segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Nióbio o povo acordou e começa a exigir o fim da espoliação!


"O Brasil exporta 81 mil toneladas do metal por ano. O quilograma do metal sai daqui vendido por R$ 16, o que rende R$ 1 bilhão e 296 bilhões – sobre os quais recaem tributos. Acontece que o nióbio é negociado na Bolsa de Londres por até U$ 1.200 dólares por quilograma. Se o Brasil não fosse lesado na operação, e empregasse a soberania do País no negócio, a operação com o nióbio renderia (como rende aos ingleses) US$ 97 a 100 bilhões de dólares – sobre os quais recairiam os impostos”.

Recuando nos tempos, consta que galeões e caravelas zarpavam do Brasil rumo a Lisboa com toneladas de ouro e diamantes, a maior parte das quais era entregue à coroa inglesa e quando esta dava conta da chegada de navios provenientes do Brasil e não havia a sequente entrega do quinhão da vassalagem estipulado, logo os corsários ingleses recebiam ordens para assaltar todos os navios portugueses que rumavam para a Europa, punindo assim Portugal, cujos reis não sabiam fazer uso da fortuna que foi extraída do Brasil,  suficiente para montar uma esquadra e exército capazes de derrotarem as forças inglesas e seus presumíveis aliados.

O mal já vem de longe e continuou no Brasil independente de Portugal. Há poucos anos atrás, a maior parte do ouro extraído em Serra Pelada por garimpeiros trabalhando em condições sub-humanas, foi parar nos EUA e as autoridades irresponsáveis faziam vista grossa.

Na década de 70, saíram de Catalão/GO, centenas de milhares de toneladas de NIÓBIO bruto sem controle algum da parte daqueles que deveriam ser as autoridades responsáveis pela fiscalização.

Em Araxá circulam histórias sobre roubo descarado de NIÓBIO muito mais escabrosas que em Catalão!
O descaramento é tão grande e a conivência tão às claras que Lula passou uns dias em Araxá, na casa do Camargo, assecla do Moreira Sales, responsável pela mina. 

Certamente que Lula nunca soube da existêcia de NIÓBIO no Brasil de tão preocupado que ficou em sair ileso da roubalheira do mensalão que a bem da verdade se diga, nunca imaginou ser tão grande, embora fosse perfeito conhecedor do esquema de assalto aos cofres públicos e de suborno de parlamentares. Copiaram do PSDB.

A presidente Dilma Roussef que foi ministra de Minas e Energia  de Lula, sabe da roubalheira do NIÓBIO e nós, de Mãos Limpas, necessitamos mostrar-lhe que o Povo acordou e começa a exigir o fim da espoliação!
A partir do momento que a Presidente tomar conhecimento oficial do manifesto sobre o NIÓBIO só lhe restam dois caminhos: Colocar em prática uma sucessão de medidas que visem os reais interesses da 
NAÇÃO.

sábado, 3 de setembro de 2011

NIÓBIO metal brasileiro, Wikileaks, Estados Unidos


Nióbio  metal brasileiro
NIÓBIO METAL ESTRATÉGICO
O nióbio é um metal raro usado em todas as aplicações de       
tecnologia de ponta da indústria moderna, e do qual o Brasil detém 98% das reservas mundiais. O Brasil exporta 81 mil toneladas do metal por ano.
O quilograma do metal sai daqui 
diamantes  De Beers
vendido por R$ 16,00 o que rende R$ 1 bilhão e 296 bilhões. Acontece que o nióbio é negociado na Bolsa de Londres por até U$ 1,200.00 dólares por quilograma. Se o Brasil não fosse lesado na operação, e empregasse a soberania do País no negócio, a exportação do nióbio renderia no mínimo (como rende aos ingleses) US$ 97 a 100 bilhões de dólares por ano, isto se não controlassemos o seu preço como faz a De Beers Ltd. com os diamantes.

O Cartel do Nióbio de 1955 a 2011
Agentes Internos - A 5º Coluna (Quinta coluna é um termo usado para se referir a grupos clandestinos que trabalham dentro de um país ou região, ajudando a invasão armada promovida por um outro país em caso de guerra internacional, ou facção rival no caso de uma guerra civil). 
Ativos - Governo Federal: Presidência da República - Casa Civil - Ministério das Minas e Energia - Governo de Minas Gerais
Coniventes - Estado Brasileiro: Receita Federal - Polícia Federal - Ministério Público Federal
Passivos - Congresso Nacional: Deputados - Senadores
Agentes Externos
Ativos locais: Mineradoras exportadoras
Ativos externos: Bolsa de Metais de Londres - Governos estrangeiros.

Nióbio, o que o Wikileaks está dizendo aos americanos

Os Estados Unidos estão preocupados com o nióbio brasileiro. É o que se vê num telegrama diplomático americano que foi publicado  na série de vazamentos de documentos das embaixadas americanas que vem sendo promovida pelo Wikileaks de Julian Assange.

As embaixadas listaram, a pedido de Washington, os pontos que deveriam ser considerados estratégicos para os Estados Unidos fora de suas fronteiras, por questões de segurança ou econômicas.

E eis que o nióbio aparece na lista. É um metal de múltipla utilidade, descoberto em 1851 pelo químico inglês Charles Hatchett. Nióbio, para quem gosta de curiosidades, vem de Níobe, filha do rei Tântalo, da mitologia grega. É claro, brilhante, macio e flexível. Você o encontra em aviões, aparelhos de ressonância magnética, trens balas, jóias, moedas e foguetes. A lista é longa, e inclui armamentos.

O Brasil é o maior produtor e exportador. Em Araxá, Minas, está a principal jazida de nióbio do mundo, propriedade da CBMM, do grupo Moreira Salles em sociedade com uma multinacional, a Molycorp.

Dito tudo isso, qual o sentido em divulgar a lista dos lugares vitais do mundo para os Estados Unidos?

Assange gosta de dizer que o objetivo do Wikileaks é promover um mundo mais justo. O que este vazamento específico – o mais polêmico dessa série nova, até aqui – tem a ver com justiça?

Nada.

Como então entendê-lo?

Há nele um tom de beligerância claro. Os Estados Unidos estão jogando cada vez mais duro com Assange e o Wikileaks. De lá têm partido sugestões de que simplesmente se execute Assange.

O Wikileaks, com vazamentos como este das localidades estratégicas na visão americana, está mostrando que está disposto a ir à guerra.

Nióbio China fecha outra compra milhionária no Brasil


Nióbio brasileiro foi um pouco de chinêsnióbio (que responde por 85% da liberação total desse metal raro no mundo), adquiriu um consórcio chinês.Ele consiste de Baosteel, Taiyuan Iron & Steel Group (TISCO) e Grupo CITIC. Membros do consórcio têm estabeleceu uma empresa de investimento Nióbio China e, através dela comprou participação na CBMM para 1,95 bilhões dolares

Nióbio e suas ligas são utilizados para as indústrias aeroespacial, energia química, e outros. Participação TISCO e Baosteel em acordo para adquirir participação de 15% na CBMM, aparentemente devido ao grande potencial de nióbio como aços de liga, que são feitos de tubos de alta resistência.


http://www.metalinfo.ru/ru/news/51466

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Desnacionalização do nióbio brasileiro



Mina de extração de nióbio da CBMM (Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração), maior produtora do mundo, em Araxá (MG)
Foto: Patricia Santos - 07.nov.02/Folhapress
É com tristeza que informamos a desnacionalização do nióbio brasileiro.  Em março/2011, um consórcio de companhias japonesas e sulcoreanas já tinha comprado 15% da CBMM – Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração, por US$ 1,8 bilhão.
E a novidade é que o conglomerado chinês Citic Group se associou aos produtores de aço inoxidável Taiyuan Iron and Steel e Baosteel para comprar outros 15% da produtora de nióbio Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração, por US$ 1,95 bilhão, segundo divulgou quinta-feira a agência oficial de notícias da China, Xinhua.
A CBMM, que tem sede em Araxá, no estado de Minas Gerais, está ainda sob controle da família Moreira Salles. É a maior produtora "expropriadora" mundial de nióbio, metal usado para a produção de aço inoxidável e muitas outras utilidades, considerado uma das principais matérias-primas do século em curso. 02/09/2011 Carlos Newton/TRIBUNA DA INTERNET > http://www1.folha.uol.com.br/mercado/969148-por-r-3-bi-china-compra-fatia-do-niobio-brasileiro.shtml

É  preocupante... e o que diz o Governo Federal?
 CAMUFLA! 

enquanto isso, a expropriação do solo brasileiro continua... 

E o governo continua dizendo que falta dinheiro para cumprir os compromissos sociais. 

E AS ARRECADAÇÕES DA EXPLORAÇÃO DOS MINÉRIOS QUE ENCHERIAM OS COFRES DO  TESOURO NACIONAL!  NADA É ARRECADADO! 

O JUIZ SERGIO MORO E A POLÍCIA FEDERAL DEVEM INVESTIGAR AS EXPROPRIAÇÕES DOS MINÉRIOS NIÓBIO E URÂNIO EXTRAÍDOS DO SOLO BRASILEIRO.

Vejam que fantástico: http://niobiomineriobrasileiro.blogspot.com/2011/01/niobio-correia-transportadora-cbmm.html?spref=gr#close=1
clicar abaixo em Visualização rápida
[PPT] 

O nióbio da Raposa Serra do Sol



www.conteudo.com.br/NIOBIO-ENERGIA-RAPOSA-...
Formato do arquivo: Microsoft Powerpoint - Visualização rápida

Plutônio para a fabricação de "óxido misto"


Transporte de plutônio evidencia falta de segurança nuclear na Europa

Quilos de plutônio seguem da Inglaterra à França sem os devidos cuidados para evitar contaminação ambiental ou atentado terrorista.

O plutônio que será transportado entre o Reino Unido e a França vem do complexo nuclear Sellafield, situado em Cumbria - costa noroeste da Inglaterra (na foto).
Nos próximos dias, o navio Atlantic Osprey transportará centenas de quilos de dióxido de plutônio em pó do complexo nuclear Sellafield, situado em Cumbria - costa noroeste da Inglaterra - para o porto de Cherbourg, na França, onde tem chegada prevista para a madrugada do dia 17 para o dia 18 de março. Uma vez em solo francês, a carga radioativa seguirá para a planta de reprocessamento de plutônio em La Hague em caminhões comuns que não possuem certificação para transportar esse tipo de carga.
Este transporte vem sendo preparado há aproximadamente dois anos e é parte do acordo firmado entre o governo do Reino Unido e a gigante estatal francesa Areva. A Areva cedeu dióxido de plutônio para a fabricação de "óxido misto" (ou MOX, na sigla em inglês) no Reino Unido. O MOX é utilizado como combustível nas instalações nucleares européias e o transporte dessa semana será dos resíduos do MOX usado nas centrais nucleares britânicas.
  Os custos econômicos, ambientais e sociais da estocagem de enormes quantidades de lixo radioativo, os riscos de acidentes e da proliferação nuclear, sem contar as emissões indiretas de gases estufa do ciclo de construção, manejo e descomissionamento de uma usina nuclear, não são contabilizados pela indústria nuclear.
Os argumentos oficiais digam se tratar de uso civil da energia nuclear, eles são utilizados apenas para proteger a imagem da Areva e da EDF - Électricité de France - a maior empresa geradora e distribuidora de eletricidade da França e uma das maiores do mundo", continuou Rousselet. "Não é nada positivo que problemas relacionados à tecnologia nuclear, como os riscos de proliferação, venham à tona, especialmente no momento em que o governo francês se empenha em vender EPRs (Evolutionary Pressurized Reactors, reatores de água pressurizada de terceira geração) a vários países do mundo, inclusive nações politicamente instáveis como a Líbia". http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticias/transporte-de-plut-nio-evidenc/ Notícia - 12 - mar - 2008

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Serra do Cachimbo - Centro Técnico Aeroespacial (CTA


Os EUA usam a mídia para denunciar o campo de teste nuclear, que depois foi fechado por Collor:

Serra do Cachimbo pode ser local de provas nucleares


O governo brasileiro está construindo instalações subterrâneas na serra do Cachimbo, sul do Pará, limite com Mato Grosso, para fins militares. São covas e cisternas que pelas suas características se prestam a testes nucleares de diversos tipos e ao armazenamento de lixo atômico de usinas.

Desde 1981 têm sido realizados levantamento geológicos e hidrológicos na área. No mês passado foi concluída a construção de um poço de 320m de profundidade por um metro de diâmetro. A área de testes deverá ser concluída em 1991.

Ontem à noite, ao ser informado pela Folha que o jornal publicaria esta notícia na edição de hoje, o presidente José Sarney reagiu, segundo o jornalista Fernando Cézar Mesquita, seu secretário de Imprensa, com estas palavras: "Por esta mesa, nunca passou qualquer documento deste tipo". O ministro-chefe do Gabinete Militar, general Rubem Bayma Denys disse _ ainda segundo Mesquita_ que a informação é "absolutamente inverídica". O brigadeiro Hugo de Oliveira Piva, diretor do Centro Técnico Aeroespacial, de São José dos Campos (SP), foi chamado com urgência a Brasília no início da noite de ontem. A região onde estão sendo construídas as cisternas e covas é área militar delimitada por decreto durante o governo Geisel (1974-1979), cortada pela rodovia Cuiabá-Santarém (BR 163), e fica a 720 km de Belém (PA) e a 670 km de Manaus. As três regiões florestais mais próximas mais próximas são as reservas florestais Mundurucânia, a 180 km, a reserva indígena Baú-Mencranotire a 60 km e o Parque Nacional do Xingu, a 300 km.

O projeto da área de teste é do Estado-Maior das Forças Armadas (Emfa) e conta com o apoio de pesquisadores de dois órgãos vinculados ao Centro Técnico Aeroespacial (CTA, do Ministério da Aeronáutica, situado em São José dos Campos, a 97 km a nordeste de São Paulo): o Instituto de Atividades Espaciais (IAE) e Instituto de Estudos Avançados (IEAV). A segurança da área militar é responsabilidade da Força Aérea Brasileira, que já dispunha, na região, de pistas de pouso de 3.200 metros.

A escolha da serra do Cachimbo deveu-se ás condições geológicas da região. Trata-se de um conjunto de platôs com uma altitude máxima de 640 metros acima do nível do mar, cobertos por arenito, com uma espessa camada de rochas ígneas (impermeáveis, portanto) e sem o risco de atingir lençóis freáticos (lençóis d'água). A região militar da serra do Cachimbo está localizada no município de Itaituba, o maior do Brasil, com 700 km de extensão.

As pesquisas geológicas feitas na área são taxativas: não há recursos minerais a serem explorados. As características do subsolo conferem ao local das escavações a solidez necessária para a construção dos depósitos de lixo atômico e das cisternas para testes nucleares. A reserva militar da serra do Cachimbo já vem sendo utilizada pelas Forças Armadas para testes com materiais bélicos como bombas fragmentadoras, foguetes e mísseis convencionais.

O primeiro poço construído ficou pronto em julho deste ano. Ele tem 320 metros de profundidade e um metro de diâmetro. A Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais (CPRM, do Ministério das Minas e Energias) começou a fazer os levantamentos geológicos e hidrológicos da região em 1981, por solicitação do Centro Técnico Aeroespacial (CTA, do Ministério da Aeronáutica). Os primeiros geólogos deslocados para a área foram da Superintendência da CPRM de Minas Gerais. Desde o início, o projeto foi cercado de todas as medidas de segurança e os funcionários que nele trabalharam tinham conhecimento de que era "secreto".

O poço pronto levou um ano para ser perfurado e revestido porque a CPRM não dispunha de tecnologia para perfurá-lo por causa do tamanho do diâmetro e o CTA teve de importar uma coluna de perfuração dos Estados Unidos. Este poço está localizado a 17 km da estrada Cuiabá-Santarém. Até 40 pessoas chegaram a trabalhar, em alguns momentos, na sua construção. Somente a direção da CPRM teve acesso às informações sobre o trabalho, que recebeu a denominação interna de "Projeto Pedra do Índio". Desde que foi contratada para o serviço pelo CTA, a CPRM teve três presidentes: José Raimundo de Andrade Ramos, general Salvador Mandin e José Carlos Boa Nova, o atual.

Pesquisadores do IAE, EEAV e da Marinha continuam a fazer levantamentos no terreno para marcar os locais onde serão construídas as futuras cisternas e covas . Este levantamento tem seu término previsto para o final deste ano. As cisternas terão dimensões semelhantes ao do poço concluído no mês passado. Só que este foi revestido, até agora, de concreto e as cisternas receberão, além do concreto, chumbo e amianto. Já as covas, onde serão guardados os lixos atômicos, terão profundidade entre 100 e 150 metros e seu interior será revestido somente de concreto. A explicação é que devido à profundidade os riscos de vazamento são mínimos.

O Brasil poderá ser até o final de 1991 o primeiro país ao sul do Equador a possuir áreas reservadas para testes nucleares e armazenamento de lixo atômico. O projeto do EMFA tem como objetivo principal o domínio do setor de tecnologia de ponta (estudos avançados ou física pura), ao qual somente as nações desenvolvidas têm acesso e que nunca é repassada. Desde novembro do ano passado o EMFA conta com o apoio de pesquisadores de dois órgãos subordinados ao CTA, o Instituto de Atividades Espaciais (IAE) e o Instituto de Estudos Avançados (IEAV). Estes órgãos, junto com o Centro de Pesquisas da Marinha e com a colaboração do Instituto de Pesquisas Nucleares da Universidade de São Paulo (USP) estão trabalhando há alguns anos para adquirirem domínio sobre as matérias primas essenciais para a fabricação de artefatos nucleares: o plutônio e o urânio enriquecido.

Dois objetivos principais levaram o EMFA a levar adiante o projeto: em breve as usinas nucleares de Angra estarão em funcionamento e o país terá de armazenar lixo atômico (urânio usado no reator, material radioativo, mais produtos e urânio não queimado que recebe grande quantidade de neutrons e vira plutônio), sem causar riscos à população das cidades. O segundo objetivo, é o de construir mísseis atômicos. A segunda fase deste projeto _ a construção de uma ogiva atômica _, considerada a mais importante, também já está em andamento. No ano passado foi firmado um acordo entre os governos do Brasil e da República Popular da China para a troca de tecnologia que permitirá o desenvolvimento de mísseis de ataque com ogivas atômicas de combustível sólido _similares aos usados pelos EUA na década de 60. (Folha)


O delírio acabou

Durante dez anos, o Brasil manejou bilhões de dólares em contas secretas, fez importações clandestinas, envolveu-se com tráfico de tecnologia, subornou estrangeiros, escondeu atentados e enganou até presidentes da República. O único propósito era fabricar a bomba atômica. São capítulos do célebre programa nuclear paralelo, iniciado em meados da década de 70 e desenvolvido na penumbra. Na semana passada, diante do secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, o presidente Fernando Henrique assinou o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares, o TNP. Produzido em 1968, o TNP abre o país à fiscalização internacional de suas instalações nucleares e proíbe o uso da energia nuclear para fins bélicos. Na prática, a assinatura tem pouco efeito, pois o Brasil já recebe fiscais internacionais. Mas o gesto do presidente tem enorme significado simbólico. Enterra, definitivamente, a era em que o Brasil quis virar uma potência nuclear bélica.
As manobras clandestinas para fazer a bomba sempre foram misteriosas. E nem poderia ser diferente. Já houve até uma CPI no Congresso para investigar o assunto, porém nunca se soube em detalhes o que ocorria nos subterrâneos do programa nuclear. Mas toda vez que o assunto vem à tona descobrem-se algumas novidades:
 Em 1990, quando o presidente Fernando Collor assumiu, fez-se uma devassa na Comissão Nacional de Energia Nuclear, a CNEN, que coordenava os trabalhos clandestinos dos militares. Descobriu-se que seu então presidente, Rex Nazareth Alves, que comandava o órgão desde o regime militar, retirara sete Kombi cheias de documentos. Eles nunca mais apareceram. Nazareth Alves diz que eram documentos pessoais.
 Para controlar a pesquisa nuclear, o sucessor de Nazareth Alves na CNEN, o químico nuclear José Luiz Santana, deslocou onze fiscais para as instalações nucleares. Nos primeiros seis meses do governo Collor, Santana sofreu três atentados. Um, na porta da escola do filho, em São Paulo, onde foi alvo de uma rajada de balas. No outro, no Rio, os pneus do seu carro foram desparafusados. O último aconteceu em São Paulo, quando o chão do seu carro desabou. Haviam desconectado o volante do eixo do carro. Santana sempre escapou ileso. Os serviços de inteligência nunca apontaram os culpados.
 Para agilizar o programa, os militares subornavam funcionários na Europa e nos Estados Unidos em busca de informações sobre tecnologia nuclear. O alvo predileto era a Euraton, indústria de enriquecimento de urânio com sede na Suíça. "Nos Estados Unidos, a Marinha comprou equipamentos que podiam ser vendidos mas não podiam deixar o país. Uma equipe de técnicos foi para lá, desmontou tudo e copiou peça por peça", diz um militar que trabalhou no coração do programa nuclear.
Pá de cal — A aventura da bomba começou com o acordo nuclear firmado entre Brasil e Alemanha, em 1975, pelo então presidente Ernesto Geisel. Por esse acordo, os dois países desenvolveriam a tecnologia para produzir o combustível nuclear — que inclui o enriquecimento do urânio — e construir no país oito novas usinas nucleares. As usinas gerariam energia elétrica, mas os militares namoravam secretamente a idéia de dominar o processo de enriquecimento do urânio, passo indispensável para fazer a bomba. Sob pressão americana, o acordo fracassou. Das oito usinas programadas, a primeira delas, a Angra II, será inaugurada no final deste ano, duas décadas depois do previsto. Quanto à usina de enriquecimento do urânio, nunca saiu do papel. Desde o fracasso do acordo, os envolvidos no projeto bomba foram para a clandestinidade. Movidos por verbas secretas, os militares trabalharam sozinhos. O Exército tentou desenvolver um reator a grafite, que produz plutônio, elemento usado na construção da bomba. A Aeronáutica fracassou ao querer enriquecer urânio por laser. Tentou ainda desenvolver um "vetor", foguete capaz de carregar o artefato nuclear. A Marinha chegou mais perto do objetivo. Conseguiu enriquecer urânio por meio de ultracentrifugadoras. Em 1987, o presidente Sarney convocou cadeia nacional de rádio e TV para anunciar que a Marinha dera o grande passo.
Cheio de sombras, o programa nuclear começou a ruir no próprio governo Sarney, quando o presidente se aproximou do seu colega argentino, Raúl Alfonsín, e fez um acordo de paz nuclear para sepultar rivalidades. Só no governo Collor se soube que a Aeronáutica tinha até buracos na Serra do Cachimbo, na fronteira de Mato Grosso com o Pará, para fazer testes nucleares. Até esse buraco, no entanto, foi ocultado pelos militares. Collor, ao assumir, recebeu um relatório, com tarja de ultra-secreto, capa vermelha e cinqüenta páginas. Era o mapa da bomba, mas nada falava da Serra do Cachimbo. Quando soube do campo de testes, Collor foi lá e o fechou simbolicamente com uma pá de cal. Na semana passada, usando desta vez uma caneta, FHC acabou com o dispendioso e paranóico sonho da bomba brasileira. Além do TNP, o presidente ratificou outro acordo, endossado por apenas dezesseis países, que proíbe até testes nucleares. Enfim, o delírio acabou. (Veja) olinacuritiba.blogspot.com/2011/08/o-golpe-de-64-comecou-e-acabou-em.html

Nióbio a receita e o apelo presidencial


Decodificando o discurso: a receita do nióbio e o apelo presidencial
Guilhermina Coimbra
Apelo presidencial, publicado no “O Globo”, 31/08/2011, informa a necessidade urgente de as lideranças ministeriais e legislativas trazerem receitas viáveis para a Caixa do Tesouro Nacional.
Propriedades do Minério Nióbio
A reserva de receitas originárias, a ser auferida de um dos grandes patrimônios da Nação, que são os grandes depósitos (minas) de nióbio, mineral radioativo que jaz no subsolo brasileiro – de imensurável valor e múltiplas utilidades nas indústrias de base, é uma das raras fontes de receita originária que ainda restam no Brasil. (A receita originária é aquela não derivada da cobrança de tributos: impostos, taxas, contribuições). Assim, a receita originária é a que o Estado aufere sem onerar o contribuinte, através de suas atividades industriais.
É das receitas originárias asseguradas, que dependerão, o atendimento aos setores carentes, a segurança dos Poderes e a própria segurança do país – haja vista que face à reforma tributária pleiteada, a Caixa do Tesouro Nacional (a que faz a distribuição de rendas entre os setores carentes do Estado: infraestrutura, saúde, educação, habitação, transportes e outros) ao fazer a distribuição de rendas, não mais poderá contar com o mesmo percentual advindo das receitas derivadas (aquelas originadas dos tributos que tanto oneram o setor produtivo e o bolso do contribuinte brasileiro).
Apesar da receita originária do nióbio estar monopolizada constitucionalmente, porque, é minério nuclear de extrema importância –- na prática, e sem uma fiscalização eficaz, os que detêm o poder de gerir tais recursos podem ignorar o monopólio constitucional, como vêm ocorrendo de tempos em tempos.
E ao ignorarem o monopólio, realizam grandes negócios privados com bens públicos brasileiros esgotáveis, apoiados, justamente, pela ausência de fiscalização da receita originária da qual se trata e pela ausência de informação-divulgação desta receita – originada da exploração do minério nuclear nióbio (tão importante quanto o urânio, que, devidamente, enriquecido, é o Combustível do Século).
Haja vista, em passado recente, uma das maiores reservas de nióbio haver sido oferecida para licitação (felizmente, abortada) a um preço infinitamente vil, à revelia do conhecimento da população brasileira (os nacionais e estrangeiros residentes no país).
Marcos Valério (um dos principais investigados e interrogados, na Comissão Parlamentar de Inquérito dos Correios) declarou na CPI: … “O grosso do dinheiro vem do nióbio” (A informação está registrada nos Anais da CPI). No Brasil, todo mundo sabe o que todo mundo sabe. Não há como aceitar que a exploração do nióbio continue em “segredo” quando o apelo presidencial é para que tragam receitas para o desenvolvimento do Brasil.
Assim, em atendimento ao apelo presidencial, a receita advinda da exploração do nióbio (constitucionalmente assegurada) deve ser de direito e de fato, diretamente canalizada para o Caixa do Tesouro Nacional.
A maior aplicação do nióbio está no por vir, razão pela qual, a pressão tem sido para transferir para o exterior, a maior quantidade possível do metal, a preço vil.
O jornal Folha de São Paulo, já, em 28/06/05, publicava que Delegação da Comissão Européia visitaria o Brasil em breve para estudar alternativas de inclusão no projeto (ITER). O Brasil pode se envolver com o Projeto ITER – Reator Experimental Termonuclear Internacional. E a participação brasileira seria graças à reserva de nióbio localizada em Minas Gerais. A maior do mundo.
O nióbio, metal condutor poderoso, será usado para construir molas (bobinas) gigantes e gerar um campo magnético para conduzir o processo de fusão nuclear dentro do reator.
Assim, as usinas termonucleares limpas e muito mais seguras que as atuais nucleares – geradoras de energia farta e barata – se multiplicarão sem restrições pelo planeta exigindo milhares de toneladas de nióbio puro para mantê-las acesas.
Daí o entendimento, corretíssimo, de não haver argumento justificador da entrega in natura, de nenhum tipo de mineral nuclear: eles serão imprescindíveis ao desenvolvimento do país, tecnológica e industrialmente.
“Com este magnífico feito o homem passará a dominar também o fogo termonuclear, aquele que ocorre no interior das estrelas pela fusão de átomos de hidrogênio a uma temperatura de 15 milhões de graus centígrados, gerando hélio e uma brutal quantidade de energia limpa, barata e inesgotável, pois, o trítio isótopo pesado do hidrogênio usado como combustível é abundante na face da Terra na forma de água pesada”. (in “Serão Mesmo Nossos, os Nossos Minérios?”, de Roberto Gama e Silva). Com esse entendimento, os Ministérios da Fazenda, de Minas e Energia, do Desenvolvimento, Industria e Comércio Exterior e o Poder Legislativo Federal terão, por dever de oficio, que cuidar das nossa reservas de nióbio a ferro e fogo por diversas razões inquestionáveis, entre elas:
1) o preço do metal nióbio, num futuro próximo, deverá subir ao espaço na Bolsa de Metais de Londres e isto significará cada vez mais receitas para a Caixa do Tesouro Nacional;
2) porque entender o contrário seria o caso de se instalar Comissão Parlamentar de Inquérito, imputando aos diretamente envolvidos, vale dizer, imputando aqueles que insistem no conluio do silêncio sobre o nióbio, com o devido processo legal penal, pelo crime de conivência com o desvio de minerais nucleares energéticos constitucionalmente assegurados.
Receita do NIÓBIO diretamente para atendimento do apelo presidencial, já!  O apelo presidencial – de uma ex-ministra das Minas e Energia do Brasil – não pode ser ignorado, porque, o apelo presidencial não ignora que é das minas de nióbio que advirá o grosso das receitas objeto do apelo.
(Guilhermina Coimbra é profa. adjunao de Direito Público e Privado, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, e membro do Conselho da Federação Interamericana de Advogados/FIA, Washington, D.C.)