CAEMI / VALE – Incorporação Obscura: , a Caemi dona de 85% do capital da MBR. ... maior empresa de mineração do mundo, atrás da anglo-australiana BHP Billiton. ...
O contra-almirante reformado Roberto Gama e Silva, sugeriu, a criação pelo governo do Brasil da Organização dos Produtores e Exportadores de Nióbio (OPEN), nos moldes da Organização dos Produtores de Petróleo (OPEP), a fim de retirar da "London Metal Exchange (LME) o poder de determinar os preços de comercialização de todos os produtos que contenham o Nióbio. O mínério é vendido no Brasil isento de imposto ICM pela Lei Kandir, e sem aprovação do modelo econômico que beneficie o Brasil.
domingo, 29 de janeiro de 2012
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Nióbio e sua exportação. Araxá MG está entre as 20 cidades que mais exportaram em Minas Gerais
Foram produzidas na cidade 75 mil toneladas de nióbio no ano passado. Produção foi 8% maior que no ano anterior.
O Senador Aécio Neves e família dos Neves,
poderia informar ao povo brasileiro, porque o Minério Nióbio sofre o
descaminho em Araxá Minas Gerais, deixando a União de arrecadar os
impostos na sua exploração, além de ser vendido por preço subfaturado não
correspondendo ao preço negociado na bolsa de Londres, o Brasil deixa de receber os impostos, enriquecendo assim os corruptos, os não
nacionais, e nacionais entreguistas, além de descumprir as normas da legislação
ambiental em deixar no solo os buracos provocando erosões desastrosas, e a água
contaminada pelos metais ferrosos que penetram no lençol freático.

A Classe política é cúmplice dos crimes de Lesa Pátria.
Do G1 Triângulo Mineiro -
Araxá, no Alto Paranaíba, está entre as 20 cidades brasileiras que tiveram maior saldo na balança comercial do país em 2011. As 75 mil toneladas exportadas do nióbio, no ano passado, foram responsáveis por deixar a cidade nesta colocação. Segundo o diretor administrativo de uma multinacional que extrai o Nióbio na cidade, Antonio Gilberto Ribeiro de Castro, a produção foi 8% maior que no ano anterior, e a expectativa para 2012 é de um crescimento ainda maior.
Nova Lima, região Central do estado, está em terceiro lugar no país. Também estão na lista, Itabira, Ouro Preto, São Gonçalo do Rio Abaixo, Varginha, no Sul de Minas, e Araxá, e as cidades de Itabirito e Brumadinho. O carro chefe da maioria das cidades é o minério.Ainda segundo o diretor, 94% do que foi produzido no ano passado foi comercializado em cerca de 50 países. Realidade que contribuiu para que Minas Gerais conquistasse lugar privilegiado no saldo da balança comercial brasileira. O estado tem o maior número de cidades no ranking das que mais exportam do que importam.
Esse crescimento na exportação tem como conseqüência a geração de empregos. Em 2011 foram 200 pessoas contratadas para o quadro fixo. Além da mão de obra das expansões da multinacional em Araxá.
Segundo a secretária de Desenvolvimento Econômico de Araxá, Alda Sandra Barbosa, a movimentação na produção e a oportunidade de colocação no mercado de trabalho são fatores que contribuem e muito para a economia do município e da região.
25/01/2012 20h32 - Atualizado em 25/01/2012 21h13 -
http://g1.globo.com/minas-gerais/triangulo-mineiro/noticia/2012/01/araxa-esta-entre-20-cidades-que-mais-exportaram-em-minas-gerais.html
http://g1.globo.com/minas-gerais/triangulo-mineiro/noticia/2012/01/araxa-esta-entre-20-cidades-que-mais-exportaram-em-minas-gerais.html
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
DESCAMINHO DOS MINÉRIOS BRASILEIROS
Prezados amigos,
PELO QUE JÁ OCORREU E CONTINUA OCORRENDO EM TODO O BRASIL E PRINCIPALMENTE NA AMAZÔNIA BRASILEIRA,
Ao longo de quase 50 anos, foi retirado cerca de 60 milhões de toneladas de manganês e outros minerais da região denominada Serra do Navio. Essa exploração e o beneficiamento de parte do minério em uma usina de pelotização existente no cais do porto de Santana, às margens do rio Amazonas, resultou na produção de enormes pilhas de rejeito tóxico, hoje depositado a céu aberto e que representa um dos maiores problemas ambientais da Amazônia brasileira. Na avaliação de especialistas, a Icomi e o grupo norueguês Elkem provocou no Amapá uma tragédia ambiental cuja abrangência ainda não se conhece totalmente. Não cumpriram as obrigações sociais para com a população além dos demais danos causados ao patrimônio público brasileiro. (pesquisador Maurilio Monteiro, do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da Universidade Federal do Amapá) http://www.ambiente.gov.ar/archivos/web/trabajo/File/Latino%20y%20Caribe/mineracao.pdf
Sou cidadã brasileira, resistir é preciso, é questão de inteligência, é questão de sobrevivência, como vemos, os Estados em desenvolvimento não estão em crise como fala as governanças .
abaixo, sedex enviado em 04/01/2012:
Excelentíssimos Senhores,
PRESIDENTE DA REPÚBLICA DO BRASIL
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
MINISTRO DO MEIO AMBIENTE
MINISTRO DE MINAS E ENERGIA
MINISTRO DA FAZENDA
CÂMARA DOS DEPUTADOS
SENADO FEDERAL
IBAMA
ACEITEM E RESPEITEM O BRASIL
De "GOVERNANÇA" em "GOVERNANÇA" estão pretendendo governar os Estados sub e eternamente em desenvolvimento, de fora desses Estados para dentro desses Estados.
Admira-se a perseverança e a pertinácia na perseguição dos objetivos e até a criatividade na construção de "teses" para disfarçar o que é visível. Mas, considerando que a experiência já foi tentada com funestas conseqüências (2ª. Guerra Mundial) toda a atenção é necessária, resistir é preciso, é questão de inteligência, é questão de sobrevivência.
Acreditem no Brasil amigo e inclusivo, que insiste em resistir e resistir sempre. O Brasil não se deixa governar de fora para dentro. O Brasil merece respeito! Por Profa. Guilhermina Coimbra - IBIN coimbra@ibin.com.br
DESCAMINHO DOS MINÉRIOS BRASILEIROS
Eu, Marilda Oliveira cidadã brasileira, RG 4. SSP residente na Rua Dr. , venho através desta representação, solicitar aos órgãos acima citados obrigados pelo dever de ofício em zelar pelos interesses da sociedade brasileira, que tomem providências urgentes quanto as questões abaixo mencionadas:
É PÚBLICO que O Vale Beijing apresentou rachaduras no casco exatamente há um mês, quando estava sendo carregado com mais de 360 mil toneladas de minério de ferro no porto da Ponta da Madeira, em São Luís a 64 quilômetros da costa maranhense.
O deputado Léo Cunha (PSC), enviou um requerimento à Capitania dos Portos no dia 22 de dezembro pedindo que a autoridade marítima permitisse que os deputados visitassem o navio, que corre risco de afundar no litoral maranhense por conta de uma rachadura em seu casco. Até quarta-feira 04/11/12, no entanto, a Comissão de Meio Ambiente não havia recebido nenhum comunicado da Capitania.
Os deputados maranhenses estão sendo impedidos de visitar o navio Vale Beijing, que ameaça afundar na costa maranhense por conta de rachaduras no seu casco. O presidente da comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Léo Cunha (PSC), pretende convocar a Vale e a Capitania dos Portos de São Luís para prestar explicações a respeito da situação do navio caso não seja autorizado até a quinta-feira a visitar a embarcação. (Yan Boechat, iG São Paulo 04/01/2012 17:52)
02) Senhores, o Brasil está perdendo centenas de bilhões de dólares por ano com o descaminho na exportação dos minérios estratégicos. O Brasil está vendendo todas as suas riquezas de qualquer jeito e recebendo o pagamento em moeda podre, sem qualquer valor, ficando caracterizada uma traição ao país e ao povo brasileiro. (cidadão brasileiro)
03) Além do Aço, que talvez... seja ele que esteja afundando este navio no Maranhão, e os demais minerais?
05) O Brasil tem a forma federativa. A forma federativa é a melhor forma de Estado com grande base territorial, porque, cada um dos Estados-membros têm autonomia (Poderes: Executivo, Legislativo, Judiciário e Constituição Estadual independentes entre si, porém, subordinados à Constituição Federal) mas, não têm soberania, porque, a soberania é federal, expressamente disposta na Constituição Federal. Estava em andamento secreto mais uma venda de terras brasileiras no Estado de Roraima, na Serra da Lua e suas vizinhanças. Uma ONG supostamente “ambiental” chamada ICMBIO - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, está fazendo o levantamento geodésico da área.
A ICMBIO é estreitamente ligada a ONG chamada ISA – Instituto Sócio-Ambiental, um dos propugnadores e ativo participante da criação do mega latifúndio ianomâmi, homologado pelo então Presidente Fernando Collor.
Convém saber que esses 30.474 ha. são mais ou menos o total da área urbana de Boa Vista - RR, que tem cerca de 200.000 habitantes. São índios completamente aculturados, onde existe escola de 1º grau.
É, também, um atentado contra o Artigo 1º, Caput da Constituição Federal – que trata da união indissolúvel do Brasil.
Convém saber que nestas terras nobres existem imensas riquezas em minérios, nióbio, ouro, diamantes. (professora Guilhermina Coimbra)
06) Decodificando o discurso, verifica-se violento golpe sobre a questão da defesa e da segurança da população brasileira, através da criação de uma nova entidade com uma permanente doutrina civil a serviço da governança mundial – aquela que combate qualquer noção de soberania nacional nos países em vias de desenvolvimento, principalmente, no Brasil.
A intenção imediata é enfraquecer, no âmbito governamental, qualquer discussão sobre defesa e segurança da população brasileira, descaracterizndo-a e adequando-a à nova ordem mundial, o New World Order.
Os pretextos são, como sempre, alimentar a falsa dicotomia “Militar versus Civil”, e outros “clichês” baratos, pouco imaginativos, fácilmente percebíveis pela população. O objetivo é desmoralizar os militares nos Estados com potencial de desenvolvimento, cuja pretensão da governança mundial, é abertamente, destruir. A defesa e a segurança da população brasileira têm que ser preservadas. Após a queda do Muro de Berlim somente o foco da “Guerra Fria” permanece vivo, dirigido e mantido contra os Estados em desenvolvimento, principalmente contra o Brasil.
A estratégia é fazer dos políticos, meros delinqüentes usurpadores do poder estatal; violentar e corromper as instituições nacionais permanentes; permitir que se locupletem, enquanto estiverem trabalhando e obedecendo às ordens de seus controladores de fora do País. Contrariando os interesses pelos quais foram contratados para defender, os contrariados puxaos tapetes e quebram os respectivos telhados de vidro. Aparentemente, em alguns Estados, essas verdadeiras marionetes pseudamente ideológicas, estão vencendo a batalha.
Um Estado descontrolado - e não controlável socialmente - é facilmente governado de fora de seu territorio por interesses económicos e pelas organizações criminosas. As quadrilhas influenciam as expressões do poder político, econômico, jurídico, cultural e psicossocial. A corrupção, institucional e institucionalizada, é uma conseqüência da ação do crime – e não uma causa em si mesma, conforme tentam fazer parecer, demonstrando, que os Estados em desenvolvimento estão em crise.
Entenda-se como crise um estado de tensão, provocado por fatores internos e, ou, externos, sob o qual um choque de interesses, se não administrado adequadamente, corre o risco de sofrer um agravamento, até a situação de enfrentamento entre as partes envolvidas.
É exatamento esta situação de enfrentamento o pretexto utilizado pelos interesados, em acabar com a crise, colocar ordem, apaziguar, reinstalar a democracia e proteger os direitos humanos–quando tentam e às vezes até conseguem, se apossar de diversos territórios alheios.
A resistência não é privilégio dos brasileiros.Já ocorreu antes no Canadá, na Austrália, Índia e China (fizeram a bomba para acabar de vez com o assédio às suas fontes energéticas). Doeu mas, passou.
Não marchem insensatamente, atentem para os exemplos históricos de como não fazer: os brasileiros e os europeus, não se deixam governar de fora dos respectivos países. Aceitem e respeitem o Brasil – ainda, o único amigo que se mantém inclusivo. (Profa. Guilhermina Coimbra)
Diante do exposto, considerando que os fatos acima narrados caracterizam desonra e afronta a Soberania brasileira. Eu digo: O Brasil está em queda livre. O Congresso usando a máquina pública, é um verdadeiro balcão de negócios comissionados pelas grandes corporações negociando as commodities por preços baixos, e no processo os produtos retornam para o Brasil acabados, deixando o Brasil de produzir, desempregando as Indústrias Brasileiras, e provocando o sucateamento do nosso País. Requer-se ao Ministério Público e aos demais órgãos citados e convocados, sejam tomadas as providências cabíveis.
São Bernardo do Campo, 04 de janeiro de 2012
_____________________________________
Sedex enviados aos órgãos acima na ordem abaixo:
Sra. Dilma Rousseff
Sr. Cezar Peluso
Sr. Steven Shuniti Zwicker
Sra. Izabela Mônica Vieira Teixeira
Sr. Edson Lobão
Sr. Guido Mantega
Sr. Marco Aurélio Spall Maia
Sr. José Sarney
Sr. Curt Trennepohlterça-feira, 3 de janeiro de 2012
Inglaterra quer controlar a Amazônia dos brasileiros
Segue excelente artigo do CHICO ARAÚJO.
Embora o texto seja de claríssimo, de
fulgurância solar, escrevi alguns lembretes elucidativos
dentro de retângulos e, ao fim, perguntas na cor vermelha.
Na minha opinião, como ex-jornalista e ex-professor universitário, o Brasil vem sendo traido por brasileiros negligentes e venais.
Com 87 anos de idade o que posso fazer
é escrever alertando
os brasileiros mais jovens.
É o modo que, hoje,
ainda posso lutar por nosso país.
Embora o texto seja de claríssimo, de
fulgurância solar, escrevi alguns lembretes elucidativos
dentro de retângulos e, ao fim, perguntas na cor vermelha.
Na minha opinião, como ex-jornalista e ex-professor universitário, o Brasil vem sendo traido por brasileiros negligentes e venais.
Com 87 anos de idade o que posso fazer
é escrever alertando
os brasileiros mais jovens.
É o modo que, hoje,
ainda posso lutar por nosso país.
Um abraço e feliz 2012 (se os corruptos deixarem).
Jorge Brennand.
Jorge Brennand.
Verão de 1969, apartamento de Hanbury-Tenison, Londres. Maio de 2008, Clearence House, residência do Príncipe Charles, Londres. São 39 anos de uma reunião para outra. Aí você pode se perguntar: o que isso tem a ver com a Amazônia? Tudo. O establishment inglês cria nesse primeiro encontro a organização não-governamental (ONG) Survival Internacional. Sua finalidade expressa: criar no Brasil o Parque Ianomami.
Vale dizer:
se intrometer em assuntos internos do Brasil, que só aos brasileiros dizem respeito. O Brasil jamais se meteu em assuntos internos da Inglaterra.
Quatro décadas depois, o príncipe Charles, herdeiro do trono britânico, reúne autoridades e parlamentares da Amazônia com representantes de instituições financeiras e das indefectíveis ONGs. Discutiram-se ali temas relacionados diretamente com a região: agricultura, meio ambiente, infra-estrutura, finanças, saúde, e educação. Charles é mais ousado. Oferece-se para ser uma espécie de interlocutor privilegiado entre as personalidades brasileiras envolvidas nas questões amazônicas e as lideranças britânicas interessadas na ‘proteção’ da floresta amazônica.
Ali estavam presentes os governadores Ana Júlia Carepa, do Pará; Waldez Góes, do Amapá; e José de Anchieta Júnior, de Roraima. O Acre e o Amazonas foram representados pelos senadores Tião Viana (PT-AC) e Arthur Virgílio (PSDB-AM). O encontro reuniu ainda executivos de grandes empresas, entre as quais Rio Tinto, Shell, Deutsche Bank, Goldmann Sachs, Morgan Stanley e MacDonald's. Também não faltaram osdirigentes do WWF, Greenpeace, Friends of the Earth (Amigos da Terra). Até o líder indígena Almir Suruí esteve por lá.
Para quem não sabe:
Rio Tinto é uma das maiores mineradoras do mundo. Shell uma das maiores produtoras de petróleo do mundo. Interessante, não ?
Sete dias após o encontro, Charles lança sua própria ferramenta de ‘proteção das florestas tropicais do planeta’ (leia-se Amazônia). É um site contra o desmatamento e o aquecimento global. A iniciativa é anunciada um artigo altamente apelativo no jornal britânico The Telegraphe convenientemente intitulado ‘Ajude-me a salvar as florestas tropicais’, no qual Charles explica que o portal faz parte de uma outra iniciativa sua, muito mais abrangente, o Rainforests Project (Projeto Florestas Tropicais).
O Projeto foi delineado por Charles em outubro do ano passado durante um jantar especialmente realizado pelo WWF por ocasião do lançamento de seu mais novo programa, a Iniciativa Amazônica (Amazon Initiative). Em seu discurso, Charles prestou comovente homenagem ao WWF e a seu pai, o príncipe Philip (fundador e presidente emérito da ONG), e deixou claro qual é a orientação do Projeto:
‘Senhoras e senhores, as florestas (tropicais) precisam ser vistas como elas são – gigantescas utilidades globais, provedoras de serviços públicos para a humanidade em vasta escala.’
Ao referir-se aos esforços empreendidos pelo Brasil e outros países para reduzir o desmatamento, Charles afirma que:
‘Nenhum desses países pode resolver sozinho o problema do desmatamento pois, freqüentemente, ele é causado pela demanda de países em desenvolvimento por óleo de palma, carne e soja. O ponto aqui é que todos nós – o mundo todo – estamos juntos nisso e é por isso que, juntos, precisamos garantir que todas as medidas necessárias (para conter o desmatamento) sejam empregadas. E isso é exatamente o que a Iniciativa Amazônica do WWF está determinada a alcançar’. [..]
‘Senhoras e senhores, a Iniciativa Amazônica do WWF é da maior importância possível. Ela precisa do nosso apoio, e é por isso que estou muito satisfeito que o WWF esteja trabalhando em conjunto com o meu próprio Projeto Florestas Tropicais que estou anunciando hoje’. [..]
‘Nós trabalharemos com o setor privado, governos e especialistas ambientais para desenvolver um leque de soluções práticas que podem começar a ser implementadas nos próximos dezoito meses. Isso é importante, pois é nesse período que o G8 e a ONU vão estabelecer as prioridades no durante as negociações (da extensão) do Protocolo de Kyoto.
‘A tarefa é revisar, desenvolver e propor mecanismos, incluindo soluções legislativas e de mercado e outras idéias que reconheçam o valor real dos serviços do carbono e do eco-sistema proporcionados pelas florestas (tropicais) remanescentes’.
‘Financeirização da floresta’
O empresário brasileiro Jorge Pinheiro Machado foi um dos organizadores do convescote. Sua impressão da reunião do príncipe Charles com os governadores da Amazônia é a seguinte: Sua Alteza quer ser interlocutor privilegiado entre as personalidades brasileiras envolvidas nas questões amazônicas e as lideranças britânicas interessadas na ‘proteção’ da floresta amazônica e promover uma espécie de ‘financeirização’ das florestas nativas via remuneração dos ‘serviços ambientais’ que elas prestam à humanidade. A linha de ação do esquema prevê a melhoria da qualidade de vida dos povos da floresta — leia-se índios — para que se transformem em ‘guardiões das florestas’.
Para isso, os ingleses pretendem fazer investimento pesado. Segundo Machado, a comunidade britânica estaria disposta a desembolsar cerca de 10 bilhões de libras esterlinas (mais de R$ 50 bilhões) para remunerar os serviços ambientais prestados pelas florestas. O que se discute agora são as formas de captação desses recursos, se por pagamento de ‘bolsas-floresta’, por aporte direto aos fundos estaduais de meio ambiente, por projetos específicos ou ainda por outros mecanismos financeiros.
A ‘financeirização’ segue o script antigo daqueles que cobiçam a Amazônia: mantê-la despovoada e desconectada do restante do Brasil. Desta vez, porém, as ações acontecem às claras, e não mais à surdina como até bem pouco tempo. A Casa Real britânica faz questão de explicitar que participa direta e abertamente desse processo. Roberto Smeraldi, chefão da Friends of the Earth (Amigos da Terra) no Brasil, deixa isso bem evidente, quando diz:
Alguns dos convidados brasileiros deixaram perplexos os participantes britânicos ao defender iniciativas tidas por eles como pouco compatíveis com o desenvolvimento das populações locais, o foco principal do encontro:
- é o caso do governador Anchieta de Roraima, que afirmou ter ‘apoio de 80% da população indígena’ para promover o cultivo de arroz no leste de seu Estado;
Para quem não sabe:
a partir desse momento os ingleses montaram terrível pressão internacional para conseguir a criação da Reserva Raposa Terra do Sol em área contínua, vizinha a área que haviam tomado do Brasil via rei da Itália - caso Pirara - e expulsar os plantadores de arroz e outros brasileiros que já estavam na região há mais de 100 anos, com títulos legais, tudo sob o manto da proteção do STF-Supremo Tribunal Federal.
- e do secretário executivo do MME, Márcio Zimmermann, que defendeu a realização de grandes projetos para barrar os principais rios da região, como o Madeira, o Xingu e o Tapajós.
Para quem não sabe:
começou aí a campanha internacional contra a construção das hidrelétricas, sendo a mais violenta contra Belo Monte, na qual foi utilizada até artistas da Rede Globo para enganar a opinião pública brasileira. A razão é muito simples: não podem deixar que a região seja efetivamente ocupada pelos brasileiros; ela tem que ficar disponível para a cobiça internacional.
Encontro em Belém
Embasbacados com as gentilezas de Sua Alteza, os políticos brasileiros não fizeram cerimônia. De pronto, e sem uma avaliação profunda das reais intenções da Casa Real britânica, marcaram a segunda etapa do encontro a ser realizada no Brasil — mais precisamente em Belém, lugar do Brasil recorde em trabalho escravo e vice-campeão em desmatamento. Pelo acertado, a reunião seria realizada 90 dias após o encontro com o Príncipe Charles.
As atuações do Príncipe Charles em assuntos da Amazônia sempre foram de imposições sobre o Brasil.
Em abril de 1991 o herdeiro do trono britânico fez uma visita do País. À época, Charles promoveu um seminário de dois dias a bordo do iate real Brittannia, ancorado sintomaticamente no rio Amazonas. Ali estavam David Triper, ministro de Meio Ambiente da Inglaterra; William Reilly, diretor da Agência de Proteção Ambiental dos EUA; Carlo Ripa di Meana, coordenador do Meio Ambiente da Comunidade Européia, eRobert Horton, presidente da British Petroleum.
Para quem não sabe:
a British Petroleum, além de produtora de petróleo, é uma das maiores mineradoras do mundo. Já esteve operando na mineração no Brasil; teve que encerrar suas atividades devido a dispositivo expresso na Constituição de 1988. Paira sobre a empresa a suspeição de estar levando para fora do país minerais radioativos. Uma das princesas inglesas veio inaugurar a sede na empresa no Rio de Janeiro, na rua Voluntários da Pátria, Botafogo, cidade do Rio de Janeiro. Com a promulgação da Constituição de 88 deixpu o Brasil. A British Petroleum é controlada pela Família Real Inglesa.
O então presidente Collor de Mello e seu ministro do Meio Ambiente, José Lutzenberger também estiveram por lá.
Para quem não se lembra:
meses depois, Collor de Mello criou a gigantesca reserva ianomâmi, etnia inventada por antropólogos da Survival International, braço indígena do WWF.
A reserva foi criada pelo então presidente Collor de Mello, em 1991, por pressão da oligarquia inglesa e do presidente George Bush, o pai, que ofereciam a ilusão do Brasil ao ingresso ao clube do chamado Primeiro Mundo.
Resultado: o Brasil não entrou no seleto grupo.
Apenas criou uma espécie de nação, a Ianomami, na região fronteiriça entre o Brasil e a Venezuela. A reserva tem 5 milhões de hectares — eram apenas 2,4 milhões quando criada — e concentra a maior reserva de ouro e diamantes do mundo.
A ampliação da reserva se deu com base nos resultados do levantamento dos recursos minerais da Amazônia executados pelo Projeto Radam-Brasil, de 1975.
Para quem não sabe:
“Esta ampliação permitiu que as grandes reservas de minerais nobres (ouro, estanho, nióbio e materiais radioativos) detectados pelo Radam-Brasil ficassem dentro da reserva”.
Alerta do coronel Hiram Reis e Silva, no artigo Amazônia, cobiça e ingenuidade. O artigo de Silva está no site do Cosif — Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional. Vale a pena ler.
Sempre por perto
Coincidência ou não, o Príncipe Charles sempre está por perto toda vez que esquenta a disputa em torno das reservas indígenas de Roraima, particularmente a Raposa-Serra do Sol.
Foi assim em 2000 quando ocorreram as primeiras reações contra a criação da reserva em área contínua. À época, Charles visitava a vizinha Guiana onde participou pessoalmente da inauguração da reserva ambiental de Iwokrama.
A reserva, com 400 mil hectares, situa-se na região do rio Rupunini, que já foi território brasileiro.
A reserva, com 400 mil hectares, situa-se na região do rio Rupunini, que já foi território brasileiro.
Para quem não sabe:
essa é a região que foi roubada do Brasil pela Inglaterra, mediante o “arbitramento” fajuto do rei da Itália. O caso “Pirara”.
Seis meses antes, o secretário do Ministério de Relações Exteriores do Reino Unido, Paul Taylor, e o secretário da embaixada britânica no Brasil, John Pearson, estiveram em Roraima para ‘conhecer de perto a realidade indígena’ do Estado. Desde o ano passado, o governo da Guiana resolveu se auto-transformar em ‘protetorado verde’ sob a administração britânica, tendo Iwokrama como modelo.
ADITIVO AO ARTIGO - Responda, se puder:
1. Só haviam cerca de 2.700 índios no lado brasileiro e foi criada uma reserva (Ianomani) de área contínua maior que Portugal. Por qual razão Collor não seguiua orientação dos militares brasileiros, que eram contra a Reserva Ianomani em área contínua e sim em “ilhas”, dando para os índios as áreas onde eles realmente ocupavam ? Será que existiu grana na parada ? Ou foi patente negligência ?
2. Nas vésperas do STF–Supremo Tribunal Federal aprovar a Reserva Raposa Terra do Sol em área contínua, o príncipe Charles veio fazer uma “visita” à Amazônia brasileira. Será que foi apenas uma visita de “cortesia” ou veio tratar de “negócios” ?
3. E a FUNAI, apenas uma FUNDAÇÃO, teria poderes constitucionais para, em atos isolados – sem a aprovação do Congresso Nacional -, demarcar reservas indígenas e criar condições objetivas que permitam a subtração territórios brasileiros ?
4. Partindo da posição que não tenha existido suborno em nenhum dos casos que envolveram “reservas” indígenas até agora, os atos consumados podem ser entendidos como de traição ao Brasil ?
5. E a posição do Brasil na ONU, aprovando a “OIT – Convenção 169 de 7/6/1989” e a “Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas” - os Estados Unidos, o Canadá, a Nova Zelândia e a Austrália se recusaram a aprovar essas resoluções, sob a argumentação que violavam a legislação interna de seus países -, com textos que criam condições objetivas para a subtração de territórios atualmente brasileiros foram atos de traição ao Brasil ?
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