sexta-feira, 1 de abril de 2011

Mineração em Terras Indígenas - Presidente Figueirero AM



A 12ª Reunião Ordinária da Comissão Especial de Mineração acaba de ocorrer em Brasília e, como de costume, estavam convidados apenas os interessados na aprovação do Projeto de Lei do Senador Romero Jucá que autoriza a mineração em terras indígenas. 
O Amazonas foi representado pelo Dep. Estadual Sinésio Campos (PT/AM), sempre mais sintonizado com o poder e seus interesses e cada dia mais distante da causa do povo pobre e espoliado. Presente também o secretário de Geodiversidade e Recursos Hídricos, 
Daniel Nava, que não perde oportunidade de levar a proposta da mineração em áreas indígenas, mesmo que seja sob vaias, como ocorreu na 1ª. Conferência Nacional de Meio Ambiente em Brasília / 2004. Bonifácio Baniwa representou a Secretaria de Assuntos Indígenas, uma criação do Governo do Estado para amolecer a resistência dos povos indígenas, desde 1500 roubados e prejudicados com a mineração em suas terras.
Gostaria de lembrar a esses companheiros, defensores do projeto de Lei sobre mineração em terras indígenas que o autor da mesma, Romero Jucá, já é um velho ator da ditadura da mentira.

 Como presidente da FUNAI em 18 de maio de 1987 assinou a Portaria DNPM/01/87, que autorizaria a exploração de minério em áreas indígenas não fosse derrubada pelo Congresso Nacional. E expulsou um casal de professores da área Waimiri-Atroari por esclarecerem os índios sobre a atuação da Mineradora Paranapanema que se apossara de suas terras. Romero os acusou de servirem “a interesses estrangeiros”, acobertando assim, pela mentira, as empresas estrangeiras que então controlavam o minério estratégico do Pitinga, as japonesas, Marubini e Industrial Bank of Japan. E o casal de professores brasileiros foi substituído por um casal de lingüistas norte-americanos. Mais recentemente, a Paranapanema passou ao controle de peruanos. Tanto o já senador Jucá, como o deputado Sinésio Campos e Daniel Nava, silenciam o fato.
A proposta do deputado Sinésio de querer “trabalhar a exploração mineral em Terras Indígenas no Amazonas nos moldes da mineração praticada pelos indígenas no Canadá” é, no mínimo, cínica. Se tiver dúvidas sobre esta grave acusação peço ao deputado que leia
 National Geographic de março 2009: “O Boom do Petróleo no Canadá: Terra Devastada”.
 Leia com atenção e interprete o texto com toda a sinceridade. Veja os Chipewyan e Cree que viveram até 1963 felizes e sadios em sua terra. Veja o destino que lhes foi imposto com a invasão das empresas de betume Syncrude e Suncor. É por esse caminho que vocês querem levar as comunidades e os povos indígenas da Amazônia? E meu caro Bonifácio Baniwa, sim, “O indígena de hoje, não é o mesmo da época do descobrimento do Brasil”, mas a entrada na academia não lhe garante maior sabedoria sobre aqueles que ao longo da História, vendo seu povo ludibriado e roubado, morreram resistindo contra a iniqüidade.
Ao longo de toda a história brasileira, a exploração mineral tem sido sempre uma atividade feita “na escuridão”. E como no tempo do Brasil Colônia, hoje, o minério (bem não renovável) continua saindo do país sem vantagem para a população local. Enquanto os pobres e excluídos não ocuparem as cadeiras no painel das discussões, interesses poderosos continuarão “conquistando leis” e, como em Vila Rica e em Sabará, os índios, os garimpeiros e até os “bandeirantes” e os “descobridores” das minas desaparecem de mãos vazias. Apenas, lá do outro lado, alguns “emboabas”, ou estrangeiros, apoiados por políticos e funcionários corruptos daqui, se enriquecem.
 
Situação emblemática assistimos aqui em Presidente Figueiredo, onde desfilam diariamente mais de uma centena de carretas, carregadas de minério, deixando para trás apenas crateras e a rodovia BR-174 cheia de buracos.

 Há meio ano, reunidos na Câmara Municipal e na presença do deputado Sinésio e de Daniel Nava, o próprio Prefeito Municipal se queixou dos donos da Mineração Taboca ou Paranapanema, hoje peruanos que sequer se teriam apresentado ao mandatário municipal. E exploram aqui no Pitinga a maior mina de minérios estratégicos do país, enquanto as principais obras do município são todas financiadas pelo Governo Federal.
Em 1991, a Associação Profissional dos Geólogos do Amazonas estimou a perda de receita, somente no projeto Pitinga, na ordem de US$ 63 milhões. E o Prof. José Aldemir de Oliveira, da Universidade Federal do Amazonas, na tese de doutoramento “Cidades na Selva” cita as palavras de um funcionário da SEFAZ que assim descreveu o mecanismo de fiscalização: “Não sabemos na verdade quanto nem o que está sendo fiscalizado. Mesmo que parássemos as carretas e fiscalizássemos, teríamos dificuldades para identificar se o minério que a empresa diz ser cassiterita realmente o é. Então não fazemos nenhuma fiscalização. Mensalmente, um funcionário da Taboca nos telefona comunicando o número da guia e o valor correspondente que eles recolheram ao Banco referente ao imposto”.
Quando leio o relato de Frei Carvajal, sobre a viagem do Conquistador Orellana pelo rio Amazonas em 1540 e comparo o que passava pelas suas cabeças naquele tempo, com o que passa pelas cabeças do Governador do Amazonas e de seus secretários e assessores, Sinésio e Daniel hoje, não vejo diferença alguma. Mesmo navegando diariamente no meio da felicidade e da abundancia das aldeias indígenas, eles só sonhavam com minério, minério e mais minério, oficializando ao longo do rio Amazonas o que os espanhóis já praticavam na costa do Pacífico e no Altiplano. O bem-estar das aldeias, a abundância de comida, só era motivo de admiração e de inescrupuloso saque. Nada mais interessava ao Orellana e seus acompanhantes, inclusive, ao “santo” dominicano Carvajal.
Mutantis mutandi, o que interessa aos governantes do Amazonas e de seus assessores, Sinésio e Daniel, é oficializar o que a Paranapanema já vem praticando na terra roubada aos índios Waimiri-Atroari no Pitinga ou o que a Syncrude e Suncor praticam nas terras dos Chipewyan e Cree, no Canadá.
Travestir uma ou outra liderança em “empresário” para serviços sujos da firma, como o faz a
Syncrude com Jim Boucher e a Mineração Rio do Norte com lideranças quilombolas no Rio Trombetas / PA, é mero engodo.
Concluo com
 National Geographic: O índio “tem consciência do preço que tem de ser pago. ’É uma luta para equilibrar as necessidades de hoje e as de amanhã, quando se pensa no ambiente em que vamos viver’, diz Boucher. Na região norte da província de Alberta (Canadá), a questão de como alcançar tal equilíbrio foi colocada nas mãos do mercado, e uma das respostas dele foi deixar de lado o futuro. O amanhã não é de sua conta.”

Casa da cultura do Urubuí / Presidente Figueiredo (AM), 20 de março de 2011.

PRESIDENTE FIGUEIREDO:

Tribo Waimiri-Atorari - Presidente Figueiredo (AM)

quinta-feira, 31 de março de 2011

Com a venda da Vale do Rio Doce entregaram as maiores minas brasileiras, as de Carajás


Existiam 100 razões para Roger Agnelli não presidir a Vale, DOADA por preço miserável. E outros 100 motivos para não ser expulso agora. Com a liderança, aval e comando do Bradesco?

É uma pena que os prédios da Tribuna estejam interditados. Sem energia, telefone, computador, quase 3 anos sem limpeza. Impossível chegar perto até das escadas. Cito o fato, pois gostaria de reproduzir pelo menos uma parte do que escrevi nos tempos daDOAÇÃO.
Os chamados órgãos de comunicação se omitiram, se esconderam, não deram uma palavra de protesto. Já era época da globalização, se refugiaram nos subterrâneos da adesão glorificada e magnificamente remunerada.
A Comissão de DESESTATIZAÇÃO, por onde passaram fortunas dos bens doados, teria merecido antes uma CPI e continua merecendo. Agora, pela DOAÇÃO e pelo domínio da politicagem interna e financeira, comandada e beneficiada pelo Bradesco.
E a Vale não foi sequestrada, emparedada e destruída nos tempos da DOAÇÃO. Pelo menos 30 anos antes já era uma propriedade feudal de Eliezer Batista, que dominava e controlava a empresa, também doando seus  principais minérios, pelos mesmos preços aviltantes.
Eliezer DOAVA os bens da Vale, parceladamente, mas mantinha a empresa, era mais lucrativa para ele. FHC DOOU a empresa de uma só vez, o mesmo preço vergonhoso, trilhava caminhos diferentes do “dono” da empresa.
Entregaram a preços vis todo o manganês do Amapá, dominado depois (coincidência ou reincidência no crime financeiro?) por José Sarney. De 1956 a 1961 (quando passei para a Tribuna de papel) no bravo Diário de Notícias escrevi dezenas, dezenas mesmo, de artigos revelando os roubos perpetrados, que palavra, pelo poderoso Eliezer Batista. Os navios que levavam o raríssimo minério, quase que exclusivamente existente no Brasil, eram descarregados no porto de Nova Iorque, bem lá no fundo, escondidos, para que poucos soubessem.
Mas eu tinha tantos informantes privilegiados, que publicava a identificação dos navios, os números da faturas, por quanto era miseravelmente faturada essa riqueza do Brasil. Antes e depois do golpe de 1964, ninguém interferia com Eliezer.
Eliezer não deixou a presidência da Vale, por um dia que fosse. Mas viajava muito e até morava no exterior. Na então União Soviética e depois, dois anos na Alemanha. Foi casado com uma alemão, confiram o nome dos filhos. E não era só isso.
Fundou uma empresa “concorrente”, a Icomi, que atuava no mesmo campo da Vale. Faturava horrores, vendendo minérios que não possuía. Denunciei tudo, com dados extraordinários, nada acontecia, Eliezer era intocável, inqualificável, indomável. Seus lucros aumentavam, inflacionavam sua geografia bancária, ao mesmo tempo assustavam e impediam que alguma providência fosse tomada, pelo menos para puni-lo.
Quando FHC e seus grupos daDESESTATIZAÇÃO decidiram entregar tudo, Eliezer já estava desinteressado, velho e rico demais. E cuidara a herança, que foi transferida de forma perdulária e criminosa como fora tramada.
Desaparecido e desinteressado Eliezer, surgiram os tempos da pós-doação, de Agnelli e do Bradesco. Os malabaristas do banco de SP indicaram um funcionário para presidir, controlar e dividir a Vale com eles. Acontece que o “planejamento” criminoso continua sendo um crime, mas os lucros não coincidem com o que foi planejado. O funcionário Agnelli virou patrão, como confiar nas pessoas?
Desconfiado co a atuação de Agnelli, o Bradesco fez acordo com a maior acionista,a Previ, propriedade dos funcionários do Banco do Brasil, displicentemente conduzida. Apesar dos resultados terem melhorado, lá no Bradesco continuava a desconfiança em relação à conduta de Agnelli.
Mesmo com a Previ subjugada, o Bradesco, numa eventual votação, não conseguiria maioria. Decidiram então obter “maioria majoritária”, sem investir coisa alguma, nem precisaram pensar (?) muito para chegarem à conclusão: “A solução é o BNDES”. Maravilha, acertaram como se estivessem atirando com um fuzil de mira telescópica, da mesma qualidade da que assassinou Martim Luther King a 1 quilômetro de distância. (“Tenho um sonho”).
Fizeram os cálculos, para controlar a empresa, precisavam comprar ações da Vale no total de 200 milhões. Mas como era a 4 por cento AO ANO, pediram e conseguiram 242 milhões. Que maravilha viver.
São no Brasil, os maiores possuidores de bônus da chamada DÍVIDA INTERNA, pela qual recebem, no momento 11,75% ao ano (e já se sabe que neste abril que está chegando, a remuneração pelo que chamam de Taxa Selic, vai passar dos 12 por cento).
***
PS – Só que esses compradores estão sentindo um “frio na espinha”. O governo tem que pagar (na verdade é AMORTIZAR) no mínimo, no mínimo, 180 BILHÕES por ano.
PS2 – O que significa que precisamECONOMIZAR no que dizem que é DÉFICIT PRIMÁRIO (o único país que tem essa anomalia) 15 BILHÕES mensais.
PS3 – O Secretário do Tesouro comunicou à própria Dona Dilma: “Em janeiro, acumularam 2 bilhões e 200 milhões. Em fevereiro, 2 bilhões e 600 milhões”. Quer dizer: 4 bilhões e 800 milhões, quando já deveriam ter“ECONOMIZADO” 30 BILHÕES.
PS4 – A conclusão é simples: Dona Dilma vai indo bem na superfície, mas pessimamente no planalto. E o cidadão continua pagando ao Bradesco 9 por cento ao mês e 241 por cento ao ano. A Polícia, onde está a Polícia?

domingo, 20 de março de 2011

Cobre, prata, ouro, La Bodega de Eike Batista na Colômbia!

Os bilhões de Eike Batista se voltam para IPOs na Colômbia
OURO! PARA QUEM?

O bilionário Eike Batista planeja oferta pública inicial de duas empresas colombianas  um ano após o fracasso de sua venda da OSX Brasil SA, como ele procura mais do que duplicar sua fortuna nos próximos quatro anos, para US $ 80 bilhões.

Batista, 54, disse em uma entrevista que ele vai vender as ações de sua unidade de mineração de ouro, em Bogotá, Londres e São Paulo no próximo ano. A emissão irá mostrar que a empresa de exploração vale pelo menos três vezes o seu valor atual, disse Batista. Ele também pretende levantar US $ 1,5 bilhão da sua unidade de mineração colombiana de carvão.

O filho de um ex-ministro das minas brasileiras, que compou a sua primeira mina de ouro aos 24 anos, Batista está buscando um retorno aos mercados de capitais após a OSX cair tanto quanto 50 por cento desde que foi listada em março 2010, o maior fracasso no mercado do país de IPOs desde 2008. Batista disse que não está preocupado com o declínio e previu em 2015 que a sua riqueza irá superar o de mexicano Carlos Slim, que Forbes disse na semana passada é a pessoa mais rica do mundo, com ativos estimados em US $ 74 bilhões. Batista é oitava pessoa mais rica do mundo, com US $ 30 bilhões, diz Forbes.

"Eu tenho dito que ele deveria limpar o espelho retrovisor do lado direito e do esquerdo e do topo, porque eu vou passar por um desses lados", disse Batista em entrevista concedida ontem na sede da Bloomberg em Nova York. "Sr. Slim vai ser o número dois, três, eu não sei. "

Batista assumiu o controle da Ventana Gold Corporation, uma companhia de exploração baseada em Vancouver, com propriedades na Colômbia, através de sua empresa AUX este mês, valorando a Ventana em C 1,54 bilhões dólares (US $ 1,58 bilhões). Ele vai investir cerca de US $ 100 milhões na Ventana e pode considerar a compra de mais ativos antes do IPO da AUX. A Ventana vai valer , pelo menos, 4,5 bilhões dólares quando os ativos forem listados, Batista disse ontem.

 Listagem da EBX

O Grupo EBX Ltd., que controla empresas de capital aberto Batista, "nunca vai a público", disse Batista. Ele havia proposto um IPO para a holding do Rio de Janeiro no ano passado.

"Esqueça o IPO da EBX, que não faz qualquer sentido", disse ele.

O índice de ações do Brasil de referência, a Bovespa, teve uma queda de 4,1 por cento este ano e a empresa Batista de mineração, a MMX Mineração & Metálicos SA, caiu 15 por cento desde o início do ano. A MMX caiu 0,3 por cento, para 9,57 reais em 11:10 horário de Nova York em São Paulo comércio, enquanto a Bovespa caiu 1 por cento. Pelo menos dois dos quatro IPOs deste ano  brasileiros foram precificados abaixo das estimativas iniciais.

"Soa como um plano ambicioso no que poderiam ser  mercados difíceis, mas ele fez semelhante antes e os ativos são atraentes", Nick Robinson, que administra US $ 4 bilhões em ações brasileiras em Aberdeen Asset Management, em São Paulo e não possui ações das empresas de Batista , disse em um e-mail.

« Bonança de Ativos '

Batista, que acrescenta a letra X para todos os nomes de suas empresas para representar a multiplicação da riqueza, disse que não consegue agir com metas de curto prazo em mente. Em vez disso, as decisões são tomadas com horizontes de três a cinco anos, disse ele.

"Eu não me apaixono por ativos, eu me apaixono por ativos à prova de idiotas", disse Batista. "Estes são ativos bonança."

A MMX é a única dos cinco  empresas de Batista de capital aberto, que atingiu um estágio operacional. O mineiro recuperou 5,6 milhões de toneladas de minério de ferro nos primeiros três trimestres de 2010.

Perspectivas de Produção 

A OGX Petróleo e Gás Participações SA, uma empresa de energia, irá iniciar o bombeamento de petróleo em agosto, disse Batista. A LLX Logística SA, negócio Batista de logística, vai abrir o seu Porto do Açu, no  terceiro trimestre seguinte. A  OSX recebeu a licença prévia ambiental do governo do Rio de Janeiro este mês para a construção do maior estaleiro das Américas. A OGX caiu 1,4 por cento hoje, para 18,78 reais, enquanto a LLX ganhou 2,2 por cento, para 4,71 reais. A OSX avançou 0,2 por cento para 525 reais.

"A maioria de seus projetos ainda precisam entregar o lucro líquido positivo", disse Ed Kuczma, analista de mercados emergentes um na Van Eck Associates Corp em Nova York. "Nem todos os investidores estão dispostos a investir em tais longo prazo, projectos especulativos devido ao risco elevado de execução envolvidos."

A Ventana possui La Bodega, um depósito de 400 km (248 milhas) a nordeste de Bogotá, que contém cerca de 3,5 milhões de onças de ouro, 19,2 milhões de onças de prata e 84,6 milhões de onças de cobre, segundo o site da empresa. O projeto tem potencial para produzir 301 mil onças de ouro por ano durante os primeiros seis anos de produção, a Ventana disse, antes de Batista assumir o controle da empresa.

Batista disse no mês passado que planeja também levar a CCX, a sua unidade de mineração de carvão da Colômbia, ao público.

Slim na Colômbia

"Agora eu tenho duas novas empresas que estão indo para ir a público em um ano a partir de agora", disse ele( Slim).
Slim, cujos ativos incluem a América Móvil SAB, a maior empresa de telefonia móvel nas Américas, com 225 milhões de assinantes, disse no mês passado em entrevista à Bloomberg News que ele pretende aumentar os investimentos no petróleo na Colômbia, por causa das políticas de abrir o país para a exploração .

O Grupo Carso SAB de Slim concordou em 23 de fevereiro de adquirir uma participação de 70 por cento na Tabasco Geoprocesados ​​SA Oil Co., ganhando o acesso a Colômbia como o país pretende aumentar a produção de petróleo bruto e  de gás natural.

"Ele está me seguindo", disse Batista. "Concorrência saudável".

Arturo Elias, um porta-voz da Slim de 71 anos de idade na Cidade do México, se recusou a comentar as declarações de Batista.

Melhor Segurança

Os investidores estão sendo atraídos para a Colômbia por causa da segurança aprimorada na sequência de uma ofensiva do governo contra os rebeldes financiados pela droga. Os ataques a oleodutos, estradas e pontes se reduziram para 76 em 2009 de mais de 800 em 2002, segundo dados do governo.

Batista disse que também pretende listarcinco de suas empresas listadas em  São Paulo, para serem  negociadas em Londres para ajudar a atrair mais investidores internacionais.

"Quando as pessoas dizem que a minha estrutura OSX não foi um sucesso, eu digo, escute, eu investi US $ 100 milhões, nem isso, e arrecadei US $ 1,4 bilhão no IPO", disse Batista. "Voila".

Ele usou a palavra francesa - que expressa satisfação quando algo é feito ou revelado - pelo menos oito vezes durante a entrevista.

http://www.businessweek.com/news/2011-03-15/batista-s-80-billion-wealth-target-turns-to-colombia-ipos.html

http://www.valor.com.br/empresas/2686696/eike-desiste-de-oferta-da-aux-diz-fonte
http://www.valor.com.br/empresas/2686696/eike-desiste-de-oferta-da-aux-diz-fonte

quarta-feira, 9 de março de 2011

Nióbio o Brasil deixa que o preço do minério seja ditado pelos estrangeiros que o compram como acontecia no Ciclo da Borracha

Floresta Nacional de Jamari-Rondônia (Ibama)

O interesse das potências estrangeiras pelas riquezas naturais brasileiras é antigo. Os brasileiros prestaram mais atenção ao nióbio em 2010, quando o site  Wikileaks disse que o governo americano incluiu as minas de nióbio de Araxá (MG) e Catalão (GO) no mapa de áreas estratégicas para os EUA. O mapa certamente inclui agora as grandes jazidas dos Estados do Amazonas e Roraima e o pouco conhecido potencial de Rondônia.

Bem que o governador de Rondônia, o médico Confúcio Moura, ficou meditando sobre o interesse da China por este Estado da Amazônia. As primeiras delegações estrangeiras que ele recebeu na Capital, Porto Velho, após tomar posse como novo governador foram de chineses.  Primeiro veio um grupo de empresários , logo seguidos pela visita do próprio embaixador da China no Brasil,  Qiuiu Xiaoqi e da embaixatriz Liu Min.

Os chineses não definiram, nas palavras do governador, o que lhes interessa em Rondônia. Mas, é possível que a palavra “nióbio” tenha sido pronunciada durante as conversações.

Confúcio Moura comentaria após as visitas partirem que “algo de sintomático paira no ar” e fez uma visita à Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais em Rondônia (CPRM) para saber  de suas  atividades no Estado.

Oficialmente, o governador nunca se referiu ao nióbio como um dos temas das conversas com os chineses. Mas, o súbito interesse do médico governador por geologia gerou comentários.

Seria ingenuidade descartar o nióbio dos motivos que levariam os chineses a viajar do outro lado do planeta para Rondônia. Este é um dos Estados da Amazônia que tem esse minério estratégico de largo uso em engenharia civil e militar de alta tecnologia. A China não tem nióbio e importa do Brasil 100 por cento do que usa.

O problema é que as jazidas atualmente conhecidas em Rondônia estão localizadas na Floresta Nacional (Flona) do Jamari, por onde o governo petista de Lula começou a “vender”  a Amazônia para particulares (são concessões com prazo de 60 anos.)

O então  presidente dos Estados Unidos, George Bush, fez uma visita ao Brasil e abraçou  o presidente Lula quando o Brasil decidiu leiloar a Amazônia.

Os particulares vencedores do leilão da floresta, historicamente, acabam  se consorciando a estrangeiros, e riquezas da bio e geodiversidades de Rondônia poderão continuar a migrar para o Exterior, restando migalhas para o povo rondoniense.

O nióbio, hoje, representa o que foi a borracha há um século para o desenvolvimento industrial das  potências mundiais da época. O Brasil, que tem o monopólio mundial da produção desse minério estratégico e vive um Ciclo do Nióbio, está, no entanto, repetindo erros ocorridos durante o Ciclo da Borracha na Amazônia entre os séculos 19 e 20.

O nióbio (Nb) é elemento metálico de mais baixa concentração na crosta terrestre, pois aparece apenas na proporção de 24 partes por milhão.

Em países desenvolvidos, são usados de oitenta gramas a cem gramas de nióbio por tonelada de aço. “Isso deixa o carro mais leve e econômico”. Na China, são usadas apenas 25 gramas em média de nióbio por tonelada.

Analistas dizem que no mercado asiático estão as chances de expansão das exportações – e utilização do minério. O Japão também importa 100 por cento do nióbio do Brasil. No Ocidente, os Estados Unidos importam 80 por cento e a Comunidade Econômica Européia, 100.

O diretor de assuntos minerários do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Marcelo Ribeiro Tunes, citado por Danielle Nogueira, disse  que “boa parte do potencial de expansão de nossas exportações de nióbio está na China.”

“Em 2010, a receita com vendas externas de nióbio foi de US$ 1,5 bilhão. Foi o terceiro item da pauta de exportações minerais, atrás de minério de ferro e ouro. As duas empresas que atuam no setor no Brasil são a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração, do grupo Moreira Sales e dona da mina de Araxá (MG), e a Anglo American, proprietária da mina de Catalão (GO.)”

É provável, portanto, que o principal interesse dos chineses por Rondônia seja exatamente o nióbio escondido no sub solo do Estado, em números ainda não bem conhecidos, especialmente em terras que podem ser compradas ainda que indiretamente por estrangeiros.

Até o momento, segundo o Mapa Geológico de Rondônia feito pelo CPRM, foram descobertas jazidas desse minério na região da Floresta Nacional (Flona) do Jamari.

A área tem mais de 220 mil hectares de extensão, localizada a 110 km de Porto Velho, atinge os municípios de Itapuã do Oeste, Cujubim e Candeias do Jamari. Além da enorme quantidade de madeira e água, o subsolo da floresta a ser leiloada é rico, além de nióbio, de estanho, ouro, topázio e outros minerais.

As jazidas de Araxá (MG) e Catalão (GO) eram consideradas as maiores do mundo até  serem descobertas as da Amazônia.

As jazidas de Rondônia são as menores da Amazônia,  mas há ainda muito a ser investigado. Na região do Morro dos Seis Lagos, município de São Gabriel da Cachoeira (AM), encontrou-se o maior depósito de nióbio do mundo, que suplanta em quantidade de minério, as jazidas de Araxá (MG) e Catalão (GO), antes detentoras de 86% das reservas mundiais.

Por que os chineses desembarcaram em Rondônia – se um de seus supostos interesses, o mais óbvio, seriam negócios com nióbio, embora existam poucas jazidas aqui? Porque o minério estratégico está na Floresta Nacional do Jamari, que o governo petista de Lula escolheu, em 2006, através da então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.para iniciar a privatização da floresta.

Não seria surpresa se os chineses resolvessem, de alguma forma, em participar do leilão da Flona do Jamari. Em outras áreas, como em Roraima, onde se supõe existir uma reserva de nióbio maior do que todas as conhecidas no país, é mais difícil extrair o minério porque ele está, em princípio, preservado e inalienável por pertencer ao território indígena da Raposa do Sol. A venda de florestas em Rondônia abre caminho para a exploração de sua biogeodiversidade por estrangeiros.

O plano do governo federal é dividir a Flona do Jamari em três grandes áreas (17 mil, 33 mil e 46 mil hectares) e usá-la como modelo, concedendo o direito de exploração à grandes empresas com o discurso de que preservariam melhor o meio ambiente.

Das oito empresas que se inscreveram para entrar na disputa, não há nenhuma das pequenas e médias madeireiras que já atuam na região há vários anos.

A privatização da floresta tem sofrido embargos judiciais. E o senador Pedro Simon (PMDB/RS) declarou na época que a proposta que trata a concessão de florestas públicas, transformada na Lei 11.284 em março de 2006, "foi no mínimo, uma das mais discutíveis que já transitaram no Congresso Nacional, além de ter sido aprovada sem o necessário aprofundamento do debate."

Frequentemente a CPRM e o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) são acusados de sub avaliar o tamanho das jazidas, das reservas.

Ainda assim, considerando-se válidas as estimativas da CPRM, o Brasil seria o dono de um superdepósito de nióbio, com 2,9 bilhões de toneladas de minérios, a 2,81% de óxido de nióbio, o que representaria 81,4 milhões de toneladas de óxido de nióbio contido, nada menos do que 14 vezes as atuais reservas existentes no planeta Terra, incluindo aquelas já conhecidas no subsolo do país.

Os minérios de nióbio acumulados no "Carbonatito dos Seis Lagos" (AM), somados às reservas medidas e indicadas de Goiás, Minas Gerais e do próprio estado do Amazonas, passariam a representar 99,4% das reservas mundiais.

O nióbio, portanto, é um minério essencialmente nacional, essencialmente brasileiro, mas  quem fixa os preços é a "London Metal Exchange - LME", de Londres.

O contra-almirante reformado Roberto Gama e Silva, sugeriu, na condição de presidente do Partido Nacionalista Democrático (PND), a criação pelo governo do Brasil da Organização dos Produtores e Exportadores de Nióbio (OPEN), nos moldes da Organização dos Produtores de Petróleo (OPEP), a fim de retirar da "London Metal Exchange (LME) o poder de determinar os preços de comercialização de todos os produtos que contenham o nióbio.

A LME fixa, para exportação, preços mais baixos do que os cobrados nas jazidas.

“Evidente que as posições do Brasil, no novo organismo, seriam preenchidas com agentes governamentais que, não só batalhariam para elevar os preços dos produtos que contém o nióbio, mas, ainda, fixariam as quotas desses materiais destinadas à exportação” – diz Silva.

De qualquer forma, em 2010, a receita com vendas externas de nióbio foi de US$ 1,5 bilhão. Foi o terceiro item da pauta de exportações minerais, atrás de minério de ferro e ouro.

Num encontro com jornalistas, realizado em 7 de fevereiro/11, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que um novo marco regulatório da mineração no Brasil será encaminhado ao Congresso ainda no primeiro semestre deste ano.

Lobão disse que serão encaminhados três projetos independentes: um que trata das regras de exploração do minério, outro que cria a agência reguladora do setor e um terceiro que trata exclusivamente dos royalties.

Segundo Lobão, o Brasil tem hoje um dos menores royalties do mundo. “Nós cobramos no Brasil talvez o royalty mais baixo do mundo. A Austrália e países da África chegam a cobrar 10% e o Brasil apenas 2% ".  
Matéria produzida por Nelson townes e publicada no portal www.noticiaro.com. (Postado em Porto Velho, Rondônia,  em 6/3/2011, domingo, às 18h06 GMT -4)

terça-feira, 8 de março de 2011

Senador Mozarildo por Roraima é acusado de se apossar de terras públicas




Só por terem sido eleitos se acham acima da lei  da constituição e donos do Brasil

Acusado de invasão de 2.811 hectares de terras públicas nas cercanias de Boa Vista, em Roraima, o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) tornou-se réu em ação de imissão de posse movida pelo governo do Estado. Segundo pedido de tutela antecipada, apresentado pela Procuradoria-Geral do Estado, o senador apropriou-se de uma gleba que o governo de Roraima destinou ao assentamento de agricultores.  Fonte: Blog do Noblat.

Será que procede tal acusação?  

Este senador de Roraima se acha no direito de se apossar de terras públicas, afinal de contas, é um senador da república e melhor do que qualquer outro cidadão, portanto tem o direito de invadir terras públicas sem autorização de ninguém.
Até quando vamos assistir de camarote este comportamento desonesto de nossos governantes? 

segunda-feira, 7 de março de 2011

Rondônia o Nióbio escondido na floresta "doado" pelo Estado, o mineral mais estratégico e raro no mundo.

Vista do alto da Serra dos Pacaás Novos, em Rondônia | Sergio Marques de Souza/Prefeitura de Campo Novo de Rondônia


Vista aérea da floresta Nacional (Flona) do Jamari em Rondônia - Foto Wigold Schaffer
Com o início da Era Espacial, aumentou muito o interesse pelo nióbio brasileiro, o mais leve dos metaisa refratários. Ligas de nióbio, como Nb-Ti, Nb-Zr, Nb-Ta-Zr, foram desenvolvidas para utilização nas indústrias espacial e nuclear.

As jazidas atualmente conhecidas em Rondônia estão localizadas na Floresta Nacional (Flona) do Jamari.
  • Adendo 2022. No Amazônas desde a visita do ex-presidente Roosevelt em 1914 junto com marechal Rondon, o presidente yanque com o militar brasileiro e entreguista, camuflaram entre MS e Rondônia, imensa área de terras, de floresta, até então desconhecida, como  'VASIO GEOGRÁFICO!" Somente agora 2022, com os militares de Cá junto com os militares de Lá, e dentro da Amazônia Legal, "DESCOBRIRAM TAIS TERRAS" e as estão demarcando como pertencentes a Rondônia. Pergunto: a Amazônia Legal, os militares estão querendo fazê-la pertencer a quem? Em 2010, o site  Wikileaks disse que o governo americano incluiu as minas de nióbio de Araxá (MG) e Catalão (GO) no mapa de áreas estratégicas para os EUA. O mapa certamente inclui agora as grandes jazidas dos Estados do Amazonas e Roraima e o pouco conhecido potencial de Rondônia.
Retorno: O ABSURDO É QUE ESTÃO UTILIZANDO BILHÕES DE VERBAS DO BNDES PARA A EXTRAÇÃO DO VALIOSO MINÉRIO NIÓBIO QUE O BRASIL DETÉM 98% DE SEU ESTOQUE. O QUE DEVERIA ESTAR ACONTECENDO  É O INVERSO.  OS EXTRATORES É QUE DEVERIAM PAGAR PARA O BRASIL E NÃO O BRASIL DOAR O MINÉRIO E AINDA PAGAR A ELES PARA EXTRAIR. É O IMPATRIOTISMO E NÃO NACIONALISMO DOS DIRIGENTES BRASILEIROS QUE NÃO DESTINA OS BENS DO BRASIL PARA O BRASIL PROGREDIR COMO NAÇÃO SOBERANA. E COMO OS LOBISTAS INTERAGEM NOS TRÊS PODERES DA REPÚBLICA, ACONTECE O DESCAMINHO SEM PUNIÇÃO. E QUEM PERDE É O BRASIL. 

O nióbio, hoje, representa o que foi a borracha há um século para o desenvolvimento industrial das  potências mundiais da época. O Brasil, que tem o monopólio mundial da produção desse minério estratégico e vive um Ciclo do Nióbio, está, no entanto, repetindo erros ocorridos durante o Ciclo da Borracha na Amazônia entre os séculos 19 e 20. ASSIM, o então  presidente dos Estados Unidos, o lúcifer George Bush, visitou o Brasil.


Embora seja o maior produtor do mundo, o Brasil deixa que o preço do minério seja ditado pelos estrangeiros que o compram (como acontecia no Ciclo da Borracha.)

O nióbio (Nb) é elemento metálico de mais baixa concentração na crosta terrestre, pois aparece apenas na proporção de 24 partes por milhão.

Quase anônimo, entrou na lista dos "novos metais nobres" por suas multiplicas utilidades nas recentes “tecnologias de ponta”. Praticamente só existe no Brasil (que tem entre 96 a 97 por cento das jazidas.

O nióbio é usado principalmente para a fabricação de ligas ferro-nióbio, de elevados índices de elasticidade e alta resistência a choques, usadas na construção pontes, dutos, locomotivas, turbinas para aviões etc.

Por ter propriedades refratárias e resistir à corrosão, o nióbio é também usado para a fabricação de superligas, à base de níquel (Ni ) e, ou de cobalto (Co), para a indústria aeroespacial (turbinas a gás, canalizações etc.), e construção de reatores nucleares e respectivos aparelhos de troca de calor.

Na década de 1950, com o início da corrida espacial, aumentou muito o interesse pelo nióbio, o mais leve dos metaisa refratários. Ligas de nióbio, como Nb-Ti, Nb-Zr, Nb-Ta-Zr, foram desenvolvidas para utilização nas indústrias espacial e nuclear, e também para fins relacionados à supercondutividade. Os tomógrafos de ressonância magnética para diagnóstico por imagem, utilizam magnetos supercondutores feitos com a liga NbTi.

Com o nióbio são feitas desde ligas supracondutoras de eletricidade a lentes óticas.  Tudo o que os chineses  estão fazendo, desenvolvendo-se como potência tecnológica, industrial e econômica.

“O nióbio otimiza o uso do aço na indústria de aviação, petrolífera e automobilística”, explica a jornalista Danielle Nogueira, em artigo no site Infoglobo.

Em países desenvolvidos, são usados de oitenta gramas a cem gramas de nióbio por tonelada de aço. “Isso deixa o carro mais leve e econômico”. Na China, são usadas apenas 25 gramas em média de nióbio por tonelada.

Analistas dizem que no mercado asiático estão as chances de expansão das exportações – e utilização do minério. O Japão também importa 100 por cento do nióbio do Brasil. No Ocidente, os Estados Unidos importam 80 por cento e a Comunidade Econômica Européia, 100.

O diretor de assuntos minerários do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Marcelo Ribeiro Tunes, citado por Danielle Nogueira, disse  que “boa parte do potencial de expansão de nossas exportações de nióbio está na China.”

“Em 2010, a receita com vendas externas de nióbio foi de US$ 1,5 bilhão. Foi o terceiro item da pauta de exportações minerais, atrás de minério de ferro e ouro. As duas empresas que atuam no setor no Brasil são a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração, do grupo Moreira Sales e dona da mina de Araxá (MG), e a Anglo American, proprietária da mina de Catalão (GO.)”

É provável, portanto, que o principal interesse dos chineses por Rondônia seja exatamente o nióbio escondido no sub solo do Estado, em números ainda não bem conhecidos, especialmente em terras que podem ser compradas ainda que indiretamente por estrangeiros.

Até o momento, segundo o Mapa Geológico de Rondônia feito pelo CPRM, foram descobertas jazidas desse minério na região da Floresta Nacional (Flona) do Jamari.

A área tem mais de 220 mil hectares de extensão, localizada a 110 km de Porto Velho, atinge os municípios de Itapuã do Oeste, Cujubim e Candeias do Jamari. Além da enorme quantidade de madeira e água, o subsolo da floresta a ser leiloada é rico, além de nióbio, de estanho, ouro, topázio e outros minerais.

As jazidas de Araxá (MG) e Catalão (GO) eram consideradas as maiores do mundo até  serem descobertas as da Amazônia.

As jazidas de Rondônia são as menores da Amazônia,  mas há ainda muito a ser investigado. Na região do Morro dos Seis Lagos, município de São Gabriel da Cachoeira (AM), encontrou-se o maior depósito de nióbio do mundo, que suplanta em quantidade de minério, as jazidas de Araxá (MG) e Catalão (GO), antes detentoras de 86% das reservas mundiais.

Por que os chineses desembarcaram em Rondônia – se um de seus supostos interesses, o mais óbvio, seriam negócios com nióbio, embora existam poucas jazidas aqui? Os EUA vai deixar? visto que os governantes brasileiros apenas dizem SIM!

Não seria surpresa se os chineses se os EUA deixar, resolvessem, de alguma forma, em participar do leilão da Flona do Jamari. Em outras áreas, como em Roraima, onde se supõe existir uma reserva de nióbio maior do que todas as conhecidas no país, é mais difícil extrair o minério porque ele está, em princípio, preservado e inalienável por pertencer ao território indígena da Raposa do Sol. A venda de florestas em Rondônia abre caminho para a exploração de sua biogeodiversidade por estrangeiros.

O plano do governo federal é dividir a Flona do Jamari em três grandes áreas (17 mil, 33 mil e 46 mil hectares) e usá-la como modelo, concedendo o direito de exploração à grandes empresas com o discurso de que preservariam melhor o meio ambiente.

Das oito empresas que se inscreveram para entrar na disputa, não há nenhuma das pequenas e médias madeireiras que já atuam na região há vários anos.

A privatização da floresta tem sofrido embargos judiciais. E o senador Pedro Simon (PMDB/RS) declarou na época que a proposta que trata a concessão de florestas públicas, transformada na Lei 11.284 em março de 2006, "foi no mínimo, uma das mais discutíveis que já transitaram no Congresso Nacional, além de ter sido aprovada sem o necessário aprofundamento do debate."

O interesse das potências estrangeiras pelas riquezas naturais brasileiras é antigo. 

Frequentemente a CPRM e o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) são acusados de sub avaliar o tamanho das jazidas, das reservas.

Ainda assim, considerando-se válidas as estimativas da CPRM, o Brasil seria o dono de um superdepósito de nióbio, com 2,9 bilhões de toneladas de minérios, a 2,81% de óxido de nióbio, o que representaria 81,4 milhões de toneladas de óxido de nióbio contido, nada menos do que 14 vezes as atuais reservas existentes no planeta Terra, incluindo aquelas já conhecidas no subsolo do país.

Os minérios de nióbio acumulados no "Carbonatito dos Seis Lagos" (AM), somados às reservas medidas e indicadas de Goiás, Minas Gerais e do próprio estado do Amazonas, passariam a representar 99,4% das reservas mundiais.

O nióbio, portanto, é um minério essencialmente nacional, essencialmente brasileiro, mas  quem fixa os preços é a "London Metal Exchange - LME", de Londres.

O contra-almirante reformado Roberto Gama e Silva, sugeriu, na condição de presidente do Partido Nacionalista Democrático (PND), a criação pelo governo do Brasil da Organização dos Produtores e Exportadores de Nióbio (OPEN), nos moldes da Organização dos Produtores de Petróleo (OPEP), a fim de retirar da "London Metal Exchange (LME) o poder de determinar os preços de comercialização de todos os produtos que contenham o nióbio.

A LME fixa, para exportação, preços mais baixos do que os cobrados nas jazidas.

“Evidente que as posições do Brasil, no novo organismo, seriam preenchidas com agentes governamentais que, não só batalhariam para elevar os preços dos produtos que contém o nióbio, mas, ainda, fixariam as quotas desses materiais destinadas à exportação” – diz Silva.

De qualquer forma, em 2010, a receita com vendas externas de nióbio foi de US$ 1,5 bilhão. Foi o terceiro item da pauta de exportações minerais, atrás de minério de ferro e ouro.

Edison Lobão ministro de minas e energia prometeu em 2011, em 2015  ele não cumpriu o que prometeu!! (adendo 2015).  Num encontro com jornalistas, realizado em 7 de fevereiro, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que um novo marco regulatório da mineração no Brasil será encaminhado ao Congresso ainda no primeiro semestre deste ano.

Lobão disse que serão encaminhados três projetos independentes: um que trata das regras de exploração do minério, outro que cria a agência reguladora do setor e um terceiro que trata exclusivamente dos royalties.

Segundo Lobão, o Brasil tem hoje um dos menores royalties do mundo. “Nós cobramos no Brasil talvez o royalty mais baixo do mundo. A Austrália e países da África chegam a cobrar 10% e o Brasil apenas 2% ".

Resultado de imagem para ROBERTO GAMA e SILVA Contra-Almirante Reformado

Notas:

Selecione a cidade para exibir a lista de Extração de minérios de nióbio e titânio: http://empresasdobrasil.com/empresas/ro/extracao-de-minerios-de-niobio-e-titanio

Matéria produzida por Nelson townes e publicada no portal www.noticiaro.com. 
(Postado em Porto Velho, Rondônia,  em 6/3/2011, domingo, às 18h06 GMT -4)
Nelson Townes, via Notícia RO e lido no Portal dos Estudos Estratégicos

Se o site não abrir é porque foi censurado pelo governo!

ou aqui: 

Empresa de nióbio em Ningxia, China

ENQUANTO O BRASIL FORNECE OS MINÉRIOS E  SE DESNACIONALIZA...



Gerentes de projeto ILC visitar a filial de titânio OTIC.Image: OTIC
Em 18 de fevereiro de 2011, uma delegação de representantes Esforço Global Design visitou a Orient Industry Co. Ltd tântalo (OTIC), Ningxia, uma empresa de nióbio na China. O grupo era composto de gerentes de projeto ILC Akira Yamamoto e Marc Ross, juntamente com Robert Rimmer de Thomas Jefferson Laboratory, em os EUA, acompanhados por Asian Linear Collider presidente da Comissão de Coordenação Jie Gao e membro do grupo ILC Jiyuan Zhai do Instituto de Física de Altas Energias (IHEP ), em Pequim.
Com o objetivo de preparar-se para ILC radiofreqüência supercondutoras cavidade (SCRF) e industrialização cryomodule, e buscar relação custo-benefício de produção em massa cenários para a cavidade SCRF e sistemas cryomodule, os gerentes de projeto ILC definir um plano de comunicação industrial. Eles decidiram efectuar visitas a doze empresas entre o início de fevereiro e final de abril de 2011 para discutir as especificações técnicas e modelos industriais. As empresas, com base na América, Ásia e Europa, são os fabricantes de material de nióbio ou cavidades e cryomodules.

Visitantes e gerentes OTIC ficar na frente de um forno de feixe de 600 quilowatts-elétron, que é usado para fusão por feixes de elétrons. Image: OTIC
OTIC, localizada na região de Ningxia Hui Autónoma da China, é a última empresa na Ásia, que os gerentes de projeto ILC visitados. "Como um colaborador muito próximo com IHEP (ver 22 julho de 2010 e 02 de setembro de 2010 ) e com a Universidade de Pequim (ver 09 de setembro de 2010 ) em supercondutores tecnologia por muitos anos, OTIC é uma das empresas de nióbio mais importante produção na Ásia ", disse Gao. OTIC, criada em Abril de 1999, é uma empresa subsidiária controlado pela China Nonferrous metal Ningxia Orient Group Co., Ltd (CNMNC). Devido a uma combinação de ativos núcleo principal e conquistas em pesquisa científica contribuiu por CNMNC como o autor principal, OTIC é uma empresa de grande porte especializada em pesquisa científica, desenvolvimento e produção de metais raros, é a maior fabricante de tântalo e nióbio na China e é um dos do mundo três processadores top de tântalo. É também o único membro asiático da comissão executiva do nióbio, tântalo-Centro de Estudos Internacionais. OTIC é uma base importante para o fornecimento de novos materiais como metais raros como nióbio, tântalo, berílio e para aplicações de alta tecnologia e uma exportação orientada para empresa de alta tecnologia na China. "Eu tenho sido muito impressionado com a configuração promissora e escala da empresa, que tem um espírito altamente motivados para a tecnologia avançada", disse Yamamoto.
OTIC contém todas as usinas de fabricação de folhas de nióbio incluindo a pressão, gaseamento-out e sinterização, soldagem feixe de elétrons, corte, forjaria, mecânica de moagem, laminação, polimento, corte e recozimento. "Aprendemos muito sobre essa empresa e gostaram muito do passeio de fábricas muito ativo e laboratórios da OTIC", disse Yamamoto depois da turnê visita guiada de plantas de fabricação de OTIC. As discussões detalhadas entre gerentes de projeto e especialistas ILC OTIC estabelecido uma compreensão mútua, sobre os requisitos e capacidade ILC OTIC e seu planejamento futuro. "Seria mais agradável para mim entender que OTIC pode cobrir a maioria dos nossos exigência técnica de material de nióbio, bem como de nióbio e titânio produção de liga", disse Yamamoto.

Os participantes escutam o relatório introdutório de OTIC. Image: OTIC
Como uma ação voltada para o futuro, um novo sub-empresa dedicada a materiais supercondutores e os componentes de fornecimento chamado Ningxia Orient Superconductor Technology Co., Ltd., executado em conjunto pela Universidade OTIC e Pequim, deve ser estabelecida em 28 de Fevereiro. "Será uma característica única do OTIC a ser realizado em breve, e vai abrir uma nova porta para a empresa. Ele vai lidar com tudo, incluindo todos os processos a partir de materiais para a integração cavidade ", disse Yamamoto. "Espero que para estender nossa cooperação, especialmente com uma empresa que demonstra um espírito pioneiro para avançar tecnologias supercondutividade."
No início de março, os gestores ILC projeto vai estender sua comunicação industrial para as empresas na Europa. Fique ligado para mais notícias do mundo da indústria.