quinta-feira, 11 de maio de 2017

Ministro da Defesa Jungmann confirma interesse da Rússia em acordos sobre Base de Alcântara

CONTINUAM EVOLUINDO AS NEGOCIAÇÕES SOBRE A ENTREGA DE VÁRIAS PARTES DA BASE DE ALCÂNTARA . ESSE GOVERNO VAI ACABAR CONSEGUINDO CRIAR UMA GRANDE BASE MULTINACIONAL  NA ENTRADA DA AMAZÔNIA .... ISSO É ENTREGUISMO...

Ministro da Defesa Jungmann confirma interesse da Rússia em acordos sobre Base de Alcântara

    Parece que estamos voltando ao início dos anos 2000, quando o vexatório 'Acordo de Alcântara' foi rejeitado e arquivado na Câmara dos Deputados, após os patrióticos e convincentes argumentos do então Deputado Waldir Pires (futuro ministro da Defesa), quando do governo entreguista de FHC. À época, apesar de as autoridades governamentais alardearem, prematuramente, vitória no Legislativo, a vigorosa campanha desencadeada pela Liga da Defesa Nacional (LDN), em todo o País, surtiu efeito e não nos sujeitamos às cláusulas humilhantes do dito Acordo, que, agora, querem reavivar. O certo é que a entrega ou cessão, com sacrifício de nossa Soberania, do Centro de Lançamentos de Alcântara (CLA), fará com que se crie, na Amazônia, um verdadeiro enclave estrangeiro (quer seja ele estadunidense, russo, ucraniano, chinês, francês, etc). Não é aceitável a imposição do instituto da 'soberania restrita, limitada ou compartilhada', no território nacional (isso só houve por aqui, ao tempo da II GM, com as bases aéreas do Nordeste), como existe em vários países, inclusive na América do Sul, com as 'forward bases' (bases avançadas dos EEUU), no arco amazônico de Oeste, em países nossos vizinhos, sendo certo que já existem mais de 20 dessas bases, como nos deu conta a fidedigna reportagem do jornal 'Zero Hora', de Porto Alegre (RS), de 25 de março de 2001.
    O Acordo de 'Salvaguardas' (?) era muito longo, com inúmeras normas lesivas ao Brasil, tais como:
    - Proibição de Acordo com outros países para uso do CLA, sem anuência por escrito dos EUA;
    - Proibição de vistoria por autoridades brasileiras na entrada e saída de 'containers' norte-americanos;
    - Proibição de acesso de brasileiros ao CLA, quando em uso pelos EUA, sem credenciamento por eles;
    - Proibição do emprego pelo Brasil do 'aluguel' em quaisquer atividades relacionadas com sondas, mísseis, foguetes, ogivas, satélites, naves espaciais, etc;
    Assim, seriam vantagens para os EEUU,  dentre outras:
     - A inibição (ainda maior do que as castradoras condições que nos foram impostas pelo MTCR e pelo TNP, também assinados ao tempo do governo FHC), ao desenvolvimento no Brasil de tecnologias relacionadas com a utilização comercial futura do espaço aéreo e cósmico;
    - Proibição de Acordos entre o Brasil e outros países (clientes em potencial do CLA), justamente quando já se planeja a utilização, inclusive por passageiros, de naves espaciais ou cosmonaves;
    - A transformação do CLA no maior cosmódromo ou 'porto espacial' do planeta, ao controle daquele País.
    Para o Brasil, segundo as declarações de então, do ministro Sardenberg, da Ciência e Tecnologia, que disse que 'não largaria o osso' (mas teve de largar - rssss), as vantagens seriam:
    - Manter o CLA em atividade, sendo certo que  a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Força Aérea deveriam rever o Programa Espacial Brasileiro autônomo, incluindo parcerias alienígenas, além das existentes, porém atentatórias à Soberania Nacional;
    - O recebimento (à época) de trinta milhões de dólares por ano, como se a Soberania tivesse preço ...
    Mas as restrições são essas, em Acordos que tais, 'cara pálida', já disseram, tachando-nos, sob um viés ideológico, 
 de xenófobos, paranoicos,  delirantes nacionalisteiros melancias (verdes por fora e vermelhos por dentro), retrógrados, boçais, etc., etc. E 'adeptos de teorias da conspiração' (ora, a conspiração é deles!). Em que pese a admiração que devemos ter pelos EEUU, por suas posições de defensores impertérritos da liberdade, da democracia e dos princípios ocidentais e cristãos, não podemos nos tornar vassalos desse notável País, ou de qualquer outro ...
   É preciso que nossas autoridades pensem, com serenidade e muita cautela, e tenham o mesmo entendimento que o Congresso, patrioticamente, teve nos três primeiros anos da década de 2000.
    BRASIL ACIMA DE TUDO!!
    Em derradeiro, nunca é demais lembrar da Carta Magna de 1988, que assim se inicia:
    "Art. 1° A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado democrático de direito e tem como fundamentos:
    I - a soberania; (destacamos em colorido).
    II - a cidadania;
    III - a dignidade da pessoa humana;
    IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
    V - o pluralismo político.
    Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos, ou diretamente, nos termos desta Constituição".
    
      O mais amigo dos abraços do
    Soriano (recebido por e-mail)

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