sábado, 13 de agosto de 2011

ÍNDIOS, FANTOCHES, FACÕES E OS MALANDROS INTERNACIONAIS

Posted by Arthurius Maximus

Todo esse episódio envolvendo os índios brasileiros e as ONGs estrangeiras que os usam como massa de manobra para conseguir penetração e a posterior internacionalização da Amazônia; tem o único intuito de abocanhar nossos recursos minerais e biológicos na região. E traz a tona à questão da manipulação dos índios, e dos que se dizem índios; mas que, na verdade, apenas descobriram no apoio as ONGs uma forma rápida e eficaz de enriquecerem.
Agora parece claro que essas ONGs desejam apenas criar, incentivar e propagar o ódio e o repúdio a ordem e ao povo brasileiro entre os índios. Estes que sempre foram considerados como importantes guardiões da selva amazônica, hoje se reduziram a gananciosos “playboys” motorizados e recheados de recursos estrangeiros para fomentar confusões e violência na região.
As investigações da Polícia Federal em torno do ataque realizado ao engenheiro da Eletronorte, mostraram claramente como agem essas ONGs e esses malandros estrangeiros que posam de bons moços. Mas, na verdade, querem mesmo é meter a mão em nossas riquezas naturais.
O fato do líder da ONG que realizava o evento e um padre da pastoral associada terem sido filmados comprando os facões para os índios, é gravíssimo. E, muito além disso, é a prova cabal e inquestionável do que está acontecendo na Amazônia. A ingerência e a interferência estrangeira em nosso território.
Mesmo com as imagens; o padre e o “indigenista” negaram terem comprado os facões. Contudo, a simples verificação das notas fiscais emitidas pela loja, mostrou que foram eles mesmos os compradores dos facões e a própria ONG pagou por eles.
Por mais que neguem; foram filmados e a compra está documentada. Como negar o fato? Chegou a hora de dar um basta e eliminar esses aproveitadores escroques de nosso território. Da mesma forma, punir severamente com o rigor da lei, tanto os índios quanto o padre e o “indigenista”. Pois, ao contrário do que muitos pensam, pela legislação atual esses índios são considerados “integrados” e portanto, podem responder por seus atos criminalmente. É chegada a hora de botar ordem na casa e colocar os “pingos nos is”. As punições deveriam começar com o banimento e a expulsão dessas ONGs e seus integrantes; bem como a apreensão de todo o armamento em poder dos índios.
Infelizmente, a tradição brasileira reza que tudo será minimizado e ninguém será punido. Já há um advogado disposto a defender os acusados e afirma que não há ligação entre a compra dos facões e o ataque ao engenheiro.
Essa é o tipo de afirmação absurda que não convence ninguém que tenha mais de dois neurônios e que beiram o ridículo. Os índios, o indigenista e o padre foram até a loja; foram filmados e há uma nota fiscal que comprova a compra dos facões e o pagamento dos mesmos pela ONG NO MESMO DIA DO EVENTO. Logo depois, o engenheiro é atacado com esses facões pelos índios.
Se não há ligação entre esses fatos; o que há então: Coincidências? Apenas uma frase pode definir isso tudo:
Poupe-me caro “doutor”; esses índios são, na verdade, apenas meros fantoches.
E você leitor, o que pensa disso?  Posted by Arthurius Maximus on maio 23rd, 2008   http://www.visaopanoramica.com/2008/05/23/indios-fantoches-facoes-e-os-malandros-internacionais/

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

AQUI ESTÁ O DOCUMENTO QUE A ONG AMERICANA TENTA ESCONDER. SE TIRAREM DO AR, PUBLICO DE NOVO!

Se você  clicar aqui, terá acesso ao documento “Farms Here, Forests There”, que defende que os países ricos, devem desenvolver a agricultura, cabendo aos países tropicais, especialmente o Brasil, preservar as florestas. Essa seria a nossa missão.
Não só isso. O texto é rico em dados demonstrando como o desenvolvimento da agricultura nos países tropicais — que atribuem principalmente ao desmatamento — prejudica os agricultores americanos.
Reitero: tenho cópia do texto. Se derem sumiço, publico de novo! A “Union of Concerned Scientists”, ONG amiguinha de alguns de nossos mais notáveis “ecologistas”, divulgava esse documento até outro dia. Como denunciei o troço aqui, deram um jeito de  sumir com ele. Afinal, pegava mal revelar o que eles realmente pretendem… lá e aqui!

Por Reinaldo Azevedo 11/08/2011
 às 20:40
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/aqui-esta-o-documento-que-a-ong-americana-tenta-esconder-se-tirarem-do-ar-publico-de-novo/


O projeto de nação do PT e das esquerdas é tão carregado de boas intenções para os brasileros que inclui até confiná-los em verdadeiroscampos de concentração chamados de reservas extrativistas, (atualmente, já são 86!) onde eles poderão livremente viver do que - literalmente - cair no chão! O negócio é fazer de todos nós pobres e dependentes esmoléus!

sábado, 9 de julho de 2011

Nióbio – A riqueza que o Brasil despreza


Edvaldo Tavares (*) 

O nióbio, símbolo químico Nb, é muito empregado na produção de ligas de aço destinadas ao fabrico de tubos para condução de líquidos. Como curiosidade, o nome nióbio deriva da deusa grega Níobe que era filha de Tântalo que foi responsável pelo nome de outro elemento químico, tântalo.
O nióbio é dotado de elasticidade e flexibilidade que permitem ser moldável. Estas características oferecem inúmeras aplicações em alguns tipos de aços inoxidáveis e ligas de metais não ferrosos destinados a fabricação de tubulações para o transporte de água e petróleo a longas distâncias por ser um poderoso agente anti-corrosivo, resistente aos ácidos mais agressivos, como os naftênicos.


Inúmeras são as aplicações do nióbio, indo desde as envolvidas com artigos de beleza, como as destinadas à produção de jóias, até o emprego em indústrias nucleares. Na indústria aeronáutica, é empregado na produção de motores de aviões a jato, e equipamentos de foguetes, devido a sua alta resistência a combustão. São tantas as potencialidades do nióbio que a baixas temperaturas se converte em supercondutor.
O elemento nióbio recebeu inicialmente o nome de “colúmbio”, dado por seu descobridor Charles Hatchett, em 1801. Não é encontrado livre no ambiente, mas, como niobita (columbita). O Brasil com reserva de mais de 97%, em Catalão e Araxá, é o maior produtor mundial de nióbio e o consumo mundial é de aproximadamente 37.000 toneladas anuais do minério totalmente brasileiro. 

Mina de Nióbio em Araxá, Minas Gerais
Ronaldo Schlichting, administrador de empresas e membro da Liga da Defesa Nacional, em seu excelente artigo, que jamais deveria ser do desconhecimento do povo brasileiro, chama a atenção sobre a “Questão do Nióbio” e convoca todos os brasileiros para que diga não à doutrina da subjugação nacional. Menciona que a história do Brasil foi pautada pela escravidão das sucessivas gerações de cidadãos submetidos à vergonhosa doutrina de servidão.


Schlichting, de forma oportunista, desperta na consciência de todos que “qualquer tipo de riqueza nacional, pública ou privada, de natureza tecnológica, científica, humana, industrial, mineral, agrícola, energética, de comunicação, de transporte, biológica, assim que desponta e se torna importante, é imediatamente destruída, passa por um inexorável processo de transferência para outras mãos ou para seus ‘testas de ferro’ locais”.

Demonstração de levitação no supercondutor de nobio.
Identificam-se, nos dizeres do membro da Liga de Defesa Nacional, as estratégias atualmente aplicadas contra o Brasil nesta guerra dissimulada com ataques transversais, característicos dos combates desfechados durante a assimetria de “4ª. Geração”.  Os brasileiros têm que ser convencidos que o Brasil está em guerra e que de nada adianta ser um país pacífico. Os inimigos são implacáveis e passivamente o povo brasileiro está assistindo a desmontagem do país. Na guerra assimétrica, de quarta geração de influências sutis, não há inicialmente uso de armas e bombardeios com grande mortandade. O processo ocorre de forma sub-reptícia, com a participação ativa de colaboracionistas, entreguistas, corruptos, lobistas e traidores. O povo na sua esmagadora maioria desconhece o que de gravíssimo está ocorrendo na sua frente e não esboça algum tipo de reação. Por trás, os países hegemônicos, mais ricos, colonizadores, injetam volumosas fortunas em suas organizações nacionais e internacionais (ONGs, religiosas, científicas, diplomáticas) para corromperem e corroerem as instituições e autoridades nacionais para conseqüentemente solaparem a moral do povo e esvaziar a vontade popular. Este tipo de acontecimento é presenciado no momento no Brasil.


As ações objetivas efetuadas
A sobretaxação do álcool brasileiro nos USA; as calúnias internacionais sobre o biodiesel; a não aceitação da lista de fazendas para a venda de carne bovina para a União Européia (UE); a acusação do jornal inglês “The Guardian” de que a avicultura brasileira estaria avançando sobre a Amazônia; as insistentes tentativas pra a internacionalização da Amazônia; a possível transformação da Reserva Indígena Ianomâmi (RII), 96.649Km2, e Reserva Indígena Raposa Serra do Sol (RIRSS), 160.000Km2, em dois países e o conseqüente desmembramento do norte do Estado de Roraima; e, incontáveis números de outras tentativas, algumas ostensivas, outras insidiosas, deixam claro que estamos no meio de uma guerra assimétrica de quarta geração, que para o desfecho poderá ser o ataque de forças armadas coligadas (OTAN) ou forças mercenárias (Black Water), lideradas pelos Estados Unidos da América do Norte. 

(Garimpeiros ilegais na reserva Yanomani in http://www.survival-international.org)
É importante a chamada de atenção dos brasileiros para a RII (área contínua de 9.419.108 hectares ou 94.191,08 Km² de floresta tropical úmida em solo montanhoso, na fronteira com a Venezuela) que é para 5.000 indígenas e que a RIRSS (1.743.089 hectares ou 17.430,89 Km² de vegetação de cerrado, “lavrado”, com o Monte Roraima cujo o cume caracteriza a fronteira tríplice entre o Brasil, Venezuela e Guiana) é para 15.000 indígenas. Somando as duas reservas indígenas dão 11.162.197 hectares para 20.000 silvícolas de etnias diferentes, que na maioria nunca viveram nas áreas, muitos aculturados e não reivindicaram nada. Enquanto as duas reservas indígenas somam 11.162.197 hectares ou 111.621,97 Km² para 20 mil almas. Como pode ser visto abaixo a soma das duas reservas indígenas é maior do que o Estado de Pernambuco e Portugal para apenas 20.000 pessoas que se declararam indígenas ou foram aleatóriamente declaradas como silvícolas e muitos aculturados e economicamente independentes. 
País/estado/reservaDimensão (km²)População (indígenas)
RII + RIRSS                              111.621,9720.000
Pernambuco98.9387.127.855
RII (Ianomâmi)                       94.191,085.000
Portugal92.09010.617.570
Áustria83.8728.300.000
Irlanda 81.6385.800.000
Dinamarca43.0935.447.084
Suíça41.2857.800.000
Holanda   41.52616.150.511
Bélgica30.52810.700.000
RIRSS (Raposa)17.430,8915.000

Esta subserviência do Brasil vem de longa data conforme o administrador de empresas Ronaldo pontifica, desde “o Império”, sendo adotada já no alvorecer da “República”.  Exemplifica com as “ONGs, fundações, igrejas, empresas, sociedades, partidos políticos, fóruns, centro de estudos e outras arapucas”.


As diversas aplicações do nióbio 

O chip quântico do Orion é fabricado em silício e possui 16 qubits. Cada um deles é formado por uma porção de nióbio circundada por uma bobina.
Entre os metais refratários, o nióbio é o mais leve prestando-se para a siderurgia, aeronáutica e largo emprego nas indústrias espacial e nuclear. Na necessidade de aços de alta resistência e baixa liga e de requisição de superligas indispensáveis para suportar altas temperaturas como ocorre nas turbinas de aviões a jato e foguetes, o nióbio adquire máxima importância. Podem ser exemplificados outros empregos do nióbio na vida moderna: produção de aço inoxidável, ligas supercondutoras, cerâmicas eletrônicas, lente para câmeras, indústria naval e fabricação de trens-bala, de armamentos, indústria aeroespacial, de instrumentos cirúrgicos, e óticos de precisão.


O descaso nas negociações internacionais


A Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), a maior exploradora mundial, do Grupo Moreira Salles e da multinacional Molycorp, em Araxá, exporta 95% do nióbio extraído de Minas Gerais.
Segundo o artigo de Schlichting, que menciona o citado no jornal Folha de São Paulo, 5 de novembro de 2003: “Lula passou o final de semana em Araxá em casa da CBMM do Grupo Moreira Salles e da multinacional Molycorp…” E, complementa que “uma ONG financiou projetos do Instituto Cidadania, presidido por Luiz Inácio da Silva, inclusive o ‘Fome Zero’, que integra o programa de governo do presidente eleito”.
O Brasil como único exportador mundial do minério não dá o preço no mercado externo, o preço do metal quase 100% refinado é cotado a 90 dólares o quilograma na Bolsa de Metais de Londres, enquanto que totalmente bruto, no garimpo o quilograma é de 400 reais. Na cotação do dólar de hoje (R$ 1,75), R$ 400,00 = $ 228,57. Portanto, $ 228,57 – $ 90,00 = $ 138,57. Como conclusão, o sucesso do governo atual nas exportações é “sucesso de enganação”. O brasileiro é totalmente ludibriado com propagandas falsas de progressos nas exportações, mas, em relação aos negócios internacionais, de verdadeiro é a concretização de maus negócios.
Nas jazidas de Catalão e Araxá o nióbio bruto, extraído da mina, custa 228,57 dólares e é vendido no exterior, refinado, por 90 dólares. Como é que pode ocorrer tal tipo de transação comercial com total prejuízo para a população do país, é muito descaso com as questões do país e o desinteresse com o bem-estar do povo brasileiro. Como os EUA, a Europa e o Japão são totalmente dependentes do nióbio e o Brasil é o único fornecedor mundial, era para todos os problemas econômicos, a liquidação total da dívida externa e de subdesenvolvimento serem totalmente resolvidos.Deve ser frisada a grande importância do nióbio e a questão do desmembramento de gigantescas fatias de territórios da Amazônia (a REBIO Morro dos Seis Lagos), ricas deste metal (2.897.000.000 t) e de outras jazidas minerais (ferro, manganês) já divulgadas.


As pressões externas são demasiadas e visam à desmoralização das instituições brasileiras das mais diversas formas, conforme pode ser comprovado nas políticas educacionais e nos critérios de admissão de candidatos às universidades. Métodos que corrompem autoridades destituídas de valores morais são procedimentos que contribuem para a desmontagem do país. Uma gama extensa de processos que permitam os traidores obterem vantagens faz parte para ampliar a divulgação da descrença, anestesiando o povo, dando a certeza de que o Brasil não tem mais jeito.


 A questão do nióbio é tão vergonhosa que na realidade o mundo todo consome l00% do nióbio brasileiro, sendo que os dados oficiais registram como exportação somente 40%. Anos e anos de subfaturamento tem acumulado um prejuízo para o país de bilhões e bilhões de dólares anuais.
Ronaldo Schlichting, no seu artigo publicado, ressalta que “no cassino das finanças internacionais o jogo da moda é chamado de ‘mico preto’, cujo perdedor será aquele que ao fim do carteado ficar com a carta do mico denominada “dólar”.       
Devido à incompetência do governo brasileiro e do ministro da Fazenda, quem ficou com o mico preto foi o povo brasileiro, o papel pintado, falso, sem valor, chamado de dólar.
O que está ocorrendo é que o Brasil está vendendo todas as suas riquezas de qualquer jeito e recebendo o pagamento em moeda podre, sem qualquer valor, ficando caracterizada uma traição ao país e ao povo brasileiro.
Edvaldo Tavares (*)  é Médico e Diretor Executivo do Sistema Raiz da Vida http://twitter.com/raizdavida. Autor  do livro “Sucesso na vida é para qualquer um. Inclusive para você”. 2011-07-07 20:28
Leia mais: http://www.revistareciclarja.com/news/niobio-a-riqueza-que-o-brasil-despreza/

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Nióbio do Brasil Saque das Jazidas


Está em nosso país a quase totalidade das jazidas conhecidas no Planeta do nióbio, minério essencial para as indústrias aeronáutica e aeroespacial, para a indústria nuclear, inclusive armas e seus mísseis. A atual tecnologia faz o nióbio, graças à sua superioridade substituir metais, como molibdênio, vanádio, níquel, cromo, cobre e titânio, em diversas outros setores industriais.
2. Embora a maioria das pessoas nem saiba o que é nióbio ou para que serve, esse mineral mostra emblematicamente, como o País, extremamente rico em recursos naturais, permanece pobre, além de perder, sem volta, esses recursos, e de se estar desindustrializando, sobre tudo nos setores de maior conteúdo tecnológico.
3. A primarização da economia brasileira é fato confirmado até nas estatísticas oficiais. O Brasil está cada vez mais importando produtos de elevado valor agregado e exportando, com pouco ou nenhum valor agregado, seus valiosos recursos naturais.
4. Isso acarreta baixos níveis salariais no País e também a gestação de crises nas contas externas, cujo equilíbrio sempre dependeu de grandes saldos (que agora estão definhando) no balanço das mercadorias, para compensar o déficit crônico nas contas de “serviços” e de “rendas” do Balanço de Pagamento.
5. O que está por acontecer de novo já ocorreu antes, quando a oligarquia financeira mundial atirou o Brasil na crise da dívida externa de 1982/1987. Os prejuízos decorrentes dessa crise foram grandemente acrescidos com o privilegiamento do “serviço da dívida” no Orçamento Federal, instituído por meio de fraude, no texto da Constituição de 1988. Esse “serviço” já acarretou despesa, desde então, de 6 trilhões (sim, trilhões) de reais, com a dívida pública externa e interna, esta derivada daquela.
6. Tudo isso concorreu para agravamento da situação gerada pelo defeito original do modelo: ter, desde 1954, favorecido os investimentos diretos estrangeiros com subsídios e vantagens maiores que os utilizáveis por empresas de capital nacional. Estas foram sendo eliminadas em função da política econômica governamental. As que restaram tornaram-se caudatárias das transnacionais e de interesses situados no exterior. Vê-se, pois, a conexão entre os grandes vetores de empobrecimento e de primarização da economia nacional
7. O niobio é tão indispensável quanto o petróleo para as economias avançadas e provavelmente ainda mais do que ele. Além disso, do lado da oferta, é como se o Brasil pesasse mais do que todos os países da OPEP juntos, pois alguns importantes produtores não fazem parte dela.
Números
8. Cerca de 98% das reservas da Terra estão no Brasil. Delas, pois, depende o consumo mundial do nióbio. A produção, cresceu de 25,8 mil tons. em 1997 para 44,5 mil tons., em 2006. Chegou a quase 82 mil tons. em 2007, caindo para 60,7 mil tons., em 2008, com a depressão econômica (dados do Departamento Nacional de Produção Mineral). Estima-se atualmente 70 mil toneladas/ano. Mas a estatística oficial das exportações brasileiras aponta apenas 515 toneladas do minério bruto, incluindo “nióbio, tântalo ou vanádio e seus concentrados”!
9. Fontes dignas de atenção indicam que o minério de nióbio bruto era comprado no garimpo a 400 reais/quilo, cerca de U$ 255,00/quilo (à taxa de câmbio atual e atualizada a inflação do dólar).
10. Ora, se o Brasil exportasse o minério de nióbio a esse preço, o valor anual seria US$ 15.300.000.000 (quinze bilhões, trezentos milhões de dólares). Se confrontarmos essa cifra com a estatística oficial, ficaremos abismados ao ver que nela consta o total de US$ 16,3 milhões (0,1% daquele valor), e o peso de 515 toneladas ( menos de 1% do consumo mundial). Observadores respeitáveis consideram que o prejuízo pode chegar a US$ 100 bilhões anuais.
11. Mesmo que o nióbio puro seja cotado a somente US$ 180 por quilo, como indica o site chemicool.com, ainda assim, o valor nas exportações brasileiras do minério bruto correspondia a apenas 1/10 disso. O nióbio não é comercializado nem cotado através das bolsas de mercadorias, como a London Metal Exchange, mas, sim, por transações intra-companhias.
12. Há, ademais, um item, ligas de ferro-nióbio, em que o total oficial das exportações alcança US$ 1,6 bilhão, valor mais de 100 vezes superior à da exportação do nióbio e de minérios a ele associados, em bruto. O mais notável é que o nióbio entra com somente 0,1% na composição das ligas de ferro-nióbio. Vê-se, assim, o enorme valor que o nióbio agrega num mero insumo industrial, de valor ínfimo em relação aos produtos finais das indústrias altamente tecnológicas que o usam como matéria-prima.
13. Note-se também que a quantidade oficialmente exportada do ferro-nióbio em 2010 foi 66.947 toneladas. O nióbio entrando com 0,1% implicaria terem saído apenas 67 toneladas de nióbio, fração ínfima da produção mundial quase toda no Brasil e do consumo mundial realizado nas principais potências industriais e militares.
Campanha nacional
14. As discrepâncias e absurdos são enormes e têm de ser elucidados e corrigidos. Para isso, há que expô-los em grande campanha nacional, que leve a acabar não só com o saqueio do nióbio, mas também com a extração descontrolada de metais estratégicos e preciosos, sem qualquer proveito para o País, o qual, ainda por cima, fica com as dívidas aumentadas.
15. O desenvolvimento dessa campanha deverá também fazer o povo entender que a roubalheira dos recursos minerais só poderá cessar se forem substituídas as atuais estruturas de poder.
* Adriano Benayon é Doutor em Economia. Autor de “Globalização versus Desenvolvimento”