sexta-feira, 27 de setembro de 2013

EXPLORAÇÃO DE SILVINITA NO INTERIOR DO AMAZONAS


Publicado em 18/03/2013
Reportagem exibida nos telejornais da TV ALEAM, no dia 04/03/2013.



O Governo Federal está formando tribos indígenas? Não! São reservas de minérios como Nióbio, Tântalo, Ouro, Urânio, Tório e Diamante, destino... DESCAMINHO, é o que está ocorrendo com os minérios no Brasil. FAVORECEM POUCOS MILIONÁRIOS (camuflando o comunismo), E PREJUDICANDO O DESENVOLVIMENTO DO POVO BRASILEIRO TRABALHADOR, INGÊNUO E SOFRIDO.

Reserva Natural Engenheiro Eliezer Batista Serra do Amolar MS. Pode!


A Reserva Natural Engenheiro Eliezer Batista pertence à empresa MMX Mineração e Metálicos S.A. e foi adquirida em 21 de julho de 2006, através da compra de duas propriedades rurais contíguas no Pantanal Mato-Grossense, às margens do Rio Paraguai. A MMX definiu como diretrizes prioritárias para a área as ações de pesquisa e conservação da natureza, que deverão estar integradas aos aspectos socioeconômicos locais.
SERRA DO AMOLAR MS.
Engenheiro Eliezer Batista é o pai do Eike que deu a vale VRD e tudo o que ela tinha para o FHC doar depois de tirar os veios mais preciosos para o seu atrapalhado filho Eike explorar.
Eike Batista – Dono de 20mil hectares de terras no Pantanal MatoGrossense,  "FRONTEIRA BOLÍVIA E PARAGUAI!  PARA QUEM? POR QUE?  QUEM ESTÁ POR DETRÁS DISSO TUDO?


A RPPN Eliezer Batista foi criada através da Portaria nº 51 ICMBio, de 24 de julho de 2008. Para consolidar estes objetivos, foi estabelecido um termo de parceria com o Instituto do Homem Pantaneiro. Na área de Meio Ambiente, o Instituto assumiu a responsabilidade de gestão de toda a área, como forma de efetivar o cumprimento dos seus objetivos de conservação e pesquisa.

Inserida numa região bastante remota e ainda pouco conhecida, a RPPN é caracterizada pelo encontro repentino entre a planície inundável e as morrarias da Serra do Amolar, que resulta numa grande diversidade de ambientes e uma paisagem de rara beleza.[1]

MUITO ESTRANHO! ELIEZER BATISTA "O DOADOR DA VALE" PAI DO EIKE BATISTA BENEFICIADO NO GOVERNO LULA TORNANDO-SE O MAIS RICO DO BRASIL! RESERVA NATURAL NO MATO GROSSO DO SUL MS SOB REGÊNCIA DO SENADOR DELCÍDIO DO AMARAL (PT/MS) QUE ENGESSOU A  CPI DOS CORREIOS NÃO AUTORIZANDO AS DECLARAÇÕES DO  DOLEIRO CARLINHOS CACHOEIRA.  -----   SEI NÃO!   -------- ESTA "VENDA" ESTÁ MUITO ESTRANHA, COMO ESTRANHO É TUDO QUE SURGE POR PARTE DOS BATISTA E DO PT DO LULA.

Com a criação da Reserva Particular do Patrimônio Natural Engenheiro Eliezer Batista, (Pai do Eike Batista)  a MMX consolida suas ações em prol do meio ambiente, preservando uma das áreas mais ricas e preservadas do mundo, que traz benefícios para o Brasil e para a população local. COMO ELES FIZERAM COM O RIO DOCE EM MINAS GERAIS MARIANA, QUE NÃO É MAIS DOCE, FICARAM ÁS ÁREAS DISPONÍVEIS PARA O FUTURO Á QUEM?

RESERVA:
Descobrindo o Paraíso
Odonata
Diversidade de    Odonata  da  Reserva  Particular  do Patrimônio Natural  Engenheiro  Eliezer  Batista

Os representantes da Ordem Odonata são insetos hemimetábolos com adultos terrestres e larvas aquáticas, popularmente conhecidos como libélulas, lava-bunda, cavalo-de-judeu, zig-zag e jacinta, entre outros. Na Reserva Particular do Patrimônio Natural Engenheiro EliezerBatista (RPPN EBB), através da metodologia de busca ativa com redeentomológica, foram coletados 224 indivíduos de Odonata, distribuídosem três famílias, 15 gêneros e 24 espécies. A Família Libellulida e apresentou maior riqueza e abundância entre as famílias registradas na área de estudo. O gênero mais representativo foi Erythrodiplax , com cincoespécies registradas. O gênero Triacanthagyna e a espécie  Micrathyria romani  ainda não tinham sido registrados para Estado  de  Mato Grosso do Sul. Os representantes da ordem Odonata são insetos hemimetábolospredadores, tanto na fase adulta terrestre alada como na fase de larva aquática. Popularmente são conhecidos como libélulas, lava-bunda, cavalo-de-judeu, zig-zag e jacinta, entre outros (Souza et al ., 2007); na região da Serra do Amolar são conhecidos como papa-mosquito.


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Nióbio não tributado, expropriado, faz dos Moreira Salles a família mais rica do Brasil e políticos corruptos em sua captura!

https://www.youtube.com/watch?v=2FErP2FKRqo

Após adquirir gradualmente a fatia da Molycorp, a família produz hoje 85 por cento do nióbio no mundo:
Família Moreira Salles. CBMM Nióbio em Araxá-MG.

Nióbio: hoje, o metal é usado em um décimo de toda a produção de aço mundial, em automóveis, oleodutos e turbinas de avião


São Paulo - Em 1965, o Almirante Arthur W. Radford, da Marinha americana, convenceu Walther Moreira Salles, banqueiro brasileiro que já havia sido embaixador nos EUA, a colocar dinheiro em um empreendimento para produção de nióbio.

Na época, não havia mercado nem uso comercial para o metal em pó -– somente estudos sugerindo que pequenas quantidades dele poderiam tornar o aço mais resistente e flexível.

Radford era membro do conselho da mineradora Molycorp Inc., que havia adquirido direitos sobre depósitos de nióbio em Minas Gerais e precisava de outro investidor para explorar a mina.

Moreira Salles decidiu comprar uma participação majoritária na operação e a aposta deu certo. Hoje, o metal é usado em um décimo de toda a produção de aço mundial, em automóveis, oleodutos e turbinas de avião. Após adquirir gradualmente a fatia da Molycorp, a família produz hoje 85 por cento do nióbio no mundo.

O domínio desse mercado ajudou a fazer dos herdeiros de Walther Moreira Salles a família mais rica do Brasil. Os seus quatro filhos -- Fernando, Pedro, João e Walter – têm uma fortuna combinada de US$ 27 bilhões, de acordo com o Índice Bloomberg de Bilionários. Os irmãos não aparecem hoje em nenhum outro ranking internacional de fortunas.

“Nós criamos o mercado todo”, disse em entrevista em seu escritório em São Paulo Tadeu Carneiro, presidente da Cia. Brasileira de Metalurgia & Mineração, a empresa de nióbio da família.

Sobre a mesa dele há um pedaço da liga lustrosa e pesada do metal produzida e vendida pela CBMM. “Hoje você vê como essa empresa é fantástica –- seu valor, os dividendos –-, mas nós começamos do zero, quando o nióbio era só um sonho de laboratório.”

A CBMM gera lucro anual superior a US$ 600 milhões, conforme os resultados financeiros divulgados publicamente. A companhia está avaliada em pelo menos US$ 13 bilhões, cálculo com base na venda de uma fatia de 30 por cento pela família a um grupo de siderúrgicas asiáticas por US$ 3,9 bilhões em 2011.

Estima-se que os irmãos dividem igualmente os 70 por cento restantes, segundo o ranking da Bloomberg.

A fortuna da família na operação de nióbio vale mais do que a participação deles de US$ 7,1 bilhões no Itaú Unibanco Holding SA, o maior banco da América Latina por valor de mercado, ao qual o nome da família é frequentemente associado.

Por meio da holding Cia. E. Johnston, cujo controle é dividido igualmente entre os quatro irmãos, eles possuem 33,5 por cento do veículo Itaú Unibanco Participações SA, que por sua vez controla 51 por cento das ações com direito a voto do Itaú, de acordo com documentos submetidos às comissões de valores mobiliários dos EUA e do Brasil.

Carteira de ativos

Os dividendos da CBMM são sem dúvida um bom negócio, frequentemente superando 50 por cento do lucro líquido anual, de acordo com resultados publicados pela empresa no Diário Oficial de Minas Gerais.

Com base numa análise desses pagamentos, do dinheiro distribuído pelo Itaú Unibanco, de impostos e do desempenho do mercado, a família Moreira Salles provavelmente é dona de uma carteira de ativos com potencial de investimento de quase US$ 11 bilhões, segundo o ranking.

Os irmãos Moreira Salles não quiseram fazer comentários sobre sua fortuna, de acordo com um porta-voz que pediu para não ter o nome publicado.

Juntos, eles são mais ricos do que os herdeiros do Grupo Votorantim, liderado por Antônio Ermírio de Moraes, que têm um patrimônio combinado de US$ 26 bilhões. A pessoa mais rica do Brasil continua sendo o investidor da Anheuser-Busch InBev NV, Jorge Paulo Lemann, com uma fortuna de US$ 20,6 bilhões.

A CBMM foi pioneira na tecnologia que faz com que o nióbio fortaleça o aço em escala industrial, disse Carneiro.

O presidente da empresa foi no passado um dos muitos estudantes que receberam bolsas de doutorado da companhia para explorar os usos do elemento, que foi descoberto no século 19. Após a formatura, os bolsistas iam trabalhar na CBMM, aplicando o que aprenderam.

Processo secreto

Atualmente, as técnicas da CBMM são guardadas a sete chaves, a ponto de as siderúrgicas asiáticas que compraram participação na empresa –- grupo que inclui a chinesa Baosteel Group Corp. e a japonesa Nippon Steel & Sumitomo Metal Corp. –- nunca terem recebido permissão para fazer avaliações técnicas.

“A CBMM não é uma mineradora, é uma empresa de tecnologia”, disse Carneiro. O metal não é raro, segundo ele. “Raro é o mercado.”

O processo é tão complexo e intensivo em capital que existem apenas quatro minas de nióbio em operação no mundo todo, apesar dos 300 depósitos conhecidos.

São necessários diversos estágios de refino para transformar uma terra granulada marrom com teor de nióbio de apenas 3 por cento numa liga de ferro com pureza de 66 por cento, que é o produto comprado pelas siderúrgicas globais.

A CBMM processa 750 toneladas por hora nas instalações em Araxá, a cerca de 360 km de Belo Horizonte.

Em média, são necessários somente 200 gramas de liga de nióbio para fortalecer uma tonelada de aço, permitindo que as siderúrgicas produzam automóveis mais leves e eficientes e pontes e edifícios mais robustos. O produto é responsável por 90 por cento da receita da CBMM.

"Partícula de Deus"

A companhia realiza um processo separado para produzir um pó branco concentrado de nióbio que é usado em lentes de câmeras e turbinas de avião.

O pó também está presente nos imãs supercondutores do maior acelerador de partículas do mundo -- o Grande Colisor de Hádrons, ou LHC, instalado nos arredores de Genebra – que físicos usaram para tentar observar a partícula teórica elementar conhecida como Bóson de Higgs, também chamada “Partícula de Deus”.

“Dá um trabalho louco vender nióbio”, disse Carneiro. Segundo ele, a CBMM passou mais de duas décadas tentando convencer a China, líder mundial na produção de aço, a comprar o metal. A aceitação veio finalmente em 2000. A China hoje compra um quarto da produção da CBMM.

Sem ações na bolsa

É a visão e o planejamento de longo prazo que explicam porque a empresa não tem planos de lançar ações na bolsa, uma operação que a colocaria sob a pressão dos investidores por resultados no curto prazo, disse Carneiro.

Outro motivo para não vender ações é que a CBMM não precisa de dinheiro, disse ele. Sua margem de lucro de 37 por cento faz dela uma das 10 mais lucrativas mineradoras com valor de mercado de pelo menos US$ 1 bilhão, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. A receita ficou em R$ 3,8 bilhões em 2012, afirmou Carneiro.

O mais velho dos irmãos Moreira Salles, Fernando, de 66 anos, é o presidente do conselho da empresa e está envolvido de perto na sua gestão, segundo Carneiro. Pedro, 53 anos, que sofre de distrofia muscular, preside o conselho do Itaú Unibanco e integra o conselho da CBMM.

As raízes da família no setor bancário remontam a 1924, quando João Moreira Salles, que tocava uma casa de secos e molhados em Minas Gerais, decidiu abrir a Casa Bancária Moreira Salles e passou a financiar a expansão de cafezais nas décadas de 1930 e 1940.

Chanel No. 5

Após a morte de João, seu filho Walther foi ampliando gradualmente a instituição financeira até transformá-la no gigante conhecido como Unibanco. O banco já era um dos maiores do Brasil em 2008, quando foi comprado pelo Itaú, controlado pelas famílias Villela e Setúbal.

Os dois outros filhos de Walther Moreira Salles fizeram carreira no mundo das artes, dando continuidade a outra tradição familiar. Walter Salles, 56 anos, dirigiu os filmes “Na Estrada”, com base no livro de Jack Kerouac, e “Diários de Motocicleta”, sobre a juventude de Che Guevara. João, 50, dirige documentários e é fundador e publisher da revista Piauí.

O pai deles era parte do jet set internacional de seu tempo. A primeira esposa, Helene Tourtois, mãe de Fernando, era filha do inventor do perfume Chanel No. 5. O mordomo argentino Santiago Badariotti, que participou da criação dos irmãos, tinha gosto por poesia, latim e piano, e acabou se tornando personagem de um dos documentários de João.

Rockefeller, Jagger

Em sua mansão no Rio de Janeiro, Walther recebia convidados como Henry Ford II, Nelson Rockefeller, Aristotle Onassis e Mick Jagger. Ao longo dos anos, Walther doou quadros de Picasso, Bellini e Raphael ao Museu de Arte de São Paulo. Mais tarde ele transformou sua casa na sede do Instituto Moreira Salles, fundado em 1992 para patrocinar a cultura no Brasil. João é hoje o chairman do instituto.

Durante todo o tempo, a atividade bancária foi o centro da vida de Walther Moreira Salles. Em entrevista publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo no ano passado, seu filho Pedro disse: “O banco era o seu quinto filho, um negócio que ele criou do zero.”

sábado, 13 de julho de 2013

NIÓBIO fazendo milagre em Araxá

Enquanto o Brasil lamentava o PIB baixo de 2012, a mineradora CBMM teve um ano ótimo. Cada um dos 1.800 funcionários ganhou nove salários de bônus. 
A extração do Minério Nióbio
O nióbio de Araxá fica na superfície. Os "mineiros" da CBMM, assim, jamais ficarão presos em túneis escuros em caso de acidentes. A exploração do nióbio da CBMM consiste em retirar a terra de uma enorme área de 4 quilômetros de largura por 4 de comprimento e levá-la para uma espécie de peneirão. É quando o nióbio, de cor azulada, é separado da terra comum para depois ser vendido para os clientes. Michele Loureiro, de 
Máquina da CBMM em processo de reaproveitamento de rejeitos

É o milagre do Nióbio
O contrabando da mina de Araxá para o exterior que produz em alta concentração o metal altamente estratégico para o planeta, o nióbio, com o agravante de que o Brasil ainda esta pagando para ser roubado.  Todos os presidentes nos últimos trinta anos, nunca responderam as indagações sobre o o minério nióbio. Tão pouco, quando o político Eneas denunciou na Câmara Federal nos anos 90 a sua expropriação. Por que os presidentes não respondem as indagações da sociedade brasileira sobre o assunto?

Em 2012, a CBMM faturou 4 bilhões de reais, 17% mais que no ano anterior. Sua margem de lucro é de 50%. Se não vale tanto, a participação acionária do clã na mineradora chega muito perto. Há dois anos, os Moreira Salles venderam participações minoritárias na CBMM para empresas chinesas e japonesas. A transação avaliou a mineradora em 26,9 bilhões de reais. A participação de 70% dos Moreira Salles na montanha de nióbio vale, portanto, quase 19 bilhões de reais.  

embaixador Walther Moreira Salles (Unibanco-CBMM) com Oswaldo Aranha e Amaral Peixoto em 1959.
(*) Em 1964, por razões pessoais, o presidente Costa e Silva decidiu cassar o embaixador (boa visão) e perguntou a opinião do então ministro Delfim Netto (justo para quem!). A resposta de Delfim!: “Teremos apenas problemas com toda a imprensa internacional, com os banqueiros estrangeiros e com os governos dos Estados Unidos e da França.” Costa e Silva (morte misteriosa!) desistiu da ideia. Naquele momento, o presidente linha-dura descobria o que muitos já sabiam: o embaixador estava acima do bem e do mal. Moreira Salles construiu em torno de si uma reputação de integridade inabalável. No mundo dos negócios, era um cavalheiro cuja palavra era uma só. Quem negociava com ele dormia tranqüilo. Jamais seria passado para trás. Na década de 60, foi sócio de Nelson Rockefeller nas incursões do bilionário americano pelo mundo dos negócios no País. A principal delas foi a criação do fundo Crescinco, que pavimentou a estrada para o desenvolvimento do mercado brasileiro de capitais. O Brasil entrava na roda financeira internacional pela porta da frente. David Rockefeller, fundador e presidente honorário da Comissão Trilateral, escreveu: "Alguns até acreditam que são parte de uma cabala secreta trabalhando contra os melhores interesses dos Estados Unidos, caracterizando a minha família e eu como 'internacionalistas' e de conspirar com outros ao redor do mundo para construir uma estrutura mais integrada política e econômica global - mundial, se você quiser. Se essa é a acusação, então sou culpado, e estou orgulhoso dele. http://www.newswithviews.com/Monteith/stanley100.htm#_ftn1

Nióbio, Metal Estratégico -com Dr. Adriano Benayon


sexta-feira, 7 de junho de 2013

O desmatamento da Amazônia, sob controle

PARABÉNS a todos aqueles que foram  qualificados pelo  Centro de Operações na Selva e Ações de Comando (COSAC) e pelo Centro de de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), para defendermos a nossa linda AMAZÔNIA (BRASIL).

A todos os bravos soldados da Amazônia. A melhor escola de guerra na selva do mundo.


"A SELVA NOS UNE, AMAZÔNIA NÓS PERTENCE"  -    
"BRASIL ACIMA DE TUDO"   


6/6/2013 14:52
Por Redação, com DW - de Brasília
Governo considera o desmatamento da Amazônia, maior fonte de emissão brasileira
Governo considera o desmatamento da Amazônia, maior fonte de emissão brasileira

Governo considera o desmatamento da Amazônia, maior fonte de emissão brasileira, sob controle. Dados de 2012 apontam queda recorde da destruição da floresta. Para ambientalistas, número deve subir neste ano.
Enquanto negociadores-chefes de 192 países se reúnem em Bonn, na Alemanha, para fechar os últimos ajustes antes da Conferência do Clima, o governo brasileiro anuncia um novo plano para combater os efeitos das mudanças climáticas, em Brasília. As medidas foram apresentadas na quarta-feira durante o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas.
Após considerar a maior fonte de emissão de gases do efeito estufa no Brasil o desmatamento na Amazônia sob controle, a presidente Dilma Rousseff estabeleceu novas prioriedades, como o setor energético. “Temos que enfrentar o fato de que, se continuarmos a fazer hidrelétricas a fio d’água, se continuarmos a ter a fórmula e também a arquitetura da energia renovável como temos neste momento, haverá uma tendência inexorável de aumento das térmicas na nossa matriz”, disse.
Quando não há água o suficiente para gerar eletricidade nas centrais hidrelétricas, as térmicas precisam entrar em ação. Essas usinas são movidas na maioria dos casos a carvão e óleo e são, portanto, mais poluentes. Em seu discurso, Dilma, no entanto, não disse diretamente qual ação será adotada.
Outras medidas para forçar a queda das emissões incluem mudanças no uso da terra, outra grande fonte de emissão no país. O Programa de Agricultura de Baixo Carbono (ABC) acaba de liberar R$ 4,5 bilhões para produtores investirem em práticas como plantio direto, alternância de culturas e integração lavoura-pecuária-floresta.
A administração federal também deu início à terceira fase do Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal, o PPCDAM, criado em 2004, ainda quando Marina Silva estava à frente do Ministério do Meio Ambiente. O programa é visto como a grande força motriz por trás da queda da destruição da Floresta Amazônica.
Menor desmatamento da história
Dados consolidados apresentados nesta quarta-feira pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, apontam que o desmatamento na Amazônia foi de 4.571 quilômetros quadrados em 2012. A notícia, celebrada pela cúpula do govern,o não é necessariamente nova. Em novembro do ano passado, a estimativa já fora divulgada pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
O único fato novo é que o dado consolidado corrigiu em 2% para baixo a área de floresta destruída. Foi o menor corte da floresta desde 1988, época em que o monitoramento via satélite começou a operar. Ainda assim, as árvores eliminadas em 2012 poderiam ocupar praticamente todo o Distrito Federal.
Os números significam uma redução de 84% em relação a 2004. “O Brasil já atingiu 76% da meta voluntária de desmatamento”, ressaltou Izabella Teixeira, referindo-se ao compromisso de diminuir em 80%, até 2020, a destruição da floresta em comparação a 2005. “Também já cumprimos 62% da meta de redução das nossas emissões.”
Elogios de Merkel, crítica de ambientalistas
As ações do Brasil, segundo Izabella, foram elogiadas por Angela Merkel, chefe do governo alemão. “A chanceler alemã sinaliza a contribuição do Brasil como a maior contribuição no combate às mudanças climáticas por meio da redução do desmatamento”, disse a ministra.
A declaração de Merkel foi feita no último diálogo de Petersberg, na Alemanha, em maio último, reunião que marca o início não oficial das negociações climáticas.
- Queremos ver o desmatamento chegar a zero. Porém, os sinais que vêm da Amazônia mostram que ele está crescendo novamento este ano – alerta o Greenpeace.
Dados divulgados essa semana pelo Inpe e SOS Mata Atlântica não foram citados pela ministra: o desmatamento da Mata Atlântica, considerado o bioma mais ameaçado do país, aumentou 29% no último ano em relação ao período entre 2010 e 2011.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

A CIA na Amazônia

 Houve várias tentativas de aproveitamento da Amazônia para atender objetivos de outros países, sendo dos mais próximos, na década de 60, o projeto do Lago Amazônico do Hudson Institute/Hermann Khan, com inundação de grande área para propiciar pesca e, integração das bacias hidrográficas, peremptoriamente rejeitado. Seria para dificultar a exploração de recursos minerais? Reserva para o futuro e servir a potências estrangeiras?

E hoje, com as grandes reservas indígenas? Na fronteira, como a dos yanomamis, em território brasileiro e na Venezuela. Para lembrar, são mais de 9,6 milhões de hectares, o dobro da Suíça. Na Venezuela, 8, 2 milhões de hectares. Para servir a quem?


A CIA e os lagos artificiais na Amazônia

Lúcio Flávio Pinto

Um sistema de grandes lagos artificiais construídos na Amazônia foi o grande tema que atraiu a atenção geral para a região e a projetou novamente no mundo, na metade dos anos 1960, com ardor semelhante ao das hidrelétricas, hoje. A ideia foi apresentada pelo Hudson Institute, de Nova York, criado e dirigido pelo primeiro futurólogo do mundo, Herman Kahn, com peso proporcional ao tamanho do seu QI (o coeficiente de inteligência, que tanto glamour possuía na época).

Como o Hudson prestava serviços à CIA, a central de inteligência dos Estados Unidos, o projeto foi visto como um instrumento a serviço dos interesses imperialistas dos EUA na Amazônia. Por isso provocou discussões e reações de amplo espetro geopolítico. O mesmo desvario do empreendimento era repetido por seus críticos. Dentre eles, houve quem interpretasse o enorme lago a ser formado pelo represamento do rio Amazonas em seu trecho mais estreito, em Óbidos, como área de permanência da VII frota americana, que circulava pelo Atlântico sem pouso certo.

Neste depoimento inédito, que me enviou, o historiador David Gueiros Vieira apresenta uma explicação original. Foi o então embaixador do Brasil nos EUA, o famoso economista, ex-seminarista e futuro ministro Roberto Campos que pedira por encomenda ao Hudson um estudo sobre o aproveitamento do Amazonas. A tarefa foi delegada a Roberto Panero, que nem era engenheiro, por não ter concluído o curso de formação, mas tinha ideias megalomaníacas e delirantes.

O projeto não visaria exatamente o Brasil, mas o Peru. Devia permitir transportar os minérios peruanos até os Estados Unidos, que deles tirariam proveito. Passaria pela Colômbia, beneficiando a terra natal da esposa de Panero, que era, aliás, seu único contato com a América do Sul.

Na versão de Gueiros, foi uma loucura acidental. Roberto Campos tinha um propósito e o Hudson lhe entregou algo não só inviável como inaceitável. Com a reação crítica no Brasil, Campos ocultou sua responsabilidade pela encomenda e a empreitada foi esquecida e arquivada.

No entanto, mesmo que como livre exercício de imaginação arbitrária, o exame sobre a concepção de um sistema de grandes lagos pode ser útil ainda hoje. A barragem, com dois quilômetros de extensão sobre o leito do rio Amazonas, e 100 metros de profundidade, provavelmente seria irrealizável pela engenharia. Mesmo que fosse possível executá-la, seus efeitos seriam desastrosos, ao inundar uma área que iria de Óbidos a Manaus. Não só impactos ambientais e sociais, mas até sobre o equilíbrio do planeta, segundo alguns cálculos sobre aquela incrível massa aquática que surgiria nessa vasta área.

Como abordagem para a geração de energia, a barragem de Óbidos tinha um elemento importante. A represa era de baixa queda, justamente o contrário da opção seguida pelo governo brasileiro quando decidiu construir Tucuruí, a primeira grande hidrelétrica na Amazônia. Sendo de alta queda, provocou uma grande elevação do nível das águas do rio Tocantins a montante, inundando terras e florestas às suas margens e assim formando o segundo maior lago artificial do Brasil, com três mil quilômetros quadrados.

O grande lago do Hudson também apresentava, em tese, uma abordagem inteligente da Amazônia: através das águas e não, como faria o governo na passagem dos anos 1960 para a década seguinte, rasgando a floresta de terra firme por estradas de rodagem, um dos erros mais graves já praticados contra a região.

Um raciocínio futurista sugeria que, inundada, a planície terciária atravessada pelo Amazonas poderia vir a ser explorada através de lâmina d’água para a extração de petróleo, método muito mais eficiente e barato do que o acesso por terra. E o que mais interessava então, os minérios, podiam ser atingidos, nos espinhaços das formações geológicas mais antigas, também por água, através de grandes navios.

Para isso, porém, não seria preciso provocar inundações artificiais. Bastava seguir o caminho certo, indicado pela natureza, das múltiplas drenagens naturais, só as alterando quando o plano original da acomodação dos milênios de criação e recriação da natureza pudesse ser respeitado.

David Gueiros Vieira, que já foi diretor do Museu Goeldi e é autor de vários livros e artigos, sobretudo sobre o protestantismo, sua religião, se mostrou impressionado com o mapa que viu na sala de Robert Panero, ao visitá-lo. Era o melhor mapa que já vira sobre o Brasil, produzido pela Usaf, a força aérea americana. Todos os acidentes geográficos estavam ali registrados. Panero deve ter estudado esse mapa à exaustão, mas à distância. Sobre um referencial abstrato, ainda que na mais perfeita reconstituição, concebeu uma ideia da realidade que nada tinha a ver com a realidade mesma. Como Gueiros narra, é estultice sobre estultice, a partir de uma base cartográfica de tanta qualidade.

Assim é que têm surgido muitas das concepções sobre a Amazônia, edificadas sobre bases abstratas, sem o enchimento do saber que se origina da visão, percepção e raciocínio no local, in situ. Não só para ver a geografia em sua matriz real e viva, mas perceber a história que passou a existir quando o homem começou a interagir com ela. História que tem sido perdida ou desperdiçada com a mesma leviandade da apresentação do plano dos grandes lagos pelo Hudson.

Para que a história não se perca, publico o testemunho de David Gueiros Vieira, enviado de Brasília.

Em 1967, os jornais no Brasil noticiaram com alarde, que um grande “think tank” [tanque de pensamento, no sentido literal] americano “ligado à CIA”, estava propondo a criação de sete grandes lagos na Amazônia, que praticamente acabariam com a mesma. Afirmavam que isso seria um complô, para destruir a grande fonte de riquezas que o Brasil ainda possuía, tendo em meta manter o país na dependência dos Estados Unidos da América.

O histerismo antiamericano da imprensa esquerdista chegou a um alto nível, só comparável à outra mirabolante acusação, que estava sendo feita na época, de que os americanos estavam planejando “esterilizar” todas as mulheres no Amazonas. Era alegado que isso acabaria com a população brasileira naquela área, que seria então invadida pelos ianques! Essa acusação da “esterilização” já foi assunto de pequeno artigo meu, no qual demonstro a origem da mesma, bem como seu significado.

Em 1968, ainda estudante de pós-graduação, nos Estados Unidos, fui trabalhar para Joseph Ward & Associates - firma de geólogos e engenheiros de solo - em Caldwell, New Jersey, como chefe do escritório e relações públicas da mesma. O vice-presidente da firma, que pessoalmente me contratara - meu amigo Roy Eugene Hunt - informado sobre a proposta do Hudson Institute, me convidou a ir com ele, a ver de que maneira a firma Joseph Ward poderia se habilitar no planejamento e execução daquele grande projeto.

Afirmava que os solos amazônicos são frágeis, e que os lagos propostos enfrentariam os maiores problemas de solo do mundo. Fui convidado a ir nessa visita por ser brasileiro, bem como relações públicas da Joseph Ward. Fomos entrevistar o próprio Robert Panero, autor da proposta.

O Hudson Institute está localizado às margens do Rio Hudson, no estado de Nova Iorque. É uma área belíssima, bem arborizada e com residências belas e bem montadas.

Robert Panero era um cidadão mais ou menos da minha idade, na casa dos trinta anos. Seu escritório tinha um mapa do Brasil enorme, que ocupava uma parede inteira. Mostrava “milimetricamente” todos os acidentes geográficos do país. Esse mapa fora mapa cedido pela Força Aérea americana, assim nos informou Panero. Eu jamais vira tal coisa, e me assombrei com ela. Sem dúvida tal mapa já está totalmente ultrapassado, com todos os recursos de imagem de satélite disponíveis hoje em dia.

Panero estava zangadíssimo com a reação da imprensa brasileira ao seu plano. Afirmou que o mesmo fora solicitado pela própria embaixada do Brasil, em Washington, que pedira a Herman Khan, fundador e presidente do Hudson Institute, um plano para o desenvolvimento do Amazonas. No entanto, em vista da reação antagônica da imprensa brasileira, o embaixador Roberto Campos “se amedrontara” - palavras de Panero - e ficara bem caladinho, tendo o Hudson Institute e Panero assumido a paternidade da criança. O embaixador Roberto Campos vinha sendo massacrado pela imprensa brasileira, que o apelidava de “Bobby Fields”, por sua posição amigável aos Estados Unidos.

Robert Panero então nos explicou que seu pai fora engenheiro “barragista”, e que ele crescera num ambiente de construção de barragens. Ficava patente a razão da sua tendência de escolher barragens, como solução para todos os problemas dos rios. Mais ainda, nos informou que não era engenheiro registrado, pois não terminara o curso de engenharia.

Ficou também patente que Panero via a América do Sul como um só país, sem distinguir nacionalidades distintas, rivalidades regionais, ou planos individuais de cada país para a utilização de seus próprios recursos. Os lagos amazônicos propostos, como nos foram explicados por Panero, seriam de grande benefício para a região andina, tão pródiga em minerais, e especialmente o Peru.

Esses recursos minerais andinos seriam transportados por essa via hídrica, em direção à Colômbia, e de lá para a Europa e Estados Unidos. O grande planejador nos informou que sua mulher era colombiana, e que a mesma estava “muito feliz” com o plano criado, pois o mesmo beneficiaria enormemente a Colômbia!

Deixamos de perguntar: “E o Brasil? Onde fica nisso?” Ora o Brasil! O Brasil deveria ser pródigo, e doar seu grande rio e território amazônico para o bem comum, assim parecia dizer Panero. Se não falava isso, sem dúvida alguma pensava dessa maneira. Mais ainda, esse plano não tomava conhecimento dos problemas do meio ambiente, dos quais até então pouco se falava no mundo.

Outrossim, não tomava conhecimento das centenas de vilas, bem como das pequenas e grandes cidades amazônicas que seriam inundadas - inclusive Santarém, e possivelmente Manaus. A população que teria de ser removida, daquela área dos sete grandes lagos propostos, foi depois calculada em 750 mil pessoas, cálculo esse muito aquém da realidade.

Para onde iria a população ribeirinha, deslocada pelos lagos? Quem pagaria pelos gastos de compensação das propriedades inundadas? E a destruição da flora e fauna do Amazonas, grande parte dela ainda ser explorada e conhecida, naquele momento? E os índios arredios, e os aculturados, que seria deles? Ficou patente, pelo menos para mim, que Robert Panero era um planejador inconsequente.

Tempos mais tarde, Robert Panero tendo deixado o Hudson Institute - sob que circunstância não se sabe - criou sua própria firma de planejamento. Entre seus novos projetos, houve um, para a cidade de Nova Iorque, que predicava a destruição do Central Park, a belíssima e única área verde de Manhattan. Propôs que se construíssem ali edifícios de apartamentos de alto luxo. Com os lucros dos mesmos, a região do gueto negro do Harlem seria derrubada; assim, novos e modernos edifícios seriam construídos para aquela população destituída. Esse plano, evidentemente, não foi aceito pela cidade de Nova Iorque.

Na Europa, Robert Panero formulou várias propostas, inclusive a criação de ilhas artificiais entre a Inglaterra e os Países Baixos, sobre as quais seriam construídas pontes, criando uma rodovia de comunicação entre a Inglaterra e o continente. Enfim, seus planos mirabolantes foram muitos, dos quais poucos foram aproveitados, se é algum deles de fato chegou a ser adotado. Basta digitar “Robert Panero, Hudson Institute”, no Google, para encontrar a história dos lagos amazônicos, e toda uma listagem dos planos mirabolantes desse senhor.

Enfim: ao contrário do que se argumentava no Brazil - e ainda se fala nisso, em certos lugares - o plano dos “Grandes Lagos Amazônicos”, na minha opinião, não foi um complô da CIA, para destruir o Amazonas e a economia do Brasil. Foi proposta de um planejador desvairado, funcionário do Hudson Institute, que a pedido do embaixador brasileiro em Washington criara esse plano para o “desenvolvimento da Amazônia”.

Sem dúvida, longe estaria o embaixador brasileiro de aprovar tal plano, nem mesmo saberia ele que seu pedido de auxílio, endereçado ao grande e prestigioso Hudson Institute, um dos primeiros “think tanks” daquela época, resultaria em um plano tão louco, tão desvairado, e tão contra os interesses do próprio Brasil.

Jornal Pessoal / Luis Nassif Online

https://jornalggn.com.br/brasil/a-cia-e-os-lagos-artificiais-na-amazonia/