terça-feira, 31 de julho de 2012

Mineração Catalão Nióbio e Zinco


Ruben Marcus Fernandes assumiu no início desta semana o cargo depresidente-executivo da Anglo American nas áreas de fosfato e nióbio. Esse braço de negócio é um dos maiores produtores de nióbio do mundo, com lucro superior a 50 milhões de dólares por ano..

Já a Copebrás, unidade de fosfato da Anglo, tem lucro anual de mais de 135 milhões de dólares. Suas plantas estão instaladas em Ouvidor e Catalão, em Goiás, e em Cubatão, em São Paulo.

Extração do Nióbio pela Anglo American em Barro Alto GO

O ABSURDO É QUE ESTÃO UTILIZANDO BILHÕES DE VERBAS DO BNDES PARA A EXTRAÇÃO DO VALIOSO MINÉRIO NIÓBIO  QUE SÓ TEM NO BRASIL. O QUE DEVERIA ESTAR ACONTECENDO  É O INVERSO.  OS EXTRATORES PAGAREM PARA O BRASIL E NÃO O BRASIL DOAR O MINÉRIO E AINDA PAGAR A ELES PARA EXTRAIR. É O IMPATRIOTISMO E NÃO NACIONALISMO DOS DIRIGENTES BRASILEIROS QUE NÃO DESTINA OS BENS DO BRASIL PARA O BRASIL PROGREDIR COMO NAÇÃO SOBERANA, E COMO OS LOBISTAS INTERAGEM NOS TRÊS PODERES DA REPÚBLICA, ACONTECE O DESCAMINHO SEM PUNIÇÃO. E QUEM PERDE É O BRASIL. 

A Anglo American plc é uma das maiores companhias de mineração do mundo, com sede no Reino Unido e capital aberto em Londres e Joanesburgo. Nosso portfólio abrange empresas de mineração de metais preciosos e minerais – é líder global em platina e diamantes; metais básicos – cobre e níquel; e outras commodities, como minério de ferro, carvão metalúrgico e carvão térmico. As operações de mineração da empresa e sua carteira de projetos estão localizadas na África do Sul, América do Sul, Austrália, América do Norte e Ásia.

No Brasil, com início das atividades em 1973, a Anglo American possui operações de Níquel, Minério de Ferro, Nióbio (Mineração Catalão) e Fosfato (Copebrás).

A Mineração Catalão começou sua produção em 1976 e está localizada nos municípios de Ouvidor e Catalão (GO). Com lucro operacional de 67 milhões de dólares e vendas de 4.100 toneladas em 2010, a Mineração Catalão é uma das três maiores produtoras de nióbio no mundo, exportando o seu produto para as principais siderúrgicas na Europa, América do Norte e Ásia.

Fundada em 1955, a Copebrás é uma das maiores fabricantes de produtos fosfatados do Brasil, produzindo fertilizantes para a agricultura, fosfato bicálcico – DCP (usado em alimentação animal) e outros produtos fosfatados para fins industriais. Com lucro operacional de 81 milhões de dólares e produção de cerca de 1 milhão de toneladas em 2010, a Copebrás possui unidades em Catalão e Ouvidor (GO) e em Cubatão (SP).

A Anglo American é uma empresa determinada a crescer no Brasil, trabalhando em conjunto com as comunidades locais e aplicando as melhores práticas de negócio adquiridas ao redor do mundo por quase um século. http://www.lvba.com.br/web2/imprensa/?angloamerican

Ruben Marcos Fernandes, ex-diretor de mineração da Votorantim Metais (VM), é o novo presidente-executivo das unidades de fosfato e nióbio da mineradora Anglo American.


Segundo confirmou a companhia afirmou ao Valor, o executivo assumiu o cargo em 23/07/12.


A área de fosfato da Anglo American é representada pela Copebrás, que tem uma unidade de processamento em Cubatão (SP) e uma em Catalão (GO), além da mina e uma unidade de beneficiamento em Ouvidor (GO).


A área de nióbio, por sua vez, é tocada pela Mineração Catalão, que também tem a mina em Ouvidor (GO) e uma planta de beneficiamento em Catalão (GO)
.http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/valor/2012/07/24/ex-votorantim-assume-unidades-de-fosfato-e-niobio-da-anglo-american.jhtm
PARCERIA COM A ANGLO AMERICAN GARANTE CONSTRUÇÃO DE ESCOLA EM SANTA RITA DO NOVO DESTINO
Após deixarem buracos e contaminação no solo e hídrico afetando a população com Câncer, eles prometem realizar  melhorias na comunidade, como esmolas oferecidas aos incautos:
Liomar Vidal, coordenador de Relações com a Comunidade de Barro Alto, lembra  que a Anglo American mantém uma política de investimento social nas regiões onde atua, visando, com isso, colaborar para o desenvolvimento sustentável das comunidades.

Prefeito da cidade de Santa Rita do Novo Destino, José Eustáquio
 ao lado do governador Marconi Perillo

Extração de níquel em Barro Alto GO pela Anglo American


A mina de Barro Alto está localizada no Estado de Goiás, a cerca de 170km a noroeste de Brasília, 240km ao norte de Goiânia e 150 km da operação de níquel da Anglo American - Codemin, em Niquelândia. O depósito foi descoberto no final dos anos 60 e a Anglo American completou a aquisição dos direitos minerários em 2002, por US$ 35 milhões (?). Os estudos de viabilidade começaram em outubro de 2004 e foram completados em setembro de 2006. 


DIVULGAÇÃO

Local onde está sendo construída a planta para extração de níquel em Barro Alto: investimento de US$ 1 bi
O Projeto Barro Alto, empreendimento de níquel da Anglo American no município de Barro Alto (GO), segue firme e de acordo com o cronograma estipulado no momento de seu lançamento, em dezembro de 2006. Com o processo de terraplenagem quase concluído, já foram iniciadas a construção das bases de fornos de redução e as obras civis, e a montagem eletromecânica está pronta para começar. Com o investimento de US$ 1,5 bilhão, a nova planta, cujo projeto teve início em janeiro de 2007, produzirá uma média de 36 mil toneladas de níquel contido em ferroníquel ao ano. A previsão é que a operação tenha início no primeiro trimestre de 2010, com expectativa de atingir a capacidade total de produção durante os 12 meses seguintes. 
"A movimentação de terra já está praticamente terminada, a maioria das estacas já foi construída e, agora, as obras civis estão em andamento. Além disso, uma das mais importantes atividades foi concluída, que é a contratação da montadora eletromecânica, já em mobilização", afirma Euler Piantino, gerente geral do Projeto Barro Alto.
De acordo com ele, atualmente o Projeto Barro Alto conta com um efetivo de cerca de 1.600 trabalhadores, a maioria da construção civil. No entanto, o empreendimento oferecerá também oportunidades a diversas categorias de emprego, e, em outubro e novembro de 2008, deve contar com 3.800 profissionais em seu quadro. "Quando a nova planta estiver em pleno funcionamento, a Anglo American gerará cerca de 780 postos de trabalho, e as primeiras contratações estão previstas para acontecer em maio deste ano, data que pretendemos formar a equipe de Laboratório", destaca Piantino.  
No decorrer deste ano, a Anglo American tem a intenção de buscar profissionais para ocupar cargos-chave de nível superior e técnico, das áreas de metalurgia, mecânica, elétrica e mineração. Essa equipe inicial de Manutenção terá como objetivo acompanhar a montagem da planta e realizar treinamentos aos futuros empregados, que assumirão as atividades quando a operação iniciar.

Expansão e investimento em mina
A construção de Barro Alto inclui a expansão da operação atual da mina e uma nova planta metalúrgica, com o mesmo processo de produção de ferroníquel, já adotado há 20 anos pelas operações da Anglo American - Codemin, em Niquelândia (GO), e Loma de Níquel, na Venezuela. O fornecimento de energia elétrica, um dos principais insumos para o projeto, já foi assegurado por meio de um contrato de longo prazo. 
Para Cynthia Carroll, CEO da Anglo American plc,  o Projeto Barro Alto é extremamente importante e atraente em um país onde a empresa já tem vasta experiência no gerenciamento e na operação de projetos de níquel. "A produção de Barro Alto contribuirá para praticamente duplicar a produção de níquel do Grupo no mundo, atingindo aproximadamente 90 mil toneladas por ano, em 2011. As perspectivas para o mercado de níquel são muito positivas, com manutenção da forte demanda e darão à Anglo American uma excelente oportunidade de crescimento nesse atrativo mercado", destaca.
Walter De Simoni, presidente da Anglo American Brasil, comenta: "O Projeto Barro Alto é o maior investimento já feito pela Anglo American no Brasil em níquel. Com a aprovação de Barro Alto a empresa dá um passo importante para se tornar um dos grandes produtores de níquel no mundo".
A mina de Barro Alto está localizada no Estado de Goiás, a cerca de 170km a noroeste de Brasília, 240km ao norte de Goiânia e 150 km da operação de níquel da Anglo American - Codemin, em Niquelândia. O depósito foi descoberto no final dos anos 60 e a Anglo American completou a aquisição dos direitos minerários em 2002, por US$ 35 milhões. Os estudos de viabilidade começaram em outubro de 2004 e foram completados em setembro de 2006. 
O total de recursos minerais do depósito é de 116,2 milhões de toneladas, com teor médio de 1,54% de níquel dos quais, 62,4 milhões têm teor médio de 1,66% de níquel, que serão lavrados dentro dos métodos convencionais para mina a céu aberto. Parte do minério deste depósito vem sendo processado desde 2003 na planta de ferroníquel da Anglo American em Niquelândia. Esta operação alongou a vida da Codemin e aumentou sua produção de 6 para 10 mil toneladas por ano, permitindo que a empresa se beneficie ainda mais dos fortes preços do níquel. O minério de Barro Alto continuará a ser transportado para a Codemin, durante os 26 anos de vida de Barro Alto. A experiência que a Anglo ganhou tratando o minério de Barro Alto na Codemin, agilizará consideravelmente a implantação do projeto. (Da redação)
http://www.jornaldiariodonorte.com.br/site/cidades.php?cod=1759

terça-feira, 17 de julho de 2012

Exército explora área na fronteira onde 'nunca havia pisado antes'

Durante 13 dias, soldados mapearam trecho perto de Suriname e Guiana.
Tropa descobriu garimpos, pistas clandestinas, tráfico de animais e trilhas.

Tahiane StocheroDo G1, em São Paulo
Região do rio Anamu, na fronteira do Pará com Suriname e Guiana, foi vasculhada pelos militares
(Foto: Força 3/Divulgação)
Militares brasileiros realizaram pela primeira vez o reconhecimento de uma área na fronteira do Brasil com o Suriname e a Guiana considerada até então desconhecida pelos órgãos públicos.


Segundo o General Eduardo Villas Bôas, comandante militar da Amazônia, o levantamento ocorreu devido ao "grande desconhecimento" da região ao norte do Rio Trombetas, no Pará, e na tríplice fronteira.
“É uma área de difícil acesso, com rios cheios de cachoeiras, não navegáveis, grande vazio populacional e mata fechada. Considerávamos uma região de sombra, que nunca havíamos pisado antes, pois não tem como chegar lá por estradas, embarcações ou aeronaves", disse o general ao G1.
"Por isso, determinei que uma tropa especializada fosse esmiuçar a mata e coletar informações”, acrescentou.


Durante a operação, realizada neste mês, 16 integrantes da Força 3 - unidade formada por Comandos e Forças Especiais (a tropa de elite do Exército) e baseada em Manaus (AM) - ficaram 13 dias na floresta amazônica.


A missão era mapear tribos isoladas, garimpos ilegais, pistas clandestinas e outros crimes transfronteiriços, de acordo com o comandante da Força 3, tenente-coronel André Lúcio Ricardo Couto.


A ação começou a partir do pelotão de fronteira de Tiriós, localizado a 12 km da divisa do Pará com o Suriname. A partir dali, os soldados seguiram de helicóptero até dois pontos fictícios próximos aos rios Curiau e Cafuni, que ingressam no Brasil a partir do Suriname e da Guiana e, no Pará, formam o Rio Trombetas.


As coordenadas exatas não são divulgadas por questões estratégicas, pois nos locais o Exército pretende implantar futuramente novos pelotões de fronteira.


No total, a área percorrida tem 400 quilômetros de extensão na fronteira do Pará com Suriname e Guiana, segundo o coronel André Lúcio. “Em localidades que imagens de satélite e mapas apontavam como sendo habitadas por tribos, não encontramos nada. Também descobrimos pequenas pistas de pouso próximas a terras indígenas, que podem ser usadas por garimpeiros”, disse.
Militares brasileiros chegam a comunidades indígenas e localizam trilhas clandestinas na fronteira com
Guiana e Suriname
(Foto: Força 3/Divulgação)
Ao localizar pequenos grupos de indígenas, os militares desciam de rapel na mata e passavam alguns dias na localidade coletando dados.


Foram descobertos pontos de tráfico ilícito de dois pássaros silvestres - curió e bicudo - e duas trilhas clandestinas que levam brasileiros para o trabalho ilegal em minas do lado surinamês, uma delas cruzando terras indígenas.


Duas aldeias, do outro lado da fronteira, são a porta de entrada para os garimpeiros – uma maior, a cinco dias da linha que separa os dois países, e outra menor, a apenas seis horas de caminhada do Brasil.




Os dados coletados pela tropa serão compilados em um relatório que será repassado para diversos órgãos públicos, como Funai (Fundação nacional do Índio) e Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), que têm interesse em saber o que ocorre na área,
informou o General Villas Bôas.


O envio dos militares da Força 3 à área inóspita ocorreu durante a Operação Ágata 4, que reuniu mais de 8,5 mil militares para reprimir crimes nas fronteiras de Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.
Na região de Tiriós, entre Pará e o Suriname, militares realizaram operações em terra e no ar em busca de terras indígenas e crimes na fronteira (Foto: Força 3/Divulgação)

 From:
Subject: FW: Exército.Date: Sat, 14 Jul 2012 18:03:47 +0300
méritos: Soriano Neto

sábado, 14 de julho de 2012

Nióbio novela da Record governo sonega informações à pesquisa

Exclusivo - O mafioso de comercialização do nióbio, que redunda em perdas anuais estimadas de US$ 100 bilhões ao Brasil, pode virar assunto da novela “Máscaras”, da Rede Record. O escritor Lauro César Muniz, que cuida da trama, deseja colocar o polêmico e pouco conhecido assunto na ficção. O novelista tem tudo para sofrer retaliações por mexer no vespeiro do nióbio, tentando popularizar um tema conhecido por poucos brasileiros.


O governo já boicota oficialmente o assunto que é um tabu econômico. Existe até o risco de alguém ligado à presidenta Dilma Rousseff procurar a direção da Record ou da Igreja Universal do Reino de Deus, para “aconselhar” que o assunto não entre na trama da novela. O primeiro sinal disso é que o Departamento Nacional de Pesquisas Minerais, órgão do governo que guarda e sonega todas as informações sobre nióbio, se recusa a falar com a produção da emissora. 


Carolina Agabiti, que faz produção para filmes e telenovelas, realiza uma pesquisa sobre o explosivo tema, cujas informações servirão para alimentar a trama da novela "Máscaras", da Rede Record. Segundo a pesquisadora, “a novela tem um enredo policial que prima por um enfoque realista. Por isso aprofundamos as pesquisas ao máximo porque queremos que as histórias tenham verdade”. Carolina fez uma pesquisa vasta pela internet, leu artigos científicos, e conversou com geólogos. “Tentei entrar em contato com o pessoal do DNPM (que não quis falar comigo)”.


A pesquisadora faz contato com especialistas em Nióbio. Já procurou o engenheiro Ronaldo Schlichting. Pretende falar também com o Almirante Roberto Gama e Silva. Se quiser aprofundar a pesquisa, pode ouvir também o economista Adriano Benayon do Amaral e o advogado Antônio Ribas Paiva. Todos explicam, didaticamente, como funciona o esquema de subfaturamento da exportação do nióbio promovido por transnacionais comandadas a partir da City de Londres, bolsa que dita as cotações mundiais do minério.


O Nióbio é estratégico por vários motivos. O Brasil detém 98% das reservas mundiais e a exploração do raro mineral está associada a terras raras, urânio e tório – matéria-prima fundamental para a indústria de ponta. Os chamados óxidos de terras-raras compreendem um grupo de 17 elementos químicos, utilizados principalmente em aplicações de alta tecnologia. O mercado mundial é atualmente controlado pela China, responsável por mais de 90% do fornecimento mundial. Mas os chineses, espertamente, restringem a exportação dos minerais de alto valor agregado.


Se “novela do nióbio” for mesmo para a telinha da televisão, sem censura, os brasileiros começarão a desvendar mais um mecanismo oculto de como a Oligarquia Financeira Transnacional atua para nos explorar e manter nosso País permanentemente na miséria.


Novidades em Araxá


Uma pesquisa independente, encomendada pela MbAC Fertilizantes, confirmaram a existência de altos teores de terras-raras, nióbio e fosfatos em Araxá – Minas Gerais.


Verificou-se a existência no local de 6,34 milhões de toneladas de minérios, com 5,01% de óxidos totais de terras-raras, 8,40% de P2O5, matéria-prima para fertilizantes, e 1,02% de Nb2O5, o óxido de nióbio.


Os recursos inferidos são de 21,94 milhões de toneladas, com 3,99% de óxidos de terras-raras totais, 7,86% de P2O5 e 0,64% de Nb2O5.


Os óxidos pesados de terras-raras (HREO), somados ao óxido de ítrio (Y2O3), representam 2,48% dos óxidos de terras raras totais.


Exploração programada


A MbAC Fertilizantes, que tem a propriedade total do projeto na área de 214 hectares, vai instalar uma planta-piloto no local.


"Os resultados confirmaram nossas expectativas de que a jazida de Araxá tem uma base significativa de recursos de óxidos de terras-raras com altos teores, quando comparada a outros depósitos no mundo".


A avaliação é do CEO e vice chairman da MbAC Fertilizantes, Antenor Silva, que discute “acordos com terceiros” para a exploração comercial de tamanha riqueza.


Te cuida, Eike


O famoso bilionário, que vem amargando perdas no valor de mercado de suas empresas, deve ficar cada vez mais esperto com a concorrência – que pode até destroná-lo.


O BTG Pactual, de André Esteves, e a AGN Participações, de Roger Agnelli, acabam de criar a B&A Mineração, que começa a operar daqui a dois meses.


Criada para atuar no ramo de mineração no Brasil, no restante da América Latina e na África, a empresa terá braços de logística e de bioenergia – com atuação bem semelhante ao sistema de Eike Batista.
Fonte:www.alertatotal.net 
Por Jorge Serrão


Créditos de: Manoel Soriano Neto
http://niobiomineriobrasileiro.blogspot.com.br/2011/12/abrindo-caixa-preta-do-niobio.html

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Geoglifos descobertos entre os estados do Acre e Amazonas


Altino Machado

Pesquisadores descobriram mais 20 geoglifos durante sobrevoo nas margens da BR-317, entre os estados do Acre e Amazonas, o que eleva para mais de 300 a ocorrência dessas formas geométricas no solo da Amazônia Ocidental, localizadas principalmente nas bordas de planaltos nos vales dos afluentes a sudeste do Rio Purus.
Os geoglifos são estruturas arqueológicas com desenhos geométricos de vários formatos (linhas, quadrados, círculos, animais e até formas humanas), existentes em diversas partes do mundo. No Acre, só se tornaram visíveis após a derrubada da floresta. Segundo os estudiosos, os “desenhos” descobertos na Amazônia Ocidental são obras de povos antigos e desconhecidos.
Leia mais:
Alguns geoglifos têm idade presumida de até dez mil anos e chegam a medir centenas de metros de diâmetro. No Acre, começaram a ser descobertos em pesquisas arqueológicas no final dos anos 1970.
Blog da Amazônia obteve com exclusividade duas imagens da nova descoberta de geoglifos. A primeira é de um geoglifo considerado "complexo" pelos pesquisadores, com caminhos paralelos, delimitados por muretas, situado a aproximadamente 20 quilômetros de Boca do Acre (AM), na margem direita do Rio Purus.
A segunda imagem, é de um geoglifo quadrado duplo, na margem direita da BR-317, próximo da divisa Acre-Amazonas, na bacia do Rio Iquiry, onde aparece formação de pastagem e as árvores de castanheiras mortas ainda em pé.
A descoberta, registrada na semana passada, aconteceu 10 dias antes da realização de um simpósio internacional de arqueologia que comemora os 35 Anos de descobertas dos geoglifos, a ser realizado de 27 a 30 de junho no Centro Cultural do Tribunal de Justiça, em Rio Branco (AC).
O seminário reúne pesquisadores do Brasil, Finlândia, Espanha, Inglaterra, Escócia e EUA. Eles vão expor estudos da presença humana de 2 mil anos na região, além de aspectos científicos, culturais, legais, com enfoque na preservação do patrimônio histórico do legado, e turísticos, com vistas à sustentabilidade das ocorrências arqueológicas.
Na semana passada, uma decisão liminar da Justiça Federal do Acre determinou que o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) realize, no prazo de seis meses, o tombamento dos geoglifos.
O Ministério Público Federal do Acre recorreu à Justiça pelo tombamento dos geoglifos para que sejam incorporados ao patrimônio cultural brasileiro, protegendo-os da destruição que poderia ser causada por atividades de exploração, plantios, construção de estradas, entre outras atividades.
O Iphan no Acre anunciou que pretende recorrer da decisão por considerar insuficiente o tempo concedido para tombamento, embora a pressão do MPF nesse sentido já dure quase cinco anos.
Para o superintendente do Iphan no Acre, DeyvessonGusmão, a ação do MPF é desnecessária porque os geoglifos já estão protegidos pela Constituição por serem patrimônios na União e serem considerados parte integrante patrimônio cultural brasileiro.
Datações radiocarbônicas sugerem que a ocupação dos geoglifos ocorreu entre 2 mil e 700 anos e que "a construção desses aterros geométricos pode ter sido um fenômeno regional compartilhado, especialmente entre os povos Arawak e os Tacana, por eles usados para reuniões, atividades religiosas e, em alguns casos, como locais de moradia".
As pesquisas sobre geoglifos são liderada pela arqueóloga Denise Schaan (Universidade Federal do Pará), Martti Pärssinen (Instituto Iberoamericano de Finlândia) Sanna Saunaluoma (Universidade de Helsinki), Alceu Ranzi (Universidade Federal do Acre), Miriam Bueno (Universidade Federal de Goiás e Antonia Barbosa (Universidade Federal do Pará).
O II Simpósio Internacional Arqueologia da Amazônia Ocidental – Geoglifos do Acre – 35 Anos de Descobertas, vai homenagear Ondemar Ferreira Dias Jr. e Franklin Levy. Foram os dois arqueólogos que realizaram a descoberta dos geoglifos no Acre, durante uma expedição em 1977.
Naquela expedição, o estudante de Geografia da Universidade Federal do Acre, Alceu Ranzi, trabalhou como auxiliar de campo. Posteriormente, em 1986, Ranzi voltou a se encantar pelos geoglifos ao observar da janela de um Boeing as formas geométricas desenhadas no chão de uma fazenda que havia substituído a cobertura florestal pelo pasto.
O relato de Ondemar Ferreira Dias Jr., Franklin Levy e Alceu Ranzi – "As primeiras pesquisas arqueológicas no Acre" – abre o simpósio no dia 27, às 20h, na capital do Acre.
Google Earth
Usuários do Google Earth ou Maps Google podem apreciar alguns dos geoglifos do Acre, a partir das seguintes coordenadas: (10°12′13.32″S 67°10′18.09″W), (10°22′1.61″S 67°43′24.89″W), (10°18′24.51″S 67°13′12.50″W), (10°13′49.01″S 67° 7′26.71″W), (10°17′14.08″S 67° 4′32.97″W), (10°13′5.25″S 67° 9′28.94″W), (10°18′ 06.64″S 67° 41′41.55″W), (10°11′27.65″S 67°43′20.11″W).