inocencia-estupida/

AMAZONAS POLÍTICAS, EQUÍVOCOS E A BURRICE TELEGUIADA



Amazonia expropriada


O que poderiam ter em comum a situação política caótica que vive a Bolívia hoje e a situação dramática e violenta que vive Roraima após a demarcação da Reserva Raposa Serra do Sol?
Simples: Políticas equivocadas.
Influenciado pelo discurso fácil e viciado de Hugo Chávez, Evo Morales quis aplicar na Bolívia uma versão indígena do governo venezuelano. Sem considerar que seu país não é formado apenas por índios, cocaleiros e pobres, ele desprezou completamente as diferenças culturais, econômicas e sociais de seu povo e tentou enfiar “goela a baixo” uma constituição aprovada através da fraude e do desrespeito às leis.
O resultado? A quebra da fraca unidade nacional que já existia e o racha em sua própria base de sustentação: Os pobres. Sua política equivocada levou a Bolívia para a estagnação e uma grande piora do seu quadro econômico; que “já não era lá essas coisas”.
Com a perspectiva da realização de novos referendos para a autonomia dos estados mais evoluídos economicamente, Evo, corre o risco de acabar governando o pó e o gelo dos Andes. Seu governo será o responsável pela fragmentação e a perda da identidade nacional do povo boliviano.
Aqui no Brasil; em Roraima, a situação é semelhante. A demarcação da gigantesca e desnecessária da reserva indígena Raposa Serra do Sol, sem levar-se em consideração os povoados, cidades e fazendas que existem desde o século passado e, em alguns casos, até do fim do século XIX; sendo algumas dessas fazendas as mais produtivas do país; criou a situação de violência, insubordinação e verdadeira guerra civil que banha de sangue o já turbulento cenário.
“Índios” munidos de picapes potentes, filmadoras, roupas coloridas e equipamentos eletrônicos, avançam sobre propriedades e terras, como se donos fossem, fazendo justiça com as próprias mãos. Insuflados por ONGs estrangeiras com interesses obscuros na demarcação dessa reserva em uma área tão abundante em diamantes, petróleo e outras riquezas, vagam pelo território nacional pregando a fundação de uma “nação” independente.
É interessante como os verdadeiros índios, sequer se preocupam com a demarcação da reserva. Ou você leitor, já viu em alguma dessas manifestações àqueles índios nus e com os alargadores de lábios tradicionais que víamos nos antigos programas de TV como o “Amaral Neto – O Repórter”; “Globo Repórter” ou nos programas do “Discovery Channel”?
Esses, os verdadeiros índios, estão caçando e pescando na vastidão da floresta amazônica e não se preocupam com diamantes, petróleo, ferro ou o preço dos animais e plantas da selva no mercado negro estrangeiro.
O que vemos hoje é uma política equivocada e idiota de entrega de jazidas minerais e extensões de terra férteis cobiçadíssimas nas mãos de ambiciosos descendentes de índios que nada têm em comum com seus honrados antepassados. São apenas espertalhões pobres e que vêem, nessas terras, a oportunidade de fazer um dinheiro rápido e fácil com os “gringos”. E que, fatalmente, desejam apenas entregar-se aos prazeres proporcionados pelo dinheiro, drogas e a vida mansa. Como já ocorre nas reservas do Mato Grosso. Onde “índios” morrem de fome, mesmo tendo vastas extensões de terra férteis a sua disposição. Vivendo unicamente da caridade e dos impostos arrecadados pelos “brancos invasores”, através de cestas básicas e outras esmolas.
Manipulados e teleguiados pelas ONGs estrangeiras, os “pseudo-índios” de Roraima, pegam em armas e mandam a Suprema Corte de nosso país “as favas” dizendo que tomarão a terra “de qualquer maneira”. O principal agora é descobrir qual o real interesse das ONGs que estão manipulando esses miseráveis, que se dizem índios, e que desejam a qualquer preço a demarcação dessa reserva junto à linha de fronteira brasileira.
Contudo, isso nosso governo sequer cogita. E comete mais um grande erro de julgamento. E corre o risco de fomentar e ter em mãos uma coisa que, em nosso país, não vemos há muito tempo atrás: Uma guerra fratricida.