sábado, 23 de abril de 2011

Nióbio mineral altamente estratégico o assunto parece ser tabu



Entenda por que é importante para o Brasil proteger suas reservas de nióbio, um mineral altamente estratégico. Mas o assunto parece ser tabu.

Roberto Ilia
O governo federal acerta quando decide incrementar pesquisas, prospecção e exploração de terras raras. Antes disso, porém, o Brasil tem que consertar a vergonha nacional que é a exploração de nióbio. Segundo dados da CPRM, o Brasil detém 99% de todas as jazidas mundiais de nióbio, sem mensurar as prováveis jazidas que dizem existir na reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima.
Pois bem, sendo quase o único produtor e exportador mundial de nióbio, o Brasil não fixa o preço do minério; este é fixado pelos compradores, via Bolsa de Londres (London Metal Exchange). Esse fato, além de surreal, é completamente lesivo aos interesses brasileiros. Numa analogia, os países produtores de petróleo, congregados na OPEP ou fora dela, aceitariam que o preço do barril fosse fixado pela Nymex?
Enquanto o Brasil não desatar o nó górdio da nióbio, não será aceito nas interlocuções internacionais como um player sério… Já pensou se fosse a China ou os EUA a deter o controle de tamanhas jazidas de nióbio? Será que adotariam uma política tão antinacional e entreguista quanto a que o Brasil adota?
A bem da verdade, é necessário registrar o seguinte fato: em 1997, FHC, então presidente da República, tentou vender a jazida de nióbio de São Gabriel da Cachoeira – AM por 600 mil reais, sendo que a jazida (ela sozinha suficiente para abastecer todo o consumo mundial de nióbio por cerca de 1.400 anos. Segundo o Almirante Roberto Gama e Silva, somente a jazida de São Gabriel havia sido avaliada pela CPRM em Um Trilhão de dólares! Tal ação lesa-pátria foi impedida por um grupo de militares nacionalistas, pelas nossas reservas de minérios estratégicos (Nióbio, Urânio, Terras Raras, etc).


O Ministro Zenildo Gonzaga Zoroastro de Lucena, considerando análises, bloqueou a "privatização" das Reservas de Nióbio de São Gabriel da Cachoeira (AM), avaliadas em 1 trilhão de dólares, (que Fernando Henrique Cardoso queria "doar" por R$ 600.000,00) e, garantiu militarmente esse patrimônio, transferindo a nossa Brigada Militar de Niterói para São Gabriel da Cachoeira.  Essa é uma situação surreal que Lula herdou de FHC e manteve inalterada, infelizmente.
Mas por que o nióbio desperta tanta polêmica? O que significa, na prática, deter a posse de tamanhas jazidas desse mineral?  Bem, trata-se de elemento químico do grupo de transição na Tabela Periódica, número atômico 41, e massa atômica de 92,9 u.
E a situação das reservas mundiais é a seguinte. Canadá: 62.000 ton., Austrália: 21.000 ton., Brasil: 3.392.800.000 ton., assim distribuídas: Catalão – GO: 4.800.000 ton., Araxá – MG: 488.000.000 ton., São Gabriel da Cachoeira – AM: 2.900.000.000 ton., Raposa Serra do Sol – RR: não mensuradas
O nióbio apresenta numerosas aplicações. É usado em alguns aços inoxidáveis e em outras ligas de metais não ferrosos. Estas ligas, devido a resistência a altas temperatura e pressão, são geralmente usadas para a fabricação de tubos transportadores de água e petróleo a longas distâncias.
É usado em indústrias nucleares devido a sua baixa captura de nêutrons termais. Também usado em soldas elétricas. Devido a sua coloração, é utilizado, geralmente na forma de liga metálica, para a produção de jóias como, por exemplo, os piercings.
Quantidades apreciáveis de nióbio são utilizados em superligas para fabricação de componentes de motores de jatos, subconjuntos de foguetes, ou seja, equipamentos que necessitem altas resistências a combustão. Pesquisas avançadas com este metal foram utilizadas no programa Gemini.
E está sendo avaliado como uma alternativa ao tântalo para a utilização em capacitores.
O nióbio se converte num supercondutor quando reduzido a temperaturas criogênicas. Na pressão atmosférica, tem a mais alta temperatura crítica entre os elementos supercondutores, 9,3 K. Além disso, é um dos três elementos supercondutores que são do tipo II (os outros são o vanádio e o tecnécio), significando que continuam sendo supercondutores quando submetidos a elevados campos magnéticos.
Mais um fato que transformará o nióbio em mineral estratégico (mais do que já é) é a nascente tecnologia dos computadores quânticos. Dessa tecnologia, ainda embrionária, nascerá o computador do futuro, que será baseada no qubit (bit quântico). E o qubit é formado por uma porção de nióbio circundada por uma bobina. Quando a bobina é estimulada eletricamente, ela gera um campo magnético, que provoca alterações de estado nos átomos de nióbio. Essas mudanças de estado são captadas pelos circuitos e transformadas em dados. Para que tudo isso funcione, o chip quântico precisa ser congelado a 4 milikelvins, temperatura muito próxima do zero absoluto. Isso é feito por meio de um sistema de refrigeração com hélio líquido. O nióbio torna-se supercondutor nessa temperatura.
Agora, a jóia da coroa: o uso do nióbio no processo de fusão nuclear. Pesquisadores europeus, japoneses, americanos, russos e chineses estão construindo na cidade francesa de Cadarache, um reator de fusão termonuclear, que, quando em operação e se obtiver sucesso, vai apresentar um passo gigantesco no sentido da busca de energia limpa, barata e inesgotável.
Bombardeando isótopos de hidrogênio (deutério e trítio), a matéria mais abundante no universo, a uma temperatura de 100 milhões de graus Celsius, obtém-se, pela fusão nuclear, átomos de hélio (um gás nobre e neutro, usado para encher balão) e uma gigantesca liberação de energia. Será o começo do fim da era do petróleo na Terra.
Bem, e onde entra o nióbio nessa história toda? Como resistir a tais temperaturas? Os pesquisadores então criaram um supercampo magnético (um imã gigante), que resiste a altíssimas temperaturas e faz com que o processo de liberação dessa energia se dê a uma distância controlada das paredes do reator. É bom salientar que, conforme as pesquisas, somente um elemento químico consegue criar esse supercampo magnético: o nióbio. Esse mesmo mineral que o Brasil é quase o detentor exclusivo de todas as jazidas mundiais! http://www.tribunadaimprensa.com.br/?p=17801

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Serra da Lua As ONGS estrangeiras não querem o nosso bem, mas os nossos bens!


Roberto Gama e Silva (*) 
Inicialmente, antes de penetrar no assunto, faz-se justo destacar a atitude patriótica do General de Exército Augusto Heleno Ribeiro, Comandante das Forças Terrestres estacionadas na Amazônia,
 que o credencia como merecedor da gratidão dos brasileiros de fé, todos, sem exceção, preocupados com a situação crítica da fronteira setentrional do país, ameaçada pela ação deletéria de organizações não governamentais a serviço de interesses estrangeiros. A homenagem particular, pois, ao brioso General.
Também, necessário se torna declarar que o propósito desse trabalho, simples coleta de dados geográficos e históricos, é o de facilitar  o julgamento dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, na questão do estabelecimento de uma reserva indígena contínua no extremo nordeste de Roraima, como desejam os maus brasileiros, sob o estímulo de estrangeiros interessados em ocupar o "paraíso dos recursos naturais", a Amazônia Brasileira.
Transmitidos os recados indispensáveis, iniciemos a excursão pelo extremo nordeste de Roraima.
Quem imagina que nessa região do setentrião brasileiro vai se deparar com a florestatropical úmida, tipologia vegetal predominante na Amazônia, que se prepare para uma surpresa.
Monte Caburaí
Monte Roraima
O Monte Caburaí, com 1.456 metros de altitude e localizado num ponto de coordenadas 05º 15´ 05´´ Norte e 060º 12´33´´ Oeste, é o ponto extremo da região e, também, o ponto extremo norte do Brasil. Faz parte de uma seqüência de serras denominada Pacaraima e tem, um pouco a oeste, uma elevação ainda maior, o Monte Roraima, com 2.734,06 metros de altitude e coordenadas geográficas 05º 12´08´´ Norte e 060º 44´07´´ Oeste.
A seqüência de serras atua como uma barreira geomorfológica em relação aos ventos dominantes que sopram durante parte do ano, exatamente enquanto a "Zona de Convergência Intertropical", no seu passeio ao norte do Equador, mantém-se distanciada desta linha imaginária. Nessa ocasião, predominam os alíseos de nordeste, suplantando a força dos alíseos de sudeste. Então, as chuvas se precipitam a barlavento da barreira geomorfológica, deixando os trechos a sotavento praticamente sem umidade.
Esse o motivo da existência dos campos gerais do Rio Branco, que ocupam cerca de 50 mil quilômetros quadrados do extremo nordeste de Roraima, começando nas fraldas da cadeia montanhosa e estendendo-se até o encontro do rio Tacutú com o rio Branco.
Essa savana, num determinado ponto, é interrompida pela Serra do Sol, antigo Morro dos Cristãos, devidamente contornada pelos rios Cotingo e Tacutú.
Os habitantes primitivos da região pertencem aos dois mais importantes grupos dos chamados povos atlântico-setentrionais, segundo a classificação de Pericot y Garcia: aruaques e caribes.
Serra do Sol
Serra da Lua
No grupo dos ARUAQUES, distinguem-se os índios UAPISHANAS, os ATORAÍS e os MABIDIAN.. No grupo CARIBE alinham-se, apenas, os CARIPUNAS, os MACUXÌS e os TAULIPANG, eis que um quarto grupo, o dos PARAVILHANAS, teve o seu último remanescente falecido em 1914, nas proximidades da serra da LUA.
No total, a população indígena dos campos gerais do Rio Branco deve somar uns 15 mil indivíduos, para os quais se pretende destinar uma área contínua de 1,74 milhão de quilômetros quadrados, como reserva.

Acontece que os campos do Rio Branco, desprovidos de árvores de grande porte, atraíram, desde cedo, a atenção dos colonizadores, que começaram a montar fazendas de criação às margens dos igarapés.
Manoel da Gama Lobo d´Almada, segundo governador da Província do Rio Negro (1786 a 1789), reconhecendo a vocação natural dos campos, introduziu gado e cavalos nas pastagens naturais do extremo nordeste de Roraima, promovendo a ocupação de grandes trechos da região pelos colonizadores descendentes de europeus. Na época, a bacia do Rio Branco já contava com 26 povoações, sendo 3 vilas, 9 "lugares" e '4 aldeias.
A população de origem européia cresceu com certa rapidez, depois da iniciativa de Lobo d´Almada e o entrosamento com os habitantes primitivos se foi estreitando, devido ao fato dos fazendeiros contratarem a mão de obra indígena para tocarem as suas propriedades.  
Hoje, os macuxís, tribo predominante na região, estão de tal maneira integrados à comunhão nacional a ponto de uma jovem da citada etnia ter saído vitoriosa em concurso de soletração, de âmbito estadual, e, por esse motivo, escolhida para representar Roraima na disputa nacional promovida por uma rede de televisão.
Então, como montar uma Reserva Indígena de área avantajada, deslocando à força criadores de gado lá estabelecidos há mais de dois séculos, convivendo harmonicamente com os habitantes primitivos?
Mas, não serão só os fazendeiros as vítimas da decisão precipitado do Poder Executivo.
A partir de 1967, a Universidade de Santa Maria, Rio Grande do Sul, montou um "campus" avançado em Boa Vista, como parte do "Projeto Rondon".
Muitos gaúchos, surpreendidos com a semelhança entre os campos gerais e os pampas, decidiram se fixar em Roraima, ocupando áreas no extremo nordeste do estado, onde o clima é mais ameno, devido à altitude crescente do terreno, até atingir as serras que separam o Brasil dos seus vizinhos. Esses "novos roraimenses" dedicaram-se ao plantio do arroz e o vem fazendo, com sucesso, há quatro décadas. Não são, portanto, arrivistas que lá chegaram para explorar os habitantes primitivos. Ao contrário, convivem com eles harmoniosamente, inclusive oferecendo-lhes trabalho.
Ainda resta falar de um terceiro grupo, menos numeroso e pouco estável: os garimpeiros.
Desde tempos imemoriais existe a garimpagem de diamantes nos arenitos basais das rochas classificadas como pertencentes ao "Grupo Roraima". Esses diamantes provêm de chaminés "kimberlíticas" recobertas pelas rochas sedimentares que formaram as serras integrantes dos limites externos de Roraima, por ocasião dos choques entre as placas tectônicas da América do Sul e da América do Norte, antes do afloramento do istmo do Panamá.
Agora, para onde foram e para onde vão os diamantes garimpados nesses arenitos, ninguém sabe, ninguém viu..... http://dc383.4shared.com/doc/F7weJFHV/preview.html
Por tudo o que foi dito, espera-se que, doravante, os dirigentes que editam e fazem cumprir as leis estudem com sabedoria as situações com que se defrontam, para que sejam evitados os traumas impostos aos cidadãos de bem, em pleno exercício de atividades produtivas.
Por outro lado, precisam eles prestar muita atenção aos mapas (será que sabem interpreta-los?) e às atividades de organizações não governamentais estrangeiras, estas empenhadas em provocar uma secessão na Amazônia, para suprir as necessidades de matérias primas já escassas nos países que expandiram os seus ecúmenos até os limites dos respectivos territórios.
Fiquem certos, os brasileiros, que as organizações não governamentais estrangeiras não querem o nosso bem, mas os nossos bens!
Portanto, merecem ser expulsas da Amazônia, no lugar dos fazendeiros, arrozeiros e garimpeiros que habitam a região e atuam, também, como sentinelas avançadas da nacionalidade.
Tudo pela pátria!

(*) Almirante Reformado