Adriano Benayon fará palestra sobre o nióbio, em audiência pública da “Comissão Especial – PL 37/11 – Mineração” em 30 de outubro, às 14h30, no Plenário do Anexo II da Câmara dos Deputados em Brasilia. Deverá tratar dos aspectos econômicos e políticos envolvidos no comércio desse mineral estratégico, de que o Brasil poderia ser produtor praticamente monopolista, se controlasse o próprio comércio exterior do País.
30/10/2013 - 21h27
Prefeito quer compensações por danos da mineração
Relator pretende apresentar o relatório preliminar sobre Código de Mineração na semana que vem.
O prefeito de Parauapebas, no Pará, Valmir Queiroz Mariano, e vereadores da cidade apresentaram nesta quarta-feira (30) na Câmara dos Deputados um conjunto de propostas de alterações no novo Código de Mineração. A cidade abriga a maior mina de minério de ferro do mundo, explorada pela empresa Vale.
O prefeito Valmir Mariano quer compensações efetivas pelos danos atuais e futuros da mineração. "Parauapebas é responsável pelo PIB desse País, mas sabemos que toda essa riqueza é efêmera. De repente, nós podemos, em um curto espaço de tempo, deixar de ser o grande polo minerador e ser um polo favelado. O nosso município, ainda na sua maioria, é de casa de madeira coberta de lona preta. Eu costumo dizer que Parauapebas é o quintal da Vale, e um quintal muito mal cuidado".
O relator, deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), informou que pretende dar compensações a municípios que, apesar de não terem minas, sofrem com a exploração dos minérios. "Nós iremos colocar 10% da arrecadação da CFEM (Contribuição Financeira sobre Exploração Mineral) para os municípios impactados pela mineração. O relatório está sendo feito com a participação de todos aqui.
Quintão acrescentou que pretende apresentar o relatório já na semana que vem. “Queremos distribuir para a comissão um relatório preliminar para que os parlamentares possam dar a sua contribuição final também e aprovar esse relatório para brindarmos esse País com uma lei nova que venha a distribuir melhor essa receita e a contribuir com o desenvolvimento do País".
Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
Lins: é preciso capital humano e tecnologia para pegar o que a natureza deu e transformar em coisa útil para o País.
Nióbio e terras rarasO último debate da Comissão especial do novo Código de Mineração (projetos de lei 37/11 e5807/13) tratou também da importância de minerais estratégicos, como nióbio e terras raras.
O Brasil detém 98% das reservas conhecidas de nióbio no mundo. Esse minério tem aplicação sobretudo na siderurgia, devido a sua capacidade de tornar mais leves os produtos feitos de aço.
Já as terras raras ainda são pouco exploradas, apesar do grande potencial do País. Esse conjunto de minérios tem elevado valor devido ao uso em produtos de alta tecnologia, mas ainda carece de políticas e ações que direcionem sua riqueza para o desenvolvimento do País, segundo o presidente do Centro de Tecnologia Mineral, Fernando Lins.
"O Brasil, de modo geral, tem um bom capital natural per capita, mas isso não quer dizer nada se não for usado para transformar esse País. É preciso capital humano e tecnologia para pegar o que a natureza nos deu e transformar em coisa útil para o País", assinalou o dirigente.
Lins explicou ainda que o conceito de materiais estratégicos já esteve associado a objetivos políticos de países hegemônicos, nos tempos da Guerra Fria, mas que, hoje, é sinônimo de recursos minerais escassos ou muito importantes para determinado país. “O Brasil tem alguns deles em abundância, como é o caso do nióbio (98% das reservas mundiais) e é carente em relação a outros, como o carvão metalúrgico (100% importados), potássio (90%) e fosfato (50%). Quanto às terras raras, já existem algumas articulações dentro do Plano Brasil Maior no sentido de se criar novos negócios e uma cadeia produtiva efetiva no País.
Audiências da comissão
Ao todo, a comissão especial realizou 17 audiências públicas na Câmara e fez outras 18 mesas redondas nos estados, em todas as regiões do País. A intenção dos deputados era cobrir uma lacuna deixada pelo Executivo, que enviou uma proposta (PL 5807/13) de novo Código de Mineração para o Congresso Nacional, em junho, com urgência constitucional, mas sem debatê-la previamente com os setores diretamente interessados.
O tema é complexo e polêmico sobretudo diante dos impactos socioambientais de um setor produtivo importante para a economia do País. O relator, deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), já acatou várias das sugestões apresentadas nas audiências públicas, como, por exemplo, a fixação em 4% da alíquota da Compensação Financeira pela Exploração Mineral, paga a título de royalties ao município produtor de minério de ferro.
Além das audiências públicas e mesas redondas, os deputados da comissão especial também fizeram visitas a empresas e a centros de pesquisa em mineração.
Íntegra da proposta:
Reportagem - José Carlos Oliveira
Edição – Regina Céli Assumpção A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'
|
"OS MINÉRIOS SÃO PARA O BEM DO BRASIL" O Brasil está perdendo centenas de bilhões de dólares por ano com o descaminho na exportação dos minérios estratégicos vendidos de qualquer jeito em moeda podre, isentos de ICM pela Lei Kandir! uma traição ao país e ao povo brasileiro. Marcos Valério na CPI dos Correios, o grosso do dinheiro do mensalão vem do contrabando do Nióbio. O governo atual está vendendo em segredo o Nióbio para a China sem aprovação do modelo econômico que nos beneficie.
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
PL 37/11 – Nióbio - Comissão especial sobre o Código de Mineração
terça-feira, 22 de outubro de 2013
sábado, 28 de setembro de 2013
VENDA AMAZÔNIA - FANTÁSTICO - 2JUN2008 - COMENTADA - PARTE 2
O Governo Federal está formando tribos indígenas? Não! São reservas de minérios como Nióbio, Tântalo, Ouro, Urânio, Tório e Diamante, destino... DESCAMINHO, é o que está ocorrendo com os minérios no Brasil. FAVORECEM POUCOS MILIONÁRIOS (Camuflando o comunismo), E PREJUDICANDO O DESENVOLVIMENTO DO POVO BRASILEIRO TRABALHADOR, INGÊNUO E SOFRIDO.
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Reserva de potássio em Autazes será avaliada por secretaria ( E o apartheid?)
Enviado em 13/02/2012
A Secretaria de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos (SEMGRH) realiza nesta sexta-feira (27) uma visita as áreas de pesquisa das reservas de potássio no município de Autazes, na região metropolitana de Manaus. As reservas do Amazonas são as maiores do Brasil e uma das maiores do mundo.
O apartheid avançando no Brasil. A Fundação Nacional do Índio (FUNAI) enviou no mês maio/2012 ofício ao Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro, a organização da etnia mestiça, no qual afirma que "estão em curso 7 estudos de identificação e delimitação no município de Autazes, referentes às TIs Capivara, Guapenu, Jauary, Muratuba, Murutinga, Ponciano, Sissaíma, Pantaleão e Lago do Limão". O Partido dos Trabalhadores (PT), da presidente Dilma Rousseff, tem apoiado as expulsões de pessoas da etnia mestiça residentes nestas áreas. http://www.nacaomestica.org/blog4/?p=5357 = Potássio em Autazes ?????
O Governo Federal está formando tribos indígenas? Não! São reservas de minérios como Nióbio, Tântalo, Ouro, Urânio, Tório e Diamante, destino... DESCAMINHO, é o que está ocorrendo com os minérios no Brasil. FAVORECEM POUCOS MILIONÁRIOS (Camuflando o comunismo), E PREJUDICANDO O DESENVOLVIMENTO DO POVO BRASILEIRO TRABALHADOR, INGÊNUO E SOFRIDO.
O Governo Federal está formando tribos indígenas? Não! São reservas de minérios como Nióbio, Tântalo, Ouro, Urânio, Tório e Diamante, destino... DESCAMINHO, é o que está ocorrendo com os minérios no Brasil. FAVORECEM POUCOS MILIONÁRIOS (Camuflando o comunismo), E PREJUDICANDO O DESENVOLVIMENTO DO POVO BRASILEIRO TRABALHADOR, INGÊNUO E SOFRIDO.
EXPLORAÇÃO DE SILVINITA NO INTERIOR DO AMAZONAS
Publicado em 18/03/2013
Reportagem exibida nos telejornais da TV ALEAM, no dia 04/03/2013.
O Governo Federal está formando tribos indígenas? Não! São reservas de minérios como Nióbio, Tântalo, Ouro, Urânio, Tório e Diamante, destino... DESCAMINHO, é o que está ocorrendo com os minérios no Brasil. FAVORECEM POUCOS MILIONÁRIOS (camuflando o comunismo), E PREJUDICANDO O DESENVOLVIMENTO DO POVO BRASILEIRO TRABALHADOR, INGÊNUO E SOFRIDO.
Reserva Natural Engenheiro Eliezer Batista Serra do Amolar MS. Pode!
A Reserva Natural Engenheiro Eliezer Batista pertence à empresa MMX Mineração e Metálicos S.A. e foi adquirida em 21 de julho de 2006, através da compra de duas propriedades rurais contíguas no Pantanal Mato-Grossense, às margens do Rio Paraguai. A MMX definiu como diretrizes prioritárias para a área as ações de pesquisa e conservação da natureza, que deverão estar integradas aos aspectos socioeconômicos locais.
SERRA DO AMOLAR MS.
Engenheiro
Eliezer Batista é o pai do Eike que deu a vale VRD e tudo o que ela tinha para
o FHC doar depois de tirar os veios mais preciosos para o seu atrapalhado filho
Eike explorar.
Eike Batista –
Dono de 20mil hectares de terras no Pantanal MatoGrossense, "FRONTEIRA
BOLÍVIA E PARAGUAI! PARA QUEM? POR QUE? QUEM ESTÁ POR DETRÁS DISSO
TUDO?
A RPPN Eliezer Batista foi criada através da Portaria nº 51 ICMBio, de 24 de julho de 2008. Para consolidar estes objetivos, foi estabelecido um termo de parceria com o Instituto do Homem Pantaneiro. Na área de Meio Ambiente, o Instituto assumiu a responsabilidade de gestão de toda a área, como forma de efetivar o cumprimento dos seus objetivos de conservação e pesquisa.
Inserida numa região bastante remota e ainda pouco conhecida, a RPPN é caracterizada pelo encontro repentino entre a planície inundável e as morrarias da Serra do Amolar, que resulta numa grande diversidade de ambientes e uma paisagem de rara beleza.[1]
MUITO ESTRANHO! ELIEZER BATISTA "O DOADOR DA VALE" PAI DO EIKE BATISTA BENEFICIADO NO GOVERNO LULA TORNANDO-SE O MAIS RICO DO BRASIL! RESERVA NATURAL NO MATO GROSSO DO SUL MS SOB REGÊNCIA DO SENADOR DELCÍDIO DO AMARAL (PT/MS) QUE ENGESSOU A CPI DOS CORREIOS NÃO AUTORIZANDO AS DECLARAÇÕES DO DOLEIRO CARLINHOS CACHOEIRA. ----- SEI NÃO! -------- ESTA "VENDA" ESTÁ MUITO ESTRANHA, COMO ESTRANHO É TUDO QUE SURGE POR PARTE DOS BATISTA E DO PT DO LULA.
Com a criação da Reserva Particular do
Patrimônio Natural Engenheiro Eliezer Batista, (Pai do Eike Batista) a MMX consolida suas ações em prol do meio
ambiente, preservando uma das áreas mais ricas e preservadas do mundo, que traz
benefícios para o Brasil e para a população local.
COMO ELES FIZERAM COM O RIO DOCE EM MINAS GERAIS MARIANA, QUE NÃO É MAIS DOCE, FICARAM ÁS ÁREAS DISPONÍVEIS PARA O FUTURO Á QUEM?
RESERVA:
Descobrindo o
Paraíso
Odonata
Diversidade de Odonata
da Reserva Particular do Patrimônio Natural Engenheiro Eliezer Batista
Os
representantes da Ordem Odonata são insetos hemimetábolos com adultos terrestres
e larvas aquáticas, popularmente conhecidos como libélulas, lava-bunda,
cavalo-de-judeu, zig-zag e jacinta, entre outros.
Na Reserva Particular do Patrimônio Natural Engenheiro EliezerBatista (RPPN
EBB), através da metodologia de busca ativa com redeentomológica, foram
coletados 224 indivíduos de Odonata, distribuídosem três famílias, 15 gêneros e
24 espécies. A Família Libellulida e apresentou maior riqueza e abundância
entre as famílias registradas na área de estudo. O gênero mais representativo
foi Erythrodiplax , com
cincoespécies registradas. O gênero Triacanthagyna e a espécie Micrathyria romani ainda não tinham sido registrados para Estado de Mato
Grosso do Sul. Os
representantes da ordem Odonata são insetos hemimetábolospredadores, tanto na
fase adulta terrestre alada como na fase de larva aquática. Popularmente são
conhecidos como libélulas, lava-bunda, cavalo-de-judeu, zig-zag e jacinta, entre
outros (Souza et
al ., 2007); na região da Serra do Amolar são
conhecidos como papa-mosquito.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Nióbio não tributado, expropriado, faz dos Moreira Salles a família mais rica do Brasil e políticos corruptos em sua captura!
https://www.youtube.com/watch?v=2FErP2FKRqo
Após adquirir gradualmente a fatia da Molycorp, a família produz hoje 85 por cento do nióbio no mundo:
Família Moreira Salles. CBMM Nióbio em Araxá-MG.
Nióbio: hoje, o metal é usado em um décimo de toda a produção de aço mundial, em automóveis, oleodutos e turbinas de aviãoSão Paulo - Em 1965, o Almirante Arthur W. Radford, da Marinha americana, convenceu Walther Moreira Salles, banqueiro brasileiro que já havia sido embaixador nos EUA, a colocar dinheiro em um empreendimento para produção de nióbio.
Na
época, não havia mercado nem uso comercial para o metal em pó -– somente estudos sugerindo que pequenas
quantidades dele poderiam tornar o aço mais resistente e flexível.
Radford
era membro do conselho da mineradora Molycorp Inc., que havia adquirido
direitos sobre depósitos de nióbio em Minas Gerais e precisava de outro
investidor para explorar a mina.
Moreira
Salles decidiu comprar uma participação majoritária na operação e a aposta deu
certo. Hoje, o metal é usado em um décimo de toda a produção de aço mundial, em
automóveis, oleodutos e turbinas de avião. Após adquirir gradualmente a fatia
da Molycorp, a família produz hoje 85 por cento do nióbio no mundo.
O
domínio desse mercado ajudou a fazer dos herdeiros de Walther Moreira Salles a
família mais rica do Brasil. Os seus quatro filhos -- Fernando, Pedro, João e
Walter – têm uma fortuna combinada de US$ 27 bilhões, de acordo com o Índice
Bloomberg de Bilionários. Os irmãos não aparecem hoje em nenhum outro ranking
internacional de fortunas.
“Nós
criamos o mercado todo”, disse em entrevista em seu escritório em São Paulo
Tadeu Carneiro, presidente da Cia. Brasileira de Metalurgia & Mineração, a
empresa de nióbio da família.
Sobre
a mesa dele há um pedaço da liga lustrosa e pesada do metal produzida e vendida
pela CBMM. “Hoje você vê como essa empresa é fantástica –- seu valor, os
dividendos –-, mas nós começamos do zero, quando o nióbio era só um sonho de
laboratório.”
A
CBMM gera lucro anual superior a US$ 600 milhões, conforme os resultados
financeiros divulgados publicamente. A companhia está avaliada em pelo menos
US$ 13 bilhões, cálculo com base na venda de uma fatia de 30 por cento pela
família a um grupo de siderúrgicas asiáticas por US$ 3,9 bilhões em 2011.
Estima-se
que os irmãos dividem igualmente os 70 por cento restantes, segundo o ranking
da Bloomberg.
A
fortuna da família na operação de nióbio vale mais do que a participação deles
de US$ 7,1 bilhões no Itaú Unibanco Holding SA, o maior banco da América Latina
por valor de mercado, ao qual o nome da família é frequentemente associado.
Por
meio da holding Cia. E. Johnston, cujo controle é dividido igualmente entre os
quatro irmãos, eles possuem 33,5 por cento do veículo Itaú Unibanco
Participações SA, que por sua vez controla 51 por cento das ações com direito a
voto do Itaú, de acordo com documentos submetidos às comissões de valores
mobiliários dos EUA e do Brasil.
Carteira de ativos
Os
dividendos da CBMM são sem dúvida um bom negócio, frequentemente superando 50
por cento do lucro líquido anual, de acordo com resultados publicados pela
empresa no Diário Oficial de Minas Gerais.
Com
base numa análise desses pagamentos, do dinheiro distribuído pelo Itaú
Unibanco, de impostos e do desempenho do mercado, a família Moreira Salles
provavelmente é dona de uma carteira de ativos com potencial de investimento de
quase US$ 11 bilhões, segundo o ranking.
Os
irmãos Moreira Salles não quiseram fazer comentários sobre sua fortuna, de
acordo com um porta-voz que pediu para não ter o nome publicado.
Juntos,
eles são mais ricos do que os herdeiros do Grupo Votorantim, liderado por
Antônio Ermírio de Moraes, que têm um patrimônio combinado de US$ 26 bilhões. A
pessoa mais rica do Brasil continua sendo o investidor da Anheuser-Busch InBev
NV, Jorge Paulo Lemann, com uma fortuna de US$ 20,6 bilhões.
A
CBMM foi pioneira na tecnologia que faz com que o nióbio fortaleça o aço em
escala industrial, disse Carneiro.
O
presidente da empresa foi no passado um dos muitos estudantes que receberam
bolsas de doutorado da companhia para explorar os usos do elemento, que foi
descoberto no século 19. Após a formatura, os bolsistas iam trabalhar na CBMM,
aplicando o que aprenderam.
Processo secreto
Atualmente,
as técnicas da CBMM são guardadas a sete chaves, a ponto de as siderúrgicas
asiáticas que compraram participação na empresa –- grupo que inclui a chinesa
Baosteel Group Corp. e a japonesa Nippon Steel & Sumitomo Metal Corp. –-
nunca terem recebido permissão para fazer avaliações técnicas.
“A
CBMM não é uma mineradora, é uma empresa de tecnologia”, disse Carneiro. O
metal não é raro, segundo ele. “Raro é o mercado.”
O
processo é tão complexo e intensivo em capital que existem apenas quatro minas
de nióbio em operação no mundo todo, apesar dos 300 depósitos conhecidos.
São
necessários diversos estágios de refino para transformar uma terra granulada
marrom com teor de nióbio de apenas 3 por cento numa liga de ferro com pureza
de 66 por cento, que é o produto comprado pelas siderúrgicas globais.
A
CBMM processa 750 toneladas por hora nas instalações em Araxá, a cerca de 360
km de Belo Horizonte.
Em
média, são necessários somente 200 gramas de liga de nióbio para fortalecer uma
tonelada de aço, permitindo que as siderúrgicas produzam automóveis mais leves
e eficientes e pontes e edifícios mais robustos. O produto é responsável por 90
por cento da receita da CBMM.
"Partícula de
Deus"
A
companhia realiza um processo separado para produzir um pó branco concentrado
de nióbio que é usado em lentes de câmeras e turbinas de avião.
O
pó também está presente nos imãs supercondutores do maior acelerador de
partículas do mundo -- o Grande Colisor de Hádrons, ou LHC, instalado nos
arredores de Genebra – que físicos usaram para tentar observar a partícula
teórica elementar conhecida como Bóson de Higgs, também chamada “Partícula de
Deus”.
“Dá
um trabalho louco vender nióbio”, disse Carneiro. Segundo ele, a CBMM passou
mais de duas décadas tentando convencer a China, líder mundial na produção de
aço, a comprar o metal. A aceitação veio finalmente em 2000. A China hoje
compra um quarto da produção da CBMM.
Sem ações na bolsa
É
a visão e o planejamento de longo prazo que explicam porque a empresa não tem
planos de lançar ações na bolsa, uma operação que a colocaria sob a pressão dos
investidores por resultados no curto prazo, disse Carneiro.
Outro
motivo para não vender ações é que a CBMM não precisa de dinheiro, disse ele.
Sua margem de lucro de 37 por cento faz dela uma das 10 mais lucrativas
mineradoras com valor de mercado de pelo menos US$ 1 bilhão, de acordo com
dados compilados pela Bloomberg. A receita ficou em R$ 3,8 bilhões em 2012,
afirmou Carneiro.
O
mais velho dos irmãos Moreira Salles, Fernando, de 66 anos, é o presidente do
conselho da empresa e está envolvido de perto na sua gestão, segundo Carneiro.
Pedro, 53 anos, que sofre de distrofia muscular, preside o conselho do Itaú
Unibanco e integra o conselho da CBMM.
As
raízes da família no setor bancário remontam a 1924, quando João Moreira
Salles, que tocava uma casa de secos e molhados em Minas Gerais, decidiu abrir
a Casa Bancária Moreira Salles e passou a financiar a expansão de cafezais nas
décadas de 1930 e 1940.
Chanel No. 5
Após
a morte de João, seu filho Walther foi ampliando gradualmente a instituição
financeira até transformá-la no gigante conhecido como Unibanco. O banco já era
um dos maiores do Brasil em 2008, quando foi comprado pelo Itaú, controlado
pelas famílias Villela e Setúbal.
Os
dois outros filhos de Walther Moreira Salles fizeram carreira no mundo das
artes, dando continuidade a outra tradição familiar. Walter Salles, 56 anos,
dirigiu os filmes “Na Estrada”, com base no livro de Jack Kerouac, e “Diários
de Motocicleta”, sobre a juventude de Che Guevara. João, 50, dirige
documentários e é fundador e publisher da revista Piauí.
O
pai deles era parte do jet set internacional de seu tempo. A primeira esposa,
Helene Tourtois, mãe de Fernando, era filha do inventor do perfume Chanel No.
5. O mordomo argentino Santiago Badariotti, que participou da criação dos
irmãos, tinha gosto por poesia, latim e piano, e acabou se tornando personagem
de um dos documentários de João.
Rockefeller, Jagger
Em
sua mansão no Rio de Janeiro, Walther recebia convidados como Henry Ford II,
Nelson Rockefeller, Aristotle Onassis e Mick Jagger. Ao longo dos anos, Walther
doou quadros de Picasso, Bellini e Raphael ao Museu de Arte de São Paulo. Mais
tarde ele transformou sua casa na sede do Instituto Moreira Salles, fundado em
1992 para patrocinar a cultura no Brasil. João é hoje o chairman do instituto.
Durante
todo o tempo, a atividade bancária foi o centro da vida de Walther Moreira
Salles. Em entrevista publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo no ano passado,
seu filho Pedro disse: “O banco era o seu quinto filho, um negócio que ele
criou do zero.”
Assinar:
Postagens (Atom)

