sábado, 18 de dezembro de 2010

Minério no Nordeste a próxima fronteira brasileira

Historicamente, o território brasileiro já deu origem a várias províncias minerais, do Tapajós, ao norte, ao Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais, para não falar das gigantescas reservas de petróleo do pré-sal. E agora o país pode estar diante de mais uma fronteira para o setor mineral, com as descobertas de jazidas de vários minerais na região Nordeste. 

Enquanto a Rio Tinto Alcan prospecta alumínio em Jaguaquara, cidade de 50 mil habitantes no sul da Bahia, a Bamin começa a produzir minério de ferro no Recôncavo Baiano em 2014, a um ritmo de 20 milhões de toneladas anuais e mediante US$ 2,5 bilhões em investimentos. 

Outros estados do Nordeste, como o Rio Grande do Norte e o Ceará, também vem sendo alvo das empresas, com minerais ferrosos, potassa e diamantes, dentre outros, despertando a cobiça de mineradoras.




Caetité - O geólogo que virou bilionário
Resultado de imagem para O GEÓLOGO BAIANO JOÃO CARLOS CAVALCANTI

O geólogo baiano João Carlos Cavalcanti, o JC, acabou de comprar o 38º carro da sua frota pessoal. Também está na lista de espera de uma Mercedes SR McLaren, de US$ 1,2 milhão - modelo que só existe na garagem de outros três brasileiros - e de um jato Hawker 900, para viagens internacionais. Será seu segundo avião. Ao mesmo tempo, reforma uma mansão em Salvador, uma casa de campo no interior de São Paulo e um resort em Itacaré. Pensa em abrir uma escola de elite, comprar um hangar e montar um banco de investimentos. JC, ainda um anônimo, é o mais novo sócio do clube dos bilionários do Brasil. 

A fortuna do geólogo cresceu praticamente da noite para o dia, após uma grande descoberta de minério de ferro na Bahia. Desde que vendeu a jazida para o investidor indiano Pramod Agarwal, há dois anos, JC fala mais de cifras do que de pedras.

Segundo fontes de mercado, ele recebeu US$ 210 milhões por 70% da reserva e, mais tarde, outros US$ 150 milhões pelos outros 30%. Agarwal é tido como o representante de Lakshimi Mittal, dono do maior grupo siderúrgico do mundo. Bancos europeus batizaram o projeto de Bahia Mittal, numa clara referência ao grupo. O geólogo está proibido por contrato de falar sobre o assunto. Ele diz que Mittal é seu amigo, de quem ganhou uma estátua de Ganesha (um deus hindu), que hoje habita o jardim de uma de suas mansões em Salvador.

Depois da venda, JC tornou-se um descobridor em série de jazidas. Encontrou níquel em Tocantins e zinco em Minas Gerais e vendeu parte das minas para a Votorantim. Ainda continua sócio do grupo. Seu novo negócio é a GME4, uma espécie de banco de jazidas avaliado internamente em R$ 2 bilhões, em sociedade com o banco Opportunity, de Daniel Dantas. JC calcula que seu patrimônio vai atingir US$ 1 bilhão neste ano, incluindo aplicações financeiras, imóveis e participações em empresas. “Se eu for fazer as contas de Eike, já tenho mais de US$ 1 bilhão”, diz o geólogo.

“Tudo o que tenho eu agradeço ao invisível”, diz JC, que é monge leigo, flerta com o Budismo e acredita em numerologia e astrologia. “Eike também é assim, Bill Gates é assim, Antonio Ermírio de Moraes é assim, Warren Buffett é assim”, diz, sem modéstia. “Toda vez que chego ao campo, entro em silêncio. Aí as coisas vêm.”

As “coisas” não vieram fácil para JC. Quem conversa com ele percebe a necessidade que o empresário tem de ser reconhecido. Embora diga que ganhou o primeiro milhão antes dos 30 anos, trabalhando como consultor, o geólogo não foi levado a sério pelos seus pares. Por ser polêmico, exibicionista, ter fama de brigão e de exagerar nas histórias que conta, o mercado não lhe deu credibilidade. “Eles têm inveja de mim. É um bando de geólogos de sapato de bico fino”, diz JC. 

CONFLITO

A sua primeira descoberta de minério de ferro, a norte de Caetité, foi derrubada publicamente em um seminário de mineração em Ouro Preto (MG). “Muitos o chamaram de maluco. Mas quem legitimou foi quem comprou”, diz o diretor-adjunto do Departamento Nacional de Produção Mineral da Bahia (DNPM), o geólogo João César Freitas Pinheiro. 

O empresário Eike Batista comprou a reserva e criou a IRX, da qual JC ainda detém 5% das ações. A relação entre os dois é conflituosa. Procurado, Eike não quis dar entrevista. A reserva foi avaliada por João Carlos Müller, consultor contratado pelo Rio Tinto, parceira de Eike no negócio. Ele viajou até Caetité e não encontrou nada, segundo a Rio Tinto. “Esse sujeito é um destruidor de jazidas”, defende-se JC.

Até vender a primeira mina de ferro, JC gastou mais de US$ 1 milhão do bolso para começar as pesquisas. O geólogo já era rico, mas teve de vender casas de praia, carros e raspar a poupança. Trocou o terno e a gravata por bota e chapéu. Dormiu no mato, subiu serra. “Nunca tive e não pretendo ter relação pessoal com ele, mas é preciso reconhecer o mérito de JC. Ele chegou primeiro”, afirma o diretor-geral do DNPM, Teobaldo Rodrigues de Oliveira Júnior. “O ferro existia, mas o preço era tão baixo que ninguém ligava.”

Pouco antes de JC começar a perfurar o solo baiano, o ferro estava cotado a US$ 10. Hoje vale pelo menos dez vezes mais. O geólogo diz que foi desafiado a pesquisar ferro por um grupo siderúrgico espanhol e por um banco de investimentos. “Só se falava de ferro em dois lugares no Brasil: Minas Gerais e Pará. Mas geologia não tem fronteira”, diz JC. 

O geólogo não saiu a campo aleatoriamente. O mapa da mina foi um artigo publicado numa revista de mineração em 1937. Nele, o engenheiro de minas Otto Henry Leonardo Júnior já falava das ocorrências de minério de ferro em Caetité. “Parece que essa coisa estava guardada para mim”, diz. 

Na geologia, é mais ou menos assim. No Brasil, quase tudo já foi estudado e catalogado de alguma maneira. “A descoberta é muito mais da oportunidade de mercado de minério de ferro do que da mina propriamente dita, que já estava mapeada”, diz Pinheiro. “Mas o caso do JC é raro. No Brasil, a geologia rendeu mais políticos do que empreendedores.”

16/06/2008 - Por: iGuanambi/ Com informações da Folha de São Paulo

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Catalão de Goiás Nióbio

http://www.angloamerican.com/aal/business/other_mining/products/products_06/                                        Niobium
Our wholly-owned niobium mine, Mineração Catalão de Goiás, in Brazil is one of the three principle producers of niobium in the world.

  • Tradução: Nossa [deles?] mina de nióbio subsidiária integral, a Mineração Catalão de Goiás, no Brasil é um dos três produtores princípio de nióbio do mundo.
  •  - Vista aérea de Catalão, Brasil
  •  - Mineração Catalão de Goiás produz e exporta ferronióbio. O minério é extraído do poço de Boa Vista abertos e processados em Ouvidor, no estado de Goiás, a 800 quilômetros a noroeste do porto de Santos.
  •  - Catalão é um dos três principais produtores de nióbio do mundo, com toda a sua produção ser exportada para indústrias de aços especiais na Europa, América do Norte, Ásia, Austrália, África e Oriente Médio.
  •  - O nióbio é usado como elemento de micro-liga de aço para criar uma liga que é mais forte, mais durável e também proporciona maior facilidade de moldagem e soldagem. Misturas de aço e nióbio têm sido utilizados na construção de tubos para água e esgoto, componentes em diversos tipos de automóveis e na criação de varas de soldagem. O elemento é também usado em uma série de produtos de aço inoxidável,especialmente os itens para o lar.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Nióbio de MG é chave


07/12/2010

Thobias Almeida
Internacional


As riquezas do subsolo de Minas Gerais são consideradas vitais para a segurança dos Estados Unidos. A informação surgiu ontem em mais um turno de vazamentos de documentos sigilosos norte-americanos promovido pelo site Wikileaks. A lista de locais estratégicos ao redor do globo, elaborada em 2009 a pedido do Departamento de Estado dos EUA, não surpreende especialistas em relações internacionais, dado o histórico da diplomacia americana e o cuidado redobrado com a segurança nacional presenciado na última década. 

Os documentos revelam que o nióbio e o minério de ferro presentes em Minas chamam a atenção do radar americano. “Recursos como esses são estratégicos e se tornam preocupação tanto pela questão do fornecimento em caso de conflito quanto pelo destino comercial dado a eles ”, explica o professor do Departamento de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), Onofre dos Santos.

O professor aponta a crescente importância de alguns minerais no atual cenário de escassez de matrizes energéticas. “Há uma corrida pelo controle de fonte de recursos que todos sabem que são estratégicas para o futuro. O nióbio é um exemplo”, aponta Santos.

O Brasil detém 90% das reservas mundiais do minério e Minas é o principal produtor. A maior mina do mundo está em Araxá, no Alto Paranaíba. O minério apresenta propriedades muito valorizadas, como a resistência à corrosão e a temperaturas extremas, o que expande o uso para variadas cadeias produtivas, desde a automobilística até a fabricação de tubos condutores, como os usados no transporte do petróleo. No entanto, é seu uso na fabricação de armas e o uso na indústria aeroespacial que é considerada mais estratégica. 

Onofre dos Santos não prevê abalos na relação Brasil-EUA a partir da divulgação e acredita que a atenção americana a recursos naturais brasileiros já era de conhecimento do Itamaraty. “A política internacional tem duas faces, a oficial e a oculta. Todos sabem que há espionagem, a questão é vir a público”, avalia o professor. Segundo ele, os EUA sempre usaram as embaixadas não somente para a prática diplomática, mas também para obter informações preciosas e vigiar amigos e inimigos. 

Santos diz que, além do pano de fundo da segurança, como a possibilidade de fontes de recursos essenciais virem a se tornar alvos de ataques terroristas, a questão econômica também fala alto. “Países de economia avançada estão nessa corrida, eles necessitam destes produtos. Assim, Minas pode sim ser visto como interessante, mas nada que chegue a preocupar” , opina o especialista, afastando a hipótese de um domínio concreto dos americanos sobre riquezas naturais brasileiros.

Além dos minérios presentes em Minas, reservas em Goiás e cabos de telecomunicações submarinos com ramificações em Fortaleza (CE) e no Rio de Janeiro (RJ) também são apontados como vitais, de acordo com os documentos publicados pelo Wikileaks. “Os americanos até hoje estão paranóicos com a segurança. O problema é que, devido a posição brasileira de se relacionar compaíses considerados párias pela diplomacia americana, como Irã e Venezuela, há a desconfiança sobre o destino de produtos estratégicos”, esclarece o professor.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Índios são jogo de manobra dos governantes entreguistas, leiloar o Brasil para enriquecerem.

adendo: agosto 2018.
A CIMI, a FUNAI, as ONGs, a CNBB atua no norte do Brasil,  com aval do governo entreguista brasileiro, com aval do Vaticano gerenciado pela igreja católica/anglicana(o lúcifer via Inglaterra), com apoio dos exércitos infiltrados envolvidos no lesa-pátria. No norte do Brasil  são poucos os verdadeiros índios (inocentes) envolvidos com a NWO maçônica, a maioria são os mercenários nacionais e internacionais infiltrados como falsos índios. No entanto, em Roraima, no norte do Brasil, não apenas os índios ficaram cegos pela ideologia maçônica, os políticos e muito da população 70% funcionários públicos, também,  “sem saberem verdadeiramente o significado dessa crença e qual o objetivo dela dentro do Brasil porque a verdade acima do grau 33,  jamais aos pedreiros subordinados,  será revelada.  NO ENTANTO, HOJE, esses ocupantes do norte do Brasil estão desesperados com os mercenários venezuelanos e outros infiltrados e ainda não perceberam(espero que acordem), que  apoiados pelas leis maçônicas dentro do Brasil, estão a aterrorizar os brasileiros  instalados com história milenar dentro dessas regiões, esses moradores ligados as leis  maçônicas não sabem ainda o que de pior está por vir, e o pior é que defendem a maçonaria dizendo: existem várias divisões da maçonaria! Não existe não! A maçonaria é única e doutrinada pelos mesmos senhores, que querem o norte do Brasil para a NOW deles e o povo roraimense e redor perderá seu habitar, acordando para a verdadeira  ideologia da crença tarde demais.  https://agroemdia.com.br/2018/08/24/maconaria-chega-a-indigenas-da-amazonia/

adendo: junho/2016.

TODOS OS GOVERNANTES CIVIS ESTÃO COMPROMISSADOS COM A 
VENDA DO BRASIL, 
A DESTRUIÇÃO DA SOBERANIA BRASILEIRA. INCLUINDO A USURPADORA ONU A SERVIÇO DA NOVA ORDEM GLOBALISTA.



NÃO SÃO OS ÍNDIOS OS CAUSADORES, OS VERDADEIROS ÍNDIOS SÃO ÀS VÍTIMAS,  OS ÍNDIOS SÃO JOGO DE MANOBRA, SÃO OS GOVERNANTES ENTREGUISTAS QUE ESTÃO LEILOANDO O BRASIL PARA ENRIQUECEREM. NÃO EXISTE TRANSPARÊNCIA ENTRE OS GOVERNANTES BRASILEIROS. 
E AS FFAA, O ALTO ESCALÃO, O EXÉRCITO BRASILEIRO SE CALA.
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18/10/2010:

Índios querem criar Estado independente em Roraima, diz Abin 
MENTIRA! NÃO SÃO OS ÍNDIOS, É A FUNAI A SERVIÇO DA NWO.

Relatório à Presidência diz que conselho indígena quer formar "cinturão" de reservas
MENTIRA!  O conselho indigenista quer a Amazônia toda vejam as Diretrizes N. 4 feita por eles:
https://mudancaedivergencia.blogspot.com/2014/05/diretrizes-no-4-ano-0-do-conselho.html

MATHEUS LEITÃO

LEONARDO SOUZA 

DE BRASÍLIA


Um relatório da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) revela preocupação com a criação de um Estado indígena independente em Roraima, "com apoio de governos estrangeiros e ONGs".
O documento, ao qual a Folha teve acesso, foi enviado pelo serviço secreto para o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência em 2010. O texto diz que índios de RR teriam o desejo de "autonomia política, administrativa e judiciária".
Em nota, o GSI afirmou que "não se pronuncia sobre atividades de inteligência".
O relatório diz que o CIR (Conselho Indígena de Roraima) "passou a defender abertamente a ampliação e demarcação de outras terras indígenas" após o julgamento da reserva Raposa/Serra do Sol pelo STF em 2008.
A preocupação da Abin é que o CIR forme "um cinturão de reservas indígenas". Segundo a Funai, as 32 terras indígenas de Roraima ocupam 46% da área do Estado.


MILÍCIAS ARMADAS

Apesar das rivalidades entre as nove etnias indígenas de RR -o que dificulta a criação de um Estado independente- a Abin acredita na existência de milícias armadas. "Revólveres e espingardas foram encontrados e teriam sido contrabandeadas da Venezuela e da Guiana."
A Abin diz ainda que a advogada licenciada do CIR, Joênia Batista de Carvalho, confidenciou um desejo dos índios junto ao Congresso: a transformação da Raposa/ Serra do Sol no primeiro território autônomo indígena.
A advogada nega e diz que "é absurda a intenção da Abin em procurar o afastamento geral da sociedade contra os índios".
A agência também se mostra preocupada com a ratificação do Brasil à Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas, assinada em 2007 na ONU. Para a Abin, se confirmado pelo Congresso, torna ineficaz "as restrições elaboradas pelo STF ao usufruto da terra pelos índios".
As ressalvas impostas pela corte são o marco constitucional para terras indígenas e em futuras demarcações. Elas dão usufruto das terras para os índios, mas as mantêm sob as rédeas da União.
"Nós já fizemos a nossa parte. Que o governo seja digno ao fazer a parte dele", afirma o ministro Ayres Britto, relator do processo.


OUTRO LADO

Por e-mail, o CIR informou que "nunca propugnou a criação de uma nação independente" e"sempre atuou no sentido de promover a cidadania plena dos povos indígenas como membros do Estado brasileiro", ajudando "na inclusão de nossos povos como determina a Constituição Federal".

REPORTAGEM DA FOLHA DE SÃO PAULO DE 2006.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

INDIO CARLOS PANKARARUÀ CARTA-RESPOSTA À REVISTA "CAROS AMIGOS"



Nós, Carlos Pankararu, Lúcia Munduruku e Korubo, líderes do Acampamento Indígena Revolucionário (AIR), agredidos pela revista Caros Amigos Especial, que, no nosso ponto de vista, essa edição pode ser mais uma idéia dos brancos para ganharem altas fontes de renda nas costas dos índios - como tem acontecido com muitas organizações de brancos que trabalham com índios e que se mostram santinhos, mas que, na verdade, são demônios de alta periculosidade. 


Nós, indígenas, se não nos cuidarmos, ficaremos sem terras, sem rios, sem matas e jogados à própria sorte.


A edição especial desse mês de outubro da "Caros Amigos" publicou muitas mentiras para denegrir a imagem do Movimento Indígena Revolucionário, na intenção de melhorar a situação do Partido dos Trabalhadores (PT), que fez muitas cagadas contra a população indígena. Um dos maiores crimes foi colocar um incompetente, Márcio Meira, como presidente da FUNAI, o qual já tinha sido expulso do Ministério da Cultura pelo ministro Gilberto Gil.


Analisem que máfia miserável que está mantendo este presidente da FUNAI, o padrinho de Márcio Meira é o deputado Paulo Rocha do PT, super conhecido por estar envolvido no mensalão. O ministro da Justiça também é do PT, um anti-índio que publica uma portaria dando poderes à Força Nacional para atirar em índios dentro da sua própria casa, a FUNAI.


Somos obrigados a aceitar um presidente da FUNAI corrupto, que não está na FUNAI para defender os índios, mas sim para abrir as portas do PAC dentro dos Territórios Indígenas, assim como Belo Monte e assim como o Decreto 7.056/09, como também Portarias de polícias dentro dos órgãos da FUNAI.


Além disso, muitas coisas ruins virão pela frente se esse miserável presidente continuar. Se Dilma Roussef ganhar, nós índios brasileiros, estaremos com processo acelerado de extermínio.


Queremos dizer para os governos, principalmente, para o Presidente da República, que o AIR não teve vínculo ou incentivo do ex-presidente da FUNAI, Mércio Gomes: o Acampamento Indígena Revolucionário nasceu espontaneamente, criado por indígenas que têm a visão de águia e conseguem ver o perigo à distância.


Este movimento iniciou-se em janeiro, basicamente com 700 índios ou mais, inclusive índios que fazem ou faziam parte da CNPI, como é o caso de Caboclinho, Kretã Kaingang, Neguinho Truká e outros. Isto comprova que a insatisfação veio por parte também de membros do conselho dirigido pelo PT.


É uma pena que no decorrer do tempo alguns desses indígenas se corromperam para este governo do PAC, mas quero deixar claro que o AIR lutou contra estes projetos que são ameaças à população indígena em todas as nossas audiências.


Nós fomos contra a Usina de Belo Monte, contra a mineração em Territórios Indígenas e contra bases militares dentro de TIs. Nós fomos e ainda somos contra tudo aquilo que é ruim para nós, principalmente, quando querem fazer na marra, na raça, sem negociação justa. Assim como o governo Lula quer fazer, com abuso de poder.


Nas marchas que estavam o CIMI e a COIAB, quem estava com quantidade de índios era o AIR.


Hoje, a FUNAI não é mais do índio, pois ela virou uma agência de ong’s com um presidente que pertence ao ISA (Instituto Sócioambiental), chamado Márcio Meira.


A CNPI também é presidida por esse tal de Márcio Meira. E o que é CNPI? É o CIMI, COIAB, ISA, CTI, APIME, APIB, CIR, CESE, APOIME, Missão Kaiowá, entre outras tantas ONGs. Essas, sim, vivem de ganhar fortunas às custas dos índios e nada de bom têm mostrado às comunidades.


Quando fazem um movimento é de 4 ou 5 dias, chorando misérias. Nós, do AIR, nos mantemos por nove meses sem ganhar um centavo do governo, simplesmente vivendo de doações. Todas as organizações sabem disso e nunca tiveram coragem de nos ajudar com nada. Ao contrário, fizeram foi nos ofender, como no caso de Paulo Maldos, assessor do Presidente da República Luís Inácio Lula da Silva, que junto do vice-presidente da FUNAI, Aluysio Guapindaia, e da assessora do Ministério da Justiça, Ana Patrícia, ofereceram hotéis de luxo e a mais descarada propina disfarçada sob o eufemismo de “reposição de gastos” para que encerrássemos o protesto. Mas não aceitamos, porque temos objetivos puros e bons para o nosso povo. Faríamos uma fogueira com esse dinheiro, caso tivesse chegado em nossas mãos e chamaríamos a imprensa para mostrar um pouco do que é chamada “política indigenista” do Governo Lula.


Tudo o que nessa carta citamos, temos provas nas mãos, tanto impressas quanto audiovisuais. O que aqui estou falando não é nem 10% do que o governo tem feito de malefício aos povos indígenas, não é nem 1% do que sabemos. Um dos exemplos: ataques policiais sem ordem judicial, crianças indígenas agredidas, mulheres e idosos indígenas arrastados, gestantes indígenas perdendo filhos, prisões ilegais de indígenas - tudo isso defronte ao Ministério da Justiça e do Congresso Nacional, a mando do governo Lula.


Estamos à disposição da justiça e da opinião pública para provar o que dizemos e, nós, do Movimento Revolucionário Indígena exigimos DIREITO DE RESPOSTA da revista Caros Amigos, publicação da Editora Casa Amarela. Assim como, exigimos provas judiciais de que no AIR não tinha lideranças – até mesmo porque o Acampamento Indígena Revolucionário era apenas uma mera base na Esplanada dos Ministérios e o Movimento Indígena Revolucionário é nacional, capilarizado em vários Estados da Federação.Também exigimos judicialmente provas de que o ex-presidente da FUNAI, Mércio Gomes, algum dia deu suporte ou dirigiu, de alguma forma, o Movimento Indígena Revolucionário.


Atenciosamente,
Carlos Pankararu, Lúcia Munduruku e Korubo,
fundadores do Acampamento Indígena Revolucionário (AIR).





Política Indigenista do Governo Lula para os Povos Originários Brasileiros
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(Foto por Bruno Costa)


CARTA-RESPOSTA DE CARLOS PANKARARU À REVISTA “CAROS AMIGOS”




Carta-Resposta do Movimento Indígena Revolucionário à publicação burguesa Caros Amigos, que, na edição especial de outubro, supostamente financiada por Ongs indigenistas aliadas à gestão petista da Funai, vedou a participação de representantes indígenas na revista – com exceção a dois quadros dessas mesmas Ongs e um representante de conselho do Ministério da Cultura – e, ignorando a Resistência Espontânea dos Povos Originários à supressão de seus Direitos constitucionalmente garantidos pelo Decreto 7056/09 e às agendas etnocidas e genocidas do Presidente Lula e do PAC durante NOVE MESES instalada diante do Ministério da Justiça e do Congresso Nacional no Acampamento Indígena Revolucionário (AIR), com mais de sete centenas de militantes na Esplanada e dezenas de milhares em todo o Brasil, afirma que o protesto teria tido o suporte do ex-presidente da Funai, o filósofo e antropólogo Mércio Gomes, reduzindo um levante legítima e naturalmente gerado nas aldeias indígenas contra o fechamento covarde dos Postos e Administrações da Funai e um movimento indígena autêntico que levou aos Poderes da República uma pauta de reivindicações nascida das discussões entre lideranças indígenas e comunidades das mais diversas etnias brasileiras, algo completamente inusitado e inédito na História das relações entre Povos Indígenas e Estado Brasileiro, a uma “briga de brancos”pelo poder.


Em nenhum momento, durante os nove meses em que o AIR esteve instalado na Esplanada dos Ministérios (ou mesmo depois do refluxo estratégico do Movimento), nenhuma das lideranças, membros ou apoiadores do Acampamento Indígena Revolucionário foi procurado pelos repórteres Bianca Pyl ou Maurício Hashizume – ambos colaboradores do CIMI (Conselho Indigenista Missionário), entidade devoradora de recursos públicos nacionais e estrangeiros instalada no Governo Federal e formada por agentes para-eclesiásticos e eclesiásticos do Vaticano em solo brasileiro que, em 12 de junho de 2010, por meio de Paulo Maldos, do Gabinete Pessoal do Presidente Lula, do Vice-Presidente da Funai, Aluysio Guapindaia, e da representante do Gabinete do Ministro da Justiça, Ana Patrícia, assessorados por agentes à paisana, tentaram corromper as lideranças do Acampamento Indígena Revolucionário para que encerrassem protesto – para saber quem forneceu ou fornece suporte ao Movimento Indígena Revolucionário.


Deixamos claro que o suporte do professor Gomes muito nos honraria, mas a tentativa de vinculá-lo ao protesto do AIR é mais uma tentativa "chapa-branca" de deslegitimar as vozes indígenas que se ergueram espontaneamente contra a política genocida do Governo Federal, levada a cabo pelo Ministério da Justiça, Funai e Casa Civil, entre outros violadores de direitos - tão criminosa quanto a nota da Funai, distribuida à imprensa na segunda semana de julho corrente pela assessoria de comunicação (que se esconde sob anonimato), negando a condição de indígenas aos manifestantes na Esplanada dos Ministérios.


O Movimento Indígena Revolucionário exige da publicação Caros Amigos, da editora paulista Casa Amarela, DIREITO DE RESPOSTA e exigirá judicialmente provas cabais de que o pensador Mércio Gomes esteve em algum momento dando suporte ao Acampamento Indígena Revolucionário, manifestação espontaneamente nascida das bases indígenas, uma combustão espontânea deflagrada pela revolta com a traição do governo petista aos Povos Indígenas Brasileiros totalmente LIVRE, INDEPENDENTE E AUTÔNOMA, SEM APOIO DE ONGS, GOVERNOS OU DE MENTORES E/OU FINANCIADORES “BRANCOS”.


A publicação mensal Caros Amigos, publicação burguesa que simula dialogar com os movimentos sociais, nos parece ratificar o preconceito hegemônico da sociedade envolvente, expresso em entidades nocivas aos Povos Originários como o CIMI, ISA, CTI, CIR, Missão Kaiowá, entre outras que usam a questão indígena para angariar recursos, algumas dessas comprovadamente envolvidas na mais grossa corrupção, e em indivíduos escroques e venais, tais como Márcio Meira, Marcio Santilli, Aluisio Azanha, Dom Erwin Kräutler, Aluysio Guapindaia, Cristiano Navarro, Paulo Maldos, Antonio Salmeirão, Ana Patrícia, Glaucia Elaine de Paula, entre outros tantos que não acreditam no indígena como Sujeito Político capaz de construir a sua própria História.
http://acampamentorevolucionarioindigena.blogspot.com/2010/10/carta-resposta-de-carlos-pankararu.html

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Brizola Neto denuncia rapina do nióbio


Deputado Federal do PDT, neto de Leonel Brizola, fala da defesa dos recursos naturais,da sua trajetória política e da luta contra a exploração das multinacionais.

Gilberto Felisberto Vasconcellos
 “Caros Amigos”: Que questões envolvem o nióbio no Brasil?

Brizola Neto: Toda indústria de alta tecnologia é altamente dependente do nióbio, não tem turbina de avião, não tem turbina de termoelétricas, não tem oleoduto se não tiver nióbio, porque ele é anticorrosivo. E o dado importante, é que justamente 95% das reservas de nióbio do mundo concentram-se só nas minas amazônicas, onde está demarcada a Reserva Raposa do Sol, sem serem exploradas. Há uma mina em atividade em Araxá, Minas Gerais, uma associação do grupo Moreira Sales com o grupo Rockefeller, a Cia. Brasileira de Mineração de Metais-CBMM. que vendem internacionalmente o nióbio a um preço abaixo do custo. Fato grave é que mesmo sendo o único exportador no mundo deste minério estratégico, o nosso país não é sequer capaz de determinar o preço do nióbio no mercado externo. Nos momentos de baixa dos valores das comodites como ocorre na crise atual, o preço da extração e do refino fica superior ao valor em que é cotado na bolsa de Londres, em média U$ 90 o kilograma. Na jazida atualmente mais explorada, em Araxá, Minas Gerais, a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) pertencente ao grupo Moreira Salles associado a multinacional MOLYCORP, do grupo Rockefellerr, exporta 90% do nióbioo extraído. Isso é mais um exemplo deplorável da simbiose da burguesia nativa com os interesses das grandes corporações multinacionais que engordam o imperialismo. Com o deputado mineiro José Fernando Aparecido, a gente tem lutado na Câmara por um novo marco regulatório na questão mineral no Brasil. Dá mais de um trilhão de dólares o nióbio que você tem hoje na Amazônia. Isso com preço estipulado lá na Bolsa de Londres, abaixo do custo, sem levar em conta a importância que tem o nióbio hoje na indústria, principalmente na indústria de ponta. É mais um caso da história de 500 anos de espoliação internacional do Brasil.


Renato Pompeu: A sua intervenção no Congresso teve repercussão na mídia?

Brizola Neto: Olha na grande mídia a gente pode dizer que essa repercussão ela realmente não acontece, e ai a gente entende inclusive as pressões que deve haver dos grandes grupos multinacionais nesse sentido, talvez os grandes anunciantes e sustentadores da grande mídia. Só para dar um exemplo, nós fizemos uma convocação na Comissão de Minas e Energia, requerimento meu e do deputado José Fernando Aparecido, convocando, para que se explicasse esse processo de privatizações da Companhia Vale do Rio Doce, o ex-presidente Fernando Henrique, o ministro das Minas e Energias na época do governo Fernando Henrique, o senhor Roger Agnelli, que comprou a Vale, para explicar por que a venderam pelo preço de seis meses do seu faturamento. E mais, o mais grave, a Constituição Federal diz que quem detém o solo não detém o subsolo, que o subsolo é patrimônio da União, e junto com a venda da Vale do Rio Doce entregaram as maiores minas brasileiras, as de Carajás, exploradas pelo senhor Roger Agnelli.

Renato Pompeu: A CBMM tem interesse em que não sejam exploradas as reservas de nióbio de Roraima, que estão nas terras indígenas. Mas a direita militar divulga na Internet que a demarcação contínua das terras indígenas foi feita para possibilitar a exploração do nióbio de Roraima por empresas estrangeiras.

Brizola Neto: Acho que uma questão não inviabiliza a outra. Nesse primeiro momento há essa pressão clara da CBMM para não desvalorizar a exploração do nióbio na mina que ela tem em Araxá, porque é uma exploração muito mais difícil do que a exploração que é possível hoje na Amazônia. Mas eu concordo plenamente que essa demarcação, além de atender o interesse imediato da CBMM, num futuro próximo, ela vai atender ao interesse internacional de que empresas estrangeiras se instalem ali para fazer a exploração do nióbio brasileiro.

Wagner Nabuco: Mas lá no Congresso, como é que você sente a repercussão, quem está mais para a posição sua e do PDT, quem fica mais em cima do muro, quem combate mais? Como que é isso lá?

Brizola Neto: Hoje, eu acho que é um pouco difícil você identificar dentro do Congresso, através de partidos políticos, quais são os grupos nacionalistas. Você tem hoje nacionalismo espalhado em vários partidos e, infelizmente, talvez seja a fração minoritária de cada um desses partidos com algumas exceções. Até mesmo no campo da esquerda você tem partidos que não compreendem a questão do nacionalismo, preferem estar afiliados a doutrinas externas.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

A Usaid, Marina Silva, Acre, e a Repartilha da Amazônia

No discurso entreguista Marina Silva diz: “O Brasil nunca assumiu mesmo a Amazônia". 

Não é de hoje que a Agência para o Desenvolvimento Internacional, vulga Usaid, órgão do imperialismo ianque subordinado à CIA, esmera-se ao redor do mundo em tarefas contrarrevolucionárias, de sabotagem, ingerência, desestabilização e dominação econômica e cultural, sempre sob o manto do "fomento" a toda sorte de alegadas benesses às nações onde atua.

Exemplo disso foram os lesivos acordos entre o ministério brasileiro da Educação e a famigerada agência do USA celebrado durante o período do gerenciamento militar em nosso país, posteriormente reforçados pelas sucessivas falanges políticas que se alternam no gerenciamento do velho Estado, todas elas acobertadas pela farsa da "democracia" do tipo burguesa. Acontecimentos recentes protagonizados pelos povos em luta, entretanto, vêm contribuindo para pôr a máscara da Usaid abaixo, escancarando sua intrínseca ligação com o processo em curso de repartilha do mundo.
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Organização norte-americana aprovou plano para tomar conta da Amazônia, desconsiderando governos e países da região
Rio Branco-AC, 3 de julho de 2005
Regiclay Saady
Palestra da professora Bertha
Becker foi realizada, no auditório da Secretaria de Cidades

Em Honduras, o povo sabe que o golpe contra o ex-presidente Manuel Zelaya foi levado a cabo sob a coordenação de Jacqueline Foglia Sandoval, hondurenha formada em Nova Iorque, ex-funcionária do setor de Defesa da embaixada do seu país em Washington, e chefe do departamento de relações internacionais da universidade Zamorano, instituição financiada pela Usaid que forma quadros para o agronegócio. A resistência hondurenha denuncia também que a Usaid e ONGs europeias deram-se as mãos para a empreitada de difamar alguns dos quadros mais combativos do país.

O povo boliviano, aliás, parece não precisar de inspiração. Na semicolônia gerida por Evo Morales, a população de dois municípios amazônicos escorraçou a Development Alternatives Inc. das suas terras em 2009. O gerente Morales agora anda vociferando contra a Usaid, dizendo que a agência ianque está infiltrada em movimentos sociais ligados aos índios e ameaçando expulsá-la do país, em cacarejo que se inscreve na luta interna por hegemonia, e não na luta contra o imperialismo (da qual Evo não faz parte), feito às vésperas da assinatura de um acordo entre sua gerência e a administração Obama com vistas a "retomar" as relações entre La Paz e Washington.

Por Juracy Xangai:  enquanto que no Brasil,

“A Usaid  aprovou nos Estados Unidos um projeto que prevê a transformação da Bacia Amazônia inteira numa grande área de preservação ambiental, sobre a qual as decisões e administração serão feitas diretamente por Washington. Isso leva a perguntar como é que ficarão os governos nacionais e sua soberania sobre esta região que é nossa”. Indaga, em tom de denúncia, enquanto fazia sua palestra intitulada “Amazônia: Geopolítica na virada do segundo milênio”, a doutora em ciências e docente livre pela Universidade do Rio de Janeiro Bertha Becker.

Ela é membro de diversos comitês científicos nacionais e internacionais, inclusive do Grupo Internacional Consultivo do Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais.
Bertha abriu o ciclo de palestras organizado pelo gabinete do senador Sibá Machado. A primeira delas aconteceu às 9 horas, no auditório da Secretaria de Cidades, e a segunda às 19 horas, no anfiteatro da Ufac. Amanhã, às 19 horas, também no auditório da Secretaria de Cidades, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, proferirá palestra.

Durante sua palestra ela deixa claro o conceito de que a Amazônia possui mais que uma diversidade biológica, cujo valor real ainda é desconhecido, mas também uma mal conhecida variedade de ambientes florestais, solos e culturas que caracterizam as populações regionais, as quais precisam ser respeitadas em sua identidade.

Sem meias palavras, ela reconhece que atitudes como essa de internacionalização e, porque não dizer de intervenção estrangeira na Amazônia é conseqüência dos conflitos políticos internos que comprometem a soberania dos países em que a Amazônia se localiza. 
“O Brasil nunca assumiu mesmo a Amazônia. No discurso afirmam que a Amazônia é prioridade, mas quando chega na hora de agir faltam dinheiro e estrutura adequada para fazer as coisas funcionarem. O Plano Amazônia Sustentável está pronto há três anos, guardado lá em Brasília. Isso fortalece o argumento dos estrangeiros de que não estamos cuidando da Amazônia”, protestou.

Colocando suas idéias de forma prática ela conceituou o que considera essencial para garantir a sustentabilidade do desenvolvimento da Amazônia. “O simples preservacionismo não resolve nosso problema e condena as pessoas ao atraso. Quero o aproveitamento dos recursos da floresta com a aplicação de tecnologias modernas que garantam sustentabilidade com justiça social para todos que vivem na Amazônia. Isso só será sustentável se todas as pessoas ganharem dinheiro com o meio ambiente e assim melhorarem sua qualidade de vida com dignidade sem precisar ficar dependendo de programas disto ou daquilo”.

Ela elogiou especificamente o capital social, ou seja, a capacidade de organização do povo acreano em defesa de sua floresta e de suas tradições, mas cobrou resultados práticos do ponto de vista econômico para que as pessoas e suas comunidades, seja nas reservas extrativistas e outras áreas, consigam sua auto-suficiência financeira. Também fez uma ressalva sobre o modelo de exploração madeireiro que vem sendo implementado: “Particularmente, eu não gosto do manejo, tenho muitas dúvidas, mas preciso estudar melhor o assunto para emitir uma opinião definitiva. Entendo que ele precisa ser feito com muito cuidado e responsabilidade para que chegue aos resultados desejados”.

Lembrou que a ideia de uma Amazônia homogênea, selvagem e vazia de gente, conceito popularizado na década de 60 quando iniciou-se a política de expansão da fronteira agrícola para a região, já não existe mais. A Amazônia de agora é outra, descobrimos que há muitas amazônias dentre de uma mesma região, cada uma delas com características e identidades próprias que precisam ser respeitadas por meio de políticas específicas de desenvolvimento.

Revolução Amazônica
As ameaças à soberania e políticas malfadas que consomem imensas somas de recurso para não levar melhoria de qualidade de vida à população da Amazônia, sobretudo aos que vivem na floresta, comprometem o desenvolvimento regional para o qual Bertha propõem três estratégias básicas.

“Em primeiro lugar é preciso fazer uma revolução cientifica na Amazônia. Quando quis, o Brasil gerou milagres como transformar álcool em combustível, o cerrado em plantação de soja e a Petrobrás é a líder mundial na exploração de petróleo no fundo do mar. Precisamos usar a ciência para montar uma cadeia produtiva que comece lá na floresta agindo com eficiência e justiça até a biofábrica que vai agregar valor ao produto final que levará a marca da Amazônia. Enquanto a floresta e seus produtos não tiverem um valor econômico definido não poderemos competir com as commodities como a soja e outros produtos do agronegócio”.

A segunda é o fortalecimento institucional que pode ser entendido pelo empoderamento da população e dos governos locais como instância de decisão sobre o que acontece por aqui. “Mas é preciso estar claro de que para que o empoderamento da sociedade aconteça é necessário que as pessoas tenham renda para viver melhor e agir por si mesmas, essas duas coisas não existem separadas uma da outra”.

O terceiro ponto é a regionalização dos programas de desenvolvimento econômico e social e das decisões de modo adequado a atender a multiplicidade cultural e de situações locais. “Nisso não só os governos, mas a imprensa tem papel fundamental que é o de colocar à mostra quem é o homem amazônida e como vê a si mesmo e a seu mundo, que tipo de desenvolvimento ele deseja. O problema está em saber quem e como será dirigida essa imprensa na formação de opinião porque a que temos hoje não expressa a opinião dos povos da Amazônia, mas de grupos e organizações de interesses diversos”.

Destacou o fato de que a luta acreana conseguiu frear o avanço da fronteira agrícola que a partir do Mato Grosso expandiu as lavouras de soja por Rondônia e já atinge a Bolívia, Tocantins e Sul do Pará formando um grande cinturão que pressiona a floresta sempre em busca de novas áreas de plantio.

“Não adianta xingar porque não podemos desprezar a soja que é hoje a base de lucro imediato para as exportações do país. Mas ela também não precisa ser tão gulosa avançando sobre a floresta porque embora ainda não se tenha critérios para definir valores econômicos para a floresta, a Amazônia guarda o potencial de riqueza futuro para o Brasil, por isso é que se faz necessário impedir o avanço da soja sobre a região. É uma questão de sabedoria”.
http://pagina20.uol.com.br/03072005/c_0203072005.htm
http://www.anovademocracia.com.br/no-68/2923-os-povos-do-mundo-contra-a-usaid