domingo, 18 de dezembro de 2011

NIÓBIO: OPINIÃO DE EDVALDO TAVARES


Nióbio: A riqueza desprezada pelo Brasil


BRASIL PAÍS DA CONTRADIÇÃO. Este nosso país tem uma série de acontecimentos estranhos, chocantes mesmos, que, de tão inacreditáveis deixam todos os brasileiros em estado de estupefação. Caso não tivesse pesquisado, estudado e escrito os assuntos contidos no tema em discussão, dificilmente concordaria com o que foi publicado. Mas, se atentarmos para a concessão de duas áreas territoriais, ao norte de Roraima, Amazônia, com possíbilidade de transformação de duas reservas indígenas do tamanho da Inglaterra para 20 mil silvícolas, em dois países, enquanto o pais europeu tem 60 milhões de habitantes, a imediata classificação de absurdo desaparece. 


Ao refletir que um país de dimensões continentais, BRASIL, que tem uma gigantesca Amazônia Azul, com vastidões submarinas riquíssimas, não dispõe de uma Marinha de Guerra com capacidade oceânica de prevenir um ataque de submarinos de uma potência estrangeira às plataformas de petróleo, a negociação do nióbio deixa de exigir maiores explicações. A Força Aérea Brasileira não tem condição, com os jatos sucateados e indisponíveis, de reprimir a qualquer invasão do espaço aéreo e o Glorioso Exército Brasileiro está em constante treinamento de guerrilha e da estratégia de resistência para arrostar alguma ousadia de invasão do país, Amazônia, porque não tem equipamento bélico em condições para ser empregado em guerra convencional. 


O BRASIL era para ter um Exército com capacidade expedicionária, dentro e fora do país; uma Marinha de Guerra com capacidade oceânica, em qualquer mar; e Força Aérea com capacidade de combate em espaço aéreo nacional e internacional. Como esclarecimento complementar, devido ao baixo vencimento (salário), ninguém quer ser mais militar e os oficiais das três Forças Armadas estão cursando faculdades e migrando para outros campos de trabalho. Está havendo debandada geral das Forças Armadas. Pilotos da Força Aérea estão indo para a reserva ou aviação comercial. 


Como podemos ver, o negócio do nióbio está passando a ter lógica. E, como última justificativa, cito a aprovação da "Declaração Universal dos Direitos dos Povos indígenas", lesiva ao BRASIL e ao Povo Brasileiro, pelos governo e representantes brasileiros, na ONU, em 13 de setembro de 2007. 


A triste realidade é: 
<O BRASIL ESTÁ SENDO DESMANTELADO>. Quem estiver interessado em saber a respeito desta "Declaração", o jornal online "A Nova Democracia" número 27, novembro de 2005, <www,anovademocracia.com.br>, tem um artigo de Ronaldo Schlichting, "Gerência Semi-colonial";

BRASIL ACIMA DE TUDO. SELVA! EDVALDO TAVARES. MÉDICO. BRASÍLIA/DF.


Fonte www.raizdavida.com.br  Nióbio: A riqueza desprezada pelo Brasil

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Nióbio:Entenda por que é importante para o Brasil proteger suas reservas

Entenda por que é importante para o Brasil proteger suas reservas de nióbio, um mineral altamente estratégico. Mas o assunto parece ser tabu.
Roberto Ilia Frnandes
O governo federal acerta quando decide incrementar pesquisas, prospecção e exploração de terras raras. Antes disso, porém, o Brasil tem que consertar a vergonha nacional que é a exploração de nióbio. 
Segundo dados da CPRM, o Brasil detém 99% de todas as jazidas mundiais de nióbio, sem mensurar as prováveis jazidas que dizem existir na reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima.
Pois bem, sendo quase o único produtor e exportador mundial de nióbio, o Brasil não fixa o preço do minério; este é fixado pelos compradores, via Bolsa de Londres (London Metal Exchange). Esse fato, além de surreal, é completamente lesivo aos interesses brasileiros. Numa analogia, os países produtores de petróleo, congregados na OPEP ou fora dela, aceitariam que o preço do barril fosse fixado pela Nymex?
Enquanto o Brasil não desatar o nó górdio da nióbio, não será aceito nas interlocuções internacionais como um player sério… Já pensou se fosse a China ou os EUA a deter o controle de tamanhas jazidas de nióbio? Será que adotariam uma política tão antinacional e entreguista quanto a que o Brasil adota?
A bem da verdade, é necessário registrar o seguinte fato: em 1997, FHC, então presidente da República, tentou vender a jazida de nióbio de São Gabriel da Cachoeira – AM por 600 mil reais, sendo que a jazida (ela sozinha suficiente para abastecer todo o consumo mundial de nióbio por cerca de 1.400 anos. Segundo o Almirante Roberto Gama e Silva, somente a jazida de São Gabriel havia sido avaliada pela CPRM em Um Trilhão de dólares!
Tal ação lesa-pátria foi impedida por um grupo de militares nacionalistas, especialmente o almirante Roberto Gama e Silva. Essa é uma situação surreal que Lula herdou de FHC e manteve inalterada, infelizmente.
Mas por que o nióbio desperta tanta polêmica? O que significa, na prática, deter a posse de tamanhas jazidas desse mineral?  Bem, trata-se de elemento químico do grupo de transição na Tabela Periódica, número atômico 41, e massa atômica de 92,9 u.
E a situação das reservas mundiais é a seguinte. Canadá: 62.000 ton., Austrália: 21.000 ton., Brasil: 3.392.800.000 ton., assim distribuídas: Catalão – GO: 4.800.000 ton., Araxá – MG: 488.000.000 ton., São Gabriel da Cachoeira – AM: 2.900.000.000 ton., Raposa Serra do Sol – RR: não mensuradas
O nióbio apresenta numerosas aplicações. É usado em alguns aços inoxidáveis e em outras ligas de metais não ferrosos. Estas ligas, devido a resistência a altas temperatura e pressão, são geralmente usadas para a fabricação de tubos transportadores de água e petróleo a longas distâncias.
É usado em indústrias nucleares devido a sua baixa captura de nêutrons termais. Também usado em soldas elétricas. Devido a sua coloração, é utilizado, geralmente na forma de liga metálica, para a produção de jóias como, por exemplo, os piercings.
Quantidades apreciáveis de nióbio são utilizados em superligas para fabricação de componentes de motores de jatos, subconjuntos de foguetes, ou seja, equipamentos que necessitem altas resistências a combustão. Pesquisas avançadas com este metal foram utilizadas no programa Gemini.
E está sendo avaliado como uma alternativa ao tântalo para a utilização em capacitores.
O nióbio se converte num supercondutor quando reduzido a temperaturas criogênicas. Na pressão atmosférica, tem a mais alta temperatura crítica entre os elementos supercondutores, 9,3 K. Além disso, é um dos três elementos supercondutores que são do tipo II (os outros são o vanádio e o tecnécio), significando que continuam sendo supercondutores quando submetidos a elevados campos magnéticos.
Mais um fato que transformará o nióbio em mineral estratégico (mais do que já é) é a nascente tecnologia dos computadores quânticos. Dessa tecnologia, ainda embrionária, nascerá o computador do futuro, que será baseada no qubit (bit quântico). E o qubit é formado por uma porção de nióbio circundada por uma bobina. Quando a bobina é estimulada eletricamente, ela gera um campo magnético, que provoca alterações de estado nos átomos de nióbio. Essas mudanças de estado são captadas pelos circuitos e transformadas em dados. Para que tudo isso funcione, o chip quântico precisa ser congelado a 4 milikelvins, temperatura muito próxima do zero absoluto. Isso é feito por meio de um sistema de refrigeração com hélio líquido. O nióbio torna-se supercondutor nessa temperatura.
Agora, a jóia da coroa: o uso do nióbio no processo de fusão nuclear. Pesquisadores europeus, japoneses, americanos, russos e chineses estão construindo na cidade francesa de Cadarache, um reator de fusão termonuclear, que, quando em operação e se obtiver sucesso, vai apresentar um passo gigantesco no sentido da busca de energia limpa, barata e inesgotável.
Bombardeando isótopos de hidrogênio (deutério e trítio), a matéria mais abundante no universo, a uma temperatura de 100 milhões de graus Celsius, obtém-se, pela fusão nuclear, átomos de hélio (um gás nobre e neutro, usado para encher balão) e uma gigantesca liberação de energia. Será o começo do fim da era do petróleo na Terra.
Bem, e onde entra o nióbio nessa história toda? Como resistir a tais temperaturas? Os pesquisadores então criaram um supercampo magnético (um imã gigante), que resiste a altíssimas temperaturas e faz com que o processo de liberação dessa energia se dê a uma distância controlada das paredes do reator. É bom salientar que, conforme as pesquisas, somente um elemento químico consegue criar esse supercampo magnético: o nióbio. Esse mesmo mineral que o Brasil é quase o detentor exclusivo de todas as jazidas mundiais!
http://www.tribunadaimprensa.com.br

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Nióbio, Metal Estratégico - Entrevista com Adriano Benayon



Enviado por em 06/12/2011
Está em nosso País a quase totalidade das jazidas conhecidas no Planeta do nióbio, minério essencial para as indústrias aeronáutica e aeroespacial, para a indústria nuclear, inclusive armas e seus mísseis. A atual tecnologia faz o nióbio, graças à sua superioridade substituir metais, como molibdênio, vanádio, níquel, cromo, cobre e titânio, em diversas outros setores industriais. (Leia mais no site: http://www.revistameioambiente.com.br/2011/04/13/niobio-metal-estrategico/)

* Adriano Benayon é Doutor em Economia. Autor de "Globalização versus Desenvolvimento", editora Escrituras. abenayon@brturbo.com.br (esta é uma versão modificada e atualizada do artigo "Nióbio a Preço de Banana", publicado em A Nova Democracia, nº 74, Ano 9, fevereiro de 2011.)

sábado, 26 de novembro de 2011

José Dirceu, CPI dos Bingos e o Mineral Nióbio



Senador Alvaro Dias: Enviado em 02/11/2011
Recebi nos ultimos dias vários questionamentos sobre o que estaria ocorrendo com a exploração de minérios em nosso país, especialmente NIÓBIO. Fui buscar no "Tunel do Tempo" as indagações que fiz a Delubio Soares na CPI dos Bingos. As suspeitas já existiam àquele tempo, persistem até hoje e com razão. Veja o vídeo e confira.


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A Força da Instituição Militar


Juíza às Forças Armadas


Os militares precisam descobrir a força que a instituição tem.
Há anos venho acompanhando as notícias sobre o desmantelamento das Forças Armadas e sobre a relu­tância dos governos de FHC e de Lula em reajustar dignamente os salários dos militares.
O cidadão ingênuo até pensaria que os sucessivos cortes no orçamento do Ministério da Defesa e a insis­tência em negar os reajustes salariais à categoria poderiam, mesmo, decorrer de uma contenção de gastos, dessas que as pessoas honestas costumam fazer para manter em equilíbrio o binômio receita/despesa, sem com­prometer a dignidade de sua existência.
Mas, depois de tanto acompanhar o noticiário nacional, certamente já ficou fácil perceber que não é esse o motivo que leva o governo a esmagar a única instituição do
país que se pauta pela ampla, total e irrestrita serie­dade de seus integrantes e que, por isso mesmo, goza do respaldo popular, figurando sempre entre as duas ou três
primeiras colocadas nas pesquisas sobre credibilidade.
A alegação de falta de dinheiro é de todo improcedente ante os milhões (ou bilhões?) de reais que se des­viaram dos cofres públicos para os ralos da corrupção política e financeira, agora plenamente demonstrada pelas CPIs em andamento no Congresso Nacional.
O reajuste salarial concedido à Polícia Militar do Distrito Federal, fazendo surgir discrepâncias inadmissí­veis entre a PM e as Forças Armadas para os mesmos postos, quando o dinheiro provém da mesma fonte paga­dora - a União - visa criar uma situação constrangedora para os que integram uma carreira que sempre teve entre suas
funções justamente a de orientar todas as Polícias Militares do país, consideradas forças auxiliares e reser­va do Exército (art. 144, § 6º da Constituição Federal).
Mas agora a charada ficou completamente desvendada. E se você, leitor, quer mesmo saber por que raios o governo vem massacrando as Forças Armadas e os militares, a   ponto de o presidente da República sequer re­ceber seus Comandantes para juntos discutirem a questão, eu lhe digo sem rodeios: é por pura inveja e por medo da comparação que, certamente, o povo já começa a fazer entre os governos militares e os que os sucede­ram. Eis algumas das razões dessa inveja e desse medo:

1) Porque esses políticos (assim como os 'formadores de opinião'), que falam tão mal dos militares, sabem que estes passam a vida inteira estudando o Brasil - suas necessidades, os óbices a serem superados e as soluções para os seus problemas - e, com isso, acompanham perfeitamente o que se passa no país, podendo detectar a verdadeira origem de suas mazelas e também as suas reais potencialidades. Já os políticos profissionais - salvo exceções cada vez mais raras - passam a vida tentando descobrir uma nova fórmula de enganar o eleitor e, quando eleitos, não têm a menor idéia de por onde começar a trabalhar pelo país porque desconhecem por com­pleto suas características, malgrado costumem, desde a candidatura, deitar falação sobre elas como forma de impressionar o público. Sem falar nos mais desonestos, que, além de não
saberem nada sobre a terra que pre­tendem governar ou para ela legislar, ainda não têm o menor desejo de aprender o assunto. Sua única preocu­pação é ficar rico o mais
rápido possível e gastar vultosas somas de dinheiro (público, é claro) em demonstra­ções de luxo e ostentação.
2) Porque eles sabem que durante a 'ditadura' militar havia projetos para o país, todos eles de longo prazo e em proveito da sociedade como um todo, e não para que os
governantes de então fossem aplaudidos em comícios (que, aliás, jamais fizeram) ou ganhassem vantagens indevidas no futuro.
3) Porque eles sabem que os militares, por força da profissão, passam, em média, dois anos em cada região do Brasil, tendo a oportunidade de conhecer profundamente os
aspectos peculiares a cada uma delas, dedicando-se a elaborar projetos para o seu desenvolvimento e para a solução dos problemas existentes. Projetos esses, diga-se de passagem, que os políticos, é lógico, não têm o mínimo interesse em conhecer e implementar.
4) Porque eles sabem que dados estatísticos são uma das ciências militares e, portanto, encarados com seriedade pelas Forças Armadas e não como meio de manipulação para, em manobra tipicamente orwelliana, justificar o injustificável em termos de economia, educação, saúde, segurança, emprego, índice de pobreza, etc.
5) Porque eles sabem que os militares tratam a coisa pública com parcimônia, evitando gastos inúteis e conservando ao máximo o material de trabalho que lhes é destinado, além de não admitirem a negligência ou a malícia no trabalho, mesmo entre seus pares. E esses políticos porto não suportariam ter os militares como espelho a refletir o seu próprio desperdício e a sua própria incompetência.
6) Porque eles sabem que os militares, ao se dirigirem ao povo, utilizam um tom direto e objetivo, falando com honestidade, sem emprego de palavras difíceis ou de
conceitos abstratos para enganá-lo.
7) Porque eles sabem que os militares trabalham duro o tempo todo, embora seu trabalho seja excessivo, perigoso e muitas vezes insalubre, mesmo sabendo que não          farão jus a nenhum pagamento adicional, que, de resto, jamais lhes passou pela cabeça pleitear.
8) Porque eles sabem que para os militares tanto faz morar no Rio de Janeiro ou em Picos, em São Paulo ou em Nioaque, em Fortaleza ou em Tabatinga porque seu amor ao Brasil está acima de seus anseios pessoais.
9) Porque eles sabem que os militares levam uma vida austera e cultivam valores completamente apartados dos prazeres contidos nas grandes grifes, nas  mansões de luxo ou nas contas bancárias no exterior, pois têm consciência de que é mais importante viver dignamente com o próprio salário do que nababescamente com o dinheiro público.
10) Porque eles sabem que os militares têm companheiros de farda em todos os cantos do país, aos quais juraram lealdade eterna, razão por que não admitem que       deslize algum lhes retire o respeito mútuo e os envergonhe.
11) Porque eles sabem que, por necessidade inerente à profissão, a atuação dos militares se baseia na confiança mútua, vez que são treinados para a guerra, onde ordens
emanadas se cumpridas de forma equivocada podem significar a perda de suas vidas e as de seus companheiros, além da derrota na batalha.
12) Porque eles sabem que, sofrendo constantes transferências, os militares aprendem, desde sempre, que sua família é composta da sua própria e da de seus colegas de
farda no local em que estiverem, e que é com esse convívio que também aprendem a amar o povo brasileiro e não apenas os parentes ou aqueles que possam lhes oferecer, em troca, algum tipo de vantagem.
13) Porque eles sabem que os militares jamais poderão entrar na carreira pela 'janela' ou se tornar capitães, coronéis ou generais por algum tipo de apadrinhamento,
repudiando fortemente outro critério de ingresso e de ascensão profissional que não seja baseado no mérito e no elevado grau de responsabilidade, enquanto que os maus políticos praticam o nepotismo, o assistencialismo, além de votarem medidas meramente populistas para manterem o povo sob o seu domínio.
14) Porque eles sabem que os militares desenvolvem, ao longo da carreira, um enorme sentimento de verdadeira solidariedade, ajudando-se uns aos outros a suportar as
agruras de locais desconhecidos - e muitas vezes inóspitos -, além das saudades dos familiares de sangue, dos amigos de infância e de sua cidade natal.
15) Porque eles sabem que os militares são os únicos a pautar-se pela grandeza do patriotismo e a cultuar, com sinceridade, os símbolos nacionais notadamente a nossa
bandeira e o nosso hino, jamais imaginando acrescentar-lhes cores ideológico-partidárias ou adulterar-lhes a forma e o conteúdo.
16) Porque eles sabem que os militares têm orgulho dos heróis nacionais que, com a própria vida, mantiveram íntegra e respeitada a terra brasileira e que esses heróis
não foram fabricados a partir de interesses ideológicos, já  que, não dependendo de votos de quem quer que seja, nunca precisaram os militares agarrar-se à imagem romântica de um guerrilheiro ou de um traidor revolucionário para fazer dele um símbolo popular e uma bandeira de campanha.
17) Porque eles sabem que para os militares, o dinheiro é um meio, e não um fim em si mesmo. E que se há anos sua situação financeira vem se degradando por culpa de governos inescrupulosos que fazem do verbo inútil - e não de atos meritórios - o seu instrumento de convencimento a uma população em grande parte ignorante, eles ainda assim não esmorecem e nem se rendem à  corrupção.
 
18) Porque eles sabem que se alguma corrupção existiu nos Governos Militares, foi ela pontual e episódica, mas jamais uma estratégia política para a manutenção do poder ou o reflexo de um desvio de caráter a contaminá-lo  por inteiro.
19) Porque eles  sabem que os militares passam a vida estudando e praticando, no seu dia-a-dia, conhecimentos ligados não apenas às atividades bélicas, mas também ao
planejamento, à administração, à economia o que os coloca em um nível de capacidade e competência muito superior ao dos políticos gananciosos e despreparados que há pelo menos 20 anos nos têm governado.
20) Porque eles sabem que os militares são disciplinados e respeitam a hierarquia, ainda que divirjam de seus chefes, pois entendem que eles são responsáveis e dignos de sua confiança e que não se movem por motivos torpes ou por razões mesquinhas.
21) Porque eles sabem que os militares não se deixaram abater pelo massacre constante de acusações contra as Forças Armadas, que fizeram com que uma parcela da          sociedade (principalmente a parcela menos esclarecida) acreditasse que eles eram pessoas más, truculentas, que não prezam a democracia, e que, por dá cá aquela palha, estão sempre dispostos a perseguir e a torturar os cidadãos de bem, quando na verdade apenas cumpriram o seu dever, atendendo ao apelo popular para impedir a transformação do Brasil em uma ditadura comunista como Cuba ou a antiga União Soviética, perigo esse que já volta a rondar o país.
22) Porque eles sabem que os militares cassaram muitos dos que hoje estão envolvidos não apenas em maracutaias escabrosas como também em um golpe de Estado          espertamente camuflado de 'democracia' (o que vem enfim revelar e legitimar, definitivamente, o motivo de suas cassações), não interessando ao governo que a sociedade perceba a verdadeira índole desses guerrilheiros-políticos aproveitadores, que não têm o menor respeito pelo povo brasileiro. Eles sabem que a comparação entre estes          últimos e os governantes militares iria revelar ao povo a enorme diferença entre quem trabalha pelo país e quem trabalha para si próprio.
23) Porque eles sabem que os militares não se dobraram à mesquinha ação da distorção de fatos que há mais de vinte anos os maus brasileiros impuseram à sociedade, com a clara intenção de inculcar-lhe a idéia de que os guerrilheiros de ontem (hoje corruptos e ladrões do dinheiro público) lutavam pela 'democracia', quando agora já está mais do que evidente que o desejo por eles perseguido há anos sempre foi - e continua sendo - o de implantar no país um regime totalitário, uma ditadura mil vezes pior do que
aquela que eles afirmam ter combatido.
24) Porque eles sabem que os militares em nada mudaram sua rotina profissional, apesar do sistemático desprezo com que a esquerda sempre enxergou a inegável          competência dos governos da 'ditadura', graças aos quais o país se desenvolveu a taxas nunca mais praticadas, promovendo a melhoria da infra-estrutura, a segurança, o pleno emprego, fazendo, enfim, com que o país se destacasse como uma das mais potentes economias do mundo, mas que ultimamente vem decaindo a olhos vistos.
25) Porque eles sabem que os militares se mantêm honrados ao longo de toda a sua trajetória profissional, enquanto agora nos deparamos com a descoberta da verdadeira face de muitos dos que se queixavam de terem sido cassados e torturados, mas que aí estão, mostrando o seu caráter abjeto e seus  pendores nada democráticos.
26) Porque eles sabem que os militares representam o que há de melhor em termos de conduta profissional, sendo de se destacar a discrição mantida mesmo frente aos atuais
escândalos, o que comprova que, longe de terem tendências para golpes, só interferem - como em 1964 - quando o povo assim o exige.
27) Porque eles sabem que os militares, com seus conhecimentos e dedicação ao Brasil, assim como Forças Armadas bem equipadas e treinadas são um estorvo para    quem deseja implantar um regime totalitarista entre nós, para tanto se valendo de laços ilegítimos com ditaduras comunistas como as de Cuba e de outros países, cujos povos vêem sua identidade nacional se perder de forma praticamente irrevogável, seu poder aquisitivo reduzir-se aos mais baixos patamares e sua liberdade ser impiedosamente comprometida.
28) Porque eles sabem que os militares conhecem perfeitamente as causas de nossos  problemas e não as colocam no FMI, nos EUA ou em qualquer outro lugar fora daqui, mas na incompetência, no proselitismo e na desonestidade de nossos governantes e políticos profissionais.
29) Porque eles sabem que ninguém pode enganar todo mundo o tempo todo, o governo temia que esses escândalos, passíveis de aflorar a qualquer momento, pudessem   provocar o chamamento popular da única instituição capaz de colocar o país nos eixos e fazer com que ele retomasse o caminho da competência, da segurança e do desenvolvimento.
30) Porque eles sabem, enfim, que todo o mal que se atribui aos militares e às Forças Armadas - por maiores que sejam seus defeitos e limitações – não tem  respaldo na Verdade histórica que um dia há de aflorar.

Juíza Dra. Marli Nogueira,
Juíza do Trabalho em Brasília.
Abraços a todos da família militar 

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Nióbio e Dr. Djalma Guimarães do ITI


O jornal Imprensa Popular de 21/02/1951 pag.3/4afirmou que o Departamento de espionagem funciona em Belo Horizonte " A Unitedt States Geological Survey" controla todas as informações sobre os nossos minerais estratégicos - conveniência do Instituto de Tecnologia Industrial. Belo Horizonte (21) O "jornal povo" desta capital, denuncia aqui  instalada uma repartição do governo norte-americano instalada nas salas 901,902,903 e 904 do edifício Andrade Campos no coração da cidade. Trata-se da Unitedt States Geological Survey que vem a ser inspeção Geológica dos Estados Unidos. Os funcionários desta repartição americana foram chegando sorrateiramente, aproveitando a  subserviência aos ianques, do ex-governador Milton Campos através do Instituto de Tecnologia. A penetração foi feita através do Instituto de Tecnologia Industrial que os americanos transformaram em centro informativo de grande interesse para sua espionagem economica e militar. No I.T.I. e nas escolas de Minas de Ouro Preto, os agentes do governo do Truman toman conhecimento rápido de todas as análises de minérios estratégicos notadamente os do rádio ativo  os de maior procura. Não é de hoje que o I.T.I. contribui com informações do mais alto interesse  da espionagem dos Estados Unidos. O geólogo Djalma Guimarães da I.T.I. hoje dono das jazidas de Zicórnio em Poços de Caldas, tem seu nome  nas capas das publicações do governo e dos trustes ianques tais como "Economic Geology" e o "Bulletyn of Society of the Economic Geologists". Estão hoje no I.T.I. contratado os técnicos:  russo branco Boris Brajnikov e o alemão nazista André Schneider. Schneider passou toda a guerra na Alemanha, depois fugindo para a Espanha de Franco, aonde se deportou numa escala natural e lógica para o Brasil de Dutra. Em uma reportagem o "Jornal do Povo" publica o quadro de inquilinos do edifício Andrade Campos, aonde aparece assinaladas as salas que a E.U. Geological Survey ocupa, por sinal um andar abaixo do Partido Republicano.
Vamos tirar nossas conclusões?
As informações abaixo foram tiradas do site de Djalma Guimarães
Professor Djalma Guimarães em conferência na Sociedade Mineira de Engenheiros (1934)
Djalma Guimarães 
 Um mestre que amava a Terra
Quando o cientista geoquímico Djalma Guimarães do ITI propôs, em uma entrevista, que o Governo de Minas devia formar um Fundo com uma pequena parte dos futuros lucros daquelas jazidas (royalties) para dar suporte a órgãos de pesquisa geocientíficas e agronômicas estaduais, houve um completo silêncio, que perdurou por vários governos, iniciando, naquela hora, um doloroso processo de decadência do ITI (Instituto de Tecnologia Industrial). A Fertisa, detentora das duas jazidas, foi logo extinta e sucedida, em 1957, pela Camig, que, por sua vez, foi também extinta, passando as jazidas e os royalties respectivos para a Metamig, que se transformou em Comig, em 1990. Esta última foi extinta em 2003, sendo criada a Codemig, que, hoje, administra, com invejável autonomia, os royalties que resultaram das pesquisas do velho ITI. O processo surdo de disputa dessa vultosa soma de recursos foi como se o nióbio representasse, virtualmente, um "Pré-Sal de Minas...".

Não existem, até hoje, dados precisos de fontes oficiais do quanto é recebido anualmente pelo Estado, como royalties relativos ao nióbio e à apatita. Sabe-se, entretanto, que o novo Centro Administrativo do Estado, há pouco inaugurado, não contou com verbas orçamentárias, mas somente com royalties. De qualquer maneira, é gratificante para a comunidade de geocientistas de Minas Gerais descobrir que o legado de um geocientista e do ITI continua contribuindo, pesadamente, para o nosso progresso. Mesmo não sendo tais geocientistas lembrados.

Jamais se poderá dizer que um Serviço Geológico bem estruturado e comandado por geocientistas competentes (como pensava Lucas Lopes) não seja a melhor e mais lógica solução para levantar as riquezas minerais de um Estado privilegiado como o nosso. (Uma discussão sobre a competência do Estado em manter um órgão Geocientífico foi publicada por Dutra no jornal Estado de Minas em 23/11/2006).
Os últimos anos

Em 1964, já aposentado no ITI, Djalma Guimarães passou a dar aulas e publicar livros didáticos patrocinados pelo DNPM, para suprir os novos cursos de Geologia que haviam sido criados. Continuou, ainda, a usar os laboratórios do ITI por algum tempo, pois tentou montar laboratório geoquímico na UFMG, no Curso de História Natural, mas não conseguiu levar tal projeto avante. Foi para o DNPM/BH, onde passou a ser Consultor, dedicando-se, apenas, à petrografia e a publicar artigos de discussões teóricas. Com a criação da CPRM, em 1970, foi transferido para a Agência dessa empresa, em 1971. A falta de um laboratório, em muito, limitou sua atividade como geoquímico. Não publicou nenhum trabalho, nesta área, nos 2 anos que passou na CPRM. As poucas publicações que fez, nesse período, foram hospedadas pelo DNPM ou custeadas pelo próprio autor. Pode se afirmar que o último trabalho de Geoquímica de Guimarães foi a comunicação de uma nova ocorrência de pirocloro em Catalão II, feita, em 1970, ao XXIV Congresso Brasileiro de Geologia (Dutra e Guimarães, 1970). Guimarães publicou cerca de 260 trabalhos, sendo que 110 foram executados no período de 18 anos em que permaneceu como funcionário do ITI, na qualidade de chefe do seu Setor de Geologia e Geoquímica.





O ITI foi um centro geocientífico comprometido com resultados. Não gerava pesquisas mirabolantes. E o importante é que seu trabalho pioneiro teve o mérito de induzir outros órgãos, que, usando o mesmo modelo de pesquisa, acabaram encontrando, mais tarde, novos depósitos de fosfato e de nióbio, como os de Tapira e Catalão.


Com o desaparecimento do Museu de Mineralogia, completa-se, assim, a série de desmantelamentos dos órgãos geocientíficos do Estado das "MINAS" Gerais. Tal movimento foi iniciado em 1943. O Estado liquidou, uma a uma, as seguintes instituições (algumas datas são incertas, pois as instituições, quase sempre, passaram por desmembramentos, aglutinações, mudanças de nomes e outras mágicas, até desaparecerem sem ninguém notar):
  • Serviço da Produção Mineral, Secretaria da Agricultura – 1943
  • Instituto de Tecnologia Industrial – 1963.
  • Instituto de Minérios e Tecnologia – 1965.
  • Departamento de Geologia do Cons. Estadual do Desenvolvimento – 1970.
  • Departamento de Geologia do Instituto de Geociências Aplicadas –1992.
  • Secretaria de Minas e Energia – 2002.
  • Museu de Mineralogia Professor Djalma Guimarães – 2009.
Não sobrou pedra sobre pedra, tanto no sentido Bíblico, como no sentido Geológico...


O nosso maior geocientista faleceu no dia 10 de outubro de 1973. Sua luta em benefício das terras brasileiras extraindo  do solo minerais para transformar o Brasil em grande potência... Podaram seus intentos, dificultaram seus objetivos, porém, Djalma Guimarães deixou sua marca de honra na História do Brasil.


Em 1948 Dr. Dijalma levou o Secretário da Agricultura, Dr. Américo Giannetti, para conhecer a jazida de apatita em Araxá que eram de 80 milhões de tonelada de dosfato.
Químicos, Fernando Peixoto (a direita) e Marcelo F.Cavalcante, especialistas em análise de rochas.
Início da sondagem da jazida de pirocloro no Barreiro, Araxá. Na foto os Engenheiros Iphigênio Soares Coelho (primeiro à esquerda), Antonio Ottoni (de capacete, a direita) ao lado de Guimarães.
Anibal Alves de Oliveira trabalhando com amostras radioativas de Volta Grande,São João Del Rei.
Espectrógrafo Hilger, onde se detectou o Nióbio no ITI pela primeira vez em 1953. Na foto a técnica Cordélia Vieira Dutra.
Primeiro Registro da Identificação do Nióbio de Araxá/MG - 10 de Março de 1953. (Doado em 10/03/2001 pelo Químico Cláudio Dutra, que há 50 anos interpretou este espectrograma) 
Espectrógrafo Baird de Retículo, com 3 metros de distância focal. Limites de detecção de elementos-traços extremamente baixos, para geoquímica multielementar.
K.J.Murata e Claudio V. Dutra trabalhavam em Washington D.C. no projeto de Espectroquímica do Tório em 1953. Foi o início de uma longa e produtiva cooperação entre o UTI e o U.S. Geological Survey.
Laboratório do USGS, em Washington, DC, onde em 1954 foi executado o trabalho sobre o Espectroquímica do Tório.
O primeiro fluorímetro construído no ITI em 1954 com instruções obtidas no USGS. Foi usado nas determinações de urânio em amostras de pirocloro e em caldasito de Poços de Caldas.
O diretor do ITI (centro), Dr. José Moreira dos Santos Penna, acompanhado de funcionários, leva o Governador Milton Campos notícias de novas ocorrências minerais e reivindica maiores dotações orçamentárias. Presentes os Químicos Claudio V.Dutra, Emilio Caran e Lourenço Menicucci.

Créditos ao: Professor Dr. Djalma Guimarães. https://www.ufmg.br/diversa/11/artigo4.html
http://niobiomineriobrasileiro.blogspot.com.br/2011/10/niobio-do-iti-o-pre-sal-de-minas.html

Nióbio e o CNPq


A Campanha do Pirocloro
Professor Djalma Guimarães em conferência na Sociedade Mineira de Engenheiros (1934)
Professor Djalma Guimarães em conferência na Sociedade 
Mineira de Engenheiros (1934) seu valor para a ciência, em 
especial a geologia. A história desse pesquisador e 
cientista se confunde  com a das geociências 
no Brasil do século XX.

O Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq) havia sido criado em 1951 e Djalma Guimarães fora convidado para dele participar, não só como Conselheiro, mas, também, como Chefe do Setor de Pesquisas Geológicas. Um fator complicador era que estávamos vivendo o período do pós-guerra e não se falava em outra coisa senão em energia atômica, armas nucleares, isótopos radioativos, reatores e outras loucuras mais. E havia, ainda, as famosas Comissões de Inquérito para completar o cenárioDevemos lembrar nos aqui de que não existia ainda a nossa Comissão Nacional de Energia Nuclear e cabia ao CNPq todas as ações nessa área....