domingo, 25 de julho de 2010

Roraima está sendo invadida afirma a Abin


Índios querem criar Estado independente em Roraima, diz Abin


http://3.bp.blogspot.com/_6886BCkrAL0/SS_nmt1vVtI/AAAAAAAADO4/DhJ6kcAEArY/s400/internacionalizacao-amazonia-1%5B1%5D.gifRelatório à Presidência diz que conselho indígena quer formar “cinturão” de reservas
Um relatório da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) revela preocupação com a criação de um Estado indígena independente em Roraima, “com apoio de governos estrangeiros e ONGs”.
O documento, ao qual a Folha teve acesso, foi enviado pelo serviço secreto para o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência em 2010. O texto diz que índios de RR teriam o desejo de “autonomia política, administrativa e judiciária”.
Em nota, o GSI afirmou que “não se pronuncia sobre atividades de inteligência”.
O relatório diz que o CIR (Conselho Indígena de Roraima) “passou a defender abertamente a ampliação e demarcação de outras terras indígenas” após o julgamento da reserva Raposa/Serra do Sol pelo STF em 2008.
A preocupação da Abin é que o CIR forme “um cinturão de reservas indígenas”. Segundo a Funai, as 32 terras indígenas de Roraima ocupam 46% da área do Estado.
MILÍCIAS ARMADAS
Apesar das rivalidades entre as nove etnias indígenas de RR -o que dificulta a criação de um Estado independente- a Abin acredita na existência de milícias armadas. “Revólveres e espingardas foram encontrados e teriam sido contrabandeadas da Venezuela e da Guiana.”
A Abin diz ainda que a advogada licenciada do CIR, Joênia Batista de Carvalho, confidenciou um desejo dos índios junto ao Congresso: a transformação da Raposa/ Serra do Sol no primeiro território autônomo indígena.
A advogada nega e diz que “é absurda a intenção da Abin em procurar o afastamento geral da sociedade contra os índios”.
A agência também se mostra preocupada com a ratificação do Brasil à Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas, assinada em 2007 na ONU. Para a Abin, se confirmado pelo Congresso, torna ineficaz “as restrições elaboradas pelo STF ao usufruto da terra pelos índios”.
As ressalvas impostas pela corte são o marco constitucional para terras indígenas e em futuras demarcações. Elas dão usufruto das terras para os índios, mas as mantêm sob as rédeas da União.
“Nós já fizemos a nossa parte. Que o governo seja digno ao fazer a parte dele”, afirma o ministro Ayres Britto, relator do processo.
OUTRO LADO
Por e-mail, o CIR informou que “nunca propugnou a criação de uma nação independente” e”sempre atuou no sentido de promover a cidadania plena dos povos indígenas como membros do Estado brasileiro”, ajudando “na inclusão de nossos povos como determina a Constituição Federal”.
MATHEUS LEITÃO
LEONARDO SOUZA
DE BRASÍLIA 

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Roraima Amazona Riquezas Cobiçadas Banco Mundial e Governo entreguista

Banco Mundial (privativista) quer investir em Roraima, diz diretor que foi agraciado pelo governador de Roraima José de Anchieta Junior.  15/03/2008 
Local: Boa Vista - RR
Fonte: Folha de Boa Vista
Link: http://www.folhabv.com.br


https://fabiolamusarra.wordpress.com/2010/07/07/roraima-na-terra-de-macunaima/
Monte Roraima (também conhecido como Roraima ou Tepui Roraima Cerro em espanhol, e Monte Roraima em Português), é o mais elevado da cadeia de Pakaraima tepui planalto no sul da America.First descrito pelo explorador Inglês Sir Walter Raleigh em 1596, seus 31 km ² área do cume é defendida por 400m (1.300 ft) falésias por todos os lados. A montanha inclui o ponto de tríplice fronteira de Brasil, Venezuela e Guiana. 
FO diretor do Banco Mundial no Brasil, John Briscoe, declarou que a instituição tem interesse de investir em Roraima e que deverá visitar o Estado novamente. Ele recebeu o governador Anchieta Júnior, em Brasília, onde conversaram por mais de uma hora.
Roraima,Ouro,Esmeraldas,Nióbio,Petróleo...Motivo da cobiça
                                                Anchieta júnior fez uma explanação para o presidente e equipe técnica sobre todas as potencialidades do Estado e abordou também o problema fundiário. Broscoe afirmou que o Banco Mundial tinha poucos dados sobre a economia e potencialidades de Roraima e que a visita do governador foi importante para a instituição.
Roraima,Ouro,Esmeraldas,Nióbio,Petróleo...Motivo da cobiça
O diretor de Desenvolvimento Sustentável do Banco Mundial, Mark Lundell, falou que já mantém parceria com todos os estados da região Norte e que faltava apenas Roraima. O banco demonstrou interesse no fortalecimento do setor privado e deve fazer um levantamento mais detalhado das potencialidades econômicas para investimento.
Roraima,Ouro,Esmeraldas,Nióbio,Petróleo...Motivo da cobiça
O governador de Roraima falou sobre os investimentos em saúde e educação, principalmente na valorização e incentivo dado à formação de professores e criação de cursos profissionalizantes e de instituições como as universidades Estadual e Virtual.

Segundo o governador afirmou durante a audiência, o fortalecimento do setor privado é hoje uma realidade e que o Estado tem o quarto maior PIB (Produto Interno Bruto) da região. O investimento em educação superior coloca o Estado em condição privilegiada com mão de obra qualificada, especializada.
Roraima,Ouro,Esmeraldas,Nióbio,Petróleo...Motivo da cobiça
PERGUNTAMOS: Porque os acordos são arquivados como secreto por mais de 100 anos???
Ex-governador José de Anchieta ao lado da ex-mulher e atual deputada federal Shéridan Oliveira (Foto: Reprodução/Instagram/@deputadosheridan)
Entreguista e corrupto:  o que negociou com o Banco Mundial?
(Adendo: A Justiça de Roraima bloqueou R$ 40 mil das contas do ex-governador de Roraima,  o corrupto José de Anchieta Júnior, da ex-mulher dele, a deputada federal Shéridan Oliveira (PSDB), e do  comandante da PM do estado, coronel Edison Prola. Eles são acusados de terem usado, em 2010, um avião do governo para viagem do funkeiro MC Sapão ao estado.
Se não bastasse a clã Sarney e Jucá, vem outros para impedir o desenvolvimento sustentável de Roraima
No final da reunião, o governador Anchieta Júnior doou um quadro do artista plástico Augusto Cardoso ao presidente do Banco Mundial no Brasil. O governador em Brasília onde tem agendado várias reuniões com ministros e equipe técnica do Governo Federal.  
Leiam Banco Mundial Privativista:
  http://aguanectardivino.blogspot.com/2011/02/banco-mundial-leva-os-paises-seguir.html
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sábado, 15 de março de 2008
(retiraram a matéria)
Resultado de imagem para Tepequém foi castigada pelo garimpo Foto: Alexandre Koda/ www.webventure.com.br

sábado, 3 de julho de 2010

Aços microligados respondem por 75% do consumo de nióbio

Os investimentos em novos meios para obtenção, purificação e uso são as melhores formas de usar o Nióbio como uma ferramenta para o crescimento e desenvolvimento do país.


Conceito de microliga, com grandes vantagens econômicas para a engenharia estrutural, para a exploração de óleo e gás e para a fabricação de automóveis.

Tubos de grande diâmetro soldáveis em vários níveis de resistência mecânica e boa tenacidade, que geralmente possuem em sua composição química elementos microligantes.

Normalmente utilizados na indústria petrolífera, atendem à classe API-5L (condução) e à classe 5CT (casing & tubing).

Aplicação: Oleodutos, gasodutos, minerodutos, com diâmetros e níveis de resistência diferentes para cada aplicação.


(1) Nióbio, vanádio, titânio ou combinações entre eles podem ser usados através de concordância prévia.

(2) Nióbio, vanádio, titânio ou combinações entre eles poderão ser definidos sob critério do fabricante.
(3) A soma dos teores de nióbio, vanádio e titânio não deverá exceder 0,15%. 


O nióbio é um metal de alto ponto de fusão (2.4680 C) do grupo dos metais ditos refratários, que se destaca pelas seguintes características: densidade pouco superior à do ferro, elevada resistência ao ataque por certos ácidos e metais líquidos, baixa resistência à oxidação e supercondutividade a temperaturas inferiores a 264 graus negativos Celsius.
A liga ferronióbio, obtida através da aluminotermia, é o produto final mais importante da cadeia do nióbio, sendo destinado à produção de alguns aços especiais, especialmente os micro-ligados e os inoxidáveis. Nos aços microligados, mesmo com um reduzido consumo específico (cerca de 400g de FeNb por t de aço), o nióbio confere ao produto características de resistência mecânica, tenacidade e soldabilidade. Já para os inoxidáveis, seu valor está em neutralizar o efeito de carbono e nitrogênio, afastando risco de deterioração do produto por corrosão.
O óxido de nióbio (9% de Nb2O5), que representa 13% do mercado mundial de nióbio, é a matéria-prima para a fabricação de produtos especiais como: ferronióbio de alta pureza, níquel-nióbio, óxidos especiais de nióbio (grau ótico e grau cristal) e nióbio metálico e suas ligas, os quais se destinam a uma série de usos mais sofisticados como as superligas aeronáuticas, os cerâmicos para opto-eletrônica e os supercondutores. Vale ressaltar que o nióbio, como metal puro, apresenta pouca aplicação.
O nióbio é o elemento de número atômico 41 e símbolo químico Nb, pertence ao grupo 5 e ao 5º período da tabela periódica.
O nióbio pode apresentar diversos estados de oxidação, sendo os mais comuns +2,+4 e +5, formando os óxidos NbO (cinzento), NbO2 (preto-azulado) e Nb2O5, respectivamente. Este último óxido apresenta um considerável polimorfismo.
Lentes
Alguns compostos de nióbio são caracterizados pelas suas propriedades magnéticas ou pela sua cor. O LiNbO3 é usado como alternativa ao quartzo em filtros de freqüência para aparelhos de comunicação. O SrxNbO3 (x=0,7-0,95) é caracterizado pela sua variação de cor, de azul-escuro a vermelho. 
O nióbio surge também diretamente associado ao flúor, cloro, bromo e iodo. Para um dado estado de oxidação a do nióbio (de +5 a +2), surgem compostos da forma NbXa onde X = F, Cl, Br, I.
Este elemento forma também diversos compostos de enxofre, de selênio e de telúrio, com estequiometrias variadas.
Exemplos de outros compostos contendo nióbio nos diversos estados de oxidação podem ser:
• No estado de oxidação -3: [Nb(CO)5]3-
• No estado de oxidação -1: [Nb(CO)6]- • No estado de oxidação +2: NbS
 na década de 1950, o uso do nióbio era limitado pela oferta limitada (era um subproduto do tântalo) e custo elevado. Com a produção primária de nióbio, o metal tornou-se abundante e ganhou importância no desenvolvimento de materiais de engenharia. 
Na década de 1950, com o início da corrida espacial, aumentou muito o interesse pelo nióbio, o mais leve dos metais refratários. Ligas de nióbio, como Nb-Ti, Nb-Zr, Nb-Ta- Zr, foram desenvolvidas para utilização nas indústrias espacial e nuclear, e também para fins relacionados à supercondutividade. Os tomógrafos de ressonância magnética para diagnóstico por imagem, utilizam magnetos supercondutores feitos com a liga NbTi.
NbIN718
As superligas aeronáuticas também utilizam nióbio. Destas, a mais importante é o IN718, introduzida em 1966 e cujo aperfeiçoamento resultou numa família de superligas utilizadas nas turbinas aeronáuticas e estacionárias mais modernas.
Outro desenvolvimento importante da década de 1950 foi o aço microligado.
Estudos conduzidos na Inglaterra - na Universidade de Sheffield e na British Steel - e também nos Estados Unidos, tornaram o aço microligado uma realidade industrial quando a Great Lakes Steel entrou no mercado, em 1958, com uma série de aços contendo cerca de 400 gramas de nióbio por tonelada, exibindo características (resistência mecânica e tenacidade) que até então somente podiam ser obtidas com aços ligados muito mais caros.
A descoberta de que a adição de uma pequena quantidade de nióbio ao aço carbono comum melhorava consideravelmente as propriedades deste, levou à utilização em grande escala do conceito de microliga, com grandes vantagens econômicas para a engenharia estrutural, para a exploração de óleo e gás e para a fabricação de automóveis.
Atualmente, os aços microligados respondem por 75% do consumo de nióbio. São materiais sofisticados, desenvolvidos a partir de princípios de metalurgia física que refletem o esforço conjunto da pesquisa e desenvolvimento conduzidos na indústria e nos laboratórios de universidades.
Os avanços para o elemento 41 conseguidos até aqui ampliaram o raio de aplicação do nióbio em aços, superligas, materiais intermetálicos e ligas de Nb, bem como em compostos, revestimentos, nano materiais, dispositivos optoeletrônicas e catalisadores.
Créditos:
Trabalho sobre Minério de Nióbio, da disciplina Tecnologia Metalúrgica, ministrado pelo Mestrando: Engº Lúcio da Silva Barboza Filho, Orientador: Prof. Dr. Eduardo de Magalhães Braga.

domingo, 30 de maio de 2010

ESTÃO SAQUEANDO O BRASIL E O GOVERNO AONDE ESTÁ?

Realmente... o Brasil não discute defesa. Nossas Fronteiras estão abandonadas.


Nossas fronteiras não oferecem segurança por isso, os minérios são expropriados,contrabandeados.

50% dos armamentos das Forças Armadas estão em desuso. As  Forças Armadas consideradas  a melhor tropa de fronteira do mundo, faz milagre. 

Eu, como cidadã brasileira pergunto? como o Exército vai cuidar das fronteiras,assegurando a proteção da Soberania Brasileira, sem monitoramento adequado?

Leiam à seguir, a informação ou propaganda que corre pela Web, que a meu ver devem ser investigadas pelo MPF e pelas FA.

Fazer dinheiro vendendo ouro !!!

tradução google
Roger Silva é o presidente do Sistema DREAM, LLC (www.AlluvialGoldConsultants.com). A empresa veterinários Lojas Ouro e compradores de ouro nos estágios iniciais de uma transação de ouro. Na maioria dos casos, já temos aprovado Lojas Gold. DREAMS também consulta com potenciais investidores ouro americano para ajuda com a papelada, transporte e refinarias.Estamos mais conhecido por um procedimento novo e revolucionário que reduz o risco para Compradores Gold
 "Guiana Shield"ouro de aluvião (Ouro encontrado no leito dos rios)

SEGUNDA-FEIRA, 24 MAIO, 2010

COMPRA DE OURO DA MINA 10% ABAIXO SPOT!COMPRA DIRETA DE OURO DA MINA!

A mina de oferta para vender o seu ouro é na Guiana, América do Sul.Sistema DREAM, LLC é uma corporação com sede nos EUA, na Flórida. Você compra o ouro, vamos dizer que 10 onças (US$ 9,070 dólares), então em 18 meses, eles vendem suas 10 onças directo ao Governo pela taxa de SPOT. É simples assim. No cenário acima mencionado você comprou "com vale" 9.070 dólares e recebeu em troca US $ 15.000 em apenas seis meses. 

Então, Onde está esta mina de dinheiro? é a Guiana .... E porque eu deveria investir ali? Guiana (antiga Guiana Inglesa) está localizado no norte da costa leste da América do Sul entre a Venezuela e Suriname, e completamente delimitada ao sul pelo Brasil. Registros históricos mostram que a mineração de ouro a partir de depósitos de superfície começou na região amazônica já no século 16. Desde aquela época, estima-se que mais de 50 milhões de onças de ouro foram extraídos da Amazônia, em oposição a apenas 12 milhões onça removido da Califórnia durante a corrida do ouro. No final de 1970, o governo militar do Brasil realizou uma pesquisa abrangente na aérea da região. Como resultado, eles ajudaram a confirmar a presença da "Guiana Shield", um cinto de ouro antiga tendo-rock estendendo leste da Venezuela através da Guiana, Suriname e Guiana Francesa e  sul do Brasil na Amazonia Brasileira, e é historicamente conhecida por conter recursos de Ouro prolífico. Amazônia Guiana Shield é realmente a outra metade da Guiana África do Shield, que é responsável pela riqueza de ouro e platina da África do Sul abundante e de outros países na África sub-saariana. Algum momento durante o período Jurássico, cerca de 135 milhões de anos,  toda Guiana Shield foi dividida em duas placas tectônicas como rasgar uma grande massa de terra em dois. Hoje chamamos estas duas partes da América do Sul e África. A melhor parte é que não há por lá  ambientalistas  ou controle de proteção ambiental, abastecimento de água é suficiente, boas estradas, o ouro é processado por canais, canhões de água e tubos de vácuo.  Os Guardas do Conselho da Guiana certificam o Ouro  a produção e as remessas .  A Guiana Ouro Board abençoa (?) este tipo de mineração, porque a floresta vai crescer de volta (???)  dentro de 6 meses (??). 
Então, para encerrar, se você está curioso sobre a compra direta de ouro desta mina sagrada e abençoada, em vez do caminho "tradicional", visite o meu site 

BUY ouro abaixo SPOT!A partir de 1 de junho de 2010, o Sistema DREAM, LLC pode agora vendê-lo abaixo do preço do ouro à vista! Veja como podemos fazê-lo, visite o nosso NOVO SITE -www.get24kt.com ou www.GuyanaGoldMines.com
O MPF ASSIM COMO AS  FA  DEVEM INVESTIGAR ESSAs PARCERIAs...
Sistema DREAM, LLC é uma empresa de consultoria de ouro de aluvião (Ouro encontrado no leito dos rios). Sistema DREAM, LLC trabalha em conjunto com as agências governamentais?internacionais? e funcionários(?).


Amazôna Colombiana: 
Enfatizou-se, então, o "buraco" os bens preciosos que o Criador resolveu colocar à disposição dos brasileiros, não para serem repassados aos estrangeiros, mas para que com eles seja edificado um país próspero e feliz, povoado por raça cósmica, modelo de civilização fraterna! ROBERTO GAMA e SILVA Contra-Almirante Reformado

terça-feira, 25 de maio de 2010

Eike Elieser Batista vai extrair minérios no Piauí



Corrida pelos minérios brasileiros!!!
oglobo
clique para ver a foto em tamanho real
Eike Batista passou a semana no Piauí


Um dos homens mais ricos do mundo, Eike Batista passou na semana passada no Piauí para visita aos campos de pesquisa de extração de ferro no Sul do Piauí.

Ele veio acompanhar a instalação de estrutura de pesquisa para a extração de ferro por sua mineradora MMX nos municípios de Avelino Lopes, São Raimundo Nonato e Sebastião Barros.

A visita de Eike Batista para acompanhar as pesquisas de extração de ferro no sul do Estado é apenas parte da corrida que foi iniciada no Piauí para a extração de minérios, uma corrida que envolve grandes corporações como o Banco Oportunity, de Daniel Dantas, que está associado no Piauí com a mineradora GME4, do geólogo João Carlos Cavalcanti, ex-diretor-geral da Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais (CPRM); o grupo Votorantim, de Ermínio de Moraes; a Fomento Resources, a segunda maior da Índia e do milionário Lakshmi Mittal; a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CNPM); e a Companhia Mineira de Mineração.

O Departamento Nacional de Pesquisas Minerais (CNPM) registrou 4 mil requerimentos para a concessão de alvarás para pesquisas e lavra de minérios no Piauí.

“O Piauí está todo loteado pelas mineradoras. É uma corrida entre grandes mineradoras, que trabalham de forma sigilosa e com alto padrão de competitividade”, falou João Carlos Cavalcanti, sócio de Daniel Dantas na pesquisa e exploração de ferro nos municípios de Simões,Curral Novo e Paulistana.

Ele tem 20% da empresa de pesquisa e exploração de ferro. Cavalcanti tinha 25% da empresa, mas acaba de vender 5% para Daniel Dantas.

João Carlos Cavalcanti está encantado com os resultados nos investimentos que fez na pesquisa do ferro no Sul do Piauí. Ele tem rendimentos do dinheiro que acumulou com as vendas de parte dos negócios de R$ 40 mil mensais, fora os R$ 6 mil que ganha como aposentado na CNPM e comprou quatro apartamentos de um por andar, de R$ 700 mil cada. Ficou com um que fica em frente para o Teresina Shopping e deu três para seus filhos, todos com um a apartamento por andar. 
“Meus filhos são bem sucedidos, tenho uma filha promotora de Justiça e outros com bons cargos,mas seus salários não permitem comprar um apartamento de R$ 700 mil”, falou João Carlos Cavalcanti.

Ele disse que sua mineradora com o Banco Oportunity estão em fase final de pesquisas, que apontaram reserva de 350 milhões de toneladas medidas, mas espera que a reserva chegue a uma capacidade de 1 bilhão de toneladas.

Até agora a empresa só trabalhou em 3 mil hectares, mas tem ainda 100 mil hectares para pesquisar.

Agora a GME4 e o Banco Oportunity estão prontos para iniciar a exploração esperando apenas a conclusão da ferrovia Transnordestina, que liga o município de Elizeu Martins aos Portos de Suape, em Recife (PE) e Pecém, em Fortaleza (CE).

Para esta nova fase a GME4 e o Banco Oportunity, que já gastaram R$ 30 milhões, estão se associando a Fomento Resources, que é a segunda maior mineradora da Índia.

Para implantar o projeto, já aprovado pelo Ministério de Minas e Energia, a Fomento Resources irá investir US$ 1 bilhão. A Votoratim está pesquisando nível, perto da Vale do Rio Doce,que tem unidade em Capitão Gervásio Oliveira. A Votorantim está trabalhando em São Francisco de Assis do Piauí e em São João do Fidalgo; a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral está fazendo pesquisas em Dom Inocêncio e Queimada Nova; e a Companhia Mineira de Mineração em Dom Inocêncio.
FONTE: Meio Norte  - j292   25/05/2010-
http://www.jornalista292.com.br/noticia_detalhe.php?id=162


Apresento o início da exploração dos minérios brasileiros:
http://niobiomineriobrasileiro.blogspot.com/2008/12/icomi-no-amapa.html

terça-feira, 18 de maio de 2010

Roraima Amazona Riquezas Cobiçadas Rota 174



Rota 174

- A Rota 174 foi aberta em 1974 pelos militares no período da ditadura militar no Brasil. A abertura da BR-174 trouxe uma série de impactos  na  paisagem do  referido  estado. Hoje, infelizmente devido a intervenção de determinadas Ongs, é uma área aonde brasileiros precisam pedir licença para adentrar.


- Colhi estas informações em site de Roraima:
__________________
Boa Vista/RR: «RELAXE E CONHEÇA!» 1 2 3 4 5 6 7 8 | RR 2 3 (int.) | AM (int.), MAO | FORTAL
RORAIMA, — O PRÓXIMO IMPÉRIO

Palavras Raoni Valle - Pesquisador bolsista Roraima Amazona Riquezas Cobiçadas

Palavras Raoni Valle - Pesquisador bolsista:
Acredito que esta pesquisadora, suposta autora ou redatora/relatora do texto “Próxima Guerra”, está completamente equivocada e está reproduzindo um discurso propositalmente construído pela grande mídia do sudeste, setores do Congresso, Senado Nacional e Palácio do Planalto apoiados e representando oligarquias agropecuárias de Roraima, do Mato Grosso, Rondônia, Pará, Goiás, SP, etc. Além de setores das próprias forças armadas interessadas na fragmentação das terras indígenas amazônicas, inclusive fora das áreas de fronteira. Um discurso perigoso, mal informado e mal informador que já faz tempo circula de email em email pela internet.

A função estratégico-política desse discurso é essa mesma: formar uma opinião pública anti-indígena no Brasil como tem feito “excelentissimamente” em Roraima, o estado mais anti-indígena do Brasil, provavelmente. Assista o jornal da band com Boris Casoy e os comentários de Carlos Chagas, no jornal da record, além de Nascimento no jornal do SBT, todos eles seguem a mesma linha de discurso, já conhecido por nós indigenistas, Joelmir Betting (acho que não é mais globo) e William Wack do jornal da glogo não ficam atrás.

Quando se encontra uma uniformidade geral nas posições noticiadas em telejornais de emissoras concorrentes pode coçar a barba.

Conheço razoavelmente Roraima e o discurso paranóico norte-americanista espalhado por toda a Amazônia, pois inclusive eu fui partidário dele, antes de conhecer a realidade complexa da Amazônia brasileira (e, como veremos, ele não é tão paranóico assim, pois existem elementos concretos para sua manifestação, mas têm que ser tratados com ponderação). E posso te assegurar que o menor dos problemas da Amazônia brasileira são os Norte-americanos.

A falta de políticas públicas socio-ambientalmente justas e sustentáveis, corretamente e democraticamente definidas, no âmbito das diretrizes dos governos são o pior problema da Amazônia hoje. As Terras Indígenas contínuas são as áreas melhor conservadas, mais do que unidades de conservação como Parques Nacionais (sonho dos Biólogos) e reservas extrativistas. As terras indígenas contínuas são os maiores exemplos da ineficácia das políticas públicas na floresta tropical brasileira, pois mostram que por sua autonomia na utilização dos recursos naturais, não pautadas, em sua maioria, pela lógica do mercado, se converteram em relictos conservacionistas, e contrastam com estados como Mato Grosso, Pará e Rondônia que se converteram em anti-exemplos da conservação, possuem as oligarquias do agrobusiness mais influentes em Brasília, junto aos setores mais retrógrados e perigosos, do desenvolvimento de qualquer jeito, dentro do Congresso, Senado e Palácio do Planalto, inclusive em direta articulação com o agrobusiness roraimense. Atropelar uma das constituições mais libertárias do mundo democrático é só uma questão retórica para esse pessoal.

A opinião desta senhora mostra um desconhecimento total da legislação indigenista brasileira, da constituição de 88, da História politico-ambiental de Roraima e da Amazônia brasileira. Junta um monte de pseudo-fatos, generalizações e pseudo-argumentações como a classificação da onu sobre nação aplicada à questão indígena no Brasil. E mostra também que (infelizmente) a estratégia de massificação de uma opinião pública anti-indígena no Brasil está dando certo. Inclusive entre pessoas estudadas e “bem informadas” como a classe dos pesquisadores. Mas que também são “ideologisáveis” porque são gente.

Por que Roraima é tão anti-indígena?

RR era território federal até 89 e foi garantido historicamente ao Brasil pela presença massiva de povos indígenas que escolheram negociar com os Portugueses e lutar ao lado desses contra seguidas tentativas de invasão estrangeira, desde o século XVII. A região foi assolada primeiramente pelas frentes holandesas da Companhia das Índias Ocidentais até meados do século XVIII e depois pelos ingleses, até final do século XIX. Um dos fatores para a desistência da Inglaterra foi a questão lingüística que, entre muitas etnias, é política e territorial ao mesmo tempo, pois a segunda língua politicamente e historicamente optada e falada pelos indígenas de RR foi e é o português. Embora falem tranquilamente em Ingarikó, Wapixana, Yanomami ou Makuxi com seus parentes indígenas da Venezuela e da Guiana, falantes em segunda língua de espanhol e inglês respectivamente.

O Povo de Roraima até meados da década de 70 era composto, basicamente, por: Maciçamente indígenas de diversas etnias, efetivos militares e alguns grupos de garimpeiros ilegais em terras indígenas, bem como, algumas frentes extrativistas, como o caucho, a seringa, exploração de madeira, mais na parte sul de Roraima por onde entraram paraenses, amazonenses, maranhenses, cearenses, pernambucanos, etc. Os "Pobres" basicamente, que com o tempo alguns poucos foram se enriquecendo com a pecuária entre outras formas. Esta era Roraima que sempre conservou sua natureza territorial estratégica nas mãos dos indígenas que historicamente e politicamente se aliaram aos portugueses e depois ao Estado brasileiro.

Havia uma minoria de colonos Gaúchos, Goianos, Paranaenses, do centro-sul de maneira geral, que desde fins dos anos 70 foram sendo implantados por subsídios dos governos militares, para aos poucos irem “desindiando” o território e “civilizando", "desenvolvendo" aquela porção. Comungavam uma visão racista que só os colonos de descendência européia recente, alemães ou italianos é que tinham capacidade de criar uma nação, e assim vieram a compor uma elite fundiária desenvolvimentista, dentro da ideologia integracionista e desenvolvimentista desastrosa dos anos 70 militarizados. O problema do Quartieiro em Pacaraima e de outros arrozeiros latifundiários "Gaúchos" começa por essa época, e o acirramento dos problemas das etnias indígenas também, que contabilizam hoje 3 décadas de guerra de baixa intensidade e de conflitos armados com milícias implantadas nas fazendas, os jagunços de Roraima, de maneira ininterrupta.

Transformar Roraima de território federal em estado federativo, implicava em reconhecer o status das terras indígenas como tais. A constituição de 88 trouxe esse aparato legislativo e jurídico, foi então reconhecido de fato o direito anterior dos povos indígenas sobre suas terras tradicionais que eram praticamente as mesmas desde o início da colonização européia das Américas até os anos 80 do século XX, e isso foi matizado na Constituição. A grande maioria das ocupações não-indígenas no estado de Roraima é dos anos 70 em diante, feitas conscientemente e na base da violência e opressão em cima de territórios indígenas conhecidos e reconhecidos oficialmente nos últimos 30 anos, ou seja, são na maioria constituídas numa base jurídica de má fé, e, portanto, a rigor ilegais. De certa forma, o que os portugueses fizeram nos séculos XVI, XVII e XVIII no Brasil indígena, os colonos arrozeiros e pecuaristas centro-sudestinos, os militares e uma massa empobrecida de imigrantes nordestinos e nortistas veio fazendo desde os anos 70 até hoje em Roraima, já com uma base legal de reconhecimento dos direitos dos povos indígenas. Portanto, foi até pior do que a colonização histórica. Foi mais perversa e vergonhosa.

A falta de uma identidade com a Terra é a única coisa na argumentação da referida pesquisadora que parece proceder do ponto de vista de demonstrar que o estado de Roraima possui uma população não-indígena e "não Roraimense" implantada recentemente, uma colonização recente que se encaminha para sobreocupar terras indígenas pretéritas, historicamente e juridicamente reconhecidas. Um conflito iminente já era previsível nos anos 70 quando essa política desastrosa de colonização e etnocídio dos governos militares começou a ser implantada. Gerou um monstro ideológico-administrativo, pós-democratização, anti-indígena bovino que temos hoje no governo de Roraima e em sua elite política.

No caminho entre os militares setentistas e Roraima estavam os Waimiri-Atroari. Os Waimiri-Atroari eram duas etnias diferentes que foram quase exterminadas pelos governos militares e frentes extrativistas nessa época. Sobreviveram cerca de 130 índios das duas etnias que foram ajuntados para garantir uma mínima reprodutibilidade cultural e física. A abertura da BR 174 nos anos 70, foi a pior coisa que lhes aconteceu, e depois nos anos 80 foram coroados com a hidro-elétrica de Balbina, um fiasco energético, um Mamute Branco, que destroçou a bacia do rio Uatumã, principal rio do território tradicional dos Waimiri-Atroari. Não é gratuito, portanto, terem escolhido a partir de 88, é claro, manterem distância dos Brancos, arbitrariedades militares e das políticas de integração e geração de energia, além da história nos relatar que muitos índios pereceram por balas do fuzil Belga FAO.

NÃO ENTRAR NA TERRA INDIGENA WAIMIRI-ATROARI DEPOIS DAS 18:00 HORAS ATÉ AS 6 DA MANHÃ, É UMA REGRA GERAL APLICADA A TODOS. É UM ACORDO FORMAL COM O GOVERNO FEDERAL BRASILEIRO RESPEITADO POR AMBAS AS PARTES E NÃO UMA ARBITRARIEDADE INDÍGENA PRÓ-YANKEES. È O MÍNIMO QUE LHES SOBROU EM RESPEITO À PAZ DE ESPÍRITO MASSACRADA.

Um olhar crítico interno ao Brasil explica muito mais a natureza dos problemas que temos hoje em Roraima e na Amazônia brasileira, do que ficarmos buscando ameaças externas, Tio Sam e CIA, e lavarmos nossas mãos enquanto cidadãos brasileiros achando que somos as mil maravilhas. A propaganda da havaiana de que só nós podemos falar mal de nós mesmos, nem sequer se aplica aqui.

O PROBLEMA DA AMAZÔNIA É NOSSO, NÃO PORQUE A AMAZÔNIA O É, POIS ISSO É UM FATO INDISCUTÍVEL. O PROBLEMA DA AMAZÔNIA É NOSSO, PORQUE FOMOS NÓS QUE O CRIAMOS, E, PORTANTO, PESA SOBRE NÓS A RESPONSABILIDADE DE RESOLVÊ-LO COM SOBRIEDADE E AVALIANDO SUAS CAUSAS DE MANEIRA CORRETA.

Existem ameaças externas sim à Amazônia, a Colômbia é quintal da CIA que, há quem diga, está afirmativamente trabalhando para um golpe de Estado na Bolívia; a biopirataria é outra bronca real, norte-americana, japonesa, francesa, alemã, etc. Missionários protestantes norte-americanos, cripto-missionários fantasiados de lingüistas antropólogos, de grupos como o SIL e Jomon estão soltos pra cima e pra baixo atuando em etnias pouco contatadas dentro do estado do Amazonas. Esses caras são reais, não são “ongueros” da CPI das ONGs, são Igrejas Evangélicas norte-americanas podre de ricas que descem de Hidro-avião nas TI’s, com telefonia de satélite, e nem a Funasa, nem a Funai conseguem ter as entradas que esses caras têm, na precariedade da assistência estatal, esses caras fazem a festa. Mas é interessante como essas estórias não são contadas e viram lendas de cidades perdidas na floresta. Quem anda dentro dessas matas, como nós, é que sabe o que é que ta pegando de verdade, não precisamos inventar mitologias paranóicas convenientes.

Mais ameaças externas: Venezuela pode virar um pepino sul-americano gigante em cima da gente a qualquer momento (embora Chavez tenha plena consciência da importância do Mercosul e de seus vizinhos como um Buffer Zone para suas despirocações, e se os democratas assumem lá em cima, podemos ter uma descompressão do cenário). Bem, antes CHÁVEZ do que URIBE e a CIA.

Mas também existem aliados externos da Amazônia. Existe uma grande discussão global legítima sobre o meio ambiente, sobre mudanças climáticas, sobre equalização das diferenças sociais e econômicas, sobre os ecossistemas prioritários para conservação no mundo e a Amazônia e os povos amazônicos estão integrados nela.

PORTANTO, NÃO ADIANTA O BRASIL DISCUTIR A AMAZÔNIA SOZINHO, DE IMEDIATO EXISTEM OUTROS 8 PAÍSES QUE DISCUTEM DIRETAMENTE CONOSCO O FUTURO DA AMAZÔNIA. A AMAZÔNIA É UMA QUESTÃO SUL-AMERICANA ANTES DE SER BRASILEIRA PORQUE OS ECOSSISTEMAS ESTÃO INTEGRADOS E NÃO SE SEPARAM POR FRONTEIRAS GEOPOLÍTICAS DAS NAÇÕES NÃO-INDÍGENAS.

Enfim, nós “indigenistas” que trabalhamos com a questão indígena no Brasil nos últimos anos, temos visto essa argumentação ideológica crescer em força e se popularizar. Inclusive em Roraima que, como dito acima, figura entre os estados mais anti-indígenas do Brasil, não sendo por acaso que 54% de suas terras sejam indígenas e gerem, aparentemente, o propagado engodo anti-desenvolvimentista. A cifra divulgada de 70% de terras indígenas em RR é mais uma manipulação Göebbeliana ninja e sacana. Uma mentira repetida mil vezes vira uma verdade.

Não sei esse papo explica porque RR é tão anti-indígena, mas faz um sentido arretado na minha cabeça!

Para finalizar só mais alguns dados:

1 - A Constituição federal brasileira pauta o Brasil e não a ONU. Na Constituição brasileira não se faz menção a nações indígenas. Nela expressões como Terras Indígenas; Povos Indígenas; Etnias Indígenas; Grupos Indígenas; ou Populações Indígenas são termos mais próprios, com responsabilidade jurídica e rigor antropológico.

2 - As Terras Indígenas pela Constituição federal são propriedades do Estado Brasileiro que concede o direito de usufruto dos recursos naturais, excetuando grosso modo, mineralógicos, hidro-energéticos e arqueológicos para os quais é reservada a prerrogativa do Estado no seu uso. A fiscalização, controle, permissão de entrada e saída, portanto, a administração das terras indígenas dentro do espaço nacional federativo, em interface com o território nacional e em fronteiras internacionais é responsabilidade da união e de suas partes constitutivas, como Forças Armadas, Polícia Federal, etc. Estes têm livre acesso às Terras Indígenas desde que pautados em demandas oficiais do Estado Brasileiro, legalmente sancionadas e corretamente acordadas com as demandas das populações indígenas. A rigor, as Terras Indígenas são espaços diretamente controlados pelo Estado Brasileiro, que tem pleno poder de trânsito nelas por constituir sua propriedade inalienável, incluindo aí a ação dos militares no Estado Democrático de Direito. Portanto, são áreas de "segurança nacional" das mais protegidas, e os indígenas funcionam aí como os principais "funcionários" do poder público, no controle e na preservação desses espaços. O que vêm fazendo historicamente.

Portanto, a discussão sobre o temor da soberania e independência das terras indígenas é infundada e alarmista, além disso, é intencionalmente manipulada e manipuladora. Pior que isso é a discussão de que as decisões indígenas são manipuladas por ongs estrangeiras em prol das prerrogativas de Estado Norte-americanas, sempre. Coitados dos abastados Noruegueses (cujos únicos problemas são os suicídios de seus jovens e as únicas ambições são dar sentido às suas vidas) que, dentre os gringos, são dos que mais financiam projetos indígenas.

3 - Afirmar pelo retrocesso ou redimensionamento das terras indígenas como hoje estão homologadas, ou em processo de demarcação e homologação, significa expressamente torná-las disponíveis à apropriação privada, entre outras modalidades. Ora, se a propriedade é privada ela passa a ser controlada por um cidadão com plenos poderes de negociar aquela posse com qualquer instância, inclusive com grandes conglomerados agro-exportadores transnacionais, o que já vem acontecendo em grande parte do Mato Grosso, Pará, Goiás, Ceará e em outros estados brasileiros. Se não pelo agro-negócio pela indústria internacional do turismo, é o caso dos espanhóis no litoral do ceará, que ouviram do governo estadual que na Terra Indígena Demarcada Tremembé de Almofala não havia índios, só uns pescadores safados manipulados por uma ong para se fingirem de índios. Gerou uma das frases clássicas do anti-indigenismo: "E no Ceará tem índio?" qualquer semelhança com Roraima não é mera coincidência.

A lógica foi invertida, da propriedade privada para a propriedade do Estado. É essa Inversão lógica que tenta se afirmar pelo discurso da pesquisadora ou de suas fontes, que são meras reprodutoras (in?)conscientes de uma manipulação Göebbeliana da era informacional: a de que são as terras indígenas e não os latifúndios do agronegócio uma ameaça à soberania nacional.

Minha gente (sem paráfrase Collorida): O CAPITAL DO AGROBUSINESS NÃO TEM FRONTEIRA, OS POVOS E AS TERRAS INDÍGENAS TÊM E SÃO BRASILEIRAS!!!

Leiam a Constituição, conheçam a realidade das lutas indígenas nesse país e parem de se informar pelo Carlos Chagas ou pelo Boris Casoy. Analistas de conjuntura nunca foram fontes confiáveis historicamente. E, principalmente: biólogos, cientistas ambientais e da terra, que andam pela Amazônia leiam a antropologia, a história, a sociologia, a arqueologia, a geografia e a economia antes de falarem em meio ambiente, povos amazônicos e em babilônias correlatas.

Raoni Valle - Pesquisador bolsista

Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA
Núcleo de Pesquisas em Ciências Humanas e Sociais - NPCHS
Pesquisador colaborador -
Projeto Amazônia Central - PAC – MAE/USP